Recomeçar

3 Capítulo 3 -Bicho-papão?!


Notas iniciais
Hm, espero que gostem! ++



Ela ouviu quando Draco deixou o apartamento. Não podia
reclamar. O menino realmente parecia ter se esforçado para não fazer nenhum barulho. Porém ele conseguia ser atrapalhado também. Ele havia derrubado alguma coisa em seu quarto e xingou baixo. Disse alguma coisa sobre “limpar depois” e então foi para a cozinha.



Hermione imaginou se seria educado ir até lá e dizer bom
dia, mas daí lembrou que ele havia se esforçado para não fazer barulho... Se ela levantasse, o plano dele iria por água abaixo... Bem, pelo menos ele iria saber disso.



Continuou olhando para o teto até ouvir a porta da sala ser fechada. Quando achou que era seguro, que ele já havia ido, se levantou com
um pulo e foi para o banheiro tomar um banho. Enrolou o máximo que pode embaixo do chuveiro e depois resolveu tomar um café da manha demorado.



Colocou uma roupa de moletom e penteou os cabelos molhados enrolando uma toalha na cabeça. Começou a imaginar tudo o que poderia
fazer durante o dia.



Decidiu que era hora de começar a trabalhar. Colocou todas as cadeiras em cima da mesa, ergueu todos os móveis que conseguiu e tirou
todos os tapetes, pegando uma vassoura e começando a varrer. Lavou toda a louça, organizou os armários, analisou o teto, passou aspirador de pó no carpete do corredor, passou uma escovinha de dente em todas as frestas de todos os azulejos do banheiro. Arrumou sua cama, organizou seu closed, separou tudo o que não iria usar mais e encheu toda uma sacola.



Quando finalmente terminou, olhou para o relógio e percebeu que ainda era apenas meio dia. Suspirou uma vez e foi até a cozinha,
pegando uma maçã para comer. E depois, como um clique, percebeu que havia um lugar da casa que ela ainda não havia limpado.



Sem nem ao menos hesitar, Hermione correu até o quarto de
Draco abrindo a porta minimamente apenas para espiar para dentro. Um cheiro forte, meio amadeirado, queimou suas narinas. Lembrou-se então que Draco havia derrubado alguma coisa naquela manha, deveria ser seu perfume.



Abriu mais a porta e olhou para dentro. Era bem organizado.
Os livros estavam empilhados em cima de uma mesa de cabeceira. A colcha preta estava bagunçada e o blackout ainda estava fechado. A primeira coisa que Hermione fez, foi correr até as cortinas e as puxar, iluminando todo o cômodo de uma só vez. Abriu a janela na esperança que assim o cheiro fosse embora.



Ela foi até as fotos e sorriu vendo o pequeno Draco, o Draco que ela conheceu na escola, sorrindo ao lado da Sra. Malfoy. Seria uma foto bonita se Hermione tivesse qualquer tipo de simpatia pela mulher.



A menina deu uma olhada rápida nos livros que ele lia. Todos eram sobre poções esquecidas ou feitiços raros. Ela folhou um dos livros
e depois o colocou novamente onde estava, temendo que ele pudesse perceber que ela havia mexido em suas coisas.



Ela arrumou a cama, tirou a roupa suja jogada do chão e a
levou para o cesto. Hermione não podia esconder que estava interessada e ao mesmo tempo excitada por estar no quarto de Malfoy. Quer dizer... Olha só para isso! Ela poderia conseguir o que quisesse ali! Poderia descobrir alguma coisa para usar contra ele depois. Mas não havia muitas coisas. Nem cartas, nem fotografias de amigos e muito menos alguma coisa extremamente pessoal. Pelo contrário! Até mesmo o quarto tinha aquele toque impessoal, como se pudesse ser de qualquer um. A não ser, é claro, pela foto com a mãe.



Hermione encarou a mancha no chão com uma careta e resolveu ligar para a única pessoa no mundo em que saberia uma solução para
aquilo. Correu para o telefone e discou o número da mãe.



-alô?



-oi, mãe, sou eu! –ela se apoiou na parede. –queria saber se a senhora sabe alguma coisa que tira cheiro de perfume de carpete!



-perfume? –a Sra. Granger ficou pensativa do outro lado da linha. –limão querida! É uma macha?



-é, é sim.



-esprema limões em cima dela! Posso apostar que sairá logo, logo! –ela parecia estar sorrindo. Hermione fez o mesmo.



-obrigada, mãe!



-sem problemas, querida!



E a menina foi, com três limões na mão, correndo de volta para o quarto de Malfoy. Espremeu todos eles, mas não parecia ter surtido
efeito. Hermione coçou a testa com a mão. Se estivesse com sua varinha poderia dar um jeito naquilo tão facilmente que nem mesmo restariam marcas no final. Mas, pensou azeda, ela não tinha sua varinha.



Resolveu que era hora de tomar medidas drásticas. Não iria perder para uma manchinha qualquer grudada no carpete! Ela era melhor do que isso afinal! Ela era uma bruxa! Nascida trouxa!



Correu para a sala e voltou a pegar o telefone. Discou o número da única pessoa que conhecia, além de sua mãe, que teria um telefone em
casa. Não demorou muito até Lilian atender.



-alô?



-alô? Sra. Potter? –Hermione sorriu um pouco mais abertamente, como se a mulher pudesse vê-la.



-ah, Hermione! Como você está?



-estou bem! Ahn, mas com um problema! –a menina mordeu o
lábio inferior. –por acaso a senhora sabe alguma coisa que tira cheiro e macha de perfume do carpete?



-bem, tem um feitiço que pode... –Lilian começou animadamente.



-ah, não! –Mione franziu o nariz. –Harry não contou que estou sem varinha?



-ah, ele deve ter mencionado alguma coisa, é verdade. –as
duas fizeram silêncio, pensativas. –bem, nesse caso tente farinha!



-farinha? –Hermione repetiu incrédula.



-sim, coloque em cima da macha! Deve acabar com o cheiro
pelo menos! –a Lilian riu, parecendo extremamente divertida.



-eu vou tentar isso, obrigada...

-Mione! Espere um pouco! –a mulher chamou, um pouco
alterada. –você pode dizer para esses dois que eles não precisam levar um
microondas para a pescaria, por favor?!



-ahn, vocês não precisam levar! Vocês ainda têm varinha,
não é? –ela ergueu as sobrancelhas tentando imaginar onde eles iriam ligar o
microondas se iriam pescar e não levariam varinhas.



-ah é! –Sirius riu. –Sabia que estávamos nos esquecendo
de alguma coisa!



-Ei, Hermione, ouvimos Lilian dizer que precisa tirar
cheiro de perfume do carpete, certo? –Tiago Potter falou, parecendo estar
brincando e ao mesmo tempo pensativo.



-certo! –ela piscou os olhos, desconfiada.



-o que aconteceu? –ele perguntou ainda mais pensativo.



-ahn, Draco Malfoy quebrou o...



-muco de trasgo! –Tiago respondeu imediatamente. –é tiro
e queda para casos como esse!



-não escute ele, pelo amor de deus, querida! –Lilian
pediu e Hermione riu.



-tudo bem, eu... Tenho que ir! Boa pescaria para vocês!



-Será que a gente consegue pegar uma lula gigante? –ouviu
Sirius perguntar antes de colocar o telefone no gancho.



Queria ligar de volta e dizer a Sirius que NÃO,
Provavelmente não! Mas estava ocupada de mais pensando na farinha. Correu até a
cozinha e pegou um punhado, voltando para o quarto do sonserino. Mesmo com o
limão nem o cheiro e nem a macha haviam melhorado. Hermione suspirou e cobriu
todo o grude de perfume com o pó branco e fino. Mas, como era esperado, nada
aconteceu. Foi até a cozinha e cortou mais três limões ao meio e os colocou
virado sobre a farinha. Talvez assim funcionasse!



Vencida, ela se levantou e foi até a porta, dando uma
última olhada para o interior do quarto do menino. Não podia deixar de se
impressionar! Ele era mesmo organizado.



Quando se jogou na sala para assistir televisão, ouviu a
porta da frente ser aberta e Draco apareceu alguns segundos depois, novamente
molhado e com cara de poucos amigos.



-oi! –ela falou o seguindo com o olhar.



-olá! –ele murmurou seguindo para seu quarto. Hermione se
lembrou da farinha e dos limões e bateu a palma da mão na testa. Não demorou
muito para ele voltar para a sala com a expressão pensativa. –eu deveria saber
por que tem limões plantados na farinha no chão do meu quarto?



-não! –ela sacudiu a cabeça freneticamente, sorrindo sem
graça.



-ah, só para ter certeza. –e com isso ele voltou para o
corredor.



A menina ouviu o barulho do chuveiro sendo ligado e
repousou a cabeça minimamente nas almofadas do sofá, vendo Oprah entrevistar
algum artista famoso que Hermione não conhecia. Passou pouco mais de alguns
minutos quando decidiu que estava com frio. Levantou-se e foi para o quarto, se
estivando o máximo que podia para pegar uma manta no alto do armário. Mas,
quando ouviu o barulho de alguma coisa rosnar em baixo de sua cama, Hermione
ficou tensa, quase caindo sentada no chão.



Deu alguns passos para trás, se afastando da cama. Sentiu
sua respiração ficar mais pesada e olhou para os dois lados atrás de alguma
coisa que pudesse usar para se defender. Mas não tinha nada. Ela então,
sentindo-se mais corajosa do que realmente era, se ajoelhou no chão, perto da
porta, bem longe do lugar onde havia ouvido a coisa rosnar e olhou para de
baixo da cama.



Procurou com o olhar, mas não parecia ter nada ali. Até
que quando seus olhos atingiram o local próximo a cabeceira, percebeu que
estava sendo observada por imensos olhos amarelos que estavam abertos apenas em
pequenas fendas.



Hermione engasgou, se afastando ainda mais, indo parar no
meio do corredor. Não sabia o que aquilo
era, mas com certeza não estava para brincadeiras. Engoliu em seco e foi até a
sala, pegando uma chave em cima da estante e voltando para o quarto, a jogando
em direção aos olhos amarelos. A coisa rosnou ainda mais alto e fez um som
cortante, como se tivesse se assustado com o objeto. Ótimo! –pensou em desgosto
– Agora não era apenas um quarto interditado, eram os dois!



-o que você está fazendo? –Malfoy perguntou parado atrás
dela olhando a cena com as sobrancelhas levantadas. Hermione não se virou,
manteve o foco nos olhos da coisa.



-tem uma coisa em baixo da minha cama! –ela murmurou
franzindo a testa para tentar ver melhor.



-um bicho-papão? –Draco se ajoelhou ao lado de Hermione e
também olhou para os olhos amarelos. –o que é isso? –ele sussurrou, engatinhando até mais próximo a cama.



O animal/coisa grunhiu. Draco voltou para o lado de
Hermione e fez careta, tentando pensar em qualquer coisa que pudesse ajudar
nesse caso. Hermione se levantou, olhando em volta meio desesperada. Malfoy também
se levantou a olhando uma vez.



Pela primeira vez desde que descobrira o hospede em seu
quarto, Hermione olhou bem para Draco Malfoy. Os cabelos loiros estavam
molhados, despenteados, apontando em todas as direções, alguns fios caiam em
frente aos olhos azuis. Não usava camisa e, por causa do banho recente, algumas
gotas de água ainda escorriam por seu peito bem definido, escorregando pelos
músculos do abdômen até que eram paradas pela calça de moletom preta. Ele
também não usava sapatos e seus pés poderiam quase tocar os dela.



-o que foi, Granger? –Malfoy sussurrou com a voz rouca,
fazendo Hermione sair do transe e perceber que estava encarando descaradamente
o corpo de Draco Malfoy.



-o que? –ela ergueu a cabeça, piscando os olhos
inocentemente.



Ele riu baixinho, o maldito sorriso malicioso novamente
brincando em seus lábios. Draco voltou a se abaixar. Olhando novamente para
baixo da cama, ele pegou um sapato da menina que estava ao seu alcance e o
jogou em baixo da cama.



-ficou louco, Malfoy? –Hermione gritou desesperada, se
jogando ao seu lado. –esse negócio vai sair dali e vai nos matar!



-duvido muito! –ele falou refletindo.



-como? –ela ergueu uma sobrancelha.



-Hermione, preste atenção. –ele apontou para os olhos
amarelos, que agora olhavam em direção ao sapato que Malfoy havia jogado. –ele
é pequeno! Está com medo!



-estou tocada! –ela murmurou fazendo careta. –mas não
posso dormir com essa coisa aí!



-bem, você pode dividir o sofá da sala comigo! –Malfoy
sorriu de canto a olhando. Hermione desejou poder rosnar igual a coisa em baixo
de sua cama.



-em seus sonhos, Malfoy! –ela disse entre dentes.



-em meus sonhos, com certeza! –ele murmurou, se
levantando e indo até a cama.



Draco foi até a cama em passos lentos e olhou uma ultima
vez antes de subir em cima dela. Hermione assistia a tudo em pânico. Afinal, se
ele fosse atacado todos diriam que a culpa era dela e não que ele havia sido
imprudente.



-não pode fazer isso! –ela falou indo até a cama e
subindo em cima dela também.



-por que não? Achei que queria o bicho fora do seu
quarto. –Malfoy revirou os olhos parecendo divertido.



-e quero! –ela bufou. –mas não precisa morrer para isso!



-e desde quando se importa? –ele a olhou com o canto dos
olhos, novamente sorrindo daquela forma que tanto irritava a menina.



Hermione arregalou os olhos e encheu a boca de ar. Piscou
os olhos varias vezes tentando achar alguma resposta no mínimo convincente, mas
nada parecia bom o bastante. Por fim, ela voltou a ficar séria.



-se você morrer, todos vão achar que fui eu que fiz isso!
–ela o olhou da cabeça aos pés novamente. O que foi um erro, já que seus olhos
pararam no peito desnudo do rapaz por mais tempo que o necessário. –na-na-não
que-quero ser presa!



-aham, ta! –ele riu da tentativa inútil dela. –mas
acontece que eu não vou morrer.



-ah é? É bom de mais para isso? –ela riu de verdade,
achando a idéia estúpida.



-não exatamente. –ele parou e a olhou por um segundo, se
aproximando de vagar. Por um segundo Hermione achou que a distancia era
perigosa demais, ela podia sentir a respiração dele em seu rosto. –desculpe!



-pelo?



-isso! –ele a empurrou para trás, fazendo-a cair deitada
sobre os travesseiros. Hermione arregalou os olhos quando ele segurou um de
seus pés e tirou o sapato.



-O QUE VOCÊ...



-shiu! –ele colocou um dedo sobre o lábio, indo para a
lateral da cama segurando o sapato da menina nas mãos.



Hermione continuou onde estava, apoiada sobre os
cotovelos, o olhando com os olhos arregalados e a boca escancarada. Afinal,
quem esse cara pensa que é para agir assim?



Draco jogou o sapato no chão com força e o que a coisa
emitiu foi uma espécie de miado sôfrego. A menina arregalou os olhos e olhou para o lado da cama, encontrando um gato laranja enorme com a cara amassada desesperado para fugir dali o mais rápido que podia.



-um gato? –Malfoy franziu o nariz.



-um gato! –Hermione riu, pulando da cama e indo em direção a bola de pelos.



-todo esse trabalho e era só um gato? –o menino continuou
sentado na cama, olhando o bicho com cara de desgosto.



-ele é lindo! –ela sorriu, erguendo a mão e acariciando a
cabeça do animal.



A bola de pelos rolou no chão, miando manhoso. Hermione
passou a mão por seu pescoço e depois na barriga, se sentando no chão ao lado dele. Draco assistia a cena parecendo meio enjoado.



-acho que ele vai se chamar bichento! –Hermione continuou
sorrindo. O gato esticou as patas se espreguiçando e ronronando alto.



-você vai ficar com essa coisa? –Malfoy arregalou os olhos apontando o animal.



-é claro que eu vou ficar com ele. –Hermione lhe lançou um olhar feio. –como eu poderia jogar ele na rua?



-jogando! –o menino deu de ombros.



-ele não é a coisa mais linda que você já viu? –Hermione
voltou a sorrir, ignorando o comentário anterior do rapaz.



-ah... Não! –ele sacudiu a cabeça se levantando.



O menino saiu do quarto e foi se deitar no sofá, enquanto
Hermione continuava sentada no chão de seu quarto conversando com o mais novo animal de estimação.



-não ligue para ele, Bichento! –ela falou suspirando,
acariciando com um dedo atrás da orelha do animal. –ele está sempre
mal-humorado.



[...]



Hermione se levantou da cama e foi até a cozinha tomar um
copo de água. Já era tarde, pensou olhando para o relógio. Viu que Bichento não estava em sua cama improvisada e procurou o gato com os olhos pela cozinha. Deu de ombros, naquele horário ela se importava bem pouco.



Quando ia passando pela sala, ela viu Malfoy esticado no
sofá fazendo careta. Bichento dormia sobre sua barriga e a mão do menino estava sobre o animal. Hermione ergueu uma sobrancelha. Não gostava de Bichento, certo?



Ela voltou para o quarto do menino e pegou o travesseiro
e o cheirou. Estava apenas com o cheiro do shampoo que ele usava. Nada de mais. Pegou também uma coberta e voltou para a sala, fazendo um esforço imenso para conseguir erguer a parte superior do tronco do menino. Quando finalmente conseguiu colocar o travesseiro em baixo da cabeça dele, ela esticou a coberta sobre seu corpo, acordando Bichento que miou uma vez baixinho.



-shiu! –ela fez sorrindo para o quarto.



Hermione fechou também a janela e desligou a televisão.
Pelo menos agora ele sabia que ela não era uma espécie de espelho trouxa e pararia de passar gel em frente a ela.



Quando percebeu o que estava fazendo, Hermione já estava
sentada na poltrona ao lado do sofá, olhando para o rosto de Malfoy que agora parecia tão tranqüilo, tão simples... Tão diferente do normal.



Sua mente começou a trabalhar de forma que Hermione
achava imprudente. Pequenas cenas dos tempos do colégio quando tudo era simples de mais. Nunca, naquela época, se imaginou em uma situação como aquela. Ela, a Sangue-ruim, obrigada a dividir o mesmo teto com Draco Malfoy, o Sangue-puro arrogante?



Mas não podia deixar de achar graça daquilo. Era uma
ironia imensa, de fato. Perdera as contas de quantas vezes desejara poder arrancar todos os fios de cabelos loiros da cabeça do menino. E de quantas vezes foi para a cama chorando pelo o que ele havia falado. Mas, pensou por um segundo, ele não parecia exatamente o mesmo.



Sim, ele era arrogante e metido, fato imutável em sua
opinião. Mas ele havia tentado ajudá-la com a coisa em baixo de sua cama. E tentou sair sem fazer barulho para não acordá-la (desconfiava seriamente que era para simplesmente não precisar conversar com ela, mas ainda achava que era uma gentileza). E, acima de tudo, ele não sabia o que era um telefone e nem
televisão.



Hermione riu baixinho, ainda olhando o rosto tranqüilo do
menino. Bateu as mãos nas pernas e bichento pulou para o chão e depois para seu colo. Fez carinho na cabeça do animal e depois se levantou, dando uma última olhada no corpo adormecido em cima do sofá.



-Boa noite, Granger! –a voz rouca fez seu corpo gelar. Arregalou
os olhos e virou vislumbrando o reflexo dos olhos azuis e um meio sorriso
escondido pelas cobertas. Hermione engoliu em seco e tentou sorrir.



-boa noite... Malfoy!

Notas finais
Gente, eu tentei arrumar essa nova confuguração do Texto do Nyah! mas não sei não! :S achei meio esquisito! :(
o que acharam do capítulo??? ++
beeijos