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12 Capítulo 12 -Algumas respostas


Notas iniciais
Ei gente!!! Desculpem a demora, mas eu decidi que é melhor postar durante a semana! :D
As respostas começam a aparecer! ++ Espero que gostem do capítulo! :D



As semanas passavam tão rapidamente que Hermione nem
sequer conseguia se dar conta de quanto tempo havia passado desde começara a
trabalhar no departamento de mistérios. Matthew estava a ajudando mesmo nas
salas em que ele não trabalhava. Mas o fato é que nada ali parecia ser valioso
ou qualquer outra razão para ser roubado.



Em geral eram coisas curiosas, que faziam coisas curiosas
que, em geral, sempre acabava em tragédia. Hermione nem sequer sabia o que
estava fazendo ali, apenas continuava por pedido do ministro.



E, naquela manha em especial, acordou com uma estranha
sensação de Déjà vu. Moveu-se preguiçosamente na cama ao lado de Draco, que
naquela hora da manha ainda dormia tranquilamente. Continuou fitando o rosto do
menino por alguns minutos. Era incrível como ele conseguia se tornar tão calmo
e vazio de sentimentos enquanto dormia. Parecia uma pessoa totalmente diferente
da que era na verdade.



Virou-se a procura do relógio ao lado da cama. Era muito
cedo para levantar. E, para ajudar, deveria estar um frio terrível do lado de
fora. Nada que a animasse a sair de baixo de suas cobertas quentinhas. Mas, por
outro lado, não conseguia mais dormir.



Deveria ser a notícia de que, definitivamente, Harry e
Luna estavam noivos. NOIVOS! Até a palavra parecia difícil pronunciar quando na
mesma frase que o nome de seu melhor amigo e até causava azia em Hermione. Quer
dizer, quando namorava Gina, Harry dizia que iria casar... Quando chegasse o
momento certo. Agora, desconfiava que o momento certo nunca chegaria.



Mas estava feliz por ele. É claro que o novo estado zen
do amigo era irritante na maior parte do tempo, e Luna também não parava de
falar de coisas que nunca havia ouvido falar, mas quem se importa com tudo isso
no final? Não dizem que o amor é cego, surdo e idiota?!



Ficou na cama até que o despertador finalmente tocasse, o
que pareceu uma era desde que estava acordada. Draco gemeu, abrindo os olhos
avermelhados pelo sono.



-como consegue acordar tão bem disposta? –ele murmurou,
fechando os olhos novamente. Sua voz estava rouca e extremamente baixa.



-não estou disposta! Só estou acordada há algum tempo.
–Hermione riu vendo a careta se formando no rosto do menino.



-acordar tão cedo deveria ser algum tipo de crime. –Draco
sorriu, se arrastando até estar com o corpo colado ao da namorada.



-hoje é o grande dia! –Hermione sorriu de canto,
lembrando-se do acordo que fizera com ele na noite anterior.



-tem certeza? Ele gosta de você, mas não tenho certeza se
vou sair vivo dessa! –Draco piscou os olhos duas vezes com dificuldade. Seus
movimentos ainda estavam muito lentos.



-o máximo que pode acontecer é ele dizer não! –ela deu de
ombros. –não custa tentar!



Na verdade, ela tinha suas duvidas se pedir as varinhas
de volta a Kingsley realmente não custaria nada. Mas, por via das dúvidas,
tentariam do mesmo jeito.



Trocaram de roupas e correram para pegar o metrô. Com
alguma sorte aquela seria a última vez que o menino entraria no “monstro de
lata”. E, como o previsto, a temperatura não havia subido. Parecia que
lentamente seus dedos congelavam e não havia nada que esquentasse o suficiente.



-sabe, acho que vou continuar morando com você depois que
conseguir nossas varinhas! –ele falou sorridente, quando já estavam quase
chegando à entrada do ministério.



-ah, é? –Hermione o olhou com o canto dos olhos.



-claro! Estou confortável lá! –ele riu alto, tirando da
menina uma careta.



De repente, Hermione parou onde estava. Os olhos
castanhos bem abertos e atentos. Não era apenas uma sensação idiota de Déjà vu,
ela já havia visto isso acontecer antes, tinha certeza disso.



-Draco, para! –ela gritou, erguendo a mão em direção ao
outro.



-o que foi?–ele ergueu as sobrancelhas, caminhando até
ela e a segurando pelos ombros. –você está bem?!



-fica aqui! –ela murmurou lentamente e entre dentes.



Um repentino pânico lhe atacou. Olhou de um lado para o
outro calculando mais ou menos quantas pessoas estavam passando por ali no
momento. Sabia que não iria demorar muito. Hermione segurou firmemente os dedos
de Draco. Era exatamente a mesma cena que havia visto naquela maldita poção de
Snape.



-o que está acontecendo? –Draco procurou pelo olhar da
menina e não gostou do que viu. –Hermione o que...



Mas, antes que a frase deixasse seus lábios, ambos
ouviram o som de uma explosão. Olharam em volta mais uma vez e constataram que
os trouxas também haviam ouvido. Estavam todos em pânico, correndo para as
saídas.



-isso veio do...



-ministério! –ela concordou, correndo até as portas e
desesperadamente esperando até que a entrada finalmente abrisse.



Dentro do ministério não estava diferente do metrô
trouxa. Bruxos corriam, mas não parecia ter nada de diferente no átrio. Com o
canto dos olhos, Hermione viu Harry correr em direção as escadas.



-HARRY! –Gritou, sentindo Draco ficar tenso de repente.



-Mione! Eles conseguiram! Eles entraram no ministério!
–Harry correu até eles. Os olhos verdes nunca pareceram tão preocupados.



-eles quem e o que querem? –a menina piscou os olhos,
procurando por qualquer coisa que poderia indicar uma pista.



-não sabemos! –Harry sacudiu a cabeça, passando a mão
pelo cabelo. –mas eles estão em algum lugar lá para cima!



E, com isso, Harry voltou a correr, desaparecendo entre
uma pessoa e outra. Hermione, que continuava segurando a mão de Malfoy
firmemente, andou entre a multidão, procurando pelo ministro. Não foi difícil
encontrá-lo, estava caminhando para as escadas de emergência com um grupo de
bruxos inteiros vestidos de preto.



-Ministro, ministro! –Chamou, parando em sua frente. O
desespero crescente em seu peito.



-Granger, Malfoy! –ele cumprimentou. –aconteceu...



-Harry me contou! Escutamos a explosão quanto estávamos
chegando à entrada. –Hermione explicou, olhando novamente para o grupo atrás do
ministro.



-não sabemos o que eles querem, mas precisamos defender
com todas as nossas forças. –Kingsley suspirou pesadamente. –estão preparados?



-quase! –para a surpresa de todos quem disse foi Draco,
fazendo com que Hermione parasse de assentir freneticamente. –estamos sem
nossas varinhas!



-ah! Tinha até me esquecido! –o ministro revirou os olhos
e colocou a mão dentro da capa pesada. –aqui!



Draco pegou as duas varinhas e entregou a de Hermione
para ela. Com um último aceno de cabeça, Kingsley, acompanhado dos outros
bruxos, voltaram ao seu caminho e, agora, foi a vez de Draco de puxar Hermione.



-calma! Temos que ir para lá! –Hermione tentou puxar seu
braço, tentando frear o menino.



-eu sei quem eles são! –Draco confessou com a voz baixa,
sem parar de caminhar.



-como...? –ela piscou os olhos rapidamente, atônita.



-há alguns meses meu pai falou alguma coisa sobre... Uma
nova era! –Malfoy começou com desdém. –não tenho certeza do que isso significa,
mas tem alguma coisa a ver com o legado de Voldemort.



-legado de Voldemort? Você está me dizendo que ele...



-morto! Mas se você se lembra, poucos comensais foram
pegos. –a voz dele se tornou mais baixa. –meu pai foi um dos que conseguiram
fugir.



-você acha que são eles? –nesse momento, Hermione não
precisava mais ser puxada, corria ao lado de Draco mesmo sem saber para onde.



-eu acreditei que eles não iam continuar com isso! Eu nem
sequer sabia que o ministério havia sido invadido outras vezes...



-duas! Mas não conseguiram entrar. –Hermione olhou para o
perfil dele, parecia centrado e determinado.



-achei que tinha deixado para lá, que havia entendido!
–Draco sacudiu a cabeça, parando de repente no fim de um corredor qualquer. Ele
abriu a porta que daria para um armário de zelador e Hermione se impressionou ao
ver uma grande escada de pedras. –é por isso que meu pai estava agindo daquela
maneira! Eu me recusei a participar dessa loucura... Naquele dia, o dia da
sentença, quando ele entrou na audiência, acho que ele não queria que os outros
soubessem que eu havia me recusado... E aceitar conviver com você seria a
confirmação.



-então os comensais estão de volta, mas a mando de quem?
–Hermione o seguiu para as escadarias, pulando dois degraus de cada vez.



-isso eu não sei. –ele sacudiu a cabeça. –temos que
achá-los...



-o ministério investiga toda a sociedade Bruxa, certo?
–Hermione indagou.



-sim!



-e quem investiga o ministério? –Hermione o olhou com o
canto dos olhos, esperando uma resposta.



-a suprema corte! –Draco bateu a palma da mão na testa.
–você acha que eles estão lá?



-não tem nada que eles poderiam querer no departamento de
mistérios! Se eles querem poder sobre toda a sociedade bruxa, eles precisam
controlar todo o ministério primeiro! –Hermione explicou, tentando ir mais
rápido.



-então eles estão na corte! –Malfoy assentiu. –faz algum
sentido.



O caminho de pedras daquela escada parecia cada vez mais
longa e mais longe de acabar. Cada passo era uma batida descompassada de seu
coração. Olhou com o canto dos olhos para o menino ao seu lado. Sabia que ele
estava lutando contra tudo aquilo que lhe foi ensinado desde que nascera.
Hermione sempre soubera que os Malfoy foram comensais, mas, até tempos atrás,
não era capaz de acreditar que Draco seria capaz de se opor a isso.



Mas lá estava ele. Correndo ao seu lado, pronto para
ajudar com o que tivesse ao seu alcance. Pensou se Harry e os outros Aurores já
haviam chegado ao local da explosão e no que o Ministro deveria estar fazendo
naquele momento.



Esperava apenas que, no final, não houvesse perdas. Seus
pensamentos corriam pelo rosto de todos aqueles que ela amava e que estavam em
perigo naquele ministério agora. Draco, Harry, Sr. Weasley, Tiago e Lilian
Potter... Tantos inocentes, tantos prontos para entregar sua vida por aquela
causa.



Finalmente, no alto da última curva de escadas, estava
uma porta de madeira. A porta parecia daqueles velhos calabouços, cheirava a
mofo e parecia poder despedaçar a qualquer momento. As dobradiças de metal eram
grossas e muito enferrujadas. Seria impossível passar por ali sem chamar a
atenção.



Draco fez um movimento rápido com a varinha em direção a
porta e a empurrou com cuidado, lentamente. Hermione espiou por cima de seus
ombros. Estavam atrás da cadeira que o ministro sentava durante a cerimônia.
Olhando rapidamente para cima, ela percebeu que provavelmente aquela era uma
entrada direta e esquecida para a suprema corte.



Ali dentro havia apenas duas pessoas: Narcisa e Lúcio
Malfoy. Draco não hesitou antes de erguer a varinha para os pais. Hermione, copiando
seus movimentos, percebeu que não havia outra opção a não ser seguir os atos do
menino.



Os olhos dos dois homens estavam pregados um no outro,
enquanto os de Hermione passavam do rosto de Narcisa para Lúcio. A mãe de Draco
parecia tão surpresa quanto o marido, porém havia algo a mais em seu olhar, na
forma como olhava para Hermione tão apavorada e depois para o filho.



Hermione pode ver a boca de Lúcio se abrir para lançar
algum feitiço, porém foi Narcisa quem entrou na frente e o puxou pelo braço, o
impedindo de fazer aquilo. Todo o corpo de Draco ficou tenso. Até então,
realmente não acreditava que seu próprio pai seria capaz de atacá-lo.



-vamos, querido! –ela falou, jogando o capuz sobre a
cabeça, lançando a Hermione um último olhar de alerta.



O casal saiu, deixando o filho e sua namorada. Hermione
olhou para Draco esperando por algum tipo de reação explosiva, mas se
surpreendeu ao perceber a expressão calma no rosto do menino.



-não são eles! –ele sussurrou, virando-se para olhá-la.
–eles têm algo maior a fazer.



-devemos segui-los? –ela indagou.



-não! Devemos achar onde foi a explosão. –Draco franziu a
testa por um momento.



-tudo bem! –Hermione se virou para um canto vazio. –vou
mandar uma mensagem a Sirius e Dumbledore, se é que eles ainda não sabem o que
está acontecendo.



-penso que não será necessário... –a voz calma viera de
suas costas. A menina deu um pulo em alerta enquanto Draco se virou calmamente.
–Tiago já fez isso!



-Dumbledore! –Hermione respirou aliviada.



-já sabem onde...



-ah, sim! –de trás da mesma porta onde Draco e Hermione
entraram, e onde o diretor estava parado naquele mesmo momento, saíram Minerva
McGonagall e a maioria dos outros professores de Hogwarts. –tem uma batalha
acontecendo agora mesmo no Átrio. Aparentemente seus pais estavam indo para lá
também, Draco!



-eles invadiram o ministério para ficar no átrio?
–Hermione ergueu as sobrancelhas, seguindo o homem para as escadas velhas
novamente.



-creio que não! –a expressão de Dumbledore ficou tensa de
repente. Draco e a menina trocaram um olhar rápido.



-Senhor...



-eles estão com o Ministro! –as roupas púrpuras flutuavam
a cada degrau que o homem pulava. Hermione sentiu uma nova onda de tensão tomar
conta de seus músculos.



O resto dos professores continuava em silêncio, apenas
seguindo os passos de Dumbledore pela escadaria. Descer fora mais fácil e
rápido do que pudera imaginar. Ela ainda se perguntava se estava preparada para
aquilo quando saíram para o corredor que daria ao átrio.



O som de feitiços e gritos podia ser ouvido há distancia.
Com o canto dos olhos, Hermione notou que Tiago lutava (ou brincava) com um
comensal que tivera as orelhas transformadas em cenouras.



-vamos atrás do ministro! –Draco murmurou, olhando
significativamente para ela.



-vamos! –Dumbledore concordou depois de observar
McGonagall lançar um homem metros de distancia. –acho que eles podem continuar
sem nós.



Hermione percebeu que o velho parecia mais calmo do que
deveria e, quando os dois jovens passaram direto pela porta do elevador, o
diretor ergueu as sobrancelhas.



-onde estão indo?



-o que? Nós vamos usar os elevadores? –Draco perguntou,
se abaixando para evitar um feitiço que fora desviado por Lilian.



-mas é claro que sim! –o homem sorriu. –vocês,
simplesmente, não amam magia?



(...)



Pararam no quinto andar – Departamento de cooperação
internacional em magia. Não precisaram andar muito para ver três figuras os
esperando. E, entre eles, com uma varinha erguida diretamente para Dumbledore,
estava Severo Snape.



Tudo bem, nunca gostara dele, é verdade... Mas aí era de
mais. Nem mesmo Harry seria capaz de pensar algo tão horrível do professor de
poções. Kingsley estava atrás dele, preso por algum tipo de magia. Ao lado de
Snape estava Crabbe, com um sorriso irônico e um olhar de malícia diretamente
lançado para a menina.



Não demorou muito para que outros comensais aparecessem e
logo estavam cercados. Draco virou os olhos lentamente pela sala. O velho
idiota ainda parecia calmo, apesar da situação. O elevador abriu suas portas
novamente.



-eu sabia que a diversão não estava toda lá em baixo!
Sempre escondem a melhor parte! –Sirius riu, girando a varinha nos dedos. –Hey,
Bella! Azkaban não fez muito bem a você, não é?



O capuz de um comensal ao lado de Dumbledore caiu,
revelando os cabelos volumosos de uma mulher com a face contorcida em ódio.
Sirius riu novamente e Hermione sentiu algo tocar seu ombro.



-Só para constar, dessa vez eu deixo você acertar a cara
do Crabbe por mim! –Blaise piscou um olho castanho. Hermione lhe deu um sorriso
trêmulo.



-Veja só, que ironia! –Crabbe sorriu de canto, os olhos
pequenos apertados. –alguns meses atrás eu matei o traidor de sangue e hoje
tenho oportunidade de matar a namoradinha sangue-ruim dele! Um dia de sorte!



Os olhos de Hermione se arregalaram. Houve um silêncio
massivo por todo o ambiente. Sirius parou de girar sua varinha e abriu a boca.
Draco arregalou os olhos e deu um passo atrás. Dumbledore foi o único que não
pareceu surpreso, apenas olhou o rapaz por cima dos óculos de meia-lua.



-você não tirará a vida de ninguém hoje, Crabbe! –ele
disse com a voz firme.



Um riso debochado deixou os lábios dele. A cabeça de
Hermione rodava. Um acidente, foi o que disseram. Mas não fora isso que
aconteceu. Ronny fora assassinado! Assassinado por Vincent Crabbe, o idiota que
assistira futebol no sofá de sua sala.



-ssssseu dessssgraççççado! Vocccccê tentou me mattar! –a
menina não precisou se virar para saber que quem estava falando era Goile, que
havia saído de algum lugar que ela nem queria saber no momento. Provavelmente
ainda não havia voltado ao normal! A língua bifurcada não parecia ser tão
funcional assim.



Mas Hermione não se importava com nada. Porque ali, na
sua frente, estava aquele que causara a morte de seu melhor amigo. Quando ela
deu um passo para frente, sabia que a luta havia começado e que agora, era cada
um por si.

Notas finais
Espero que tenham gostado! ++

Só para avisar: Tenho projetos para uma fic (Draco X Hermione) para depois que eu terminar de postar Recomeçar!
No próximo capítulo eu divulgo nome e a Sinopse! :D
beeeijos e comentem!