Recomeçar

13 Capítulo 13 -Don't stop believing


Notas iniciais
++



Sirius nem sequer pensou uma segunda vez antes de atacar
a própria prima. A mulher foi lançada para longe com o feitiço, mas, no
instante seguinte, já estava em pé novamente, caminhando com fogo nos olhos.
Draco e Blaise lutavam contra dois comensais. Blaise parecia estar se
divertindo e não no meio de uma batalha.



Hermione viu, com o canto dos olhos, Dumbledore encarando
Snape. Não deu atenção. Continuou caminhando em direção a Vincent Crabbe,
juntamente com Goile, que parecia mais furioso do que nunca.



Talvez ser acidentalmente transformado em uma mistura de calango
com camaleão não seja exatamente uma boa coisa. Ou talvez fosse apenas o fato
de o outro ter sido seu amigo por tanto tempo. Hermione não se importava com o
motivo. Crabbe continuava sorrindo de canto, os olhos pequenos apertados de
forma cruel. A varinha apontada diretamente para o peito da menina.



-não gosto de derramar sangue mágico! –ele falou fazendo
uma fingida expressão de pesar. –mas o Weasley estava se metendo em algo que
não era de sua conta.



A menina não sabia se queria ou não saber o motivo pelo
qual o ex-namorado havia morrido. Acreditava que nada faria com que a dor
diminuísse e nem mesmo a sensação de perda. Era verdade que Ronny não era mais
seu namorado de fato há algum tempo, mas o amor da amizade nunca diminuiria.
Porém, saber o motivo talvez fizesse com que seu coração se aquietasse. Talvez
fosse o suficiente para nunca mais se culpar novamente. E, se segurando a esses
pensamentos, não acertou Crabbe na primeira oportunidade que teve.



-naquela noite, o idiota me viu quando estava deixando a
casa dos Potter. –sua mandíbula se travou e o menino ergueu o rosto rindo
debochado. –ele esperou até que todos tivessem entrado na casa para ir atrás de
mim. Se ele não tivesse feito isso, eu teria conseguido matar todos eles e tudo
teria dado certo. Eu não poderia deixar que ele fosse embora com vida depois de
tudo o que fez!



-e quanto a mim?! Vocccccccê tentou matar ssssssseu
melhor amigo! –Goile deu um pulo, colocando a língua bifurcada para fora,
irritado.



-Goile, você é tão inútil que nem valia à pena... –ele
revirou os olhos. –iria estragar tudo assim que fosse convidado a se juntar a
nós. E quando ao...



Todo o corpo de Grabbe foi envolto por uma luz verde e,
no segundo seguinte, estava caindo no chão. Hermione e Goile olharam
horrorizados para o menino morto em seus pés e ergueram novamente a cabeça,
encontrando Severo Snape com os lábios contorcidos.



-estamos perdendo tempo! –ele resmungou.



Hermione piscou os olhos sem entender e olhou lentamente
em sua volta. Por toda a sala estavam comensais caídos pelo chão. O último em
pé era Bellatrix, que caiu um segundo depois por um feitiço de seu primo. (N/A: Eu esperei tanto por isso! HAHA)



-o que... –ela piscou os olhos novamente e sentiu um
braço envolver seus ombros.



-o morcegão é do bem. –Blaise sorriu, sacudindo todo o
corpo da menina. –ah, que pena que você não teve a oportunidade de acertar a
cara dele! Eu fiz isso quando ele a chamou de sangue-ruim.



-você bateu nele por minha causa? –Hermione sorriu de
canto.



-Zabini tem tendência a perder a razão quando se trata de
pessoas que ele gosta! –Draco falou, pegando sua mão. –você está bem?!



-estou! Não deu tempo de ele nos atacar! –Ela sorriu
apertando os dedos do namorado.



-já ffffoi tarrrde! –Goile resmungou fazendo uma última
careta para o corpo do outro.



-como eu disse, estamos perdendo tempo! –Snape repetiu.



Hermione observou Dumbledore observar a cena com pesar. Sirius
se aproximou do resto do grupo, novamente girando sua varinha nos dedos. Ele
sorria e assoviava tranquilamente.



-ela era extremamente irritante! –ele bufou.



-ela era minha tia, sabe... –Draco fez careta. –não que
eu me importe com o que você fez, é claro! –ele emendou rapidamente, recebendo
um olhar torto.



Todos desceram para os andares inferiores. Pelo caminho,
ainda encontraram com um ou outro comensal, porém, a surpresa ficou para os
dementadores, flutuando entre os corredores. Aparentemente o ministro também havia
chamado ajuda.



O maior problema, é que as criaturas não pareciam saber
diferenciar quem era inimigo e quem não era. Por isso, quando Hermione se deu
conta que estava sozinha com Draco no meio daquelas... Coisas, sentiu o maior
desespero de sua vida.



O tecido flutuava com leveza, quase como se não fosse
material. Os dementadores continuavam avançando em sua direção, uma mão podre
estendida para frente.



-Draco, precisamos fazer o Patrono! –Hermione sussurrou,
sentindo-se miseravelmente pequena.



-eu... Eu não sei fazer! –Draco confessou, dando alguns
passos para trás. (N/A: O único Comensal
da Morte capaz de fazer o Patrono Corpóreo era Snape. Como Draco também era um
comensal, achei legal manter essa característica)



-pense em alguma coisa feliz! –ela sussurrou, sentindo
suas costas tocar a parede. As criaturas continuavam avançando, de modo que o
ar começava a faltar.



-alguma coisa feliz... –Draco repetiu, tateando com a
ponta dos dedos toda a extensão da parede até encontrar a mão da menina. –algo
feliz...



-EXPECTO PATRONUM! –Hermione gritou erguendo a varinha.
Um fio de fumaça prateada escapou da ponta de sua varinha. –droga...



-EXPECTO PATRONUM! –Draco repetiu os movimentos da
menina, mas não conseguiu nenhum avanço. Apenas a mesma fumaça espessa. –não está
funcionando...



Hermione observou que as criaturas foram repelidas por um
segundo, mas não o suficiente. Deixou que suas costas escorregassem na parede,
caindo pesadamente no chão, deixando que todas as suas forças escapassem.
Percebeu quando Draco fechou os olhos ao seu lado e pensou que, embora tudo
estivesse perdido, estavam juntos... Não era uma coisa boa, mas um começo.



Sentiu um grande nada atingir todo seu corpo, sugando
qualquer pensamento racional que lhe ocorria. Pensou ter ouvido passos, mas
sabia que todos estavam no Átrio lutando... Deveria ser apenas uma lembrança,
uma lembrança terrível.



-EXPECTO PATRONUM! –um flash de luz iluminou toda sua
visão. Hermione abriu os olhos, encontrando um veado prateado caminhando em sua
direção. –Francamente, senhor ministro, isso era mesmo necessário?!



-Harry?! –a menina franziu a testa, sua visão entrando em
foco.



-ah, vocês estão bem! –o menino sorriu. –aqui, comam
isso!



-você tem um estoque de chocolate nos bolsos, Potter?! –a
voz de Draco não estava mais forte que a da menina.



-não, seu idiota! Mas quando você precisa trabalhar com
Dementadores acaba se adaptando! –Harry respondeu ríspido, parecendo mais
preocupado do que irritado. –comam logo!



Os dois fizeram o que o menino mandou, sentindo pouco a
pouco seu corpo e seus movimentos voltando ao normal. A sensação de cansaço não
havia passado, mas era suportável.



-para onde foram os outros?! –ela perguntou aceitando a
ajuda do amigo para ficar em pé.



-estão todos no átrio! A explosão ocorreu no escritório
dos Aurores. Achavam que teriam sucesso atacando primeiro lá... Por sorte estávamos
todos fora atendendo pedidos de Kingsley. –Harry deu de ombros, sorrindo amigavelmente
para Draco que fazia uma careta. –isso vai passar, acredite em mim.



-coisas do inferno! –o menino ralhou, olhando em volta
onde os dementadores estavam antes.



A luta no átrio continuava, parecendo mais terrível do
que antes. Sirius correu ajudava Lilian, que havia caído no meio do pátio.
Alguns estavam caídos por todos os lados, mas Hermione nem sequer quis ver os
rostos. Iria se preocupar com aquilo mais tarde.



Enquanto a menina tomava o lugar de minerva em uma luta,
Draco tratou de fazer o mesmo, tentando ajudar Tiago, que parecia ferido. Só não
esperava que tivesse que lutar contra seu próprio pai e que esse nem parecesse
se importar no momento.



Lúcio o atacava sucessivamente, enquanto tudo o que Draco
tentava fazer era se defender e simplesmente desarmar o pai. Desconfiava que
mesmo sem varinha, o homem daria um jeito de atacá-lo, mesmo se fosse com a
força física.



-Expelliarmus! –Lúcio lançou, fazendo com que a varinha
de Draco voasse longe.



O menino deu alguns passos para trás e recebeu outro
feitiço, sendo jogado para trás. Ergueu os olhos minimamente apenas para ver
que o pai continuava a se aproximar, o olhar ainda frio e parecendo
determinado.



Quatro feixes de luz vermelha atingiram o homem no mesmo
momento, fazendo com que ele caísse inconsciente. Draco ergueu os olhos
rapidamente, procurando por seus salvadores.



Hermione e Narcisa novamente se encararam, ambas com os
olhos arregalados. Tiago fez uma careta olhando para o homem loiro caído no
chão e Sirius tossiu uma vez.



-isso não estava nos planos. –Tiago falou. –ele está
vivo?!



-está! –Sirius deu de ombros. –Vidro ruim não quebra!



Draco levantou rapidamente e recuperou sua varinha,
olhando para os outros dois homens interrogativamente. Hermione e a mãe eram de
se esperar, porém os outros dois nunca tentaria o salvar, certo?!



-o que foi?! –Tiago fez uma careta. –você me salvou
primeiro!



-é! E depois... Só eu posso machucar você, dã! –Sirius
revirou os olhos e sacudiu a mão. –e essa regra nem mesmo seu pai poderia
passar por cima! –ele repuxou um canto dos lábios, olhando novamente para o
homem caído.



Varias coisas aconteceram ao mesmo tempo. Primeiro: Todos
eles voltaram a lutar. Segundo: Narcisa foi atingida, caindo dolorosamente aos
pés de Hermione. Terceiro: Dumbledore, Snape e Kingsley terminaram a luta,
derrubando os últimos comensais vivos.



-MÃE! –Draco gritou, correndo até a mulher caída. –Mãe!



-eu estou bem! –A mulher sorriu fracamente, seu rosto
começando a perder a cor. –querido, é melhor você chamar ajuda!



Draco não pensou uma segunda vez, começando a correr.
Hermione se sentou ao lado de Narcisa, sorrindo de canto carinhosamente. A
mulher pegou sua mão e a segurou com força.



-você vai cuidar deles, não vai?! –A senhora Malfoy
perguntou, sorrindo quase sonhadora.



-é claro que sim. –Hermione se aproximou. –quando foi que
a senhora...



-ah, minha querida... –Narcisa riu baixinho. –no segundo
em que coloquei os olhos em você. Sabe, eu também sou mãe, já estive grávida um
dia. –ficou séria novamente, os olhos claros cravados nos de Hermione. –Cuide
deles, por favor...



-não fale assim. –Hermione a repreendeu. –essa criança
vai precisar de uma avó bruxa, ou você acha que eu vou dar conta sozinha?!



-Aqui, Snape, aqui! –Draco gritou se jogando ao lado da
namorada.



O professor de poções olhou para Narcisa por um instante
e a pegou no colo, começando a caminhar. Draco e a Hermione o seguiram até
perto da fonte. Snape os olhou por um segundo.



-vou levá-la até o St. Mungus. Ela ficará bem! –ele
garantiu, desaparecendo logo em seguida.





Um mês havia se passado desde a batalha no ministério da
magia. Hermione voltara para seu antigo cargo e ela e Malfoy finalmente haviam
sido liberados da maldita sentença. Pouca coisa mudara, é claro. Draco
realmente continuava morando com ela no apartamento, apesar de fazer visitas
constantes à mãe, que agora estava morando sozinha na mansão.



Lúcio fora mandado à Askaban mesmo depois de provado que
ele estava sobre a maldição do Imperius
dos irmãos Carrow. Luna e Harry continuavam juntos e estranhos. Sirius e Tiago
continuavam negando que haviam tentado salvar Draco porque gostavam dele.
Pouquíssima coisa havia mudado.



Era domingo pela manha. Era muito cedo para acordar e,
além do mais, Hermione suspeitava que, se continuasse de olhos fechados, o
enjôo simplesmente iria desistir e iria embora de vez. Draco fora acordado por
Bichento, que ainda parecia inconformado por ter perdido seu lugar na cama da
menina.



-o distúrbio alimentar ainda não passou?! –Draco
resmungou. A cabeça embaixo do corpo do gato.



-ainda não! –Hermione mentiu, fechando os olhos com toda
a força.



-sabe, meio estranho isso... Somando seu distúrbio
alimentar, o aumento de sua cintura e o estranho fato de minha mãe estar
tricotando sapatinhos de bebês, estou começando a desconfiar que você está
tentando esconder alguma coisa.



A menina deixou sua cabeça cair pesadamente sobre o
travesseiro macio, fazendo uma careta. Não era exatamente assim que queria
dizer a Draco que ele seria papai. Mas sua sogra parecia não estar querendo
colaborar com seus planos.



-e eu acho que você está louco! –ela riu, se arrastando
até que seu rosto estivesse escondido no peito de Draco.



-chame o St. Mungus. –ele murmurou a abraçando. –já foi
ao médico?



-para que?! –fez careta.



-como “para que”?! –Draco se exaltou. –se eu reparei que
sua cintura aumentou você deve estar de uns três...



-quatro. –resmungou.



-quatro... Quatro meses, Granger! –Malfoy rosnou. –QUATRO
MESES!



-eu não sabia também. –choramingou se explicando. –eu
descobri pouco antes do ministério...



-Hermione, isso já faz um mês! –Draco a cortou. –você não
achou que nesse meio tempo talvez o pai da criança gostaria de saber que, para
começo de conversa, seria PAI!



-mas eu... Eu... Eu não sabia o que você ia dizer e
depois... –Hermione suspirou, sentindo uma nova onda de emoção a atingir.
–quando sua mãe descobriu, lá no ministério, eu achei que você também sabia
e... ah!



-você está chorando? –Draco pulou na cama, arregalando os
olhos cinzentos, vendo o bico da namorada. –por que você está chorando?!



-você não me ama! Você só briga comigo! Todo dia, desde
aquele maldito primeiro ano naquela droga de escola! –Hermione agitou as mãos.
Draco piscou os olhos, confuso.



-eu só brigo com você?



-é! –ela fez bico. –eu odeio você!



-bem, estamos chegando a algum lugar! Eu escuto isso
todos os dias a dez anos. –ele deu de ombros, se sentando na cama e segurando a
cabeça com a mão. –o que mais?!



-e eu odeio a forma como você acha que a televisão
desligada é um espelho! –ela bufou. –e eu odeio o jeito que você penteia o cabelo!



-hm...



-e também...



-nós vamos ter um filho, e ele vai ser igual a mim.
–Draco sorriu, vendo os olhos castanhos se arregalar. –eu espero que ele seja
inteligente como você, iria ajudá-lo um bocado!



-e se for uma menina?! –Hermione sorriu, novamente se
aproximando até que todo seu corpo estivesse em contato com o de Draco.



-eu não sei... Não tenho inspiração para nomes de
meninas, mas nós somos novos... Podemos ter mais filhos que coelhos! –o menino
sorriu. –eu gosto do nome Scorpius, só para saber...



-Scorpius?! Sua família tem algum tipo de problema com
nome de animais?! –Hermione piscou os olhos. –eu gosto de Hugo.



-Hugo?! Tipo, Scorpius Hugo?! –Draco riu.



-não! Hugo tipo só Hugo! –ela revirou os olhos. –e quando
eu ficar gorda?!



-Hermione, você está grávida! Quer desculpa melhor do que
essa?! –Draco parou de rir ao ver novamente o bico nos lábios da menina. –você
vai continuar sendo a mulher mais bonita do mundo!



-Draco... –Hermione começou a choramingar novamente.



Draco levantou, indo até sua calça jeans jogada em um
canto do quarto. Remexeu nos bolsos até que finalmente achou o que estava
procurando. Voltou para a cama e colocou a caixinha sobre a perna de Hermione.



-ia dar depois, mas já que estamos conversando sobre isso
mesmo... –ele deu de ombros.



Hermione franziu a testa e piscou os olhos, pegando a
caixinha nas mãos com cuidado. Um aro de ouro brilhou em seus olhos. A menina
abriu a boca, surpresa.



-Eu te amo. Amo desde aquele maldito soco que você me deu
no terceiro ano e vou continuar amando... Mesmo que você me dê outro soco! –Ele
riu baixinho, olhando para suas próprias mãos.



-você disse que me ama? –ela piscou os olhos, sorrindo
bobamente.



-é, eu disse... –Draco bufou a olhando rapidamente.
–deveria ter dito antes, desculpe.



-eu amo você! –ela riu também, tombando a cabeça para o
lado. –e é isso que importa!







N/A: Espero que tenham gostado do capítulo! ++
HDSHSAUISHUSHDUSDHASUI

Como o Prometido, a minha próxima fic:

Goodbyes:

Hermione esteve fugindo desde que nasceu. Neta de um dos bruxos mais poderosos da história e completamente sozinha no mundo, não vê outra opção a não ser aceitar a proposta de Alvo Dumbledore e se juntar a sua escola, escondendo sua verdadeira identidade até mesmo de sua própria sombra.

Porém, é exatamente naquele lugar, o lar do maior inimigo de seu avô, em que ela realiza que tudo pode ter um rumo diferente. Descobrindo as resposta de sua vida, aprende que existe muito mais no mundo do que apenas a sobrevivência. Descobre a amizade, carinho e respeito.

Porém, enquanto se esconde das guerras de sua vida, um determinado menino promete a si mesmo que não a dará paz por nem ao menos um segundo. Porque, afinal... Foi ELA quem o desafiou.

E aí?! O que vocês acharam?! ++ Vão acompanhar também?!
++

Comentem, comentem, comentem!!! ++

Notas finais
:*