Recomeço

6 Capítulo 6 - Uma história mal contada


Notas iniciais
Olá, pessoinhas!!!

Uma pequena ressalva:

Descobri esta semana que Ezequiel na verdade é Ezekiel, então daqui pra frente vou chamá-lo assim. Mas, porém, no entanto, todavia e doravante, eu não vou editar esta informação no capítulo anterior por um motivo bem simples: o Nyah me odeia.

Esta semana, eu vi um erro de português na fic Winchester X Salvatore, me deu urticária e eu corri para corrigir a bagaça e advinha o que aconteceu? Desformatou tudo.

Então não, sociedade. Eu me recuso a formatar os capítulos e fics anteriores pq (eu não sei se é só comigo) mas o Nyah é doido.

Bem, feita a ressalva, fiquem agora com mais um capítulo da novela Algemas da Paixão... Digo, da fic.

Tive muita dificuldade em escrever este capítulo pq tem muitos diálogos importantes nele e meu cérebro não tava funcionando muito bem esta semana.

Então eu fui, respirei fundo, coloquei Sympathy for the devil pra tocar (adoro músicas meigas kkkkkk) e coloquei o Tico e o Teco pra escrever.

Como agradecimento, coloquei a música na fic discretamente. Valeu Rolling Stones!!!

Espero que gostem!

Mia vestiu uma calça jeans e uma blusa branca e Castiel colocou a camiseta do pijama enquanto observava a garota sem que ela percebesse. Eles haviam voltado para o quarto apenas para se recomporem já que pelo visto aquela noite ia ser bem longa.

Instantes depois, a vampira se olhou no espelho do guarda-roupa e prendeu os longos cabelos castanhos. Em seguida se virou e encontrou o olhar de Castiel sobre o seu corpo. Um pouco sem graça, Mia suspirou tentando demonstrar naturalidade, andou em direção a porta e desconversou:

- É melhor nós voltarmos pra lá antes que aqueles dois se matem.

No entanto, ao tentar passar por Castiel, ele segurou a sua mão a impedindo de ir e a garota parou. Olhou para ele novamente e lembrou do que havia acontecido entre eles momentos antes. Ou melhor, do que não havia acontecido.

- Nós precisamos conversar. — começou ele.

- Eu sei, mas não agora, anjo. Depois. Eu prometo. — respondeu ela e em seguida segurou a mão dele e o puxou dizendo — Vamos.

Castiel a seguiu e instantes depois os dois entraram no quarto de Dean, que estava em uma das camas de frente para Natalie. A loira permanecia sentada na outra cama, como Mia havia ordenado que ela ficasse quando a compeliu minutos antes. Ela mantinha os braços cruzados demonstrando uma total insatisfação com aquela situação.

- Isso é ridículo... — resmungou Natalie.

- Veja pelo lado positivo. Pelo menos nós sabemos que você não é um demônio ou coisa do tipo já que nenhuma criatura sobrenatural pode ser compelida. — ponderou Mia enquanto Castiel pegava umas das cadeiras que havia sido derrubada durante a confusão e se sentava.

- O que é uma pena porque eu ia adorar jogar um pouco de água benta no seu rostinho. Entre outros testes. — confessou Dean com um ar de deboche.

- Pervertido... — murmurou Natalie — Por falar nisso, o que uma vampira faz no meio de caçadores? — quis saber ela se voltando para Mia.

- É uma longa história. — respondeu a garota evasivamente.

- Bem, já que eu não posso ir a lugar algum mesmo, parece que eu tenho tempo suficiente para ouvir. Então por que você não me conta? — interessou-se Natalie tentando desviar a atenção deles para outro assunto.

- Bela tentativa, mas quem faz as perguntas aqui sou eu. — esclareceu Dean e depois de pensar um pouco, continuou — Você não parece surpresa por saber que a Mia é uma vampira e nem se intimidou com esse papo sobre demônios. O que me leva a crer que você já sabe que tudo isso existe. Ah! E de alguma forma, você também sabe quem eu sou e o que eu faço.

- Isso mesmo, Sherlock. — confirmou a loira com ironia — Eu ouvi a sua conversa com o outro cara no bar. Vocês são caçadores. Sem a menor sorte no amor pelo o que eu pude notar.

Ao ouvir isso, Dean lembrou das coisas que havia conversado com Sam há algumas horas e ficou um pouco constrangido. Então percebeu que era melhor retomar o assunto inicial e perguntou:

- Ok, quem diabos é você?

A loira olhou para o canto do quarto ignorando a pergunta de Dean. Então ele fez sinal para Mia se aproximar e ela sentou ao lado dele ficando também de frente para a loira.

- Quem é você? — compeliu Mia olhando fixamente nos olhos verdes da garota.

- Natalie Jones. — respondeu ela prontamente e em seguida piscou um tanto atordoada.

- Agora pergunta o que ela veio fazer aqui. — pediu Dean voltando-se para Mia.

A vampira concordou com um meneio de cabeça e olhou para a loira que imediatamente interrompeu:

- Espera! Não faça isso... Por favor. – e após uma breve pausa, acrescentou — Vocês venceram. Eu conto! Droga...

- Ah! Justo agora que estava ficando divertido, você resolve colaborar? — zombou Dean.

Natalie olhou para ele e para a vampira e explicou:

- Olha, esse lance de não ter controle sobre mim mesma é um pouco assustador. Além disso, e como eu disse antes, eu não sou sua inimiga, Dean. De nenhum de vocês, aliás. Isso tudo não passa de um grande mal entendido. E eu acho que posso responder algumas perguntas para esclarecer um pouco as coisas. Não todas as perguntas porque isso envolveria outra pessoa e eu não posso fazer isso, mas...

- Que pessoa? — indagou Dean interessado.

- Não importa. — desconversou a loira sentindo que havia falado demais — Você quer saber quem eu sou e o que eu vim fazer aqui, então lá vai. Meu nome é Natalie Jones, eu sou caçadora e eu estou aqui seguindo uma pista.

- Caçadora? — repetiu Dean um tanto surpreso — Bem, pelo menos isso explica porque você não se assustou com o papo sobrenatural e com a vampira aqui.

- Pista sobre o quê? — indagou Mia.

Dean lembrou da conversa com Sam pelo telefone e de ouvir Natalie atrás da porta exclamando "Ezekiel" e deduziu:

- Sobre os anjos caídos. — e após observar a reação loira por alguns instantes, indagou — Por que você está atrás deles? E de Ezekiel em específico? Há algumas horas eu nem sabia que esse cara existia e agora ele é tipo o Trend Topic do dia.

- Ezekiel? — repetiu Castiel intrigado — Eu pensei que ele havia morrido durante a guerra no Céu... Pelo visto, eu me enganei... Ele é um bom anjo. Um guerreiro honrado.

Natalie franziu a testa e olhou para o moreno antes de deduzir:

- Você é o ex-anjo que eles mencionaram no bar, não é?

- Provavelmente... – respondeu ele com um olhar distante – Eu sou Castiel.

- Castiel? Nome engraçado... – observou a loira e em seguida perguntou interessada – Então, Castiel, como isso aconteceu exatamente? Digo... Como você deixou de ser anjo?

- É uma longa história. — esquivou-se ele sem querer lembrar que confiou erroneamente em Metatron e por isso estava naquela situação.

- Ei! Eu faço as perguntas aqui, lembra? — ressaltou Dean fazendo Natalie voltar a olhar para ele e em seguida retomou o interrogatório — Por que você está procurando Ezekiel? Quem está por trás disso? Quem é a pessoa que você está protegendo e por quê?

- Desculpe, mas eu não posso responder mais nada. — desconversou Natalie.

- Mia... — começou a dizer Dean querendo que ela compelisse Natalie a responder as perguntas.

- Por favor, não faça isso. Eu não posso contar. Isso é uma questão pessoal de outra pessoa. – esquivou-se a loira — Mas eu juro que é por uma boa causa. — garantiu ela.

Dean pensava se deveria ou não acreditar na história mal contada daquela garota que tinha acabado de conhecer quando, de repente, Sam abriu a porta bruscamente e apontou a arma para o interior do quarto. Todos olharam automaticamente para ele achando aquela atitude um pouco exagerada. Mas em seguida lembraram que ele não sabia direito o que estava acontecendo ali. A única coisa que Sam tinha percebido, durante a conturbada ligação de alguns minutos atrás, era que estava acontecendo uma enorme confusão entre Dean e a loira do bar. Mas não conseguia entender o que exatamente aquela garota estava fazendo ali. E a verdade é que os outros ainda tentavam descobrir aquilo.

- Ei! Sammy! Abaixa essa arma e se junte a nós. A conversa está ficando interessante. — tranquilizou Dean.

- O que diabos está acontecendo aqui? E quem é ela? — perguntou Sam confuso olhando para a loira em uma das camas.

- Ah! Essa aqui? É a Natalie. Ela é caçadora, ouviu a nossa conversa no bar e de alguma forma, que ela ainda vai explicar direitinho, nos seguiu até aqui. — esclareceu Dean e em seguida apresentou — Natalie, este é meu irmão Sam. Mas você já deve saber disso, não é? Afinal, você adora ouvir atrás da porta...

- Prazer em conhecê-lo, Sammy. — cumprimentou ela com um sorriso — Ah! E eu sinto muito sobre a sua total falta de sorte com as mulheres. Eu espero, honestamente, que isso melhore um dia e que você finalmente encontre a pessoa certa.

- Ele vai encontrar. — afirmou Mia sorrindo tranquilamente e em seguida voltou-se para Natalie e continuou — Eu tentei dizer isso pra ele, mas o Sam está tão desiludido que nem quis me ouvir. Mas eu tenho certeza que mais cedo ou mais tarde uma garota especial vai aparecer na vida dele. Talvez ela tenha que quebrar um vaso na cabeça dele pra ele se dar conta disso, mas eu sei, eu tenho certeza que em algum momento ela vai aparecer...

- Ei! O que significa isso? — interrompeu Dean enquanto Sam olhava incrédulo para as duas garotas que conversavam sobre a sua vida sentimental com uma naturalidade absurda.

O Winchester mais novo sacudiu a cabeça tentando esquecer as coisas que havia ouvido, guardou a arma e em seguida se aproximou e perguntou para Natalie:

- Por que você nos seguiu? O que você quer?

- Ela está procurando pelos anjos caídos. Por um em específico. Ezekiel. — explicou Castiel.

Sam olhou surpreso para a loira. Era estranho que alguém estivesse procurando por um anjo que ele tinha acabado de descobrir que existia depois que ouviu a conversa entre aqueles caminhoneiros na loja de conveniências. Era muita coincidência. E caçadores geralmente não costumam acreditar em coincidência. Ainda intrigado com a história de Natalie, Sam indagou:

- Por que você está procurando por Ezekiel?

- É isso que nós estamos tentando descobrir. Mas ela se recusa a contar. — respondeu Mia.

- Por quê? — quis entender o Winchester mais novo.

- Ela disse que isso envolve outra pessoa e não pode contar mais nada. — respondeu o mais velho.

Sam olhou ainda mais intrigado para a loira e perguntou:

- Quem é essa pessoa? E por que quer encontrar Ezekiel?

Um pouco irritada Natalie respirou fundo e lembrou:

- Qual parte de "eu não posso contar" vocês não entenderam?

- Você sabe que nós podemos te obrigar a contar. — lembrou Dean indicando Mia ao seu lado.

- E vocês estariam cometendo um grande erro. — argumentou a loira e depois de uma breve pausa, prosseguiu — Olha, tudo o que vocês precisam saber é que é por uma boa causa. Mas, como eu disse, trata-se de uma questão pessoal que envolve outro alguém. Por isso eu não posso contar mais nada. Ela me mataria se soubesse que eu envolvi outras pessoas nessa história.

- Ela? — indagou Sam surpreso — É uma mulher?

- Oops... — murmurou Natalie arrependida por ter deixado aquele detalhe escapar.

- Ela é caçadora também? E mal educada como você? — quis saber Dean.

- Não exatamente. — respondeu Natalie ignorando a provocação — Olha, eu realmente não posso falar mais nada sobre isso. Sinto muito.

- Por que duas mulheres estão procurando um anjo? Quem são vocês afinal? Testemunhas de Jeová? — indagou Dean.

- Muito engraçado... — resmungou a loira.

- E por que você não pode simplesmente contar toda a verdade e esclarecer de uma vez por todas esse grande mal entendido? – perguntou ele.

- Porque é complicado. — esquivou-se Natalie.

- Então explica. — pediu ele ainda mais impaciente.

- Eu não posso. — relutou ela.

- Por que não? — insistiu Dean.

Natalie respirou fundo e repetiu irritada elevando um pouco a voz:

- Porque é complicado!

Desta vez foi Dean que respirou fundo, cansado daquele jogo de gato e rato. Em seguida ele levantou e andou de um lado pro outro no quarto. Todos o observaram apreensivos, inclusive Natalie. Instantes depois ele parou e perguntou mais calmo:

- Ok, como você me seguiu? Você pode responder isso? É uma pergunta bem simples.

Dean esperou que a garota respondesse, mas ela permaneceu em silêncio. Então ele olhou para Mia e insinuou:

- De um jeito ou de outro você vai ter que contar. Por que não facilitar as coisas só desta vez?

Natalie pensou um pouco até que resolveu responder:

- Olhe o bolso da sua jaqueta.

Dean franziu a testa intrigado, mas acatou o pedido. Caminhou até a cadeira e pegou a peça de roupa que estava pendurada nela. Em seguida colocou a mão no bolso e retirou um estranho objeto, semelhante a um pendrive, que ele deduziu ser algum tipo de localizador.

- Desgraçada... — resmungou ele baixinho lembrando de quando a loira esbarrou com ele no bar.

- Desculpe, mas foi necessário. — lamentou ela e após alguns instantes pensando, levantou e explicou — Olha, eu estou procurando por Ezekiel ou por qualquer pista que leve a ele, há quase dois meses e não tinha encontrado nada até esta noite. Então, de repente eu entro em um bar qualquer e ouço uma conversa entre caçadores. E no meio dela, vocês dizem algo sobre anjos caídos. Vocês não entendem? Vocês são a única pista de verdade que eu encontrei até agora. Eu tinha que arriscar.

Dean ergueu uma das sobrancelhas e se aproximou de Natalie enquanto examinava o localizador. Quando ficou de frente para ela, Dean segurou o braço da garota, colocou o localizador na palma da mão dela e a fez fechar os dedos.

- Pena que não valeu a pena. Você continua na estaca zero. — disse Dean enquanto olhava a garota nos olhos.

- Como assim? — não entendeu ela.

- Ah! É bem simples. Meu irmão tem uma pista sobre o anjo que você e sua amiga misteriosa estão procurando. E nós dois, a vampira e o ex-anjo ali vamos atrás dele porque precisamos entender quem são cada um daqueles emplumados que caíram das nuvens e o que cada um deles está planejando fazer com a nova e sem graça vida que ganharam. Mas não se engane, loira. Nós não vamos compartilhar essa informação com você.

- Por que não? – quis saber ela.

- Porque nós não confiamos em você. – esclareceu Dean deixando a garota visivelmente sem graça e todos no quarto um tanto surpresos. Após alguns instantes, ele quebrou o silêncio que havia se instalado ao explicar — Sem ofensa, mas é meio difícil acreditar nessa sua história mal contada. Ainda mais quando eu lembro que você me seguiu até aqui, depois de ter tropeçado em mim em um bar e colocado essa coisa aí no meu bolso. Além disso, por algum motivo que você não pode ou não quer falar, você está protegendo outra pessoa. E se eu não consigo confiar em você, que está aqui bem na minha frente, como você espera que eu acredite nas boas intenções dessa pessoa misteriosa que você está protegendo? Já ouviu falar que de boas intenções, o inferno está cheio?

- Você sempre foi tão desconfiado assim? – perguntou Natalie um tanto ofendida diante da desconfiança e inflexibilidade de Dean.

- Ela tropeçou em você? – indagou Mia tendo uma sensação de déjà vu.

- Calada... — resmungou Dean e em seguida olhou para a loira de novo e dispensou — É melhor você ir embora.

- O quê? — surpreendeu-se Natalie, assim como todos no quarto.

Embora ela tivesse chegado ali de uma forma nada convencional, Sam, Mia e Castiel sentiam que Dean estava sendo rude de mais com a garota. Como se ele estivesse incomodado com a sua presença ou com o que ela lhe causava: aquela maldita e inexplicável sensação de déjà vu. Além disso, era difícil para Dean confiar nas pessoas depois de tantas decepções que ele viveu ao longo dos anos. Não só ele, mas o seu irmão também. No fundo, ele só estava tentando proteger a todos de uma possível espiã que poderia estar trabalhando para o lado negro da força. Para demônios talvez. Quem sabe Abaddon?

Então Dean se afastou, abriu a porta e esclareceu:

- Se você e a sua amiga querem mesmo encontrar esse tal anjo, você vai ter que contar toda a verdade. Mas como você já deixou bem claro que não vai fazer isso... Então você pode ir embora, Natalie Jones. — e em seguida, provocou — Boa sorte para encontrar Ezekiel e continue ouvindo as conversas de estranhos. Quem sabe você tem sorte de novo?

A loira ficou visivelmente sem graça. Não havia imaginado que a noite iria terminar daquele jeito. Por um momento pensou que eles iriam compartilhar a pista de Ezekiel com ela, mas pelo visto havia se enganado feio. Aqueles caçadores eram mais desconfiados do que todos os outros que ela já havia conhecido desde que se tornou caçadora também. Mas se Dean estava pensando que ela ia ficar abalada com aquela grosseria, ele estava muito enganado. Pensando nisso, Natalie passou as mãos pelo cabelos, respirou fundo e levantou cheia de si. Em seguida caminhou naturalmente até a porta e sorriu para ele antes de dizer:

- Adeus, Dean. Foi um desprazer conhecer você.

Ao passar por ele, Natalie fez questão de pisar no seu pé com força e Dean abafou o gemido de dor.

- Desgraçada... — resmungou ele depois que a loira saiu do quarto e em seguida olhou para Mia e Castiel e os dispensou também dizendo — O que vocês ainda estão fazendo aí, pombinhos? Eu preciso das minhas quatro horas diárias de sono.

Os dois levantaram e deixaram o quarto rapidamente diante do mau humor de Dean e instantes depois ele bateu a porta.

- Cadê a minha torta? — lembrou ele enquanto procurava em volta.

Sam suspirou incrédulo e disse:

- Torta? Dean, eu pensei que você estava em apuros e vim o mais rápido que pude.

— Isso não é desculpa, Sammy. Eu não acredito que você esqueceu de novo... Jerk. — resmungou o mais velho antes de caminhar até o banheiro e fechar a porta.

Natalie bateu a porta do quarto com força e se jogou na cama. Pegou o travesseiro e lhe deu vários socos imaginando que era a cara de Dean.

- Grosso! Idiota! Imbecil! — xingou ela com uma mistura de ódio por ele ter a dispensado daquela forma e também por ter perdido a pista do anjo caído que sua amiga Claire queria tanto encontrar — Claire... — murmurou ela tendo uma ideia.

Em seguida a loira levantou e deu a volta na cama. Sentou na cama próximo ao criado mudo e pegou o celular que havia deixado ali momentos antes.

Há quilômetros dali, em St. Louis, Claire estava em seu quarto, deitada na cama e envolta pelo cobertor. O quarto era iluminado pela fraca luz do abajur e a garota dormia profundamente enquanto o vento balançava as cortinas suavemente.

De repente o silêncio foi quebrado pelo toque do celular da garota. Ele tocava Sympathy for the Devil dos Rolling Stones. Claire se mexeu um pouco na cama e relutou um pouco antes de esticar o braço até o criado mudo e pegar o aparelho. Com os olhos semi abertos, ela viu quem era e atendeu com a voz sonolenta:

- Natalie, pelo amor de Deus, você sabe que horas são?

- Desculpe! Eu te acordei? — perguntou a outra com certa inocência.

- São quatro da madrugada. O que você acha? — insinuou Claire.

- Desculpe, mas eu precisava falar com você. É importante. — explicou Natalie.

Ao sentir certa tensão na voz da amiga, Claire sentou na cama e perguntou preocupada:

- Algum problema? Não me diga que os tais caçadores te descobriram? Natalie... Eu te falei para tomar cuidado...

- Ei! — interrompeu a loira — Não se preocupe, Claire. Está tudo sob controle. Quantas vezes eu preciso te dizer que eu não sou uma amadora? — e em seguida, resolveu mentir um pouco para não preocupar a amiga — Eu estou seguindo os dois caçadores, como eu te falei mais cedo,eles não perceberam nada, nem vão perceber, e logo logo eu vou descobrir mais sobre os anjos caídos e, consequentemente, onde podemos encontrar Ezekiel. Está tudo bem, sob controle e a missão está sendo um sucesso até agora. Não se preocupe.

- Ok... Então o que você quer? — quis saber Claire morrendo de sono.

Natalie pensou um pouco enquanto escolhia as melhores palavras e após alguns instantes, prosseguiu:

- Olha, eu só preciso que você me responda uma pergunta, ok? — e após uma breve pausa, continuou — Se para ajudar alguém, você precisasse quebrar um pouco as regras, você as quebraria ou não?

Claire franziu a testa confusa e trocou o celular de lado antes de perguntar desconfiada:

- Do que exatamente você está falando, Natalie?

- Eu só preciso saber o que você faria no meu lugar, Claire. Por favor, é importante. — insistiu a loira.

- Ah... Deve ser muito importante pra você me ligar a essa hora. — resmungou Claire.

Natalie se acomodou melhor na cama e continuou:

- Olha, eu não posso entrar em detalhes, Claire, eu só preciso que você me diga o que eu devo fazer. O que você me aconselha a fazer numa situação assim?

- Natalie... No que você andou se metendo? — preocupou-se a outra.

- Responda a pergunta, Claire. Ajude uma amiga! Eu só preciso de um conselho, droga! — insistiu Natalie impaciente.

Sem conseguir raciocinar direito aquela hora da madrugada, Claire bocejou e passou as mãos pelos cabelos antes de perguntar:

- Quebrar as regras... Iria prejudicar alguém?

Natalie pensou um pouco e respondeu:

- Não.

- E é mesmo o único jeito de ajudar essa pessoa? — perguntou Claire.

- Sim. É o único jeito. — afirmou Natalie.

Claire pensou um pouco e então respondeu:

- Então, sim. Eu quebraria as regras.

Natalie respirou aliviada, sorriu e agradeceu:

- Obrigada pelo conselho, Claire. Eu sabia que você iria concordar comigo.

- Ok... Agora me conta. No que você se meteu? — perguntou ela, mas a loira já havia desligado o telefone — Maluca... — resmungou Claire antes de colocar o celular sobre o criado mudo e se deitar na cama.

Logo ela voltou a dormir enquanto Natalie fazia planos para a manhã que se aproximava. E quando o dia amanheceu, Sam começou a acordar e olhou em volta. Dean dormia pesado na outra cama e até roncava um pouco. O mais novo se levantou e foi até o banheiro. Fechou a porta.

A luz do sol atravessava as finas cortinas e iluminava um pouco a cama de Dean. Não demorou muito para que ele começasse a ficar incomodado com aquilo e acordasse também. Abriu os olhos devagar e olhou em volta. E imediatamente sentou assustado com a figura loira que estava em pé, perto da cama, o observando acordar.

- O que é isso? Assombração logo de manhã? — resmungou ele.

- Bom dia pra você também, Dean. — respondeu Natalie tentando não rir do susto que havia dado no caçador.

- Como você entrou aqui? — quis saber ele olhando para a porta semi aberta.

- Eu te segui colocando um localizador no seu bolso, lembra? Arrombar uma porta não é tão difícil assim. — argumentou ela.

- Você já pensou em simplesmente bater? — perguntou ele.

- Você abriria a porta se eu simplesmente batesse? — devolveu ela.

- Provavelmente não, mas seria mais educado da sua parte. — respondeu Dean.

Neste momento, Sam saiu do banheiro depois que ouviu a voz familiar conversando com o irmão e olhou para Natalie sem entender o que ela estava fazendo ali. Dean havia sido muito claro com ela durante a madrugada e Sam chegou a pensar que a essa hora, Natalie já devia ter desistido e ido embora do hotel. No entanto, lá estava ela de novo. Encontrar Ezekiel devia ser algo realmente importante.

- Bom dia, Sammy. Não se preocupe, eu vim em missão de paz. — tranquilizou ela e em seguida olhou para os dois e revelou — Claire Davis.

- O quê? — indagou Sam confuso.

Natalie respirou fundo e explicou:

- O nome da minha amiga, da pessoa que está por trás disso e que eu estava tentando proteger é Claire Davis.

Sam e Dean se entreolharam sem entender por que Natalie finalmente resolveu revelar aquele detalhe.

- O que você quer? — perguntou Dean.

Então, ela se aproximou, sentou na cama dele o deixando visivelmente incomodado e anunciou:

- Eu quero fazer uma proposta. Vocês estão prontos para ouvir?

Sam e Dean se olharam apreensivos e desconfiados...

Notas finais
Testemunhas de Jeová, eu não estou fazendo bullying com vcs. Eu apenas lembrei que durante a 5ª temporada, os anjos falavam com as suas pessoas e resolvi fazer uma piadinha meiga.

Algum palpite sobre a proposta da Natalie? É muito fácil, people...

Gostaram da aparição da Claire? Em breve ela vai aparecer mais...

Mia e Cas terão uma DR em breve, mas também teremos coisas fofas e salientes porque não estou aguentando mais ver os dois subindo pelas paredes kkkkkkkkkk

Bem, este finde eu estou indo para o meio do mato caçar uns wendigos, então capítulo novo só na semana que vem. Acredito que até quarta-feira eu consigo postar alguma coisinha meiga.

Bjus.

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