Recomeço

48 Capítulo 48 - For whom the bell tolls


Notas iniciais
Oieeeeee!!! Gente, tenho uma boa e uma má noticia. A boa notícia é que já terminei o último capítulo (só falta uma mishamiga revisar os paranauês pra mim), e a má notícia é que só vou postar amanhã (porque a mishamiga ainda vai revisar os paranauês pra mim, então sacomé né...) Bem, sobre este capítulo, posso dizer que eu acho que vcs vão chorar. Vocês vão ficar tristes, cabisbaixos como o Shrek da depressão caminhando pelo pântano, mas fazê o que, neh? É a vida, gente... É Recomeço chegando ao fim e fazendo o povo infartar. Aiiiiiimmm vontade de contar o que vai acontecer neste capítulo e no próximo, mas não posso!!! Sobre o título do capítulo, estava sem inspiração, e aí comecei a ouvir esta musiqueta do Metallica e lembrei que em séries, o povo sempre coloca este nome naqueles episódios bem trágicos, aí achei legal colocar aqui também. Oi? Bem, então é isso. PRE-PA-RA e lá vai!

Depois de benzer a água do reservatório do galpão, Dean começou a se afastar e saiu do terraço. Desceu um lance de escadas enquanto olhava tudo em volta. De repente, ele parou e teve a impressão de que havia alguém atrás dele. Então se virou e deu de cara com Belial. Antes que o caçador pudesse reagir de alguma forma, o demônio o segurou no pescoço e disse com raiva:

– Você deve ser Dean Winchester, certo?

– Quem pergunta? – rebateu ele com certa dificuldade para falar.

O demônio sorriu e respondeu:

– Belial. David nas horas vagas, é verdade, mas... Isso é só um detalhe. – e após uma breve pausa, recomeçou – Então, Winchester, o que você acha da gente dar um passeio? Está uma noite linda, você não acha?

– Desculpe, mas você não faz o meu tipo. Além disso, eu já sou comprometido. Eu vou casar, sabia? – disse Dean em tom divertido apesar da situação tensa.

– Meus parabéns... – respondeu Belial com sarcasmo e em seguida apertou o pescoço de Dean com mais força.

Dean tentou se soltar, mas aquele tipo de demônio era ainda mais forte do que os demônios comuns e logo o caçador perdeu a consciência. Então Belial o colocou no chão e se livrou das armas que Dean trazia consigo e de um frasco com água benta.

Momentos depois, Belial chegou ao andar onde havia deixado Sam e Claire. Ele carregava Dean nos ombros e estava com a cabeça um pouco baixa enquanto caminhava. Colocou o caçador no chão e anunciou:

– Olha só quem eu trouxe para fazer companhia para vocês.

Porém, ao erguer a cabeça e olhar para a sala, o demônio viu que a cadeira onde tinha deixado Sam estava completamente vazia. Ao olhar na direção da pilastra onde Abaddon prendeu Claire, ele viu a lança de ferro no chão e algumas manchas de sangue.

E ao olhar para o lado procurando pelo casal, ele foi surpreendido por Sam que havia se escondido na sala para esperar o demônio voltar. E antes que Belial pudesse fazer qualquer coisa, o caçador jogou um pouco de água benta na direção dele. Belial gritou e levou às mãos ao rosto enquanto uma fumaça saía de sua pele.

Sam aproveitou que o demônio estava desnorteado, o empurrou no chão e jogou mais água benta sobre ele.

Claire que também estava escondida, apareceu e pediu preocupada:

– Sam, por favor, não o machuque muito. David ainda está aí.

– Desculpe, Claire. Mas para salvá-lo, nós vamos ter que fazer o exorcismo e as coisas podem ficar... Meio complicadas. – explicou Sam arrastando Belial para dentro de uma chave de Salomão que a garota havia desenhado momentos antes.

Claire havia aproveitado o spray de tinta que Abaddon e Belial haviam usado para fazer os símbolos para libertar o exército de demônios mais cedo e que tinham deixado por ali.

Sam se afastou um pouco da armadilha e Belial olhou para tudo aquilo com ódio. Levantou e tentou escapar, mas não conseguiu. Não era uma chave de Salomão comum. Haviam mais símbolos nela. Era especial. Uma armadilha própria para prender Cavaleiros do Inferno. E o ritual de exorcismo que Sam e Claire iam começar também era próprio para aquele tipo de demônio. Com isso, Belial iria para o Inferno e demoraria muito tempo para conseguir escapar de lá. Aquele era o mesmo ritual que Bobby fez há vinte e cinco anos, quando ele mesmo exorcizou Belial, pouco antes de conhecer a Sra. Rachel.

Durante as semanas em que ensinou tudo que sabia sobre o sobrenatural para Claire, Sam compartilhou aquele conhecimento com ela também. Ele mesmo tinha descoberto aquele ritual há pouco tempo. Na verdade, ele não era muito diferente do ritual comum, mas tinha algumas palavras a mais e algumas repetições. Mas ele estava convencido de que assim como Belial demorou vinte e cinco anos para conseguir sair do Inferno quando Bobby o mandou para lá, agora ele também passaria uma longa temporada nas profundezas.

No entanto, antes de começar, Sam observou Claire se aproximando de Dean e checando os sinais vitais dele. Em seguida, ela levantou e enquanto se aproximava de Sam, disse:

– Ele vai ficar bem.

Sam respirou aliviado, mas em seguida voltou-se para Belial e ficou tenso de novo com toda aquela situação. Então resolveu começar de uma vez:

– Exorcizamus te, omnis immundus spiritus, omnis satanica potestas...

Claire olhou para Belial e viu que ele começou a se contorcer. Logo caiu de joelhos no chão. Gritava à medida que Sam continuava o ritual. Então, ela começou a jogar um pouco de água benta no demônio e intercalava as frases do ritual com Sam.

Às vezes, os dois olhavam em volta para verificar se Dean já havia acordado ou se Abaddon estava por perto. Mas o Winchester mais velho ainda estava inconsciente e parecia que a ruiva não tinha nenhuma pressa de voltar.

Meia hora se passou, e Belial ainda resistia ao exorcismo. Dean começou a acordar e logo se sentou e olhou para aquela cena. O demônio ria, gritava, se contorcia. Claire e Sam continuaram com o ritual, mas a garota já estava a ponto de desistir porque não aguentava mais ver David sofrendo. Sabia que aquilo era doloroso para ele. E no fundo sabia que assim como a sua mãe entrou em coma depois do exorcismo, David também podia ter alguma sequela.

Dean levantou e pegou a faca da Ruby no chão e uma arma que Sam havia deixado sobre o altar. Olhou em volta se perguntando onde estaria Abaddon numa hora daquelas e também procurando por Natalie. A loira já devia ter colocado sal em tudo, então por que não estava ali com eles? Dean ficava preocupado a cada segundo e estava pronto para sair dali e procurá-la quando o chão tremeu rapidamente e ele olhou para a chave de Salomão que prendia Belial. O tremor tinha vindo dali, mas já havia cessado.

A cabeça do demônio pendeu para baixo e um silêncio reinou por alguns instantes. Claire e Sam pararam de proferir as palavras em latim e observaram a cena apreensivos. O demônio estava de joelhos e completamente imóvel e calado.

Então, quando eles menos esperavam, Belial ergueu a cabeça e abriu a boca. Uma fumaça negra saiu de dentro dele e mergulhou no chão em alta velocidade queimando parte do assoalho e indo direto para o Inferno. Em seguida, David caiu dentro da armadilha e Claire correu até ele.

A garota se ajoelhou perto do ex-noivo e ergueu a cabeça dele com cuidado. Sam observou a cena sem dizer nada apenas sentindo algo que não entendia o que era, mas que o torturou de alguma forma.

– David? – chamou Claire enquanto as lágrimas começavam a descer pelo seu rosto – David, acorda. Por favor... Não morra. – pediu ela.

Então ele abriu um pouco os olhos e começou a tossir. Ela sorriu aliviada e passou as mãos pelo rosto dele. Depois de se recuperar um pouco, ele olhou para a garota e disse:

– Claire... Eu sinto muito...

– Não fale nada. Você está fraco. Nós vamos te levar para o hospital e tudo vai ficar bem. – orientou ela.

David tossiu novamente e continuou:

– Eu sinto muito por não ter acreditado em você. E por não ter lutado pela gente... Eu te dei as costas, Claire... Quando você mais precisou de mim...

– Está tudo bem, David. Eu entendo por que você não acreditou. Quem acreditaria em mim e na minha história maluca? Em demônios? No sobrenatural? Está tudo bem, não foi sua culpa. Eu é que não devia ter te envolvido nisso. Eu devia ter deixado você ir e não... Dito aquelas coisas. – argumentou ela.

– Me dito a verdade. – ressaltou ele e depois prosseguiu com a voz fraca – Você me disse a verdade e eu não acreditei. Então uma ruiva me encontrou num bar e... Aqui estou eu. Desculpe, Claire. Eu devia ter acreditado, eu devia ter lutado pela gente, ficado ao seu lado... Tudo podia ter sido diferente... Entre nós...

De repente, o rapaz parou de falar e começou a tossir de novo. E desta vez, a tosse veio acompanhada de um pouco de sangue.

– Não fale mais nada... – pediu Claire voltando a chorar – Você vai ficar bem, David. Tudo vai ficar bem, mas você não pode se esforçar agora. Por favor... Não morra...

– Desculpe... Eu não posso prometer isso... – lamentou ele ficando um tanto pálido e com certo esforço, confessou – Mas eu quero que você saiba que... Eu nunca deixei de te amar...

– David?! Não! Você não vai morrer, entendeu?! Eu não vou deixar você morrer! Ninguém mais vai morrer por minha causa! – gritou Claire enquanto o sacudia tentando mantê-lo acordado.

– Eu... Eu... Te amo, Claire... Eu sinto... Muito... – disse ele com a voz trêmula e em seguida se calou completamente e seus olhos ficaram imóveis.

E então David não disse mais nada. Não podia mais dizer. Claire o sacudiu mais uma vez tentando reanimá-lo. Porém aquilo parecia em vão. O rapaz não estava reagindo.

– David! David! Acorda! – implorou ela mesmo assim.

Sam se aproximou e colocou a mão no ombro da garota.

– Eu sinto muito, Claire, mas ele se foi. – lamentou ele.

Claire ficou olhando para o rosto de David por algum tempo enquanto parava de chorar aos poucos. Em seguida, apoiou a cabeça dele no chão e fechou os olhos dele passando a mão suavemente pelas pálpebras.

Sam tirou a mão do ombro dela e Dean se aproximou dizendo:

– Claire, eu sinto muito. Vocês fizeram o possível, mas ser possuído por um Cavaleiro do Inferno é... Fatal. Não foi culpa de ninguém.

Embora soubesse disso, Claire sentia-se culpada do mesmo jeito. E Sam também estava desconfortável diante de tudo aquilo. Ele não soube mais o que dizer ou como agir para fazer Claire se sentir melhor.

Por fim, ela enxugou o rosto e começou a levantar.

– O que vocês fizeram com o meu irmão? – perguntou Abaddon entrando na sala de repente.

Os três se viraram na direção da ruiva e Dean respondeu:

– Ele foi para o Inferno. Mas não se preocupe, logo logo você vai se juntar a ele.

Depois de dizer isso, Dean mirou a arma que segurava na direção de uma parede e disparou contra o encanamento. Em seguida atirou mais vezes por todos os lados fazendo furos nos canos que estavam expostos e espalhando água benta por toda a parte.

Abaddon levou as mãos ao rosto e começou a se contorcer. E por mais que ela tentasse fugir, não conseguia, porque era atingida o tempo todo pelo líquido e sua pele queimava a deixando desnorteada.

Sam se preparava para rendê-la e levá-la até a armadilha onde prendeu Belial quando um zumbido começou a se ouvido por toda a parte. Um som crescente, estridente, irritante e ensurdecedor que fez os vidros das janelas que restavam se espatifarem rapidamente e levou Sam, Dean e Claire a tamparem os ouvidos com as mãos e se ajoelharem no chão.

Abaddon deu um passo a frente se posicionando em um lugar onde a água benta não a alcançava e olhou para uma das entradas do galpão. Logo, todos seguiram o olhar dela e viram a figura de um homem parado na porta. Ele deu um passo a frente e todos o reconheceram.

– Bem na hora, Zeke. – comemorou Dean.

– Oba! Tem muito tempo que eu não mato um anjo. Isso vai ser divertido! – vibrou Abaddon sorrindo.

Enquanto a ruiva encarava o anjo, Claire lembrou de David e pediu desesperada:

– Ezekiel! Por favor, você precisa trazer uma pessoa de volta!

– Desculpe, Claire, mas primeiro eu tenho que matar Abaddon. – explicou o anjo enquanto entrava no lugar.

– Eu quero ver você tentar, anjinho. – desafiou a ruiva andando na direção de Ezekiel e tentando desviar da água benta.

Abaddon gritava quando o líquido tocava a sua pele, mas continuava andando mesmo assim.

Sam passou os braços em volta de Claire e orientou:

– Claire, nós precisamos sair daqui agora.

– Não! Ele precisa trazer o David de volta! – respondeu ela aflita.

– Depois ele vai fazer isso, Claire. Mas por enquanto não é seguro ficar aqui no meio da briga. – argumentou Sam.

Então a garota pensou um pouco e percebeu que ele tinha razão. Depois que derrotasse Abaddon, Ezekiel poderia trazer David de volta da morte, mas por enquanto eles tinham que se afastar dali e ficarem a salvo. Pensando nisso, ela assentiu e começou a caminhar com Sam.

– Eu preciso encontrar a Natalie! – lembrou Dean voltando a ficar preocupado com a loira que até aquele momento não havia aparecido.

Abaddon sorriu e virou-se na direção do Winchester antes de dizer:

– Se eu fosse você, nem me dava o trabalho de procurar.

– O que você quer dizer com isso?! – temeu o Winchester mais velho.

Abaddon o ignorou e voltou a olhar para Ezekiel que já estava bem próximo dela. Então, ela colocou uma mão na frente do corpo e acertou o anjo com força o arremessando para o outro lado da sala e derrubando tudo pelo caminho.

– O que você fez com a Natalie!? – insistiu Dean ainda mais transtornado.

Sam se aproximou do irmão e tentou acalmá-lo:

– Dean, nós vamos encontrá-la. Mas antes...

– Não, Sammy! Sem essa de “mas antes”. Eu não vou sair daqui sem a Naty! – interrompeu Dean e em seguida deu alguns passos na direção de Abaddon e perguntou – Onde ela está? O que você fez com ela, sua desgraçada!?

Abaddon se virou e empurrou Dean que caiu a alguns metros dela. Enquanto isso, Ezekiel se levantou e aquele som estridente foi ouvido de novo quando os olhos do anjo se iluminaram. Em seguida, ele correu até a ruiva e a empurrou violentamente fazendo-a cair perto da pilastra onde antes ela prendeu Claire. Mais água benta atingiu Abaddon e ela gritou de dor.

Enquanto isso, Dean levantou do chão, se aproximou de Sam e Claire e avisou:

– Eu vou procurar a Natalie!

Em seguida, ele correu na direção de uma das escadas e sumiu do alcance dos dois. Então, Sam voltou-se para Claire e pediu:

– Vá para o carro. Eu vou ajudar o Dean a encontrar a Natalie e depois nos encontramos lá fora.

– Não, se vocês vão procurá-la, eu quero ajudar também. – disse a garota enquanto Abaddon se levantava e recomeçava a luta com Ezekiel.

– Tudo bem. – concordou Sam percebendo que Claire não ia desistir daquela ideia.

Os dois começaram a se afastar e foram para o andar de cima. Enquanto Abaddon e Ezekiel lutavam e destruíam algumas partes do galpão quando se chocavam com as paredes e com o que estivesse pelo caminho, Dean corria pelo lugar refazendo os passos de Natalie, tentando desesperadamente encontrá-la e gritando pelo nome dela.

Sam e Claire também reviraram o lugar, mas não encontraram nenhum sinal da caçadora. Momentos depois, os dois esbarraram em Dean no segundo andar do galpão.

– Vocês a encontraram? – perguntou ele transtornado.

– Não... – lamentou Claire.

Em seguida, os três ouviram um estrondo muito forte e olharam para o andar de baixo.

Ezekiel havia empurrado Abaddon violentamente contra uma das paredes e agora segurava a ruiva contra o encanamento. A água benta que saía por um dos canos começou a molhá-la e Abaddon gritou. Tentou se soltar, porém não conseguiu. Então Ezekiel a segurou com mais força e colocou a mão sobre a cabeça dela se preparando para matá-la. Uma luz forte começou a sair dos olhos da ruiva enquanto Sam, Dean e Claire assistiam a cena do andar de cima atônitos.

Porém... Abaddon ainda conseguiu encontrar forças e resistiu o suficiente para pegar a espada angelical de Ezekiel dentro do casaco dele. Então, sem hesitar, e com um golpe certeiro, ela perfurou o pescoço dele com aquela lâmina fatal para anjos.

– Não! – gritou Claire.

– Zeke! – gritou Dean.

– Ezekiel... – disse Sam abismado com o que estava acontecendo.

E então os três correram em direção ao andar inferior.

Ezekiel gritou de dor e o seu rosto se iluminou por alguns instantes até o momento em que Abaddon retirou a espada da garganta dele e o empurrou no chão.

Sam, Dean e Claire pararam na escada e viram o anjo caído no chão. Morto. Com o desenho de duas asas negras em volta do seu corpo.

Abaddon jogou a espada angelical ao lado dele e olhou para a escada. Neste momento, a água benta do reservatório estava acabando e já não tinha pressão suficiente para atingir a ruiva. Então ela passou por cima do corpo de Ezekiel e se aproximou da escada.

Num gesto instintivo, Sam protegeu Claire atrás de si. Dean apontou a arma na direção da ruiva e os quatro se olharam por um longo instante.

De repente, e para surpresa de todos, Abaddon sorriu e esclareceu:

– Não se preocupem, eu não vou matar vocês.

– Como é? – estranhou Dean mantendo a arma apontada para ela.

– Eu já tive diversão suficiente por hoje. Claro que... Eu não esperava que vocês fossem conseguir mandar o meu irmão para o Inferno, e um dia eu vou me vingar por isso, mas... Por hoje, vocês não precisam se preocupar. – explicou ela.

– O único motivo pelo qual você não vai nos matar hoje é porque você lutou contra um anjo e está fraca. – deduziu Sam.

– Não, você está enganado, Sam. – discordou Abaddon e em seguida, explicou – Eu ainda tenho força suficiente para matá-los. O problema é que isso não teria a menor graça. Eu só estaria amenizando o sofrimento de vocês. E eu prefiro saber que vocês vão sair daqui tendo que carregar todo esse sofrimento, todas essas tragédias nos ombros. – e olhando para o Winchester mais novo, disse – Você, por exemplo, Sam. Terá que lidar com o fato de que não conseguiu salvar o David e de que a Claire está arrasada com a morte dele. – olhando para a garota, continuou – E você... Pobre Claire... Terá que conviver com o fato de que mais uma pessoa morreu por sua culpa.

Sam e Claire ficaram visivelmente incomodados ao ouvirem aquelas coisas e Dean resolveu intervir:

– Eles não tiveram culpa no que aconteceu. Os dois fizeram o possível para salvar o David. Se tem um responsável por tudo isso, esse alguém é desgraçado do seu irmão. Mas... Nós demos um jeito nele e ele não vai machucar mais ninguém por um bom tempo. E se um dia ele sair do Inferno de novo, nós estaremos esperando por ele.

Apesar de ter ficado incomodada pelo irmão ter sido exorcizado, Abaddon não se abateu com aquelas palavras. Ao invés disso, ela sorriu levemente e olhando para o Winchester mais velho, provocou:

– Mas ninguém vai sofrer mais do que você, Dean. Sem saber onde a Natalie está, se está viva ou... Morta.

– Do que você está falando?! Onde ela está?! O que você fez com ela?! – perguntou ele voltando a ficar preocupado com a loira.

Abaddon tirou uma coisa do bolso e jogou para ele. Dean pegou com a mão que não segurava a arma e viu o que era. O anel de noivado que tinha dado para Natalie.

– Não... – disse ele aflito e depois voltou a olhar para a ruiva e perguntou com os olhos cheios de lágrimas – Onde ela está? Por favor... Onde ela está?

– Você nunca vai saber, Dean. Conviva com isso. – respondeu Abaddon enquanto dava alguns passos para trás – Ah! Infelizmente, a Natalie não teve tempo de colocar sal em todas as janelas, portas... E no momento, eu tenho um exército para comandar... Então... Vejo vocês por aí... – encerrou ela.

Sam percebeu o que a ruiva ia fazer e olhando para o irmão disse:

– Dean, ela vai fugir! Atira!

Mas antes que Dean encontrasse forças para fazer aquilo, Abaddon abriu a boca e uma fumaça negra saiu de dentro dela e logo escapou por uma das janelas. O corpo caiu no chão perto da escada.

Sam e Claire olhavam ora para Dean, ora para aquele cenário destruído, ora para o corpo de David, ora para o corpo de Ezekiel, sem conseguirem dizer ou fazer algo que fosse capaz de amenizar aquele clima de tragédia e desolação.

Então Dean olhou mais uma vez para o anel na palma da sua mão e sentiu seus olhos encherem-se de lágrimas mais uma vez.

– Baby... – murmurou ele com a voz trêmula.

Notas finais
OMG... Onde está a baby do Dean, sociedade? Where? Bem, sobre a morte do Ezekiel, eu quero salientar mais uma vez que aqui na fic, ele sempre foi do bem, sempre foi ele mesmo, e nada daqueles paranauês que a série mostrou. Mas precisei matá-lo porque ele cumpriu o seu papel para a história e na próxima fic quero trabalhar com outros anjos. Ah! E eu sei que teoricamente quando os anjos caíram, eles perderam as asas e tals, mas eu acho tão emblemático aquele negócio de que quando eles batem as botas (seria "batem as asas"?) as asinhas deles ficam desenhadinhas no chão e quis colocar isto na fic também. Considerem isso uma licença poética desta cabeça cheia de devaneios saltitantes. Bem, o David... Ai sociedade... Que dor no coração, neh? Tadinho... Entrou de gaiato no navio.. Mas foi outro que cumpriu o seu papel. E por isso eu matei mesmo e sem dó. (Momento gargalhada fatal do mal). Tô brincando, eu fiquei com dó e até chorei enquanto escrevia a famigerada cena da morte do bichinho. Que descanse em paz. Bem, mas eu quero adiantar que esta tragédia trará consequências para o casal Clammy... Que descobriremos no último, derradeiro e fatídico capítulo que se Loki permitir postarei amanhã... Mas pensem pelo lado positivo, pelo menos Belial rodou neh? Não penso em trazê-lo de volta na próxima fic, mesmo porque o exorcismo que o casal Clammy fez foi daqueles bem fortes e turbinados e será meio difícil para o demo do mal escapar do hell. Cuma? Sobre Deanalie... Muito nó na garganta esta ausência de notícias da moçoila, não é? OMG o que Abaddon fez com a bichinha, gente? Aiimmm falo nada, mas amanhã vcs vão descobrir tudinho. Aí eu vou aproveitar e nas notas finais vou dar alguns spoilers da próxima fic porque eu acho que vcs vão ficar muito agoniados com o final e eu vou ficar agoniada com a agonia de vcs e aí será a treva da agonia geral. Well, mas por enquanto, vão preparando os lencinhos e os coraçõezinhos para amanhã. Conselho da Hunter Pri Rosen depois da quinta xícara de café, gente. Reviews? Carry on! Inté, sociedade!