Recomeçar
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Após examinar Henry minuciosamente, Victor Whale sai do quarto para explicar para Regina o diagnóstico dele.
― O garoto fraturou o tálus do pé direito, um osso no tornozelo que faz a ligação entre o calcanhar e a tíbia e teve uma luxação também no ombro direito.
― E vai precisar de alguma cirurgia?
― Não. ― A morena respira aliviada. ― Apenas colocaremos gelo e imobilizaremos o pé, ele precisará se locomover com muletas para isolar a região, e no ombro, precisaremos colocar o osso no lugar e depois imobilizar também.
― E o que provocou o desmaio? Não houve nada na cabeça? ― Pergunta preocupada. Henry não tinha acordado desde que chegaram.
― Provavelmente decorreu da dor que deve ter sentido. ― Regina assente, satisfeita com a explicação. ― Já ministramos um anti-inflamatório para aliviar as dores e a inflamação e assim que ele acordar, nós voltaremos.
― Posso entrar? ― Olha para dentro do quarto e vê uma enfermeira elevar a perna de Henry e a outra preparar o gelo para ser colocado no local machucado.
Victor Whale autoriza a entrada de Regina e a mulher abre a porta e entra rapidamente. Observa atentamente o trabalho das enfermeiras e quando terminam e saem do quarto, deixando-a sozinha com ele, ela senta-se na ponta do colchão, leva seus dedos ao rosto dele coberto por pequenos arranhões e inicia um carinho suave.
― A primeira vez que você deu um susto como esse, tinha só cinco anos de idade. ― Relembra, abrindo um sorriso. ― Você estava aprontando no quintal quando levou uma queda e esse mesmo bracinho, mas na época tão pequenininho e gordinho, saiu do lugar. ― Desce a mão para o braço imobilizado na altura do peito de Henry e o acaricia levemente. ― Eu corri feito uma louca até aqui e quase mandei o Graham prender o Victor quando ele se negou a te atender na frente dos outros. ― Conta entre risadas. ― Se você ficar bom logo, nós escolheremos uma noite ainda essa semana para ir até a Torre do Relógio e observar o espaço, como você disse assim que chegamos. ― Sussurra a promessa, voltando a acariciar o seu rosto.
― Mas a olho nu não tem graça. ― O garoto sussurra de volta, ainda de olhos fechados. ― O telescópio ficou em Tallahassee. ― Acrescenta e então abre os olhos minimamente.
― Henry! Graças a Deus você acordou. ― Fala aliviada, beijando-lhe a testa. ― Eu estava preocupada. Você está sentindo alguma dor?
― Meu ombro dói um pouco. ― Move um pouco o braço e também tenta mover o ombro, mas desiste ao sentir a dor aumentar.
― Não mova, querido. ― Repreende-o, segurando seu braço delicadamente e o colocando na posição anterior, como uma das enfermeiras tinha deixado. ― Houve um pequeno deslocamento e o Dr. Whale terá que colocá-lo de volta no lugar. ― Informa e Henry arregala os olhos, assustado com a informação. ― Não seja medroso, Henry. ― Fala como se fosse inaceitável que ele tivesse medo e aperta o seu nariz.
― Mãe! ― O garoto reclama e os dois riem. ― Onde está a mãe? ― Pergunta, olhando para fora do quarto para ver se a via.
― Ela foi com o Pirata, Gold e Belle atrás de Tiger Lily. ― Responde em um tom baixo, mesmo que estivessem sozinhos, afinal, não poderia arriscar e confiar que estavam seguros dos ouvidos da Fada Negra, e o garoto assente. Em seguida, ele olha para a mesa ao lado, procurando por algo que deveria estar ali. ― O que está procurando? ― Questiona curiosa.
― Meu celular está com a senhora? ― Regina assente e enfia a mão no bolso, retira o aparelho e o entrega. ― Não tem uma TV no quarto para o paciente se distrair. ― Comenta com falso ar de decepção e balança a cabeça negativamente. ― Quando a senhora voltar a ser Prefeita, precisa resolver isso. ― Diz todo cheio de direito e Regina arqueia a sobrancelha e semicerra os olhos. Os dois acabam rindo.
Henry começa a se distrair nas redes sociais e o quarto fica silencioso. Vendo que estava sobrando, Regina se levanta da cama e se senta na poltrona ao lado. Um vaso de flores em cima da mesinha consegue toda a sua atenção e ao tocar nas delicadas pétalas, seu olhar é atraído para a brilhante aliança em seu dedo anelar, então se lembra que no outro dia queria conversar com Henry sobre ela e Emma estarem juntas e decide aproveitar o momento para falar sobre o assunto, mesmo sem a presença da loira. Não podia mais adiar essa conversa tão importante.
Ela olha para o garoto e respira fundo, buscando coragem.
― Henry... ― Murmura hesitante e o garoto deixa o celular de lado para lhe dá atenção. ― Sobre mim e a Emma...
― Relaxa, mãe. ― Segura em sua mão e a aperta forte. Em seguida, oferece-lhe um sorriso que é logo retribuído. ― Meu sonho desde que eu trouxe a mãe para Storybrooke, era que você se tornasse boa, vocês começassem a se dá bem e dividissem a minha guarda sem brigas. Mas nem em mil anos eu pensei em vocês como um casal... ― Apesar do tom tranquilo e brincalhão, o coração de Regina se aperta com o que escuta. ― Apesar de já ter sonhado e imaginado várias vezes um mundo em que nós três moramos juntos, em uma casa só nossa e fazendo vários passeios por aí, só nós três... ― Os olhos da morena marejam com a confissão do filho. ― Mas aconteceu. Vocês se amam e aconteceu. E não tem nada de errado nisso, mãe.
― Henry... ― Murmura com a voz embargada.
― E eu seria louco se não apoiasse a felicidade das duas pessoas mais importantes em minha vida. Eu seria louco se fosse contra o que eu mais desejei desde que tudo começou a se acalmar entre vocês. ― As lágrimas escorrem livremente pelo rosto de Regina e Henry se apressa para enxugá-las. ― Eu nunca imaginei vocês duas juntas, mas não estou achando ruim que aconteceu. Na verdade, eu estou adorando, e se depender de mim, vocês ficam juntas para sempre.
Emocionada, Regina se levanta de supetão e abraça o filho com força, mas com cuidado para não lhe machucar mais.
― Estou interrompendo algo? ― Escutam a voz de Victor Whale perguntar em um tom preocupado e se afastam. ― Eu posso voltar depois, se assim quiserem. ― Oferece, já se aproximando da porta novamente.
― Não! Tudo bem! ― Regina responde, enxugando suas lágrimas. ― Nós só estávamos conversando. ― Olha para o filho e sorri. ― Você vai...? ― Aponta para o ombro e o homem assente. ― Ok, eu vou tomar uma aguinha... ― Anuncia. ― Boa sorte, meu amor. Seja forte! ― Beija sua testa carinhosamente e apressa seus passos até a porta. Não queria ver o filho sentir mais dor e muito menos ouvi-lo gritar. Sabia que se ficasse acabaria tirando Whale de cima dele e impedindo-o de fazer o seu trabalho. Foi assim quando Henry machucou o braço a primeira vez, quando ele era criança, e ela o levou para Whale. Foi preciso expulsarem ela do quarto para que Whale fizesse o que tinha que fazer. Quando aconteceu em Tallahassee, apenas Emma o acompanhou na sala para evitar esse tipo de coisa.
― Mãe! ― O garoto choraminga, mas em vão.
Ao chegar do lado de fora, antes de se aproximar do bebedouro, Regina enxerga Mary Margaret sentada na poltrona do outro lado da sala, com um olhar triste em direção ao quarto de David e resolve se aproximar. Precisava saber o que tinha acontecido com David e como eles, ele principalmente, estavam.
― Olá! ― Cumprimenta-a, aproximando-se com cautela, mas a mulher nem se mexe. Parecia estar em outro mundo. ― Mary Margaret?
― Hmm... ― Ela gira a cabeça para o lado de Regina rapidamente, logo enxergando-a bem perto de si e pisca os olhos algumas vezes. ― Ah, oi! ― Abre um fraco sorriso e enxuga rapidamente os resquícios de lágrimas. ― Desculpa, eu estava distraída.
― Tudo bem! Posso me sentar? ― Aponta para a poltrona vazia do lado.
― Claro! Fica à vontade. ― Bate no assento vazio e Regina logo o ocupa. ― O que aconteceu com o seu filho?
― Um acidente de carro. ― Resolve resumir para evitar perguntas comprometedoras.
― Ah meu Deus! Ele está bem?
― Está com alguns machucados no rosto, um ombro fora do lugar e tornozelo fraturado, mas vai ficar bem. ― Ao terminar de falar, sem querer, seus ouvidos capitam alguns ruídos desagradáveis vindo do quarto do filho e ela faz uma careta. ― E o seu marido? ― Pergunta, dando continuidade na conversa para se distrair e não ouvir mais alguma coisa indesejada.
― Está com alguns arranhões também, mas está bem. Está dormindo agora. ― Seu olhar vaga para o quarto do marido e seu olhar se torna triste outra vez.
― O que aconteceu com ele? ― Toca delicadamente no braço da mulher e ela volta a atenção para si.
― Você já sabe sobre os nossos filhos? ― Com pesar, Regina assente. ― É claro que sabe. Uma cidade pequena como Storybrooke, todo mundo se conhece e sabe da vida do outro. ― Fala chateada, mas Mills entende que não é com ela, mas sim com a fofoca na cidade. Por muito tempo ela foi alvo de fofocas e entende bem essa chateação. ― Como sempre, desde que tudo aconteceu, o David passou dos limites com a bebida. Dessa vez encontram ele caído na floresta, perto da saída da cidade.
― O que ele estava fazendo lá?
― Eu não sei, mas disseram que antes dele desmaiar novamente, balbuciou algumas coisas como “preciso encontrar eles” e “ele vai me ajudar”. Acredito que ele estava saindo da cidade e indo atrás de alguém que possivelmente o ajudaria a encontrar nossos filhos. ― Seu olhar segue novamente para o quarto do marido e então ela cai num choro dolorido e desesperado. Sem pensar duas vezes, Regina se senta na mesma poltrona que a mulher e a acolhe em seus braços, tentando consolá-la. Seus olhos começam a marejar.
Nem em seus pesadelos mais loucos, Regina se imaginou consolando sua maior inimiga e muito menos ficando triste com o seu sofrimento. Se isso estivesse acontecendo alguns anos antes, estaria rindo de seu sofrimento em vez de consolando. As coisas realmente tinham mudado.
― Desculpa... Eu não sei mais o que fazer... ― Mary murmura com dificuldade, agarrando-se mais à morena, que a aperta mais em seus braços e permite que suas lágrimas também caiam. Em sua mente só se passava uma coisa: elas precisavam com urgência quebrar essa maldita maldição.
•§•
Killian lança um olhar incrédulo para Emma e balança a cabeça negativamente, deixando claro a sua reprovação com a ideia.
― Emma, não podemos...
― Sim, nós podemos e faremos. ― Fala com firmeza, interrompendo-o.
― Desculpa interromper a briga de casal, mas precisamos fazer alguma coisa logo ou ela morrerá. ― Tiger se pronuncia, chamando a atenção dos dois para a Rainha, agora caída ao chão, quase inconsciente.
― Ali! ― Escutam a voz do Príncipe Henry soar um pouco distante. ― Peguem todos agora! ― Ele grita para o seu exército de cavaleiros, que gritam entusiasmados e agitam seus cavalos em direção aos quatro.
― Droga! Ajude-me aqui, Killian. ― Emma pede, colocando o braço da Rainha por cima de seu pescoço e levantando-a com dificuldade. O Pirata vai para o outro lado e faz o mesmo. Para ajudar na fuga, Tiger coloca seu arco nas costas, deixando suas mãos livres, e pega as pernas da Rainha.
― É bom tocar você, Princesa... ― A Rainha sussurra, tocando brevemente o rosto de Emma, que olha para ela, mas nada diz.
― Eu conheço um esconderijo. ― Tiger avisa e começa a guiá-los por entre as árvores.
Na medida em que vão entrando na floresta, os gritos do Príncipe Henry e seus cavaleiros vão diminuindo até que eles não os escutam mais e já não há mais a necessidade de seguir para o esconderijo.
― Acho que conseguimos despistá-los. ― Tiger comenta, soltando as pernas da Rainha e se jogando no chão, cansada da correria. Killian e Emma também colocam a Rainha no chão e se sentam para descansar.
― Agora, como faremos para voltar para Storybrooke se a nossa passagem não será entregue? ― Jones questiona com sacarmos, encarando com raiva a Rainha, que mal conseguia manter os olhos abertos.
― Ora, ora, ora... ― A versão mais velha do Pirata reaparece, assustando-os. ― Dessa vez vocês não me escapam. ― Aponta a espada para Emma e Killian. ― Olá, Tiger Lily. ― Saúda a fada, que olhava atônita para ele e para a sua versão mais jovem, agora creditando 100% que Swan e Jones falaram a verdade.
― Eu levo você até a Jolly Roger. ― Killian diz, com pouca paciência e tendo uma ideia. Emma o encara preocupada, mas ele a tranquiliza com o olhar.
― É sério? Vai ser tão fácil assim? Não vai ter nem uma lutinha antes? ― Seu tom é desapontado. Emma e Tiger soltam uma risadinha, desacreditadas do que ouviam. Estava visível que se houvesse uma luta entre os dois, ele perderia antes de começarem.
― Se você conseguir um feijão mágico para mim, eu devolvo o seu navio. ― Faz a oferta, ignorando as perguntas dele.
― Então hoje é o nosso dia de sorte, camarada... ― Ele coloca a espada no seu devido lugar, enfia a mão em seu casaco e retira um de tantos feijões mágicos. Os olhos de Killian, Emma e Tiger brilham quando veem o objeto transparente na mão do homem. Quando Jones se estica para pegar o feijão, ele fecha a mão rapidamente. ― Mas, você terá que me levar até o meu navio, primeiro. ― Dá a condição. Emma e Killian se olham rapidamente e o Pirata pisca o olho disfarçadamente.
― Ok! Não está muito longe daqui... ― Jones aceita a condição. Quando sua versão mais velha se distrai enquanto procura o bolso do casaco para guardar o feijão, Killian se apressa e lhe derruba no chão, puxa o feijão da sua mão, pensa em seu navio em Storybrooke e o joga no chão. ― Vão! ― Ele grita para Emma e Tiger, mas sem tirar os olhos do outro, que tentava a todo custo se soltar de seu agarre. ― Você disse que queria uma luta, aqui está. ― Dá um murro em seu rosto, tirando sangue do nariz.
Emma e Tiger correm até a Rainha Má, já desmaiada e com a respiração fraca, passam seus braços por seus ombros e se aproxima do portal.
― E você? ― Swan pergunta preocupada.
― Por favor, pulem agora. ― Pede em tom desesperado, olhando rapidamente para ela e tirando a atenção da sua versão mais velha, que aproveita a pequena distração e lhe empurra para o lado. ― Vão!
Emma e Tiger atendem ao seu pedido e pula com a Rainha dentro do portal, que logo diminui o tamanho, mas permanece aberto.
O Killian do Reino do Desejo tenta engatinhar até o portal, mas Jones o segura pelo pé e o puxa para longe. Os dois rolam no chão por alguns segundos, até que o Killian de Storybrooke consegue se soltar dele e também pula no portal.
A versão velha de Jones também tenta pular, mas o portal se fecha antes e ele dá de cara com o chão.
― Onde estão a Princesa, o Pirata e a Indígena? ― Ele escuta a voz irritante de Rumpelstiltskin perguntar e se vira rapidamente, já retirando a sua espada. Quando Rumple vê o seu rosto, franze o cenho, confuso. ― A Princesa fugiu com a Indígena e te deixou porque a poção da juventude acabou, querido? ― Questiona com ironia e dá uma risadinha.
Mas antes que o Pirata pudesse responder, o Príncipe Henry e seus cavaleiros aparecem.
― Onde está a Rainha Má? ― Pergunta autoritário, apontando a espada para os dois.
•§•
Assim que Emma e Tiger caem na Jolly Roger em Storybrooke, a loira se apressa em levar a Rainha até os aposentos de Gancho e quando a acomoda na cama, envia uma mensagem para Gold avisando que tinham conseguido encontrar Tiger Lily e estavam no navio de Gancho.
― Eu vou atrás de alguém para cuidar dela. ― Emma avisa à fada, pensando em Regina, e sai correndo da cabine. Mas antes de chegar às escadas, ela é atingida por algo, ou melhor, por alguém, e vai ao chão. ― Killian! ― Exclama assustada, porém aliviada por vê-lo.
― Desculpa pelo cálculo errado da aterrisagem. ― Faz graça e os dois riem. Em seguida, ele se levanta e estende o braço para ajudá-la.
― Que bom que você conseguiu voltar. ― Aceita sua ajuda, agarrando com força a sua mão e quando fica em pé, surpreende-lhe com um abraço. ― Obrigada por ter nos ajudado. ― Quando os dois se afastam Killian maneia com a cabeça em resposta.
― Vocês estão bem? ― Emma assente. ― Onde está a Rainha?
― Eu a deixei na sua cama, espero que não tenha problema. ― Jones nega. ― Gold está vindo para cá e eu vou buscar a Regina para cuidar dela.
― Ok! Eu vou ficar com elas... ― Aponta para trás. Emma assente e cada um segue para um lado.
•§•
Ao chegar no quarto de Henry, Emma bate no vidro para chamar a atenção de Regina, e quando consegue, chama-a para fora. Ainda não sabia como dizer que tinha trago uma versão sua para Storybrooke, mas precisava fazer.
― Como ele está? ― Indaga, observando Henry dormir tranquilamente.
― Ele deslocou o ombro e o Whale teve que colocar no lugar. ― Emma faz uma careta imaginando a dor que o garoto sentiu. ― Também fraturou um osso no tornozelo, mas não vai precisar de cirurgia. Vocês conseguiram encontrar Tiger Lily? ― Pergunta em um tom baixo para que ninguém além de Emma escutasse.
― Sim! Ela está com o Killian na Jolly Roger. ― A morena assente. Swan respira fundo, buscando coragem para falar sobre a Rainha, e desviar o olhar do de Mills. ― Regina, alguém está gravemente ferido e precisaremos dos seus antigos serviços de quando estávamos em Tallahassee. ― Diz em um tom hesitante.
― Eu não trouxe nada comigo. Quem se machucou? ― Questiona preocupada, olhando Emma de cima à baixo para certifica-se de que não é ela.
― Eu pego aqui no hospital. ― Responde, ignorando a pergunta dela.
― E o Henry? Não podemos sair e deixá-lo sozinho, ainda mais sem ele saber onde estamos.
― Oi! ― Mary interrompe a conversa, aproximando-se das duas. ― Eu não tinha intensão de ouvir a conversa de vocês, mas se quiserem eu posso olhá-lo enquanto estiverem fora. ― Oferece gentilmente.
Emma e Regina se olham por alguns segundos e decidem aceitar a ajuda.
― Você tem certeza? ― Regina pergunta hesitante. ― Seu marido pode acordar e...
― Podem ir. ― A morena de cabelos mais curtos retruca, interrompendo-a. ― O David não irá acordar agora. ― Dá de ombros.
― Tem certeza? ― Emma pergunta, sentindo seu coração bater mais forte quando a mulher lhe direciona o olhar e abre um sorrio gentil.
― Sim, podem ir. ― Ela tira um pedaço de papel e caneta da bolsa, escreve algo que as duas não conseguem ver o que é, e entregue para Regina. ― Ligue para mim para saber como ele está e qualquer coisa eu te ligo também.
― Obrigada! ― Regina agradece, guardando o papel no bolso do seu sobretudo. Em seguida, olha mais uma vez para o filho. Quando volta a atenção para Emma, encontra-a com um olhar hipnotizada paro Mary, que já voltava para o seu lugar na poltrona do outro lado da sala. ― Vamos! ― Toca nas costas da loira e a empurra sutilmente para que ande.
•§•
― Você descobriu o que aconteceu com o meu pai? ― Emma pergunta assim que saem do hospital e seguem pela principal até o porto. Não tinha sido difícil Regina distrair um enfermeiro enquanto Emma pegava os materiais necessários que Mills precisaria.
― Ele sofreu um acidente perto da floresta. Estava bêbado mais uma vez. ― Swan fecha os olhos brevemente e balança a cabeça negativamente. ― Emma, quem está gravemente ferido? É a Tiger? Killian? Gold ou Belle?
― Não, não é nenhum de nós. ― Regina franze o cenho, confusa. Quem mais poderia ser?
― Você não trouxe uma Marian 2.0 do Reino dos Desejos, trouxe? ― Questiona brincalhona e Emma sente o sangue gelar nas veias.
― Não é uma Marian 2.0, mas é alguém do Reino dos Desejos que já existe em Storybrooke. ― Responde sem olhá-la e apressa os passos para subir as escadas do navio.
Regina para os seus passos por alguns segundos, chocada com a informação, mas logo retoma-os, dessa vez com pressa, curiosa para saber quem era.
Ela torcia para que não fosse um David ou Mary Margaret.
Quando Regina chega na cabine do Capitão, segundos depois de Emma, e vê quem ocupava a cama, ela solta a maleta de primeiros socorros que Emma pegou no hospital, no chão.
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