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10 Capítulo 10 -Departamento de Mistérios
Notas iniciais
Muito obrigada mesmo! Eu adorei! ++
O mês finalmente havia acabado e com ele a dispensa de
Hermione. O incontrolável sentimento de ganho e perda era tão forte que a
menina sentia como se houvesse acabado de ganhar na loteria, mas apenas dez
Libras.
Enquanto tirava sua pasta de trabalho de dentro do velho
baú, ia se lembrando de todo o trabalho que havia deixado inacabado e na
provável pilha de papeis que teria que analisar. Não queria, nem sequer por um
momento, pensar em como deixar Hogwarts mais uma vez seria doloroso.
As memórias mais felizes de sua vida, as amizades
sinceras que construíra, o sólido conhecimento que havia custado tanto para
conseguir. Tudo isso tendo como testemunha as paredes do velho e imenso
castelo.
Mas, por outro lado, não tinha mais apenas dezessete anos
e tinha plena consciência de que tudo na vida tem um início e um fim. Se não há
mudanças, não há vida. Sempre fora assim.
Mal sabia o que deveria vestir. Parecia um milênio desde
que havia deixado o ministério naquele dia... O dia após a sentença. A verdade,
é que até mesmo havia se esquecido que morar com Draco Malfoy era um castigo.
Ultimamente parecia que sempre fora dessa forma.
De qualquer forma foi para a cozinha atrás de alguma
coisa para comer antes de se arrumar. Um hábito que havia adotado recentemente.
Descobrira que assim o tempo parecia mais longo.
-Hermione? –A menina se virou para encarar Dumbledore,
que a olhava sorrindo da porta.
-Senhor... Eu não o vi chegando! –a menina sorriu. –Gostaria
de, hm, sentar?
-Ah, adoraria! –o bruxo puxou uma cadeira na mesa da
cozinha e se sentou sem perder o sorriso nem sequer por um segundo. –Então,
está voltando para o Ministério hoje!
-Sim! Minha dispensa acabou... –ela deu de ombros, se
virando para a geladeira fingindo procurar por algo.
-Entendo! –O diretor suspirou. –Bem, eu vim para dizer
que as portas de Hogwarts sempre estarão abertas para você e sua família,
Hermione.
-Obrigado, Dumbledore. –ela sorriu, se aproximando
lentamente. –De verdade.
-Poderia fazer o favor de dizer isso ao senhor Malfoy?
–Dumbledore sorriu de canto, como se tentasse esconder a graça que sentia. –Vocês
sempre poderão contar comigo ou com os outros professores.
-É claro! –ela mordeu o lábio, franzindo a testa. –Eu vou
sentir falta...
-Ah, minha querida... Não ouviu nada do que eu acabei de
falar? –ele a olhou por cima dos óculos de meia-lua. –Você pode voltar sempre
que quiser!
-Obrigada! De verdade! –por um segundo foi difícil
encarar os olhos azuis bebê do diretor. Hermione suspirou pesadamente.
-Hermione, você viu a gravata do Potter...? –Draco parou
na porta, olhando para Dumbledore com os olhos arregalados. –Professor...
-Ah, Draco! –o
diretor sorriu alegremente. –Que bom vê-lo! É uma pena que eu já esteja de
saída.
-Você... O senhor... Estava aí? –o menino piscou os olhos
cinzentos, abraçando seu próprio corpo como se lembrasse que estava sem camisa.
-Há pouco tempo, vim apenas me despedir de Hermione. Bem,
tenham um bom dia! –ele foi até a porta, passando por Draco sem nem parecer se
importar. –Ah, Hermione...
-Sim?!
-Talvez eu esqueça, acidentalmente, é claro, um pouco de
pó de flu em cima de sua lareira. Cuide bem dele, tudo bem? –o velho bruxo
piscou um olho e saiu, deixando Hermione rindo baixinho.
-Tudo bem.
Draco esperou o barulho da lareira pegando fogo para
franzir o nariz e começar a resmungar. Hermione fez um esforço para não rir e
voltou para a geladeira para procurar alguma coisa para comer.
-...Ele entra assim sem falar nada, aparece do nada e daí
vai embora como se nada tivesse acontecido... –Draco continuou resmungando, uma
careta no rosto e o olhar parecia incomodado.
-Meu deus... Você gosta de reclamar! –Hermione riu,
colocando na mão do menino uma xícara e indo para a cafeteira.
-Já é a segunda vez que ele faz isso! –Draco se exaltou.
–E que história foi essa do pó de flu?
-Eu acho que você tem certo preconceito contra ele.
–Hermione decidiu, por fim, ser sincera, despejando o pó de café no compartimento.
-Preconceito? Não é minha culpa que ele é um velho
maluco! –o menino fechou a cara, já se esquecendo do que havia vindo pedir à
Hermione.
-Ele é um velho maluco... Que daria a vida para proteger
você! –Hermione piscou um olho, cansando da discussão. –E isso que o deixa
irritado, não é?
E, em fim, sem esperar que Draco tivesse tempo para
pensar em uma resposta no mínimo convincente, ela depositou um beijo nos lábios
do menino e voltou para o quarto, se dando conta que havia perdido mais tempo
do que havia pensado.
-Bom dia... –ele murmurou, piscando os olhos lentamente,
olhando para o lugar onde Hermione havia acabado de ir.
(...)
Saíram do elevador caminhando lado a lado. Draco segurava
as pontas dos dedos de Hermione discretamente sem querer chamar a atenção de
todos para o fato. A verdade é que, depois da noite em que dividiram a cama não
havia mais motivos para negarem que estavam atraídos um pelo outro.
Nem mesmo Harry Potter havia caído na desculpa
esfarrapada de que Hermione havia passado mal e Malfoy ficara preocupado e, só
por isso, a levara para sua cama naquela noite. E, se ele não acreditou nisso,
também não acreditou que sua gravata era, na verdade, um elfo disfarçado e que
fugira em algum momento da noite.
-Poderíamos ter usado a desculpa da mancha! –Hermione
riu, olhando para Draco com o canto dos olhos.
-Você acha que ele iria acreditar mais em uma mancha do
que em um elfo? Francamente, Potter! –Malfoy revirou os olhos fingindo
frustração.
A conversa dos dois foi interrompida pelo olhar gelado e
carregado de ódio de Lúcio Malfoy, que parou na frente dos jovens encarando as
mãos juntas. Hermione tentou puxar seus dedos rapidamente, mas Draco a segurou
firmemente, a trazendo para mais perto de seu corpo como se quisesse
protegê-la.
Hermione teve a impressão que uma conversa silenciosa
ocorria entre o olhar do filho e do pai, mas ela não tinha certeza se queria
saber. Porque, até então, não havia voltado a pensar nos pais de Malfoy e,
agora, pensando bem, a última vez que ouvira falar deles foi no dia em que
Snape invadira sua casa para ver como o menino estava. Tinha consciência que
isso se dava porque nenhum dos outros Malfoy queria sequer chegar perto da casa
de uma sangue-ruim, e, como Draco estava morando com ela por causa da sentença,
os pais não iam ver o filho.
Queria poder dizer ao menino para soltá-la, deixá-la ir,
assim quem sabe, Lúcio Malfoy falaria com o filho com palavras e não apenas com
olhares feios e mortais. Mas ela nem sequer teve a chance de pensar uma segunda
vez no assunto. O Malfoy-pai olhou para ela com o canto dos olhos, da mesma
forma como olhara para aquele homem que tocava violão na lembrança de
Dumbledore.
-Bom dia! –foi tudo o que ele disse, passando esbarrando
pelos garotos.
Hermione sentiu um misto de alivio e desapontamento, e
procurou pelo olhar de Draco. Os olhos acinzentados estavam vidrados, olhando a
direção que o pai andava.
-Draco, eu...
-Não se preocupe com isso. –ele falou um pouco seco. –ele
não vai fazer isso outra vez.
-Bem, eu não ligo, mas... Talvez se eu não estivesse aqui
vocês pudessem ter conversado! –ela deu de ombros, desviando o olhar do rosto
do menino.
Draco a olhava com as sobrancelhas erguidas, a fúria já
diluída. Riu baixinho atraindo a atenção de Hermione novamente. O menino
sacudiu a cabeça, voltando a andar segurando a ponta de seus dedos novamente.
-Não teria feito
diferença. –ele deu de ombros.
-mas...
-Eu e meu pai não temos tido uma convivência muito
saudável ultimamente. Você não é o problema, acredite em mim. –ele sorriu de canto,
de uma forma que fez Hermione se lembrar do velho Draco Malfoy novamente. A
menina sorriu mais abertamente.
-Nos vemos mais tarde?
-Claro! –ele acenou, indo para a porta que o levaria até
sua repartição.
Hermione caminhou diretamente para a sala de kingsley pegar
seus formulários, seus documentos e tudo aquilo que tinha ficado acumulado
naquelas últimas semanas.
Bateu na porta e esperou pacientemente até que o ministro
pedisse para entrar, o que não demorou a acontecer. O homem sorriu para ela
quando a menina passou pela porta e se encaminhou para perto de sua mesa.
-Granger! –ele se levantou. –Fico feliz que tenha
voltado.
-Obrigada!
-Sente-se! –ele pediu acenando com a mão enquanto ele
mesmo voltava a se sentar em sua cadeira. Hermione agradeceu novamente e
obedeceu, tentando encará-lo com um sorriso. –Como foi em Hogwarts?
-Foi bom! Obrigada por permitir. –agora ela realmente
sorria, agradecida.
-Tudo bem, ficar sozinha em casa o dia inteiro também não
é bom para ninguém! –ele colocou as duas mãos sobre a mesa. –Hermione, gostaria
de dizer que você é totalmente livre para pedir mais alguns dias se achar que é
necessário...
-Não se preocupe, Ministro! Eu estou bem. –ela sorriu
polidamente, endireitando a coluna.
-Bem, nesse caso... –ele abriu uma gaveta, pegando uma
pequena pasta e colocando diante da menina. Hermione arregalou os olhos. Era só
aquilo que tinha de trabalho acumulado? –Precisávamos fazer algumas mudanças no
ministério, e acabamos mudando você de repartição.
-E para onde que eu trabalho agora? –ele franziu a testa,
pegando a pastinha para dar uma olhada.
Kingsley lhe deu uma olhada com o alto dos olhos e sorriu
novamente, se levantando rapidamente e caminhando até a porta, chamando
Hermione com um aceno de mão.
-Venha, eu vou levá-la até lá. –o ministro esperou até
que ela passasse por ele na porta para fechá-la e guiar a menina até os
elevadores.
Não disseram nada durante todo o caminho até o elevador.
Hermione estava curiosa, havia outra pessoa se sentando a mesa em que ela
costumava ocupar e não gostou muito daquilo. O elevador estava vazio e Hermione
arregalou os olhos quando viu o andar que Kingsley apertou para ir.
O nono andar era o último lugar que Hermione poderia
imaginar ir. O andar do Departamento dos mistérios. Nunca havia colocado os pés
lá. Primeiramente porque não havia permissão (Após a queda de Lord Voldemort
apenas os poucos que trabalhavam lá poderiam entrar no departamento... Além do
ministro, é claro), e depois... Nunca havia tido motivos para ir até lá, apesar
de sempre ter tido curiosidade sobre o lugar.
Kingsley pareceu finalmente notar o olhar de espanto no
rosto de Hermione quando limpou a garganta e encarou o metal da porta do
elevador. De repente, ele parecia muito cansado.
-Estamos com problemas, Hermione. –ele revelou. –Tentaram
invadir o ministério duas vezes recentemente e acredito que, o que quer que
seja que a pessoa quer, está no departamento dos mistérios.
-Eu não estou entendo, Kingsley... –Hermione de repente
se esqueceu de toda a cordialidade, o olhando totalmente alerta.
-Tem alguma coisa acontecendo dentro do ministério e eu
ainda não sei o que é! –ele voltou para olhá-la. –Você é uma das bruxas mais
inteligentes que eu já conheci, preciso que me ajude a descobrir o que eles
podem querer.
-Você faz alguma idéia de quem pode ser? –a voz da menina
soou baixa de mais. O pavor em cada silaba de suas palavras.
-Na verdade, eu tenho sim. –o homem repuxou um canto dos
lábios.
-Você não acha que é aquele-que...
-Pelo amor de deus! –Kingsley pareceu realmente irritado.
–Voldemort morreu! Ele está devidamente morto há duas décadas! A ordem reuniu
todas as Horcruxes e as destruiu! Até hoje não sabemos de quem veio o feitiço
que o matou... Pode ter sido de Lilian, Tiago, Sirius, Lupin ou do próprio
Dumbledore.
-Eu não entendo! –Hermione sacudiu a cabeça. -...
-Bem, eu explico... Tiago deixou Harry desprotegido por
um segundo e então você-sabe-quem apareceu para matar o menino... É claro que
até então Voldemort não sabia que a ordem já tinha todas as Horcruxes destruídas.
E, antes mesmo que pudesse se der conta, cinco feitiços o atingiu. Um desses
feitiços serviu de escudo para Harry, ricocheteando o feitiço do Lord das
Trevas para ele mesmo. –O ministro deu de ombros, parecendo muito irritado.
-Eu conheço a história! –Hermione resmungou. –o que eu
não entendo é se o senhor acha que outro bruxo pode estar tentando se passar
por Ele...
-Você acha que alguém está fingindo...?
-O que eu quis dizer, é... Outro bruxo das trevas?
–Hermione piscou os olhos.
-Ah, compreendo! –O ministro sorriu de canto, assentindo.
–Não, Granger, eu não acho que seja uma nova ordem!
Nesse instante a porta do elevador foi aberta e Kingsley
foi para o corredor, caminhando até a última porta. Ele olhou de um lado para o
outro e entrou dando espaço para que Hermione o seguisse.
-Na pasta que você segura tem o nome de cada sala aqui.
Para chegar ao lugar onde você deseja, basta dizer o nome de onde você quer
ir*. –o ministro explicou.
*(Nos
livros não deixa claro como funciona a coisa das portas, então eu dei uma
pesquisada e essa foi a única explicação que eu encontrei! Alguém sabe se é
outra coisa?!)
-Por onde eu começo? –ela perguntou olhando para a lista
dentro da pasta.
-Por onde quiser! Quero que me faça relatórios de todos
os objetos que você achar que pode ser o motivo das tentativas de invadir o
ministério. E é extremamente necessário que não comente com ninguém o que
acontece aqui dentro. –Kingsley assentiu uma vez para ela e voltou para a porta
aberta. –Boa sorte!
-obrigada! –mas Hermione falou sozinha... Porque, no
mesmo instante, ela estava sozinha em frente as portas que, aparentemente,
dariam para os lugares mais terríveis que ela poderia imaginar. –Sala do tempo!
–murmurou. Passou um segundo até que apenas uma porta fosse aberta, convidando
Hermione a entrar.
Era bem iluminada, as luzes pareciam cintilantes e
douradas. Hermione piscou os olhos algumas vezes até que finalmente se
acostumassem com a claridade estranha. Um vidro de cristal em formato de um
sino parecia criar toda a luz. Por toda a sala tinha relógios, desde as paredes
até as escrivaninhas. Havia outra porta lá e, como ali não havia ninguém,
resolveu ir dar uma olhada.
Aquela sala era alta como uma catedral, pouco iluminada, com
estantes altas por todos os lados com globos de vidros. Ela deu uma olhada
novamente na lista e percebeu que, anexa a sala do tempo, havia a chamada Sala
da Profecia. Levou algum tempo até que Hermione descobrisse que aqueles globos
de vidro eram as profecias... Porque, afinal... Era apenas uma bolinha de vidro
com uma esquisita névoa branca dentro. Não parecia grande coisa.
-Eu não tocaria nisso se fosse você! –alguém falou alto,
a voz ecoando de algum lugar perto de Hermione.
-Olá? –ela chamou, tentando olhar entre as prateleiras.
-Desculpe, eu estava nomeando o corredor e... Quem é
você? –o homem parecia ter uma idade elevada. Os cabelos brancos pareciam uma
grande nuvem em volta de sua cabeça e seu rosto era inteiro marcado por rugas
de expressão. Os olhos claros eram inteligentes e bondosos.
-Eu sou Hermione...
-Granger! –o homem sorriu. –Kingsley falou sobre você!
Bem vinda! Eu sou Matthew Burcke.
-Obrigada! –ela sorriu olhando para as prateleiras.
–essas são as profecias?
-Sim! Você vai ter problemas para inspecionar todas elas.
–o homem franziu a testa.
-Ah... –mas Hermione não acreditava que alguma coisa ali
pudesse ser valiosa a quem quer que seja. –Alguma coisa perigosa que já
tentaram roubar antes?
-Bem, há vinte anos tentaram roubar a profecia dos
Potter. –ele deu de ombros. –Mas no fim ela nem chegou a ser cumprida.
-É, fiquei sabendo. –ela murmurou. –Nada mais?
-Não! Ninguém dá muita atenção a isso na verdade. –ele
deu de ombros. –Tem profecias sobre a copa de quadribol e sobre pessoas que há
muito tempo estão mortas! Não é exatamente alguma coisa muito útil se quer
saber minha opinião.
-Eu acabei de vir da outra porta...
-Ah, a sala do tempo! Lá pode ter alguma coisa mais interessante.
–o homem sorriu. –Vamos até lá, venha...
(...)
Hermione caiu cansada no sofá. Passara o dia inteiro com
Burcke olhando os relógios, os vira-tempos e mais qualquer outra coisa que o
homem dizia ser interessante. E não havia duvidas de que tudo ali era realmente
no mínimo intrigante. Mas estava cansada e, ainda por cima, nada ali parecia
ser alvo de roubo.
E ainda tinha muito que fazer nas outras salas. Nem
queria imaginar o tempo que iria passar escrevendo relatórios.
Malfoy caiu pesadamente ao seu lado no sofá, parecendo
tão casando quanto ela. Ambos olharam para a tela da TV, mas não davam atenção
as imagens. Draco caiu lentamente até que estivesse com a cabeça apoiada no
colo de Hermione, que tratou de passar os dedos pelos fios loiros.
-Departamento de mistério? –ele perguntou fechando os
olhos.
-Como sabe? –Hermione o olhou, curiosa. Draco deu de
ombros
-Perguntei a Kingsley... Não se preocupe, não quero saber
o que tem lá dentro. –o menino riu ainda de olhos fechados.
-Não é grande coisa e... O que diabos é isso? –Hermione
ergueu uma sobrancelha para a coruja prateada que entrou pela janela.
-É da minha mãe. –Draco fez careta, erguendo a cabeça
para olhar melhor.
O menino foi até o animal, pegando o pergaminho da perna
e o lendo em seguida. Draco ergueu uma sobrancelha, pegando uma caneta trouxa
em cima da estante e escrevendo alguma coisa atrás, amarrando novamente na
perna da coruja que voou imediatamente.
-O que foi isso? –Hermione sorriu, esperando que ele
voltasse a se acomodar em seu colo.
-Minha mãe quer me ver amanha. –ele deu de ombros,
voltando a fechar os olhos.
-Isso é bom! –Hermione sorriu, apoiando a mão livre no
peito de Draco. O menino segurou a mão dela sutilmente.
-Você que pensa!
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