Receita para o Amor

1 Prólogo- A formatura




A festa de formatura estava em pleno vapor, e eu me sentia como se estivesse flutuando em um mar de felicidade. O sonho que tive desde criança finalmente se concretizou: eu era uma médica. Meu vestido azul brilhava sob as luzes do salão, e eu caminhava entre os colegas de faculdade, tentando absorver a magnitude do momento.

Foi então que o vi. Alec, meu ex-namorado, estava ali, parado entre os convidados. Ele me viu e se aproximou, com um sorriso que não me parecia sincero.

— Renesmee, parabéns pela formatura — disse Alec, seu tom de voz carregado de uma mistura de carinho e arrependimento. — Já tem alguma oferta de trabalho?

Tentei manter a compostura, mas a lembrança de tudo o que passamos juntos ainda era dolorosa.

— Meu avô, Charlie, conseguiu uma indicação para mim — respondi, tentando parecer casual. — Mas ele ainda não me disse onde.

Alec parecia curioso, mas não parecia disposto a deixar a conversa terminar por aí.

— E onde será? — ele insistiu.

Eu me sentia um pouco constrangida, a conversa não era algo que eu queria ter ali. Olhei ao redor e percebi que alguém estava me chamando.

— Alec, estão me chamando — disse, tentando encerrar a conversa.

Ele segurou meu braço, seus olhos demonstrando uma sinceridade que não me convencia.

— Renesmee, eu sinto sua falta.

Eu respirei fundo, tentando manter a calma.

— Você não sentiu minha falta quando me traiu — retruquei, puxando o braço com firmeza.

Com isso, comecei a me afastar rapidamente, me misturando entre os outros alunos que celebravam. Eu sabia que Alec não desistiria facilmente, mas esperava que o fim da faculdade marcasse também o fim de sua presença insistente em minha vida. O que importava agora era celebrar minha conquista e seguir em frente, longe das sombras do passado.
Aproveitei ao máximo a festa, rindo e tirando fotos com meus amigos, que estavam tão animados quanto eu. A música pulsava no salão e, com um brilho nos olhos, decidi cair na pista de dança com Nahuel, meu amigo de infância. A noite parecia perfeita, e dançar com ele era uma maneira de celebrar o fim de um ciclo e o início de outro.

A música envolvia nossos corpos enquanto dançávamos, e Nahuel segurou minha cintura com uma naturalidade que me fazia sentir confortável e segura. Nossos olhares se encontraram, e um sorriso carinhoso surgiu em nossos rostos. Parecia que, por um momento, nada mais importava além daquela dança.

Mas a tranquilidade foi abruptamente quebrada quando Alec surgiu do nada, empurrando Nahuel com força. A música cessou por um instante e um tumulto se formou ao nosso redor. Alec, com os olhos cheios de raiva, parecia determinado a arruinar a noite.

— O que você está fazendo? — gritei, tentando intervir.
— Você é uma vagabundos Swan, não ache que isso vai ficar assim— Alec gritou.

Alguns alunos começaram a segurar Alec, que lutava para se soltar. Nahuel tentou me proteger, mas eu me debati, tentando alcançar Alec.

— Vai pro inferno Alec!
— Inferno— Ele riu de forma ironica — Você vai conhecer o inferno Nessie, não vai se livrar tão fácil de mim.
— Alec, por favor, me deixe em paz! — implorei, sentindo a frustração e o medo se misturarem.

Finalmente, Alec foi contido e afastado, enquanto eu puxei Nahuel pela mão, tentando escapar da confusão. Saímos juntos do salão, o ar fresco da noite nos recebendo com uma sensação de alívio.

Do lado de fora, respirei fundo e olhei para Nahuel, que estava ao meu lado.

— Desculpe por isso — disse, envergonhada. — Alec não deveria ter aparecido aqui.

Nahuel me observou com preocupação.

— Renesmee, ele pode ser perigoso. Você deve tomar cuidado.

Senti um peso na consciência. Alec havia estragado o que deveria ser uma noite feliz, e a última coisa que eu queria era que ele causasse mais problemas.

— Não se preocupe, Nahuel — disse, tentando transmitir confiança. — Eu sei como lidar com isso.

Nahuel ofereceu um sorriso compreensivo e então me fez uma proposta.

— Posso te dar uma carona para casa?


Eu aceitei com gratidão. Já havia o suficiente de estresse por uma noite, e voltar para casa parecia a melhor opção. Enquanto entrávamos no carro, pude sentir a segurança e o conforto que Nahuel oferecia. Alec havia estragado minha noite, mas, pelo menos, eu tinha amigos como Nahuel para me apoiar e fazer com que o final do dia fosse um pouco mais suportável.