Recém Casados

28 Capítulo 28


Notas iniciais
Oi gente. Primeiramente não me apedrejem. Eu sei que mereço, mas nem eu mesma sei explicar o que aconteceu. Foi um misto de total bloqueio criativo, desanimo com as milhares de coisas que aconteceram ao mesmo tempo e me sufocaram de uma só vez, emprego que fiquei só uma semana pq comecei a surtar, é sério, eu fiquei mal e saí dele. Entre como vocalista de uma banda, fui ajudar minha familia que está investindo em vender salgados, minha mãe cozinha bem pra caramba, as tretinhas com minha editora sobre a capa do meu livro e tantas coisinhas que culminaram em uma grande pausa. Eu confesso que me senti culpada e frustrada por não atualizar pra vocês. Então peço perdão pela demora, de coração mesmo gente. Esse capítulo ainda é pelo ponto de vista do Min Jun e as coisas ainda serão meio deprimentes, afinal o tempo ta bem fechado pro lado dele. No próximo, voltaremos com a Lisa e seus pais. O capítulo não é super grande, mas muito importante. E vejam o vídeozinho que preparei pra vocês!!! Espero que gostem! Boa leitura!

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Acordei recostado a porta. Não seria nenhuma surpresa o fato de ter pego no sono aos soluços. E pouco me importava. Minha mente estava ocupada demais se auto punindo e me dizendo repetidamente que eu não merecia Lisa.

E eu não passava de um mentiroso egoísta e covarde. Incapaz de contrariar o próprio pai, pela mulher que digo amar. E eu sei que é exatamente o que pensam de mim. Podem pensar. É a mais pura verdade.

Para fazer meu pai feliz, eu faria duas mulheres sofrerem e me sentia o pior ser humano do mundo por isso.

Minha mente criava milhares de maneiras de como impor minhas vontades diante de meu pai e dizer que Lisa era a verdadeira mulher da minha vida, que nem ele, nem ninguém mudaria isso, mas também criava milhares de maneiras de como dizer a Lisa toda a verdade e botar um ponto final em nosso relacionamento.

E isso me corroía por dentro, com a dor mais aguda e profunda que eu jamais sentira em toda minha vida.

Papai não podia estar mais feliz. Naquele momento éramos completos antônimos, totalmente opostos em dois extremos de felicidade e derrota.

Ele havia marcado uma partida de golfe com o senhor Park e minha então noiva. Eu não poderia estar mais incomodado e desesperado. Queria apenas fugir daquele lugar, esquecer de tudo e viver uma vida plena ao lado de Lisa. Mas esta não era uma situação tão simples. Era uma questão de honra familiar e abandonar e desobedecer meu pai seria demais para ele, que seria marcado como o homem abandonado pela mulher e pelo filho. As pessoas o olhariam com desprezo e falariam por suas costas, seria uma vergonha para ele que sofreria até o fim, devido as minhas ações. E mesmo que eu amasse Lisa, eu também amava meu pai.

***

— Eu não sabia que jogava golfe – Assinalei quando chegávamos ao clube “Nogsaeg”.
— Eu não jogava, agora jogo com meus amigos. O pai de sua noiva é um exímio jogador, mas gosta de vencer, então o deixe vencer.
— Não será muito difícil, contando que não tenho a mínima ideia do que fazer.
— Melhor ainda. Não terá que fingir não saber jogar.
— Melhor seria se eu pudesse voltar solteiro para a América e pedisse Lisa em casamento.
— Mais uma vez falando dessa americana...
— Ela é linda, a mulher mais linda que já conheci.
— Park Hae Jim é linda não concorda?
— Hae Jim não é Lisa. Eu não a amo, não a desejo e nem a conheço – Olhei de relance para ele que caminhava com o cenho franzido e os lábios apertados – O que eu preciso fazer para acabarmos com tudo isso? – Indaguei com firmeza.
— Acabarmos com seu noivado? Impossível.
— Eu não quero me casar, não com Hae Jim. Nós nem nos conhecemos direito pai...
— E você e esta americana se conhecem tão bem assim?
— Eu sei que a comida favorita dela é pizza com refrigerante, eu sei que sua música favorita é uma que ela mesma canta. Que ela odeia filmes dramáticos porque são entediantes e de ação porque os acha estúpidos. Eu sei que ela adora passar o dia todo fazendo nada, mas trocaria isso por uma mínima oportunidade de voltar a cantar, sem pensar duas vezes. Eu sei que ela sorri enquanto dorme e eu fico louco tentando saber o motivo de seu sorriso. Eu sei as coisas que ela passou em seu passado que a tornaram na pessoa que ela é hoje. Sei que ela é a pessoa mais divertida que eu conheço. E o que sei de Hae Jim? O que sei além de seu nome e idade? Que o pai dela é seu melhor amigo e apenas isso.
— Vocês têm a chance de se conhecer agora, principalmente depois de casados.
— Nós não nos amamos! – Protestei parando no meio do caminho e recebi um olhar assustado do pai.
— O amor vem com o tempo.
— Com a mãe isso nunca funcionou! — Cuspi as palavras sem pensar.
— Nunca repita isso de novo! – Alertou irritado.
— Repetir que está fazendo comigo o mesmo que fizeram com a mãe?
— Quem você pensa que é? – Berrou ele com o rosto vermelho – Como você acha que pode falar comigo dessa forma?
— Como o senhor acha que pode definir meu futuro por mim? – Berrei tão alto quanto ele – Como o senhor acha que destruindo minha chance de felicidade será melhor para mim? O senhor não sabe o que é amar e ser amado e quer o mesmo pra mim?
Senti meu rosto queimando, quando sua mão espalmada bateu contra mim. Ele nunca havia feito tal coisa antes, mas nunca havíamos discutido daquela forma. Nem em nossas piores discussões havia tanto ressentimento como naquele dia. E eu não estava arrependido. Nem um pouco. Mesmo que meu rosto pegasse fogo e papai me fitasse com uma fúria jamais vista nos olhos. Estava apenas dizendo a verdade, mesmo que soasse cruel demais.
— Você, nunca ouse falar comigo desse jeito outra vez, entendeu?
— Nós temos uma partida de golfe agora, não temos? É melhor seguirmos em frente – Assinalei sem qualquer expressão e continuei a caminhar.
Avistei o senhor Park e sua filha nos aguardando sentados em um carrinho branco. Ambos trajavam roupas brancas e azuis, combinando entre pai e filha. Papai se vestia da mesma forma, todos os três uniformizados e eu ali, vestindo meu velho moletom, pouco me importando se era adequado ou não.
Pai e filha abriram um sorriso de orelha a orelha quando notaram nossa chegada, meu pai sorria como se mais nada no mundo importasse e senti vontade de desaparecer.
Seria mais fácil se eu dissesse ao senhor Park que preferia dormir e nunca mais acordar, à me casar com sua doce filha? Seria duro ou cruel demais?
Colocar minhas vontades acima da honra de meu pai seria algo tão ruim e perverso, como eles faziam parecer?
— Oppa! – Hae Jim desceu do carrinho e correu em nossa direção com uma empolgação irritante – Você veio!
— Calado balancei a cabeça concordando e enfiando as mãos nos bolsos do moletom.
— Parece animada com a presença de seu noivo, Park Hae Jim.
— Estou animada senhor Hyun. Min Jun, oppa, não fica entusiasmado com todos nós reunidos aqui?
— Na verdade não – Respondi seco e dei de ombros, dando meia volta e caminhando na direção oposta.
— Aonde pensa que vai Hyun Min Jun? – Ouvi a voz de meu pai e hesitei por um instante.
— Pra qualquer lugar longe do senhor.
— Não vai jogar golf conosco? – Ignorei e apenas segui meu caminho.
Park Hae Jim me seguia. Eu podia ouvir seus passos logo atrás de mim, enquanto marchava rumo à sombra de uma árvore distante o bastante para ver os dois homens do tamanho de formigas.
Sentei-me no chão gramado e analisei a figura esguia de saia plissada, parada a minha frente. Ele já não sorria e mantinha os braços cruzados, me observando com algum tipo de raiva.
— O que você quer aqui? Não deveria estar puxando o saco de seu futuro sogro?
— Devia, mas você está aqui. E é tão frustrante.
— Realmente é frustrante. Toda essa merda é frustrante – Esbravejei e ela arregalou os olhos.
— Você acredita que foi o único a sair perdendo nisso tudo, não é?
— Ahn? – Levantei as sobrancelhas confuso.
— Podemos beber alguma coisa? – Indagou decidida e aceitei com um aceno.
***
Permanecíamos em silêncio enquanto a garçonete nos trazia algumas garrafas verdes de soju. Hae Jim remexia em seu copo, ansiosa, como se estivesse se preparando para dizer algo importante.
— Por que estamos aqui? – Perguntei encarando as orbes escuras de seus olhos.
— Porque estou de saco cheio de ver você se lamentando por sair perdendo com esse casamento. A questão é que você não é o único! – Franzi o cenho e ela virou o copo de soju, fazendo uma careta – Por que pensa que só você não gosta disso, oppa?
— Você parece bem animada com o casamento.
— Sou boa em fingir isso. Min Jun oppa, eu fui ensinada a amá-lo desde quando nossos pais se tornaram amigos e decidiram nos prometer um ao outro. Eu nunca tinha sequer te visto pessoalmente como nesses dias que enfim nos conhecemos. Era apenas pela televisão, naqueles seus filmes idiotas. Papai e mamãe diziam que eu deveria te amar porque você é alto e bonito, por ter um bom trabalho e ganhar bem. Eu realmente tentei e consegui por um tempo amar o homem a quem estava prometida, eu nunca havia me apaixonado mesmo. Então eu entrei na faculdade e havia um rapaz, Kim Dong Moon. Fazíamos nossas aulas juntos e então eu enfim descobri o que era estar apaixonada. Ele era tão gentil, mas não era rico, nem alto o bastante, e meus não aprovariam. Eu o amava. Um dia ele se confessou para mim e eu me senti a mulher mais feliz do mundo, mas tive que rejeitá-lo. Naquele dia meu coração se quebrou, por que eu deveria me casar com você, sem nunca ter sequer te visto pessoalmente.
— Eu sinto muito, eu não sabia...
— Não, não sabemos nada um sobre o outro – Bebemos outro gole da bebia que descia queimando pela garganta – Vamos apenas fazer isso Min Jun oppa! – Parei de respirar por alguns segundos – Vamos apenas nos casar, não precisamos ser um casal real, não há necessidade de dividirmos o mesmo quarto, nem compartilharmos nossas vidas. Vamos deixar nossas famílias satisfeitas. Tenha sua vida privada, namore com sua namorada americana e não permita que ninguém mais saiba. Viva sua vida e tentarei viver a minha reconquistando Dong Moon oppa. E quando nada disso mais funcionar, vamos apenas nos separar e poderemos dizer que tentamos. Se não quiser, não teremos nem que registrar nosso casamento...
Eu não sabia o que dizer. Muito menos pensar. Mas minha cabeça involuntariamente se curvou em concordância. A opção que Hae Jim havia nos dado parecia a única alternativa viável. Era como uma pequena fagulha de esperança em meio ao caos.
— Você não pretende desistir desse casamento, não é? – Indaguei e bebi outro copo de soju.
— Não posso fazer isso...
— Eu digo o mesmo.
***

— Eu não suporto a ideia de me casar com você! Me dá náuseas! – Berrava Hae Jim no bar.
— Eu também odeio isso... – Gargalhamos juntos. Bêbados equilibrando os copos em nossas mãos.
Estávamos completamente embriagados naquela manhã. Talvez a bebida tornasse nosso convívio no mínimo tolerável.
Embora ambos estivéssemos de acordo sobre nosso evidente desprezo pelo casamento, nenhum de nós estava disposto a desistir. E não, não era por orgulho nem nada do tipo. Estávamos atados a convenções sociais e a obrigação de filhos de honrar os pais antes de qualquer coisa. Antes de nossa própria felicidade.
Caminhávamos bêbados, cambaleando e tropeçando pelas ruas, procurando o caminho de volta para o clube de golfe. Gritávamos para as pessoas que passavam por nós, sem qualquer medo ou receio, mesmo recebendo dezenas de olhares de desaprovação.
— Nós vamos nos casar! – Anunciávamos aos quatro ventos – Mas eu não gosto dela! – Caí sentado no chão desnorteado gargalhando.
— E eu não gosto dele! – Uma cambaleante Hae Jin tentava me levantar e também foi ao chão.
Não me lembro de como voltamos ao clube de golfe. Mas ainda me lembro de nossos pais nos dando um sermão como se fossemos dois adolescentes que haviam fugido de casa na calada da noite enquanto eles dormiam.
— O que deu em vocês dois para saírem perambulando bêbados por aí a essa hora do dia? – Dizia o senhor Park, enquanto papai nos observavava enfurecido, com as mãos nos quadris e Hae Jin segurava uma risada tentando permanecer séria.
— Você não disse que deveríamos nos conhecer mais e blá, blá, blá.
— Não foi isso – Apontou para nós com desgosto – Que quisemos dizer.
— Nós nos conhecemos melhor papai – Respondeu Hae Jin zonza – E descobrimos que nenhum de nós quer isso – O senhor Park a olhou sério e me tornei consciente por um instante – É brincadeirinha... – Gargalhou se esparramando no sofá onde estávamos sentados.
***

Era noite quando decidi fazer companhia a Hae Jin no jardim de casa. Nossos pais estavam juntos outra vez e pensei que eles é quem deveriam se casar e não nós.
Ela parecia calma bebericando uma lata de cerveja, trajando roupas de frio, naquela noite gelada. Me aproximei dela que não tirava os olhos do céu cheio de nuvens ofuscando o brilho da lua.
— Cerveja? – Me ofereceu um gole de sua bebida ainda sem olhar para mim.
— Acho que já bebi demais por uma semana inteira – Ela acenou e levou a lata a boca.
— Meu pai está com raiva de mim... – Olhou em minha direção – De nós, oppa.
— Eu imagino. Mas foi divertido – Sorri e ouvi um curto riso vindo dela.
— Oppa! – Me chamou e olhou para mim – Essa garota, a americana, o que a faz tão especial? Ela é bonita? Tem um rosto pequeno? Pernas finas? Cozinha bem?
— Lisa não é como as mulheres daqui... Sem ofensas, ela não é nem como as mulheres de lá, ela é tão... única – Eu sorria me lembrando dela – Lisa me faz rir e sorrir, ela me deixa completamente irritado e me provoca o tempo todo, eu tentei não me apaixonar, tentei me afastar o máximo que pude, mas ela sempre me trazia para si. Ela faz os dias serem mais bonitos, ela conseguia me desarmar quando eu estava com todas as minhas defesas ativadas, ela me beijou como se fosse apenas uma brincadeira e sempre me impressiona com seu espírito livre e despreocupado. Somos extremos opostos que de alguma forma funcionam juntos. E eu sei que não a mereço, não mereço amá-la, nem ser amado por ela. Lisa merece alguém que não está noivo de outra mulher, mas eu acho que sou egoísta demais para abrir mão dela e isso me torna uma pessoa horrível.
— Entendo – Comentou com a voz triste algo dentro de mim ardeu.
Eu estava ali, dizendo o quanto amava Lisa e porque a amava. Lamentando sobre como não a merecia. Mas eu precisava tentar. Algo em meu peito ardia e me dizia que eu deveria lutar por ela, mesmo que meu pai viesse a me odiar. Eu deveria insistir.
— Hae Jin?
— Hum?
— Eu não posso desistir. Eu realmente a amo. Me desculpe por não poder te ajudar a cumprir o desejo de nossos pais.
Dei meia volta e corri para a grande casa. Estava decidido. Eu voltaria para Los Angeles e pediria Lisa em casamento. Era nossa felicidade em jogo e não estava disposto a abrir mão disso.
Subi as escadas correndo, ignorando os homens que conversavam na sala de estar. Apressado joguei minhas coisas nas malas sem qualquer tipo de organização prévia e as fechei com força.
Então desci, degrau por degrau, determinado, de cabeça erguida e malas em mãos. Meu destino não estaria mais sob o controle daqueles senhores que pensavam apenas em si próprios.
— Min Jun, o que é isso? Por que trouxe suas malas aqui? – Inquiriu papai atônito se colocando de pé.
Hae Jin nos observava parada em frente à porta dos fundos e seu pai permanecia tão surpreso quanto o meu.
— Estou voltando para casa, eu não posso continuar com isso.
— Você não pode ir filho.
— Eu posso pai. Eu te amo e agradeço por ter me criado tão bem e por tudo o que fez por mim, mas eu estava conversando com Hae Jin e percebi o quanto sinto falta de Lisa.
— Lisa? – Indagou o senhor Park.
— É a namorada de Min Jun oppa! – Ela respondeu sem qualquer expressão.
— Isso, minha namorada americana. Eu não posso desistir do amor que sinto por ela. Vou pedi-la em casamento quando chegar. Eu sinto muito por não poder me casar com sua filha e não honrar nosso noivado. Não ficarei ofendido ou surpreso se me odiar por isso.
— Você não vai para lugar nenhum Hyun Min Jun! – Disse papai desesperado.
— Eu devo ir pai, sinto muito, espero poder vê-lo novamente, ao lado de Lisa – Me dirigi até a porta e caminhei até o táxi que me aguardava na rua.
Em algumas horas eu estaria em casa e tudo ficaria bem. Meus lábios se curvavam sozinhos formando um sorriso enquanto eu via o caminho noturno que me conduzia até o aeroporto.
Eu havia finalmente tomado uma atitude, naquele momento eu senti que era finalmente um homem de verdade. Um homem capaz de tomar as rédeas de sua própria vida e ninguém mais as tomaria de mim.
Desci do táxi e caminhei pelo aeroporto lotado. Eu precisava de uma passagem. Meu coração saltava de meu peito, apenas com a ideia de que em um dia estaria pedindo a mão de Lisa em casamento. E não me importava de fazer isso em rede nacional. Não me importava de mostrar ao mundo que decidi passar minha vida ao lado da mulher que amo.
— Olá, boa noite – A atendente sorriu — Preciso de um voo para os Estados Unidos, o primeiro voo disponível – Eu continha a gagueira devido a todo o nervosismo.
— Temos algumas opções... – Meu telefone tocou e a mulher parou de falar.
Um número desconhecido tocava e ignorei, enfiando o celular no bolso do casaco.
— Continuando, temos um voo daqui há uma hora e meia, com escala e Dubai e...
O telefone tocou outra vez e irritado atendi disposto a xingar quem quer que estivesse do outro lado da linha.
— Min Jun oppa! – Ouvi a voz familiar de Hae Jin. Desesperada.
— Hae Jin?
— Seu pai... – Ela soluçava – Ele está muito mal, você precisa vir ao hospital, por favor – Implorou e fagulha de esperança de apagou dentro de mim.
Meu sonho de liberdade havia se esvaído em poucos segundos.
Eu estava preso. E não havia uma porta de saída.