Rebeldes Sem Causa
1 Elite Way School
Notas iniciais

Roberta Pardo
Elite Way School, na minha opinião, um colégio feito para as patricinhas de Beverly Hills parecer um péssimo filme, e olhe que eu não diria isso se não acabasse virando irmã daquela praga cor de rosa chamada Mia Colucci, eu sei, é uma péssima comparação, mas é isso que temos para hoje, contente-se. Voltando ao primeiro lindíssimo dia de aula, onde as novidades surgem a cada passo em direção a porta.
Primeiro, a Hollywood Arts, uma escola para talentos pródigos, exceto pela garota de cabelos pretos que mais parece uma pata engasgada do que uma cantora. Onde eu estava mesmo? Ah, na Hollywood Arts, temos aqui algumas pessoas estranhas, uma ruiva muito louca, uma morena sinistra, uma castanha estranhamente azoada e dois caras lindíssimos, o outro é só uma criança com um boneco.
Segundo, temos a Elite Way Brasil, eu sei, não sei o que deu na cabeça do maldito diretor, ou da maldita escritora, para trazer brasileiros ao México, não que eu não goste de brasileiros, mas achei meio estranho, é como se olhar no espelho e ver a mim e aos meus amigos com outra nacionalidade, isso pretende ser interessante.
E terceiro, e não menos importante, temos o Colégio Rockland, com pessoas muito talentosas também, a especialidade deles? Passar vergonha, sim, isso mesmo que você leu.
Isso aqui está mais parecendo uma fanfic bizarra que você junta ficção cientifica com coelhos e vampiros. Não me perguntem, não sei que referência foi essa.
Olho para o lado dando de cara com uma Mia de cabelos desgrenhados, faço uma careta de nojo, geralmente eu sempre a faço, mas hoje, tenho motivos.
— O Edward mãos de tesoura decidiu te fazer um penteado? – pergunto de sobrancelhas franzidas.
— Roberta – choraminga a loira tocando nos cabelos – aquela garota cortou meus cabelos porque eu me esbarrei nela.
— Mia, já lhe disse que as pessoas são más, você precisa deixar de ser uma anta – mexo no cabelo dela ainda com uma cara de nojo – vamos procurar a Lupi, ela vai dar um jeito.
Arrasto a Mia pela mão, enquanto atravessamos o jardim, a garota continuou choramingando para que eu fizesse algo com louca que cortou o cabelo dela, sinceramente? Eu achei essa garota super maneira.
— Chicas – Giovanni grita e se aproxima de nós, o recebo com um beijo da bochecha, Mia estava focada demais no espelho para se quer notar alguém – o Edward mãos de tesoura lhe fez um penteado?
Rio com humor.
— Acabei de dizer isso – falo incrédula recebendo um riso da parte dele.
— Hello, dá para focar no problema real aqui? Eu estou completamente descabelada.
Arregalo os olhos para o Gi em total diversão e ele ri, logo assentindo e me dando espaço para que eu levasse a loira até nosso dormitório. No caminho até lá não paramos em lugar algum, porque a Mia continuava repetindo que ia morrer, eu bem que gostaria de matá-la agora mesmo.
Abro a porta e jogo a garota para dentro, logo suspirando para a morena lá dentro.
— O que aconteceu com ela? – Josy pergunta mexendo no cabelo da Mia.
— Uma vândala me deixou horrível amiga – choraminga.
— Não se esbarra nas pessoas e espera que elas sejam gentis – dou de ombros e me jogo em uma das camas – ei gatinha.
Lupi solta um beijo e pega seu kit de emergência.
— Vamos dar um jeito nisso, vem – Lupita oferece a mão a Mia que logo a pega e juntas elas sobem para o segundo andar.
Nosso quarto era enorme o suficiente para nós quatro, mas receberíamos mais uma garota naquela manhã. A porta é aberta e por ela uma baixinha passa, ela tinha uma cara de braba e parecia irritada.
— Quem é você? – pergunto com deboche.
— Não é da sua conta – ela bufa irritada e vai até a única cama vazia, a da janela.
— Se não quiser acordar com formiga na cama, sugiro que seja mais gentil.
— Roberta – Josy me repreende e eu dou de ombros – desculpe, a minha amiga não tem modos, eu sou Josy, ela é a Roberta.
A garota olha desconfiada para Josy, mas logo sorri.
— Eu sou a Steph – suspira – vim transferida do Rockland, não queria, mas a minha irmã e minha mãe me obrigaram.
— Seja bem-vinda ao Elite Way School – Josy sorri para a garota que sorri de volta.
Definitivamente, eu quero tacar fogo nela agora mesmo. Uma Mia desce com o cabelo completamente renovado, a Lupita realmente faz milagres.
— Vamos as compras antes do... – Mia dá um grito repentino, nos fazendo arregalar os olhos – pensei que fosse um duende, oi garotinha, quantos anos você tem?
A garota olha para Mia com cara de nojo e logo sai do quarto, batendo a porta.
— Não se chama as pessoas de duende Colucci – bufo irritada e me levanto – vá sozinha as compras, tenho mais o que fazer.
— Roberta – Mia grita para mim, mas não paro para ouvi-la, apenas deixo o quarto e caminho de volta ao jardim, onde os outros estariam perambulando conhecendo os novos amigos.
Enxergo o Diego em um lugar qualquer, enquanto a vaca da Sol o alisava.
— Interrompo? – pergunto de sobrancelhas erguida.
— Sim – Sol fala irritada.
— Que pena, vaza daqui – indico a direção oposta para ela, vendo-a revirar os olhos e se retirar de perto do garoto – você tem prazer em me provocar, até quando vai ser assim Diego?
— Até o dia que você decidir que eu sou suficiente para você – ele se desencosta da arvore e sai andando para longe de mim.
Dou de ombros e retorno até o banco, onde poderia desfrutar da sombra e do vento para criar canções.
— Eu soube que o Elite Way dá as melhores festas – duas garotas passam falando e logo me encaram – você é a irmã da Mia?
— Depende de quem pergunta – resmungo olhando para a garota.
— Sou a amiga da garota que cortou o cabelo da sua irmã – ela fala com uma careta – sinto muito pela Jade, ela odeia tudo que respire.
Dou de ombros e sorrio de lado, eu a entendo, e a Mia é o ser mais irritante da terra.
— Tudo bem, ela sobrevive sem alguns fios – falo.
— Eu sou Tori, Tori Vega, essa é a Cat Valentine.
— Sejam bem-vindas – falo e aperto a mão da Tori – e sim, o Elite dá festas lendárias, a versão brasileira de nós irá fazer uma apresentação.
— Aguardaremos por isso – Tori sorri e sai arrastando a Cat que se ocupava de um pirulito do tamanho de uma cabeça.
Esse ano está cada vez mais estranho.
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