Rebelde

3 Seria bom se você morresse


Notas iniciais
Boa Tarde queridos, então, o capitulo veio hoje mesmo, eu arranjei um tempinho curto e resolvi postar, posso dizer que estou muito contente com o capitulo passado, todas as leitoras o amaram, não sabem como isso me fez feliz, por isso esse esta um pouco maior. Ah sim, em pedido da Bia ( http://fanfiction.com.br/u/310058/ ) esse capitulo contem um POUQUINHO de Leonetta, então sejam felizes.

Abri a porta do banheiro grande, sentando Léon no vaso com dificuldade, ele parecia que a qualquer momento desmaiaria, abri a torneira molhando um pano qualquer que eu tinha encontrado naquela casa, levando a sua testa suada e um pouco coberta de sangue, esfreguei tentando não fazer muito força mas o suficiente para tirar aquele pessimo aspecto que el estava.

–Posso saber o que aconteceu com voce?- Perguntei irritada me agachando em sua frente e passando o pano pelos braços- Parece que apanhou.

Percebi que sua visão estava ficando turva, e aunica solução seria dar um banho nele, mas eu não tinha nenhum condição disso, tanto pelo fato de não ter coragem e não ter capacidade. Bufei irritada vendo que a solução seria a banheira mesmo, passei as mãos pelas suas costas tentando levantar a camisa, e deu certo, logo a camisa branca e suja estava no chão umido, desabotoei a calça o deixando apenas de boxer mesmo, tudo bem Violetta, não olhe para ele, fechei os olhos abrindo o registro e deixando a agua quente encher a banheira.

No final não foi assim tão dificil, logo ele estava limpo e deitado em sua cama dormindo, apenas com uma calça de moleton, não, eu não vi suas partes intimas, eu nem seria capaz de fazer isso, seria muito falta de vergonha na cara, joguei um cobertor fino sobre ele e fechei a porta do quarto me escorando na parede fria do corredor.

Adentrei no quarto quente ligando em seguida o ventilador barulhento, a chuva começava a cair lá fora, e o barulho do mar agitado me desconcentrou até eu conseguir pegar no sono, talvez já fosse umas tres da manha quando finalmente tudo escuredeu e eu adormeci.

Acordei com a luz bendita de verão passando pela cortina amarela horrivel, me revirei na cama resmungando alguma coisa, que saco de vida, alem de ter que cuidar do Vargas ontem de noite ainda aquela cortina e aquela vida pessima não estava colaborando comigo.

Me levantei indo em direção a cozinha, encontrei Angie sorrindo para mim, aquela mentirosa, eu ainda revidaria tudo isso, sorri em forma de agradecimento e acho que foi um dos sorrisos mais falsos que eu dei em toda minha vida.

–Bom dia querida, como dormiu?- Perguntou ela colocando o café na mesa, Léon ainda não tinha levantando.

–Péssima, esse lugar é péssimo, mas e voce, como passou a noite?- Perguntei sugestiva.

Ela pareceu ficar nervosa e vi a xicara em suas mãos tremerem, ela sorriu respirando fundo.

–Otima, porque?

–Porque voce não estava em casa, saiu sem avisar- Arquiei as sobrancelhas- Aconteceu alguma coisa?

–Não, eu tinha apenas uma saida animada com minhas amigas, pode ficar tranquila.- Ela tomou um gole de seu café- O Léon já levantou?

Revirei os olhos me relembrando do estado em que eu tinha o encontrado ontem.

–Ele saiu ontem de noite, e voltou todo machucado- Respondi e percebei que ela não estava nem um pouco surpresa tampouco preocupada, parecia que ela tinha haver com isso- Angie?

–O que?

–Não vai dizer nada?

–Não, o Léon é assim mesmo, eu já cansei de tentar educa-lo da maneira certa, ele nunca me escuta desde que o pai dele morreu ele parece não me ver mais como parte da familia dele- Ela suspirou- Eu apenas queria meu filho de volta.

Assenti sem dizer nada, mas pelo visto, alguma coisa tinha acontecido no passado, o que fez o Vargas ser quem ele é hoje, e parece que Angie não é unica culpada pelo seu comportamente errado.

***

Nesse momento eu me encontrava na sala mofando, a questão é que Léon não havia acordado ainda, e parecia que alguma coisa realmente tinha acontecido, e que era muito grave ainda mais com o estado em que ele tinha vindo para casa. Angie tinha saido, de novo, dessa vez foi com uma menina de cabelos escuros, que ela disse ser sua sobrinha, Francesca, meu pai nem havia me ligado, e minha mãe nem sabe que eu estou aqui nesse inferno.

Me levantei em um impulso na mensão de ver se o vargas tinha morrido, porque se tivesse seria uma benção, bati na porta e nada, então resolvi abri, dando de cara com ele na cama do mesmo jeito que eu o tinha jogado na noite passada, de olhos fechados, porem a cortina e a janela do quarto estavam abertas, Angie deveria ter feito isso, o que me admirou.

Cutuquei seu ombro de leve, Léon apenas resmungou alguma coisa ilegivel, cutuquei de novo, mas dessa vez nenhum gemido saiu de seus labios, ele me puxou pelo braço, me fazendo cair com tudo em cima da cama, ou pior, em cima dele.

–O que voce quer ruiva?- Pergunto ele me fitando com um sorriso malicioso nos labios.

–Que vá pro inferno- Murmurei me levantando de cima dele e ajeitando a roupa amassada.

–Não foi o que me pareceu depois de voce entrar aqui- Ele se levantou já com outra roupa, com uma calça jeans escura e sem camisa, no mesmo instante uma camiseta ele vestiu e sorriu para mim- O que foi?

–Voce estava acordado esse tempo todo?- Franzi o cenho.

–Sim eu estava, eu sabia que voce viria aqui, e por isso fiquei nessa cama esperando voce vir- Ele puxou meu braço me empurrando para fora do quarto- Mas agora isso não é importante nos temos que ir.

–Espera ai- Parei no meio do caminho o fazendo bater o tronco em minhas costas- Onde nos estamos indo?

–Voce pergunta demais Violetta.- Mostrei a lingua nervosa- Ontem mesmo inaugurou um parque aqui nessa cidade merreca, e como sei que não posso perder a oportunidade de sair, nos estavamos indo para lá, a não ser que voce, petulante como é, não queria ir.

Revirei os olhos e o puxei para fora de casa.

–Nos vamos, qualquer coisa para me livrar desse inferno.

***

–Quanto custa isso dai? -Perguntou Léon apontando para um um arquinho com chifres, sério, se ele usasse aquilo iria parecer um gay.

O homem resmungou alguma coisa, e Léon o pagou, esperei ele por na cabeça de ovo dele, mas muito pelo contrario, ele se aproximou de mim e colocou sobre minha cabeça, suas mãos vagaram pelo meu pescoço tirando o cabelo desajeitado, senti um frio se passar pela minha espinha com o mais misero toque dele.

–Porque voce comprou isso para mim?- Perguntei irritada enquanto entravamos na fila da montanha russa.

–Porque voce é um capeta, nada mais que isso- Ele deu de ombros como se a coisa mais normal do mundo.

–Babaca- Empurrei seu ombro de leve, nesse momento, já estavamos na rampa, que por sinal, não tinha nenhum corrimão de segurança, que beleza de rampa de acesso- sinta a ironia- isso esta mais para chamado para a morte.

Antes que eu pudesse gritar, chutar ou xingar, Léon me empurrou também, com uma força desnecessaria da parte dele, perdi o equilibrio e já podia ver eu caindo daquela rampa, indo com tudo para o chão e morrendo por culpa do idiota do Vargas.

Em segundos, senti suas mãos puxando minha cintura com força, me fazendo escapar da morte por pouco, bati de cara com o seu peito, e nossos corpos se colaram completamente, sua repiração acelerada batendo no meu rosto, e seu nariz praticamente roçando com o meu.

Será que morri?

Notas finais
O que acharam então do momentinho Leonetta? Fiz o meu melhor mesmo, esse final mesmo, porque o começo ficou meio chocho, tenho que concordar, e vocês já vão saber o que o Léon tem, é segredinho de capitulo. Violetta: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=110619518&.locale=pt-br