Rebelde
7 Nunca irei Voltar
Notas iniciais
Com uma imensa luta contra mim e o desejo de possui-lo, me separei ofegante, nós não podiamos, e nem seria possivel, seria errado, contudo, parecia que o mundo estava á favor daquilo não acontecer, logo vi Angie abrindo a porta da varanda, seus cabelos loiros estavam umidos, o machucado roxo ainda estava presente ali, quando nos viu sorriu de canto, como se não tivesse nenhum preocupação na vida.
–Vejo que estão se dando bem- Jogou sua bolsa na mesa olhando de relance para mim- Não esperava isso de voce Violetta, talvez voce não seja assim tão complicada.
Revirei os olhos me distanciando do Vargas e abrindo o microondas com a comida pronta, despejei em um prato e começei a comer assim mesmo, Léon me observava de longe, com os olhos cravados nos meus olhos, talvez ele estivesse zangado por eu ter me afastando ou por Angie ter chego.
–Vai querer um pouco?- Perguntei apontando para o macarrão na minha frente.
Ele assentiu se de frente para mim na bancada da cozinha, pegou um pote e despejou uma pouco da comida, comemos em silencio, Angie estava na sala falando no telefone com quem parecia ser meu pai, bufei da forma como ela era falsa e mentirosa.
Depois de um curto tempo, ela voltou para a cozinha, seus olhos azuis brilhando como joias raras, e um sorriso que eu chamaria de sorriso de cavalo, porque aquilo não estava nada atraente.
–Violetta minha querida tenho uma otima noticia- Ela se sentou do meu lado ainda sorrindo.
–Não me chame de querida, tudo bem? — Retruquei batendo no macarrão com o garfo- Fale logo o que é assim tão bom.
–Como notei que voce esta mais "docil", aceitando nem que seja uma unica pessoa ao seu lado, que no caso é o Léon, conversei com seu pai, entao nos dois achamos que voce já pode voltar para Nova York, seu pai vem lhe buscar depois amanha.
Arregalei os olhos não acreditando em suas palavras, então quer dizer, que não me mandaram aqui por que meu pai estava em negocios, mas sim porque queriam que eu fosse domada? E eu ainda aceitei e acabei sendo pelo cara de olhos verdes? Não, isso não pode estar acontecendo.
Dei um sorriso comprimindo os labios e cuspi a comida que eu tinha na boca na cara de Angie, escutei a risada de Léon, sorri ao ver a cara de espanto dela.
–Escuta aqui Angie, não pense que eu mudei, não pense que vou aceitar voce no lugar da minha mãe, eu posso te despachar da minha vida bem rapido e sabe por que?- Ela negou assustada com comida na cara ainda- Porque eu sei que voce esta traindo meu pai.
Léon prendeu a respiração do meu lado e Angie arregalou os olhos, percebi o nervosismo e medo cruzando seu olhar, ela estava na palma da minha mão, e qualquer erro dela implicaria com o fim de tudo.
–Então eu digo apenas uma coisa, não se meta comigo- Me levantei jogando o prato de comida na pia sujando tudo, sai dali batendo o pé e escutei os passos de Léon atras de mim.- Se voce esta me seguindo, eu recomendo não fazer isso- Alertei com raiva.
Em uma fração de segundos eu estava colada na parede por ele, seu corpo o mais proximo possivel do meu, sua respiração se misturando com a minha, suas mãos presas na minha cintura me impossibilitando de fazer qualquer movimento.
–Por quanto tempo vai negar?- Perguntou proximo ao meu ouvido.
–Negar o que?- Franzi o cenho confusa.
–Ruiva, nos dois sabemos que rola entre nos dois, não tente negar desse jeito.-Exclamou acariciando minha bochecha com o polegar.
–Não Léon, nos não podemos, e nem devemos- Me soltei dele com dificuladade- Fique longe de mim, faça isso por mim.
Ouvi ele suspirar e adentrei no quarto amarelo, me joguei na cama percebendo que logo iria embora dali, que aquela seria minha ultima noite, minha ultima noite no quarto amarelo mofado, escutando musica as vezes, sentindo a brisa de verão.
Eu teria que contar ao meu pai sobre Angie, e os motivos que levaram ela a ter aquela marca no olho, e o mesmo motivo que levou a Léon a ficar acabado na noite que eu tinha acabado de chegar.
Meu pai me veria bsucar pela manha, então eu tinha que fazer logo minhas malas, me levatei da cama em um pulo abrindo o guada roupa bagunçado, as roupas ainda bagunçadas, soquei tudo dentro da mala, avistei ao longe um vestido que eu nunca tinha usado na minha vida,e nunca entendi o motivo de te-lo trazido, era azul marinho com uma saia rodada.
Revirei os olhos com o pensamento que de fazia anos que eu não usava um, vestidos sempre me irritaram, tando por serem curto e por outros motivos que não quero destacar. Fechei a mala com calma, notando que talvez eu nunca mais voltasse para o meu quarto amarelo.
***
Encarei o carro do meu pai na frente da casa, eu estava senatada na varanda olhando as ondas quebrarem aos poucos, ele e Angie discutiam, eu havia contado, contado da traição, e German ficou uma fera totalmente, os gritos ecoavam pela casa toda, aquilo acabaria muito mal, com certeza.
Me assustei quando percebi que Léon estava ao meu lado, os braços cruzados sobre peito, o cabelo despenteado fazendo o vento deixa-lo ainda mais, ele sorriu de canto, mas parecia mais preocupado do que feliz.
–Acho que isso é um adeus- Ele disse por fim.
Comprimi os labios com uma pontada de tristeza tomando conta de mim mesma, me recordando de quando cheguei na casa já com dez pedras na mão.
–Eu espero que não seja- Abraçei ele controlando as lagrimas que poderiam cair- Eu espero algum dia voltar.
Ele beijou o topo da minha cabeça e fazendo carinho nas minhas costas.
–Talvez eu vá lhe visitar, mas duvido muito, já que Angie e German nunca mais irão se falar- Deu de ombros- Mas eu estarei aqui, esperando por voce.
Como despedida, depositei em seus labios um beijo rapido, logo escutei meu pai entrando no carro, e como ultima saida sai correndo vendo que estava deixando Léon para tras, por mais que fosse dificil admitir, eu tinha certeza apenas de uma coisa.
Eu o amava também.
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