Reaprendendo a Amar

16 O Mundo Poderia até Acabar


Notas iniciais
Que saudadee ! Toma aí um presente de natal! Eu sei que prometi respostas do cap anterior, mas ainda não consegui terminar, então coloquei esse plus antes, para aquele ficar o melhor possível. Espero que gostem! P.s.: esse cap se passa há alguns anos...

Ando calmamente pela mata seca, não há ninguém num raio de vinte quilômetros, consigo sentir.

Acabou de passar do meio dia, porém as nuvens cinzentas da tempestade que vem chegando tapam a luz do Sol. Se eu fosse inexperiente, poderia me perder com facilidade.

O vento sopra cada vez mais gelado.

Acelero meus passos. Preciso chegar até a gruta antes que chova.

Ouço um som impróprio de uma floresta. São passos, de um animal grande e magro. Eu até poderia seguir meu caminho e ignorar esse som, se houvesse alguma espécie de animal desse porte por essa redondeza.

Ainda não consigo sentir o chakra de ninguém.

Então se for de uma pessoa, certamente é de alguém que sabe se camuflar.

Paro de andar, e pulo em uma árvore próxima, agachando-me sobre um grande galho. Com minha única mão, apoio-me no tronco. Ativo meu Sharingan, procurando um sinal visível de outro Shinobi.

Consigo ver, uns quinhentos metros adiante, uma sombra de chakra.

Para ter se aproximado tanto se eu perceber, é um ninja habilidoso.

Uma trovoada feroz vinda das nuvens invade a floresta, seguida por um clarão, indicando que a tempestade vai cair a qualquer momento.

De repente, o chakra desconhecido se movimenta. Parece se aproximar a passos lentos, julgo estar cauteloso. Num estalo, o Shinobi abaixa a guarda, descobrindo-se da “camuflagem”.

Fico estático.

Não pode ser!

Como ela conseguiu me encontrar?!

Reconheceria esse chakra em qualquer lugar.

Ela vem correndo em minha direção, com certeza já sabe quem eu sou também.

Desço da árvore e espero que ela chegue.

—Sasuke! — ela sorri pra mim quando me vê e começa caminhar em minha direção, ofegante por causa da corrida.

Ainda não me acostumei com a falta do sufixo, mas é claro que não vou expor esse detalhe.

—Sakura, o que faz aqui?

—Estava numa missão! Estou voltando pra casa.

—Sozinha?

—Sim. Sozinha. — ela parece se divertir com minha pergunta.

Tsc. Estranha como sempre.

—Você conhece algum abrigo por aqui? — ela me pergunta.

—Sim. Me siga. Precisamos correr.

—Aa.

E então vamos às pressas procurar a gruta. Depois de um corrida de quarenta minutos, conseguimos finalmente nos abrigar, mas infelizmente não antes de sermos atingidos pela forte chuva.

Assim que entro, apoio-me na parece para recuperar o fôlego. Geralmente, nem precisaria descansar, mas eu já estava caminhando há horas sem parar antes começar a correr.

Tomo um susto quando vejo Sakura semi nua de costas pra mim, acendendo uma fogueira.

—O que está fazendo!? — minha voz sai um pouco mais aguda do que eu esperava.

—Acendendo uma fogueira…? — me responde irônica, como se a resposta fosse óbvia.

—Mas onde estão suas roupas? — retomo a pergunta, irritado pelo seu tom.

—ah, sim… eu as tirei, para me aquecer, roupa molhada pode causar hipotermia. Sugiro que faça o mesmo.

Ela se levanta e se vira pra mim, sem querer levanto minha guarda.

Não que eu esteja assustado.

É claro que não.

Estou apenas surpreso.

Percorro todo o corpo de Sakura com meus olhos. Há apenas uma faixa segurando seus seios e outra laçando seu quadril.

—Sasuke…?

Ela me desperta e percebo que fiquei tempo demais encarando sua… faixa.

Ela tem um sorrisinho zombeteiro nos lábios, que me deu vontade de arrancá-lo.

—Nunca viu uma garota nua, Sasuke-kun? — pergunta, enquanto se aproxima lentamente.

—Claro que sim. Não seja idiota.

—Você que é um idiota. — ela rebateu dando de ombros e voltou a dar atenção para a fogueira. Tenho a sensação de que perdi alguma coisa, mas não sei o que. — mas é sério, tire suas roupas também, ou não se aquecerá. Não se preocupe comigo, como médica, vejo corpos nus quase que diariamente. — Céus, por que ela não para de tagarelar? — não há nada aí que eu já não tenha visto. Além do mais, não precisa tirar sua roupa íntima.

—Eu não uso roupa íntima. — Eu não sei porque eu disse isso.

Sakura apenas arqueou uma sobrancelha e me lançou um sorriso divertido, mas voltou a me ignorar logo depois.

—Minha capa é impermeável. — era isso que eu devia ter dito logo de início. Tsc. Idiota. — minhas roupas estão secas.

—Que bom pra você. — Ela nem sequer me olha.

Tirei minha capa e então meus sapatos, minha sacola e minha katana. Concentro-me para não encarar enquanto ela solta os cabelos, nudez pode ser normal para Sakura, mas não é para mim.

Seus cabelos estavam agora um pouco mais compridos do que eu me lembrava, pude notar.

—Não precisa ficar de guarda, Sasuke, não vou te atacar.

Rolei os olhos, embaraçado. Eu estava encarando outra vez.

—Não estou de guarda.

—Está sim. Mas não precisa. — me lançou um olhar cheio de significados, que me levou de volta a minha última noite em Konoha. — foi só um beijo.

Não foi só um beijo. Não pra mim, muito menos pra ela. Foi a primeira vez que beijei uma garota e eu sei que foi a primeira vez que ela foi beijada.

Porém o mais importante foi depois do beijo, foi a promessa que eu fiz. Prometi que voltaria.

Desvio de seu olhar, era pesado demais, e finjo dar atenção a pequena fogueira.

Se é que poderia chamar aquilo de fogueira.

—Onde conseguiu esses gravetos? — perguntei.

—Peguei antes de nos encontrarmos. Tentei cobri-los da chuva, mas não deu muito certo.

—Não mesmo.

—Devia ter guardado sob sua capa impermeável.

Olhei pra ela desacreditado.

Sakura Haruno está tirando sarro de mim! Esse é o auge do ridículo.

Vejo-a rindo e me imagino torcendo aquele pescoço.

Puta que pariu, ela é irritante demais!

Coloquei os gravetos em ordem, quebrei alguns que eram grandes demais e, com um jutsu, aumentei o fogo.

Agora sim, isto que é uma fogueira.

—Toma. — Sakura estica o braço e me entrega uma pedra. Ela ainda sorri. Maldita. Pego, sem entender. Uma pedra bem leve, por sinal. — é rico em proteínas e vitaminas.

Fico encarando entre seu sorriso orgulhoso e aquele negócio escuro e duro, pra só depois perceber que aquilo, na verdade, é pra comer.

Por Kami.

Ouço minha barriga roncar.

Kuzo!

Agora não tem como fugir. Ela vai encher o meu saco a noite toda se eu não comer isso.

Dou a primeira mordida. Esse negócio é duro e gosmento ao mesmo tempo, o sabor amargo não é dos piores, mas preciso me forçar a engolir.

—É bom, não é!? Estou trabalhando em receitas novas…

Ela começa a tagarelar de novo, mas não presto atenção. Estou muito concentrado em não vomitar.

Depois de um tempo, até consegui me acostumar com a textura, mas suspirei aliviado quando acabaram esses bolinhos protéicos.

A chuva lá fora continua tão intensa quanto antes.

Entra um forte vento gelado, quase apagando a fogueira. Sakura se encolhe de frio e eu me seguro pra não tentar aquecê-la.

—Ugh! Aumenta o fogo, por favor…!

Assim o fiz.

—Vá para mais perto. — sugeri como se fosse óbvio.

Ela se deitou de lado, perto do fogo.

—Vista. — retirei minha camisa e entreguei, peguei minha capa, dobrei e coloquei no chão ao seu lado. — deite, seus lábios estão ficando roxos. Precisa se aquecer.

Ela pareceu incerta e desconfiada.

—Tsc. Deita logo!

Depois de hesitar, logo ela se vestiu e pousou a cabeça no travesseiro improvisado. Retorno ao meu lugar, do outro lado da fogueira e me deito também, ficamos assim um de frente para o outro.

Logo sua cor natural foi retomada.

—Arigatou, Sasuke-kun. — não há nenhum tom malicioso dessa vez.

Permaneço em silêncio e mudo de posição, ciente de estar sendo observado, encaro o teto úmido da gruta. Sinto-me inquieto e não sei explicar o motivo. Como se eu estivesse ansioso por algo.

Ouço Sakura se levantar e parar sentada extremamente perto de mim. Continuo sem encará-la e já imagino qual será sua próxima ação.

Tão previsível.

Ela se aninha ao meu lado, deitando-se e me abraçando, claramente tímida.

E eu estou espantosamente confortável.

Pouso minha mão em seu braço e sinto seu corpo relaxar. Fecho meus olhos, concentrando-me em seu perfume.

—Sasuke…

—hm.

—Posso perguntar… sei que não é da minha conta… — detesto essa sua mania de enrolar para dizer algo.

—hm.

—Você já viu muitas mulheres nuas…? — sua voz sai mais baixa na última frase.

Suspiro entediado, porém admito que vê-la desconsertada é gratificante, principalmente depois de toda a insolência que ela tem mostrado até agora.

Continuo em silêncio e ela volta a ficar tensa.

—Vi apenas uma.

—Alguém que conheço? — ela rebate ansiosa, ainda com a voz baixa.

—Karin.

—Oh. Claro. É claro.

Sakura volta a se enrijecer e percebo que começa a se afastar. Seguro seu braço que estava sobre mim antes que ela o retire.

—Uma vez ela entrou no meu quarto enquanto eu dormia, fiquei tão irritado que a expulsei colocando-a num genjutsu. Agora pare de se mexer, está começando a me irritar.

—Você é um idiota.

Preferi ficar em silêncio, não estava com humor para uma discussão, e percebo que Sakura não se afastou nem se aproximou mais.

—Mas vocês já… você sabe…?

Realmente não tenho vontade de responder.

—Sasuke, não me ignore, por favor. — dessa vez, Sakura parecia muito mais insegura do que antes.

—Não, Sakura.

—Nem com alguma outra?

—Não, Sakura.

—Nunca teve vontade?

Agora me senti ofendido.

Suspiro irritado e finalmente abro os olhos. Encaro-a e vejo seu rosto com uma expressão quase inocente. Forço-me a acalmar, ela não estava me irritando de propósito.

—É claro que tive, mas eu não tinha cabeça para isso. Foi uma época muito sombria na minha vida e não podia me dar ao luxo de me distrair.

Ela volta a se aproximar, e eu quase a agradeço por isso. Continuamos a nos encarar enquanto ela me abraça e se deita sobre meu ombro.

—É você está bem agora? — pergunta baixo. Estamos tão próximos que posso sentir seu hálito doce.

—Estou muito bem.

Vejo seu pequeno sorriso e percebo que quase sorrio também

Tsc. Foda-se.

Eu a beijo, pela segunda vez.

Sinto seus lábios com calma, sem pressa alguma. Puta merda, como eu senti falta disso. A vontade que eu tenho dessa garota chega a ser ridículo.

Puxo-a pela cintura para que seu rosto fique ainda mais próximo do meu e toco sua nuca, numa tentativa quase desesperada de aumentar nosso contato.

Ela corresponde tão deliciosamente aos meus toques que jamais me cansarei de beijá-la.

Por baixo da minha camisa, levo minha mão de sua cintura à sua nuca, sentindo cada detalhe da sua pele macia. Desço ao seu quadril e a sinto disputar entre nosso beijo. Toco sua perna, sentindo sua pele arrepiar, e desço minha mão até a parte interna de sua coxa.

Quando dei por mim, nosso beijo estava mais intenso, ela mordia meu lábio e minha língua circundava os seus.

Sakura me pertence, afinal. Seus sentimentos são meus. Todo seu ser é meu.

Suas mãos apertam minhas costas e suas unhas me arranham. Quase sem paciência, levanto sua perna e trago para cima de mim. Agarro sua deliciosa bunda e deliro quando seu corpo aperta minha latejante ereção.

Ela interrompe o beijo e me encara. Seus olhos nublados e sua expressão inocente me enlouquecem. Lança seu quadril para ainda mais para frente e não evito de fechar meus olhos, seguro com força um suspiro quando ela se esfrega por toda a extensão do meu pau.

Lanço meu corpo sobre o seu, beijando-a ferozmente, desço para seu pescoço e um gemido lhe escapa. Suas unhas com certeza me deixarão marcado. Levanto a camisa até seu pescoço e desço ainda mais meus beijos, para seu colo e o monte dos seus seios.

—Sasu… ke…

Puta que pariu.

De súbito, ela se livra daquele faixa detestável.

Sem dúvida alguma, é a melhor visão que já tive.

Sei que Sakura sempre foi insegura com seu corpo, e agora vejo que ela é uma idiota por isso.

Seus bicos estão levemente entumecidos e não me contenho em beijá-los, deixando-os ainda mais duros. Passo minha língua com mais calma e chupo com suavidade. O suspiro manhoso de Sakura me confirma sua aprovação.

Abocanho toda aquela carne deliciosa.

—Sasuke.

—Hm.

—Sabe que o amo. — Isso é óbvio. — Sei que não sou correspondida, mas… acha que um dia…

—Sakura, — desperto-me daquele devaneio. Que merda estou fazendo? Ajoelho-me e a cubro, tapando seus seios outra vez — não posso te dizer que responderei aos seus sentimentos algum dia, não sei se um dia conseguirei.

Sakura se senta e se afasta um pouco, o que faz algo dentro de mim se apertar. Isso é loucura. Estávamos indo por um caminho sem volta.

Procuro seus olhos outra vez e meu paladar amarga quando os vejo lacrimejados. Merda!

Agora percebo que devo me afastar de vez, Sakura não merece alguém como eu, um fodido. Merece alguém que a faça feliz, como deve ser, e não alguém que a leve para a escuridão.

Mas porra, como eu a quero. Imaginar outro tocando-a, aproveitando do que é meu, é insuportável. Sou um bosta de um egoísta, mas quero que ela me espere, que aceite o pouco que tenho.

—A única coisa que posso garantir, sinceramente, — volto a falar, resgatando qualquer sinal de força que tenho — é que nunca pensei, nem nunca pensarei, em alguém, qualquer alguém, da mesma forma que penso em você.

—Pensa em mim? — sua voz rouca por conta do choro parecia aliviada.

Uma idiota por se apegar apenas a isso.

—Todos os dias. — não evito responder. É mesmo verdade, então foda-se.

Ela se aproxima outra vez e me envolve entre suas pernas, aliviando-me por tê-la tão perto. Suas mãos se encontram em volta do meu pescoço, mexendo levemente em meu cabelo.

—Sasuke, eu te prometo… quando voltar para mim — ela começa, olhando para baixo — eu prometo que vou te fazer feliz, te amarei todos os dias, te darei filhos que o amarão. Prometo que preencherei seu vazio.

—Sakura… obrigado.

Meu braço envolve sua cintura e a puxo, colando nossos corpos, obrigando-a a me encarar.

Beijo-a mais uma vez, poderia dizer que apaixonadamente, se fosse possível. Nossas línguas se encontram de forma tão deliciosa que mal consigo respirar. Puxo seu corpo para mais perto do meu, encaixando-a em mim.

Minha ereção, que tinha perdido força, volta a latejar ainda mais intensa.

Seguro um palavrão quando ela pára de me beijar, mas a perdoo quando percebo sua intenção. Sakura retira lentamente a camisa que vestia, dando-me outra vez o prazer daquela visão.

Seu olhar destoa de seu rosto angelical. Aquela pele branca, agora corada, seus lábios inchados e aquela expressão inocente e desejosa me davam uma maldita sensação. Eu sou o único que pode vê-la assim.

Percorro toda sua pele exposta, delirando. Ela é tão delicada e macia que me pergunto o porquê de não tê-la tocado antes. Sinto sua tes se arrepiar e sua respiração falhar quando levo minha boca ao seu colo outra vez.

—Oh…

Ah, esse gemido…

Minhas costas ardiam por conta dos arranhões incessantes, mas nada poderia me parar.

—Sasuke… — ela me puxa para seus lábios outra vez.

Retiro aquele último pedaço de pano que me atrapalhava e volto a prender seu corpo contra o meu. Ela não pode fugir agora.

Sem parar de beijá-la, agarro sua nádega com força e curiosidade. Ela se afasta, mas eu a puxo de volta.

—Sasuke… espere.

Paro de me movimentar, sem entender.

Ela está nua sobre mim, respirando devagar, e eu imploro silenciosamente para que ela pare de falar.

—O que foi? — pergunto sem paciência alguma.

—Eu não… estou confortável.

Ah, não. Isso não pode acabar assim.

Permito que ela se afaste, contra minha vontade. Minha ereção está doendo já, e muito. O volume na minha calça está indisfarçável.

Eu não acredito que ela me fará parar agora!

Fecho meus olhos, tentando me controlar, o que é impossível, pois ela ainda está próxima o suficiente para eu sentir seu perfume.

Um gemido rouco me escapa quando sinto uma de suas mãos apertar meu pau.

Puta merda.

Desabotoo minha calça, desesperado, e guio sua outra mão para me tocar também.

Solto outro gemido quando ela aperta minhas bolas.

Avanço sobre seu corpo outra vez, deitando-a. Apoio meu braço ao lado de sua cabeça e ficamos nos encarando enquanto ela me toca.

—Aperte mais. — eu ordeno, e ela obedece.

Suas mãos vão da base até a cabeça, em movimentos circulares e repetitivos, apertando cada vez mais. Ela começa a me beijar, mas não consigo corresponder, mordo seu pescoço com força, sem me controlar, quando gozo em suas mãos.

Desabo sobre seu corpo, respirando com dificuldade.

—Sasuke, você está b…?

Beijo-a com ferocidade. Eu preciso de mais.

Vê-la suja com minha porra faz minha ereção latejar outra vez.

Encaixo-me entre suas pernas e sou muito bem recebido. Com os pés, Sakura termina de tirar minhas calças.

Assim que sinto a cabeça do meu pau em sua fenda, começo a penetrá-la.

—Oh...l

Paro de me movimentar, com medo de machucá-la.

—Não… não pare…

Coloco-me mais dentro dela e fico parado uns instantes. Retiro-me por completo e entro outra vez, mais fundo.

Sakura arranha meus ombros com força e implora em meu ouvido para que eu não pare nunca.

Começo a me movimentar com mais intensidade.

Caralho, como pode ser tão apertada?!

—Você é gostosa demais…

Seus suspiros aos poucos se tornam gemidos, o que me enlouquece ainda mais.

Ela repete que me ama quando entro mais fundo.

Acelero as meus movimentos e ela morde meu ombro, tentando em vão abafar seus gemidos.

Um gemido rouco me escapa quando sinto minha ereção latejar ainda mais, sendo sugada pela cavidade molhada de Sakura. Afundo meu rosto em seus cabelos rosados, agora úmidos de suor.

Ela começa a arquear as costas, amassando seus seios no meu peito, e intensifico ainda mais meus movimentos.

Outro ruído grave escapa quando, em uma explosão, eu a preencho por completo. Incapaz de deixar de me movimentar, espero derramar cada gota antes de sair de dentro dela.

Deito ao seu lado e vejo que estou manchado de seu sangue até nas pernas.

Tento controlar minha respiração, totalmente exausto, mas vai tudo por água abaixo quando Sakura começa a beijar meu pescoço.

Sem nem terminar de me recompor, coloco-me sobre si outra vez e a viro de lado. Ela me encara surpresa e divertida e eu a penetro outra vez.

Meto com força quando seus gemidos ficaram mais altos e descompassados. Sei que ela deve estar com dor, mas como não me pediu para parar, continuo a entrar fundo.

Os estalos do fogo, a chuva forte caindo lá fora, os sons de cada estocada ecoavam junto às suas declarações de amor naquela gruta.

Agora eu sei, eu pertenço a ela tanto quanto ela me pertence.

(...)

Acordei de sobressalto.

Pássaros cantavam, até demais, do lado de fora, tanto que minha cabeça começou a doer, e a luz forte do Sol piorava meu humor. O que era uma fogueira agora é só um pequeno monte de gravetos queimados.

Respiro fundo, tentando me nortear, e aquele forte cheiro de terra molhada invade meus sentidos. Levanto-me com certa dificuldade, não me sinto tão cansado desde o fim da guerra.

Percorro o olhar por toda a gruta, procurando quem não deveria ter saído do meu lado, mas não vejo nem sinal dela.

Eu não tô acreditando… eu sonhei!?

Ah, não. Não. Não. Não.

Encontro um pedacinho de papel e solto um suspiro de alívio. Não era um sonho.

Tento acalmar meus pensamentos, colocá-los em ordem.

Agora não posso mais voltar atrás, está feito. Depois de tanto tê-la feito minha, não há mais a possibilidade de me manter distante.

Devo, enfim, cumprir minha promessa.

Devo voltar à Konoha.

“Sasuke-kun,

Essa foi a melhor noite da minha vida.

Corta meu coração ter que deixá-lo, mas tenho um compromisso muito importante em Konoha e não queria que se sentisse pressionado a vir comigo.

Tenho você em meus pensamentos a todo momento.

Com amor,

Sakura

P.s.: Feliz Natal, Sasuke-kun!”

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Notas finais
Gostaram amores?? Digam-me!