Reaprendendo a Amar

11 Não se preocupe com bobagens


Notas iniciais
Oiee! Ana Albarn, muito obrigada por sua recomendação incrível!! Fico imensamente feliz que esteja gostando da minha humilde fanfiction!! Estou orgulhosa demais, gente! Nunca imaginei que seria tão bem recebida por vocês!! Vocês estão me fazendo um bem danado!! Tanto que estou me esforçando ao máximo pra fazer um trabalho bacana pra vocês! Sem mais delongas, Desculpem os erros e boa leitura!!

–Paiê! Papai!

Acordo com meu filho cutucando meu rosto.

Demoro alguns segundos para perceber onde estou: deitado, apenas usando calça de moleton, Sakura está quase totalmente sobre mim; acabamos dormindo no chão do quarto das crianças.

Sarada está sentada na cama, olhando pra nós com cara de tédio.

–Vocês dois são estranhos… — Ela comenta ainda sem muita vontade.

–Sakura…! Sakura…! — Chamo minha mulher, minha voz sai preguiçosa. Aqui está surpreendentemente confortável.

Ela apenas resmunga e se encolhe, se aninhando ainda mais sobre mim.

Bem, eu tentei…

Volto a deitar a cabeça, de olhos fechados, me preparando para voltar a dormir.

Até que recebo uma travesseirada no rosto.

–Papaiee!

Que porra…?! Cadê o respeito?!

Me sento aturdido e com um pouco de falta de ar pela pancada.

Tsc. Esse moleque é irritante igual a mãe.

Sakura acaba acordando também, ela alonga os braços e coça os olhos, como se fosse uma donzela.

Ótimo, ela acorda feito uma princesa enquanto eu recebo travesseirada na cara.

Assim que ela acaba de se alongar, fica olhando pra mim e para as crianças, sem parecer entender o que está acontecendo.

Quando viu Sarada vestida com roupas de escola, assumiu uma expressão de espanto.

Está atrasada.

Quase sorrio, me sentindo vingado.

–Puta merda! — E sai correndo se trocar.

Humpf. Bem feito.

Ontem, ficou combinado que Sakura levaria nossa filha para a escola para conversar com o professor sobre as faltas das últimas semanas. Parece que Sarada matava aula para ir me ver no hospital.

Assim que disse isso, ela simplesmente me partiu ao meio. Mais um golpe pesado na minha consciência.

Minha garotinha…

Quando olho para Rai, estranho ao vê-lo com as duas mãozinhas tapando a boca e os olhos arregalados, olhando para onde a mãe saiu.

–O que foi? — Pergunto e ele se vira pra mim, tirando as mãos para falar.

–A mamãe falou ‘palavão! — Me conta num sussurro.

–Hm. E você, nunca repita.

Ele apenas acente, mas ainda parecia chocado.

Olho para Sarada e sorrimos cúmplices um para o outro da inocência do menino.

–Está bem, papai? — Me surpreendo com sua pergunta.

Ela não mais sorria e eu, sem saber o que responder, apenas suspiro profundamente.

Dá pra ver que minha filha é muito esperta, consegue capturar tudo o que está acontecendo, mesmo que sejam detalhes. Com certeza será uma grande kunoichi.

–Vamos descer, vou preparar algo para comermos. — Digo me levantando e espero eles saírem do quarto.

–Papai, acho que eu deveria avisar a mamãe que na verdade estamos adiantados. Eu só acordei mais cedo e comecei a me arrumar. — Sarada volta a falar.

E eu, com um certo sentimento de glória, apenas respondo:

–Vamos avisar depois de tomarmos café.

(...)

Após a refeição — morangos, para Rai, e tomates para Sarada e eu, cortados em laboriosas e complexas fatias — vamos até a sala e encontramos Sakura descendo a escada, tranquilamente, de vestido verde.

É meio curto e daqueles que se passar vento ela mostraria mais do que deve.

Tsc. Vou comprar umas calças pra essa mulher.

–Mamãe, estamos adiantados! Papai ia te falar isso agora! — Minha filha exclama e Sakura me lança um sorriso dúbio.

–Não é necessário, já tinha visto o horário no relógio do quarto, então pude tomar banho tranquilamente. — Ela responde sem tirar os olhos de mim e não contenho um sorriso de lado, com certeza ela entendeu meu plano de deixá-la se apressar em vão. Pena que não deu certo. — Agora seu pai pode se arrumar enquanto preparo o café.

–A gente já comeu! — Rai grita empolgado, fazendo com que a mãe arqueasse uma sobrancelha.

–Ah, é?

–Uhum!

–E o que você comeu?

–Morangos!

–Suco?

–Não, mamãe! Morangos em pedacinhos!

Sakura olha pra mim como se eu fosse louco.

O que ela queria? Em toda minha vida, o mais próximo que cheguei de cozinhar foi assar um coelho recém caçado em uma fogueira no chão.

Mas logo ela rola os olhos e chama as crianças para a cozinha.

–Vamos, vou preparar um café da manhã decente enquanto o pai de vocês vai se arrumar.

–Me arrumar pra quê? — Indago.

–Pensei que poderíamos passear nós quatro até Sarada ir à academia.

–Vamos tomar sorveteee!! — Raijin pula animado e Sakura o pega no colo, retomando seu caminho até a cozinha.

Agora que entendi que ela não esperava minha resposta.

–Está muito cedo para sorvetes, mocinho…

–Aaaah, mamanhêee!

Sarada, que continuava me encarando, apenas sorria de um jeitinho constrangido.

–Não vai comer?

–Vou. Só queria dizer que os tomates estavam muito saborosos.

Meu interior se aqueceu de uma maneira extraordinária. Sorrio de volta e ela sai, indo até a mãe.

Subo as escadas com o sorriso orgulhoso e com outro sentimento que só conheci na infância: afortunado.

Ter agora essas três pessoas comigo faz eu me sentir assim.

Logo que chego ao meu quarto, tomo um rápido banho e assim que saio do banheiro Sakura entra no quarto com um sanduíche e um copo de café.

–Os meninos estão terminando de comer, trouxe pra você.

–Obrigado.

Pego uma das metades do sanduíche e dou uma mordida.

Que. Coisa. Maravilha.

–Isso é mesmo geleia de tomate?! — Pergunto entusiasmado demais e minha mulher sorri abertamente pra mim. — Foi você quem fez?!

–Sim — Responde presunçosa. E dou outra mordida.

–Isso é muito bom! — Exclamo de boca cheia. — Desde quando cozinha tão bem?!

–Eu sempre cozinhei bem. — Ela estreita os olhos. Eu diria que “sempre” é uma palavra muito forte, mas fico calado. Terceira e última mordida. — Mas meus dotes culinários se aperfeiçoaram por causa das crianças. Os seus também, se quer saber. Depois que nos casamos, você passou a cozinhar muito bem.

–Verdade? — Pergunto surpreso, novamente com a boca cheia, terminando a segunda metade.

–Uhum. Eu te contei que estava grávida no dia do nosso casamento… — Ela sorria docemente. Mas uma sensação ruim me abateu. “Ela se casou grávida! Te contaram isso?” — … desde então você ficou meio paranoico com alimentação… minha alimentação, em especial… e depois com as das crianças… Sasuke?

Me desperta, estava inerte, me lembrando das palavras daquela mulher e depois das do ‘visitante’: “Você a machucou demais Sasuke, espero sinceramente que sua atual condição o torne alguém melhor, embora eu duvide que isso aconteça… Você a traumatizou de um jeito que não há como remediar”

–Querido, o que foi? — Ela parecia preocupada. Era de se imaginar, visto que minha expressão feliz foi substituída por uma amargurada.

–Se casou grávida?

–Sim. Sarada foi nosso melhor presente de casamento. — Ela tentou sorrir, mas ainda estava visivelmente preocupada comigo. — Qual é o problema?

Não respondi. Calmamente, peguei o prato e o copo que ainda segurava e coloquei sobre uma cômoda próxima. Ainda vestido apenas com uma toalha, me aproximei o suficiente para que nossos corpos se tocassem; afastei seus longos cabelos, colocando-os atrás dos ombros e das orelhas. Ela me encarava sem reação, esperando que eu me explicasse. Segurei seu rosto delicadamente com minhas duas mãos.

A encarei, meu olhar devia parecer cansado.

–Sakura, você me ama certo…?

–S-sim… está me assustando…

–Você mentiria por mim… por esse amor? Mentiria pra me fazer bem?

–Eu… o que…? Do que está falando…?

–Jamais eu me perdoaria se te fizesse mal,ainda mais do que eu já sei que fiz… sabe disso, certo…?

–Sei.

–Agora, por favor me responda com sinceridade: você era mesmo feliz comigo? Por favor, não minta…

–É claro que sim…! Querido, da onde tirou isso? Foi do pesadelo? — Ela acariciava meus braços e minhas mãos. — Foi só um sonho ruim…

–Eu não tenho certeza disso… — Confessei num sussurro.

–Querido, acalme-se… olha, eu juro que se me fizesse infeliz não estaríamos mais juntos… eu amo você demais, mas porque eu amo o homem incrível que você se tornou; meu amor amadureceu também… não te amo só porque você é bonitinho… — Ela riu da própria piada, mas não consegui sorrir também. Me encarava com aqueles grandes e afetuosos olhos verdes — Estarmos juntos é a maior prova que eu posso te dar…

–Ontem a noite, por que não acreditou quando disse que te amava?

–Achei que estava mesmo mentindo…

–Por que?

Ela suspira desconfortável antes de começar a falar:

–Porque, no passado, demorou anos e anos pra você me dizer aquelas palavras… eu sabia que você gostava demais de mim, pelo modo que agia comigo, como me tratava… — Sorriu triste — Mas nunca me dizia… Eu só… estava me preparando pra mais outros anos… o que não estava sendo nada fácil.

–Eu realmente te amo. — Aproximo nossos rostos até nossos narizes se tocarem.

Por mais incrível que pareça, estas palavras ditas em voz alta são incomparavelmente libertadoras.

–Eu sei. Eu amo você também. — Ela me beija, dois longos selinhos. — Isso é o que importa. Por favor, esqueça essa ideia absurda.

–Eu já tive um pesadelo daqueles, não tive? — Insisto.

–Sasuke, por favor…

–Responda.

–Já. Foi a terceira vez que teve um desse enquanto dormia comigo. Mas nunca ficou tão abalado pelo pesadelo… Já fizemos todos os exames possíveis em você, foi só um sonho. E o último já faz mais de três anos.

–Nós já tivemos outro filho? Já sofreu um aborto?

–QUÊ? Não! Por favor, Sasuke…! Chega. Nossos filhos estão esperando. Vamos nos divertir fora de casa um pouco, sim? Outra hora conversamos.

Apenas sorrio e aceno que sim, aceitando suas palavras.

Por hora.

E claro, a beijo de novo.

Eu não posso ter feito mal a ela. Não mais.

–Mas agora tome o café e vista-se, ou não teremos tempo para o passeio… — Ela diz, interrompendo o beijo e se afasta, indo ao guarda roupas.

Tomo o café e tiro a toalha para pendurá-la, caminho nu até o guarda roupas também e separo uma calça preta e uma camisa cinza-escuro, que visto logo após pôr a cueca.

Sakura vira-se pra mim com um tipo de manto em mãos, pego a peça preta com um semblante duvidoso.

–Você costumava usar antes de entrar para a ANBU, achei que poderia gostar…

E gostei muito.

Visto e vejo no espelho.

A capa bate na minha panturrilha dando-me um ar de mistério, e somando ao meu cabelo de lado, quase cobrindo meus olhos…

… eu tô muito foda!

–Antes você usava a franja bem comprida, cobria metade do seu rosto, para esconder o Rinnegan… — Sakura falava enquanto mexia no meu cabelo — Mas você cortou de novo por causa da máscara…

–Onde está minha kusanagi?

–Perdida. Não vi mais desde que saiu para sua última missão… — Falava com um tom de indiferença. — Sabe… eu posso não ‘te amar só por ser bonitinho’ — reiniciou olhando para meu reflexo — Mas com certeza ajuda…

Solto uma risada pelo nariz enquanto caminhamos pra fora do quarto.

(...)

–Bom dia, Sasuke-sama! Sakura-sama!

–Bom dia!

–Bom dia!

–Bom dia!

Não me lembro de ter sido cumprimentado tantas vezes em toda minha vida.

O mais estranho é que as pessoas parecem sinceramente gostar de mim.

Não respondi a nenhum, apenas olhava estupefato as pessoas sorrirem enquanto me saudavam.

Se cumprimentassem apenas Sakura, eu entenderia, afinal ela sempre foi uma pessoa um tanto… amistosa demais; mas não. Chegaram a me dizer que estavam felizes pela minha recuperação e entregaram à minha esposa recipientes contendo alguns doces ou bolos quando passávamos em frete a alguma confeitaria.

Raijin já devorava instantaneamente e elogiava a pessoa que entregou, mostrando-se, além de guloso, tão simpático quanto a mãe.

Então eu era mesmo uma boa pessoa?

Não sei se estou mais surpreso ou aliviado. Ainda mais por reconhecer várias pessoas da minha época de genin que eu jurava que me odiassem.

Enfim.

–Não estranhe. Não é assim todos os dias. — Sakura falava baixo ao meu lado. Estávamos sentados em baixo de uma árvore numa nova praça enquanto as crianças passeavam pelas lojinhas. — Mas os cidadãos gostam de você quase tanto quanto do Hokage… e não, você nunca esteve nem perto de ser tão afável quanto Naruto, mas todos se acostumaram com sua personalidade…

–Eu… estou sem palavras… — Comentei francamente.

–Está vendo, querido? Você é amado. — A olho surpreso. Ela sorria docemente pra mim, até beijar meu rosto. — Não fique preocupado com bobagens.

Então ela sai atrás das crianças.

(...)

Descobri o motivo de eu não gostar do filho do Naruto.

Esse mini Dobe fica todo vermelho quando está perto da minha filha

Humpf. Sorte dele que Sarada não dá a mínima.

Era só o que me faltava…

Tsc. Pirralho.

–Sakura-chan! Sasuke-kun!

Olho pra frente e vejo Hinata Hyuuga acenando pra nós. Não me lembro muito bem dela, e tenho certeza de que nunca a vi falando, mas Suigetsu havia me dito que era ela a mãe dos filhos do Naruto. Ao seu lado, havia uma garotinha pouco maior que Raijin.

–Hinata! Como vai? — Minha esposa cumprimenta.

–Vou bem. Fico feliz por ver vocês finalmente juntos. — A mulher nos sorri.

–Foram semanas tormentosas, mas Sasuke está de volta conosco… — Sakura responde segurando minha mão com as suas. — Eu preciso ir conversar com Konohamaru, com licença.

Konohamaru. Quando soube que aquele pirralho era o professor da minha filha, tomei um choque de realidade. Lembro-me perfeitamente do neto do Terceiro andando atrás de Naruto com aquela menina ruiva e aquele moleque ranhento.

–Sakura-chan! — Hinata chama antes de Sakura se afastar. — Preciso conversar com você um minuto, pode ser depois de falar com Konohamaru-kun…!

–Tudo bem, Hina. Já já conversamos. É algo sério…?

–Oh, não! Não se preocupe…

–Acho que não vou demorar muito. Já volto.

E sai, deixando eu e Hinata com nossos respectivos caçulas.

–Hima! Vamos ‘bincar de subir na árvore?! Aposto que eu chego no topo ‘pimeiro!

–Não vou apostar nada! Você sempre vence! Vamos ali no parquinho..! Posso, mamãe?

–Só um pouquinho, só vamos esperar a Sakura-chan voltar.

Meu filho olha esperançoso pra mim, esperando minha permissão.

Mais uma vez um sentimento de vingança me abateu, ao me lembrar da travesseirada. Mas Rai já começava a fazer um biquinho triste pela minha demora e não pude negar. Ele estava muito fofo.

Apenas aceno positivamente e logo as crianças saem correndo.

–Sasuke-kun, vamos ali nos sentar enquanto esperamos.

Aceito a sugestão e a acompanho até um banco debaixo de uma sombra. Ficamos em silêncio até a mulher retomar a fala:

–Está se recuperando bem?

–Sim.

–É um alívio ver a Sakura-chan voltar a sorrir… foram semanas difíceis… mas agora vocês podem retomar suas vidas, finalmente. — Ela não parava de falar, sempre sorrindo.

Tsc. Tantos anos ao lado daquele perdedor a fez uma tagarela também.

Depois de não muito tempo, Sakura volta e eu levanto, imaginando que estamos indo embora.

Ledo engano.

–Falei com Konohamaru, expliquei a situação e ele compreendeu… Sarada não será prejudicada… — Ela sorri aliviada pra mim.

Mas eu não estava preocupado, minha filha tem a porra de um par de Sharingans; não serão alguns dias de academia que vai mudar alguma coisa.

–Mas Sarada é uma menina inteligente mesmo, ela poderá recuperar essas aulas tranquilamente.

–Obrigada, Hina. À propósito, gostaria de conversar comigo, não?

–Oh, sim! Se importaria de ir comigo até minha casa? Não é nada sério, só queria que visse uma coisa pra mim.

–Eu… tá bem. — Sakura sorri surpresa. Pelo o que entendi, o convite não se estendeu a mim. — Sasuke… —

–Não se preocupe, já estava querendo ir conversar com Naruto. — Interrompo.

–Não se importa…? — Ela pergunta incerta.

–Está tudo bem. Pode ir ajudar sua amiga.

–O edifício Hokage, lembra-se onde é? — Pergunta se aproximando.

–Continua embaixo do monumento?

–Uhum.

–Então lembro.

–Nos encontramos lá mais tarde, pode ser? Vou levar o Rai comigo.

–Tudo bem. Até mais. — Eu sorri em despedida. Pensei em beijá-la, mas não me agrada a ideia de ter alguém nos olhando.

–Até mais. — Sakura sorri também e se afasta.

Claro que ela sabe que eu não poderia beijá-la em público.

(...)

Konoha cresceu incrivelmente desde que eu me lembro.

Desde a última vez que estive aqui.

Desde aquela última noite…

“-Sasuke... Eu te amo tanto que nem consigo suportar! Se você ficar comigo… eu prometo que não vai se arrepender disso. Todos os dias vão ser divertidos! eu posso fazer você feliz, eu faço qualquer coisa por você, Sasuke, então por favor ... Eu implorando, não vá embora... Eu até te ajudo com sua vingança, eu farei o que for preciso pra que ela aconteça, eu juro! Por favor, fiquei aqui comigo. E se você não puder, então me leve com você!”

Eu era tão tolo…

Com certeza eu não a levaria para perto daquele verme, mas eu poderia ter ficado.

Deveria ter ficado. Deveria ter cedido.

Tudo isso que me faz bem, eu sentiria há mais tempo.

E meu irmão estaria comigo, conheceria meus filhos… até mesmo teria os dele…

No entanto, fiz as piores escolhas. Segui deliberadamente os caminhos mais tortuosos. Convicto de que era o melhor.

Me lembro daquele sonho, da voz de Itachi dizendo que eu deveria estar morto em seu lugar.

Eu sei que aquilo é puro fruto da minha consciência. Meu irmão jamais me falaria aquilo.

E ainda tem aquele homem…

“-Você a despedaçou, Sasuke. A Sakura de hoje é o reflexo de uma vida de desapontamentos. De tristeza. — Ele me olhava sem emoção e eu quis socá-lo o mais forte possível várias vezes, para depois queimá-lo até a morte.

Mas apenas sorrio com escárnio. Não vou me deixar abater.

–Está interessado na minha mulher?

Mas o maldito apenas olha para a janela e volta a falar.

–Você é mesmo o Sasuke de doze anos atrás…

–Eu não acredito em nenhuma palavra que você diz. Saia. Antes que eu repense se continuará vivo.

–Sasuke Uchiha — Silaba lentamente e se vira pra mim de novo — Você não é uma boa pessoa. Melhore. Ou afaste-se.

E desaparece numa nuvem de fumaça.”

Aquele desgraçado…

Mas, se for mesmo verdade, pode ser que meu pesadelo seja uma resposta do meu subconsciente.

Isso explica o corpo da pequena Sakura, mas e o meu? O que significa?

Não pude ver se eu estava mesmo morto, mas Sakura com certeza não estava! Será que significa que ela ainda pode ser… salva?

Mas salva de quê? De quem?

De… mim?

E ainda tem a imagem dela sofrendo um aborto…

E se… eu… o causei…?

Sakura jamais me falaria. Se for verdade, não imagino o quanto seja difícil pra ela.

Será que a voz dela também era meu subconsciente ou ela já me disse aquilo? Eu não consigo ter certeza.

Tudo isso é demais pra mim.

Demais pra minha cabeça.

Não contei a ninguém sobre meu visitante. E nem vou.

Preciso descobrir tuda a verdade por mim mesmo.

Notas finais
Uuuia...! Tinham esquecido do visitante, né?! Safadinhos... Alguma ideia de quem seja? Sim, é homem...! Espero que tenham gostado!! COMENTEEEM ♥ ♥ ♥ Beijinhos e até o próximo!