Notas iniciais
Oi amorees o/ Primeiramente me perdoem a demora, a faculdade está comendo meu cérebro, minha inspiração e meu tempo, mas agora as provas acabaram e acho que vou poder dar uma respirada. Quero agradecer a quem está acompanhando, a quem favoritou e a quem comentou: Muito obrigada, vocês são demais. Agora vamos ao capítulo, espero que gostem :3

Naquele dia vesti-me tentando ignorar as sensações que rondavam meu estômago e o leve tremor que se estabelecia em minhas mãos, era inevitável não me sentir assim. Apanhei a roupa que Kristen havia me ajudado a separar no dia anterior: um vestido preto, uma echarpe, um blazer, sapato nude, bolsa e alguns acessórios.

Desci as escadas aos saltos, ansiosa demais para ir a um passo lento. Quando cheguei à cozinha tomei apenas um copo de suco e comi uma torrada antes de correr de volta para cima para escovar os dentes. Maquiei-me rapidamente, sem me preocupar muito, afinal, tinha certeza que quando chegasse lá a refariam.

Quando voltei ao andar inferior agarrei minha bolsa, saí do apartamento e chamei o elevador, estava torcendo ansiosamente a alça de minha bolsa enquanto assistia os números regredirem. Quando estava há exatos oito andares do térreo meu celular começou a tocar, demorei alguns segundos para encontrá-lo em minha bolsa.

– Pronto! – Atendi sabendo muito bem quem era.

– Achei que tinha perdido a hora. – Falou Kristen do outro lado da linha.

– Claro que não! Já estou saindo. – Falei antes que ela começasse a garantir que eu sabia que ônibus pegar e, mesmo que eu afirmasse que sim, começar a repeti-lo.

Revirei os olhos quando ela repetiu pela quinta vez a mesma informação enquanto eu saia do elevador e atravessava a recepção, acenando para os funcionários e moradores que eu conhecia. Sai para o dia gelado enquanto a respondia.

– Está tudo certo Kristen, já entendi! Qualquer coisa eu te ligo.

– Ok, assim que terminar vou até seu apartamento.

– Certo. Boa sorte amiga.

– Boa sorte. – Ela respondeu.

Despedimo-nos e desliguei o celular, colocando-o de volta na bolsa. Após mais alguns metros cheguei ao ponto de ônibus. Sem conseguir manter-me quieta batia meu pé incansavelmente, eu estava extremamente ansiosa e ficar ali parada não ajudava em nada. Alguns minutos depois o ônibus, finalmente, chegou.

Paguei a passagem e sentei-me perto da porta, próxima à janela. Fiquei observando Londres passar, era uma cidade linda, meus pais a adorariam, sempre falamos de viajar juntos pelo mundo, mas entre o trabalho e os acontecimentos não tivemos a oportunidade... Era uma das coisas que eu me arrependeria por nunca ter feito...

Tentei deixar de lado esses pensamentos que começavam a encher meus olhos d’água e passei a buscar os pontos de referência que Kristen me indicou, procurando onde deveria descer, não demorou muito e eu avistei um museu exatamente como Kristen havia me descrito, então dei o sinal e aguardei o ônibus parar.

Quando desci olhei o relógio, constatando que chegaria no horário marcado, antes de começar a repassar as instruções de minha amiga enquanto andava: ir até o museu, virar à direita e andar até um café, seguir pela rua da esquerda até uma lanchonete, virar novamente à esquerda e seguir em frente, até chegar ao meu destino.

Logo cheguei ao belo estúdio onde deveria, ainda com o estômago inquieto, parei por alguns segundos me permitindo olhar o prédio de quatro andares e moderna arquitetura. Dirigi-me à recepção para identificar-me e saber para onde deveria ir. Um jovem moço estava sentado atrás do balcão e ergueu o rosto quando ouviu o som da minha aproximação.

– Bom dia. – Cumprimentou-me. Mesmo que ele tentasse ser discreto notei que ele estava me analisando, eu me segurei para não rolar os olhos.

– Bom dia. – Tentei ser educada. – Ashley Greene, eu vim fotografar para a Gucci.

– Claro Srta. Greene. – Respondeu sorrindo “sedutoramente” (o pobre garoto era novo demais, visivelmente lhe faltava prática e tinha as feições muito infantis para conseguir o efeito que pretendia). – No final daquele corredor há uma escadaria, no segundo andar, estão te esperando na primeira porta à direita.

– Obrigada.

Virei-me na direção em que ele havia apontado, contendo a minha vontade de sair correndo, mais nervosa do que nunca, era com certeza o trabalho mais importante que eu faria em minha carreira, seria a chance de crescer ainda mais, era tudo o que eu queria, o trabalho era minha motivação, eu me sentia bem o fazendo.

Após subir as escadas encontrei uma porta aberta à direita, a porta ao lado, que, pela placa, também era uma sala de preparação, estava fechada, mas podiam ouvir-se vozes masculinas vindas dela, um arrepio varreu minha coluna, fazendo-me estremecer levemente. Adiantei-me até a porta que estava aberta onde cerca de cinco ou seis pessoas estavam andando de um lado para o outro ou sentadas conversando em algumas cadeiras e sofá que havia ali.

– Com licença. – Pedi passando pela porta. – Bom dia, eu estou no lugar certo?

– Ashley? – Perguntou uma moça simpática levantando-se do sofá.

– Isso mesmo. – Respondi sorrindo.

Ela aproximou-se para me cumprimentar, beijando-me os dois lados da face. As outras pessoas que estavam na sala começaram a se mover, pegando utensílio, procurando algo ou preparando alguma outra coisa, dando início a um intenso “zum-zum-zum”.

– Estávamos a sua espera. – Falou sorrindo. – Sou Megan, vou cuidar do seu cabelo.

– Muito prazer. – Respondi.

Ela apresentou-me rapidamente o restante do grupo que se resumiam a maquiadores, cabeleireiros, manicures e assistentes apontando-os enquanto me puxava para uma pequena sala anexa onde me despi, vestindo um robe, e, quando voltei à sala principal, me puxou até uma cadeira onde fui cercada por grande parte do grupo assim que me sentei, cada um assumindo sua função.

Eu sempre ficava fascinada ali, eu amava toda aquela movimentação a minha volta, eu me sentia parte de algo grande, uma das engrenagens de algo muito grande. Com essa familiar movimentação eu consegui relaxar um pouco, mas não o bastante para acabar com meu absurdo nervosismo, mas o suficiente para me fazer parar de me mexer constantemente, permitindo que me arrumassem sem problemas.

Após algum tempo (eu aprendi a não me importar com quanto) eles deram o trabalho por pronto e me disseram para ir me vestir para poderem finalizar meu cabelo. Levantei-me lentamente da cadeira, me esticando disfarçadamente para deixar o sangue circular e voltei à sala anexa, uma das assistentes me acompanhou para me ajudar com a roupa, mesmo que fosse bem simples.

Usaria um vestido dourado curto e soltinho, com um cinto, coloquei por baixo do mesmo um short cor de pele para não ter problema ao me mover para a sessão e uma sandália de salto. Depois de vestida voltei à companhia do grupo. Eles passaram laque em meu cabelo e acrescentaram alguns grampos, em uma rápida olhada no espelho vi que usava um coque baixo, com franja, que somado à maquiagem me dava um ar um pouco formal.

Enquanto eles davam os últimos retoques começamos a conversar, todos eram muito simpáticos e aparentemente boas pessoas. Estávamos conversando há alguns minutos quando Megan olhou para o relógio, parecendo impaciente.

– Por que essa demora toda? Seu cabelo vai começar a se desmanchar no meio do ensaio desse jeito. – Ela resmungou olhando os vidros de laque de que dispunha. – Jessie querido pode ir ver o que estamos esperando?

Ela fez esse pedido a um dos assistentes, o mais jovem entre eles, que logo assentiu entusiasticamente antes de se precipitar porta a fora. A conversa foi retomada enquanto Megan voltava a trabalhar em meu cabelo. Alguns minutos depois Jessie aparecer, um pouco ofegante, e tive minhas suspeitas de que ele havia corrido.

– Estão... Esperando... O fotógrafo... – Falou puxando o ar.

– Ele está mais de duas horas atrasado! – Comentou o maquiador.

– Ouvi dizer que ele insistiu até conseguir para ser diretor e fotógrafo desse ensaio, disse que queria trabalhar sozinho. – Comentou Megan revirando os olhos.

– Me disseram que ele enviou todas as ordens, mas não apareceu para acompanhar, você viu algum diretor artístico ou fotógrafo nas provas querida? – Perguntou o maquiador olhando para mim.

Pensei por alguns segundos, me lembrando... Realmente, nas provas só havia costureiras e alguns assistentes seguindo indicações de esquetes, como eu não sabia como era o trabalho da Gucci não me questionei em momento algum. Balancei a cabeça em resposta, negando a presença de algum fotógrafo ou diretor artístico.

– Espero pelo menos que ele seja bom. – Comentou uma das manicures e eu tive que concordar.

Algum tempo depois Megan havia colocado mais alguns grampos em meu cabelo, passando mais algumas camadas de laquê para fazê-lo durar até a sessão terminar. O maquiador também deu alguns retoques antes de nos sentarmos todos para esperar. Após alguns minutos, enfim, um jovem apareceu à porta.

– Estão solicitando que vá até o estúdio, o Sr. Greyson chegará dentro de alguns minutos. – Concordei antes que ele saísse para fazer o mesmo aviso na porta ao lado.

Levantei-me, assim como a equipe e, andando ao lado de Megan e do animado Jessie, subi mais um lance de escadas, deparando-me com um amplo corredor. Megan me guiou até uma das portas onde vi um estúdio com enormes réplicas de dois frascos da linha de perfumes que as fotografias divulgariam.

Megan avisou-me que estaria com o restante da equipe a um canto da sala caso eu precisasse de alguma coisa. Eu assenti para ela e observei-a se juntar a equipe que estava ao lado de uma mesa que continha algumas garrafas térmicas. Aproximei-me de uma das cadeiras que estavam próximas às câmeras e toda a aparelhagem e sentei-me para aguardar.

O silêncio só era preenchido por leves cochichos e risadas vindas da equipe que continuava no canto da sala, por isso me sobressaltei quando ouvi algumas vozes altas a gargalhar e conversar. Notei que eram vozes parecidas com as que ouvi mais cedo na sala ao lado da que estava.

Quanto mais próximas estavam as vozes mais alguma coisa dentro de mim me incomodava e eu não saberia dizer o que era, eu só sabia que tinha alguma coisa solta dentro do meu estômago e peito e seja lá o que fosse tinha batido no meu coração, porque ele queria sair de mim.

Olhei para a porta, ouvindo o som dos retumbantes passos e das vozes que se avolumavam a medida que se aproximavam, fazendo meu coração querer escapar com cada vez mais vontade, só não sabia o porquê. Primeiro avistei as sombras, depois um grupo de cinco ou seis homens. Olhei-os tentando desvendar quem seriam.

Foi quando fiquei presa por um par de olhos claros e brilhantes, notei que o dono desses olhos sorria, assentindo distraidamente para o grupo que o estava deixando para ir ao canto da sala se juntar à outra equipe, ele olhava diretamente para meus olhos e não dava sinal de que estava incomodado com esse contato visual.

Tentei não encará-lo, mas notei que estava vestido de preto, de uma forma social e me surpreendi que minha mente estivesse totalmente oca, talvez fosse o olhar dele, intenso, emoldurado por grossas sobrancelhas, ou talvez fosse seu sorriso, sedutor e fascinante.

Sem nenhuma permissão consciente de minha mente vazia meus olhos percorreram sua barba rala e bem feita, seus traços fortes, as sutis covinhas que se formavam em suas bochechas com seu sorriso, seus cabelos claros, seu corpo esguio, seu andar decidido e sedutor.

Quando cheguei a esse ponto desviei o olhar, pousando-o sobre minhas mãos, o que eu estava pensando? Eu acho que estava ficando completamente maluca, eu não precisava pensar nele assim, eu não queria pensar nele assim, eu teria que parar de encará-lo, definitivamente, não era nada educado e nem sadio de minha parte.

Quando ergui os olhos cautelosamente notei que ele começara a andar em minha direção e, piscando diversas vezes para colocar os pensamentos em ordem, endireitei a postura, sorrindo educadamente enquanto ele me alcançava, colocando as mãos nos bolsos da calça negra.

– Olá. – Ouvi uma voz rouca que fez algo em meu peito estremecer.

Logo ignorei essa sensação, erguendo os olhos e enxergando mais uma vez seus olhos claros. O que esse homem estava fazendo com minha mente?

– Er, olá. – Respondi em um sussurro.

– Você é Ashley não é? – Ele perguntou, eu apenas assenti. – É muito bom te conhecer. – Ele estendeu sua mão, seu sorriso se abrindo mais uma vez, mostrando dentes brancos e perfeitos.

– E você é o Kellan, eu suponho. – Respondi depois de alguns segundos lutando para formar uma frase coerente.

Estendi minha mão para cumprimenta-lo. Ele assentiu, como eu havia feito e inesperadamente se curvou para depositar um casto beijo em minha mão, me deixando completamente desconcertada. Em seu rosto agora estava um sorriso torto e sedutor, do qual tratei de afastar o olhar rapidamente. Ao vaguear o olhar pela sala avistei as duas equipes próximas da mesa, observando-nos.

Quando notaram que eu os observava desviaram o olhar, dando risadinhas e fofocando, apenas Megan continuou olhando-me, um sorrisinho malicioso nos lábios, revirei os olhos para ela que piscou um olho antes de se virar para o restante do grupo.

Balancei a cabeça levemente antes de voltar a olhar para o lado e encontrar Kellan observando-me veementemente. Baixei o rosto novamente para minhas mãos, sentindo meu rosto esquentando. Droga! Eu não devia corar! Qual o problema desse homem?

– Posso me sentar com você? – Sua voz rouca voltou a soar.

– C-claro. – Respondi hesitante.

Ele sentou-se ao meu lado, eu ainda sentia seu olhar em mim, então não voltei a erguer os olhos por alguns instantes. Era realmente estranho estar sob a observação de alguém, mas era ainda mais estranho estar sob a observação dele, aquilo estava me incomodando, e muito, mas eu não saberia dizer o porquê, só sei que ele deveria parar com isso.

Ainda evitando seu olhar comecei a encarar a porta, torcendo para que aquele fotógrafo, o tal do Sr. Greyson, chegasse logo para eu acabar com isso. Eu ainda tinha a sensação de que tinha algo solto em meu estômago e peito e meu coração não parecia mais querer escapar de mim, só parecia “animado” demais, mas não era tão incômodo, só era algo novo.

Eu presumi que fosse pela grandiosidade da marca que eu representaria, mesmo que alguma coisa dentro de mim tentasse me dizer que não era bem isso. Eu estava tentando ignorar esses alertas, mas a voz de minha mãe soou em meu ouvido, repetindo a mesma frase de meu sonho:

“Tantas surpresas boas te aguardam... Você será feliz minha querida, encontrará o sentimento mais forte de todos.”

Mas o que ela queria dizer com isso? O que eu encontraria? A realização? O sucesso? A paz? O quê? Deixei escapar um suspiro frustrado... Só para depois me arrepender, porque aquela voz que, com certeza, habitaria meus pesadelos, voltou a soar.

– Está tudo bem? – Notei um tom de preocupação em sua voz.

– Ãn, sim, sim, só estava pensando, me desculpe.

Por descuido, meus olhos voltaram a encontrar os dele e, sem conseguir evitar, me prendi neles mais uma vez, eu tinha mesmo que parar com isso, aquilo não estava nada certo, nadinha mesmo.

– Não tem problema algum. – Respondeu educadamente, achei que voltaríamos ao silêncio, mas após uma curta pausa ele prosseguiu. – Mas se quiser alguém para conversar estou aqui. – Seu sorriso torto tomou forma mais uma vez.

– Hum, é muita gentileza sua. – Respondi pensando em alguma forma de fazê-lo parar. – Mas estou bem, obrigada.

Ele pareceu um pouco desapontado, lembrando-me um pouco seu primo quando recusei a oportunidade de conhecer Kellan, o que, pensando agora, foi uma boa decisão, seria um tormento ficar sozinha com aquele indivíduo... Eu já estava inquieta com aqueles poucos minutos e com pessoas à volta, seria mil vezes pior se estivéssemos sozinhos, eu suponho.

– Tudo bem, mas se mudar de ideia... – Respondeu, a voz baixa, dando de ombros.

Assenti antes de voltar a encarar minhas mãos enquanto torcia-as em meu colo, torcendo para que a hora de ir para casa e encontrar minha amiga chegasse logo, talvez ela pudesse me dizer que raios estava acontecendo comigo.

– Está nervosa? – Aquela voz chegou aos meus ouvidos de novo.

Mas... Ele não desistiria nunca?

– Hum... Na verdade sim. – Respondi.

Não era mentira, eu estava sim nervosa, não tanto pelo ensaio... Claro, estava nervosa por isso também, mas era um nervosismo bom, uma ânsia de que começasse logo, mas eu estava mais nervosa porque eu teria que estar com ele nesse tempo e eu não sabia como agir para que ele parasse, como fazer para parar de me prender em seu olhar.

– Não precisa estar, você está linda. – Afirmou.

Nesse momento olhei para ele e vi que ele me observava, ainda sorrindo, mas agora de uma forma carinhosa. Corei violentamente, o que ele queria dizer com isso? O que ele queria com aquele sorriso?

– Hm... Er... O-obrigada. – Minha voz tremia um pouco.

– É só a verdade, não tem que agradecer.

Eu não pude ver, mas tenho certeza de que o vermelho de meu rosto estava tornando-se rubro, sentia as maçãs do rosto esquentarem. Eu nem me lembrava da última vez que havia corado, não sou do tipo vergonhosa... O que esse homem estava fazendo comigo? Por que estou me perguntando isso tantas vezes?

Eu não sabia o que responder, então me senti aliviada quando o corredor se encheu de novas vozes e passos, permitindo-me me sentir animada, porque eu finalmente estaria em frente às lentes e aquela bagunça que ocupava minha cabeça não teria importância. Mas essa animação durou muito, muito pouco.

– Ah não... – Gemi enquanto um novo grupo entrava no estúdio.

– O que foi? – A voz de Kellan soou preocupada.

– Marc. – Falei apertando a ponta dos dedos na ponte do nariz.

– Marc? Ah sim, Marc Greyson, é o fotógrafo não é? – Ele parecia um pouco confuso.

Eu assenti pesarosa, esse dia não podia piorar podia? Em todo caso achei melhor abandonar esse pensamento antes que um meteoro me atingisse.

– Nunca fotografou com Marc não é? – Perguntei desanimadamente.

– Não, por quê?

– Você vai me entender daqui há algumas horas, não se preocupe. – Suspirei.

– Horas? – Ele perguntou intrigado. – Do que está falando Ashley?

Balancei a cabeça exasperada enquanto observava Marc, aparentemente irritado, resmungar com uma jovem. Por um instante me perguntei o que havia acontecido com o rapaz assustado que o seguia há alguns anos.

– Ashley! – Chamou aquela voz enjoada seguida daquela palma característica e irritante.

Tratei de colocar em meu rosto uma expressão educada, mesmo que tivesse perdido todo o ânimo com aquela sessão. Ele se aproximava com aquela expressão esquisita no rosto.

– Marc. – Respondi. – Como vai?

– Bem, obrigada. – Então ele olhou para o lado.

Notei que ele olhava atentamente para Kellan, de repente ele sorriu, confesso que fiquei surpresa e quase perguntei se estava bem, mas me contive bem a tempo.

– E você quem é? – Perguntou com menos polidez.

Kellan pareceu um pouco desconcertado com a mudança de humor, notei que ele franziu as sobrancelhas. Eu apertei os lábios para não rir.

– Kellan Lutz. – Sua voz pareceu um pouco mais áspera.

– Muito prazer. – Respondeu o sorridente Marc.

Kellan balançou a cabeça em forma de cumprimento e desviou o olhar para a parede mais próxima. Eu estava muito ocupada olhando para ele e me segurando para não rir, por isso me assustei quando Marc bateu as mãos outra vez e notei que Kellan também se assustou um pouco,

Cobri a boca com uma das mãos para ocultar o riso. Kellan olhou para mim apertando os olhos de uma forma um pouco ameaçadora e que fez alguma coisa descer pela minha espinha.

– Vamos! Vamos! O que estamos esperando? — Ver Marc naquele ânimo era muito estranho.

Andei ao lado de Kellan pelo curto espaço que nos separava do cenário enquanto respirava fundo para me recompor, notei que ele havia voltado a me observar, ele sorria um pouco e tinha alguma coisa que estava fazendo seus olhos brilharem. Estava ficando um pouco desconcertada, mas fingi que não havia notado nada.

Chegamos ao meio do cenário e esperamos alguns segundos enquanto Marc dava ordens e preparava seu equipamento, nesse tempo evitei olhar para Kellan – que ainda estava me olhando – por isso observei toda a movimentação.

– Ok! Vamos lá. – Marc começou a falar. – Ashley, suba na réplica do perfume.

É, seria uma sessão muito, muito, muito longa.

Notas finais
E ai? O que acharam do encontro do nosso casalzinho? Me digam o que estão achando da fic, críticas, elogios, comentários e sugestões são muito bem vindos. Aqui vão os links do capítulos: Look Ashley: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=134463074&.locale=pt-br Vestido Ashley: http://bimg2.mlstatic.com/vestido-dourado-ouro-grego-brilho-festa-m-londres-reveillon_MLB-F-3220127826_102012.jpg Kellan: http://4.bp.blogspot.com/-xD4uW68Ciq4/UQBal03rg2I/AAAAAAAAj7k/YQXFqMAk0_A/s1600/kellan-lutz-instyle-man-russia-photo-shoot-07.jpg É isso amores, vejo vocês no próximo capítulo ;*