Notas iniciais
Oi amores, estou de volta. Espero que gostem do cap, nos falamos mais lá embaixo. P.S. Os asteriscos são para identificar a explicaçãozinha que tem lá nas notas finais ;*

Megan e Kristen cantavam animadas enquanto seguíamos pelas ruas enevoadas: Kristen ao volante, balançando a cabeça no ritmo da música enquanto cantava; Megan praticamente fazia uma balada particular no banco de trás; e eu carrancuda e contrariada no assento do passageiro.

Eu notei que elas haviam planejado me arrastar para onde quer que estivessem me levando quando deixaram escapar em uma das minhas perguntas que o maquiador com quem Megan viera já havia saído quando ela alegara que iria com Kristen.

Confesso que tive o pressentimento de que elas estavam aprontando alguma coisa com que eu não concordaria se tivesse algum direito à opinião e isso me deixou temerosa. Com toda a certeza não havia sido uma boa coisa para minha sanidade juntá-las.

– Para onde estamos indo? – Perguntei pelo que me pareceu a vigésima vez nos últimos minutos.

– Vamos comer oras, já te dissemos isso! – Exclamou Megan pausando sua cantoria.

– Eu já entendi isso, mas onde?

– Isso importa Ash? Você vai de qualquer forma. – Argumentou Kristen olhando para mim pelo canto dos olhos, um sorriso zombeteiro nos cantos de seus lábios, Megan gargalhou, cúmplice.

Revirei meus olhos, apoiando a cabeça na janela enquanto observava as pessoas andando pela rua, seus braços cruzados sobre o peito, protegendo-se da ventania, algumas seguravam os chapéus, outras se agarravam firmemente a seus guarda-chuvas, prontos para abri-los a qualquer segundo.

Mesmo que tivessem se passado poucas horas do meio dia o céu estava coberto por nuvens escuras, anunciando que logo a chuva voltaria. A minha fascinação por Londres ainda permanecia intacta, isso se não tivesse crescido, tudo ainda parecia lindo e tinha aquela fascinação que vinha dos encantos, histórias e, ao mesmo tempo modernidades que cobriam a cidade.

Enquanto contemplava aquele lugar consegui acalmar minha mente. Toda aquela agitação, toda a vida que exalava do que agora eu podia chamar de lar fez com que meus problemas, dilemas e pensamentos parecessem insignificantes e eu pude, enfim, me desconectar deles por um instante.

Desconectei-me até mesmo de Kristen e Megan, que ainda cantarolavam e tagarelavam em algum canto distante da minha mente. Concentrei-me apenas nos lugares por onde passávamos, pelas pessoas que seguiam seus caminhos, imaginando suas histórias e seus sonhos.

Perguntei-me o que havia colocado o sorriso encantador no rosto da garota de sobretudo azul, por que o senhor de chapéu parecia tão abatido, o que preocupava um jovem que caminhava com as mãos nos bolsos, o que a garotinha de agasalho rosa falava com a mãe, que segurava sua mão e sorria.

Ter consciência de todos os sentimentos e histórias me fez parecer uma criança birrenta. Eu estava fazendo uma grande bagunça, agindo como se o que eu sentisse fosse a única coisa que poderia importar, mas era mentira, na verdade, nada do que eu sentisse importaria para alguém algum dia.

Reconhecer aquilo enterrou ainda mais meus receios, só para que o impacto que eles causassem fosse ainda maior quando eles retornaram num átimo, todas as teorias e filosofias que eu havia conjecturado por todo o caminho deixaram de fazer sentido.

Isso tudo porque avistei aquele carro familiar e, para meu total desespero, Kristen desacelerava, parando em uma vaga próxima. O que aquelas malditas estavam tramando? Eu simplesmente não estava acreditando que elas me obrigariam a passar mais tempo com ele.

– Nem pensar! Seja lá o que estiverem aprontando podem parar, vou para casa. Agora! – Afirmei cruzando os braços.

– Ah! Anda Ash, não estamos aprontando nada, só vamos comer alguma coisa com a equipe. Estão todos ai. – Argumentou Megan.

Olhei-as acusadoramente, podia ver nos olhos de Kristen que não era só aquilo, ela continuava não sabendo mentir. Franzi o cenho para elas, nem um pouco convencida com a explicação de Megan. Não queria entrar ali, não queria passar mais tempo do que o necessário na presença dele, aquilo não faria nenhum bem às minhas promessas ou à minha sanidade.

– Por favor, Ash... Vamos entrar, só um pouco, não vai ser tão ruim... Estão todos realmente ai. Se você se sentir mal prometo que vamos embora. – Kristen pediu.

– Já me sinto mal Kristen! – Resmunguei me jogando contra o encosto.

Passou-me pela mente que eu estava sendo outra vez uma criança birrenta, mas eu não conseguia reprimir isso, era absurdo o pavor que me tomava e, ao mesmo tempo, toda aquela sensação de coração acelerado, mãos suando, estômago revirando.

– Por favor. – Resmungou Megan.

Eu respirei fundo. “Seja forte Ashley.” Ordenei a mim mesma, tentando fazer isso entrar na minha mente, tentando deixar para trás o receio. “Seja você mesma e curta um pouco, ele não vai insinuar nada na frente de tanta gente, só pare de ser tão neurótica, é uma saída com colegas de trabalho.” Continuei me aconselhando até que, com um suspiro, assenti abrindo a porta e saindo.

Quando fiz isso ouvi duas comemorações que, pelo som, deveriam ser silenciosas, mas acabaram produzindo barulhinhos de animação e logo foram seguidos pelo som de duas portas abrindo e, logo depois, batendo. Dois pares de salto ressoaram, batendo contra o asfalto para que se juntassem a mim.

Ao contrário do que achei que fariam, elas não se agarraram aos meus braços para impedir que eu fugisse. Ao invés disso começaram a andar a minha frente e eu fiquei ainda mais desconfiada e tentada a fugir, mesmo que tivesse que correr até chegar à minha casa.

O único problema foi que, antes que essa ideia se transformasse numa decisão real e eu fugisse sutilmente, a porta do gastropub* a minha frente se abriu e mais uma vez eu me vi hipnotizada por aqueles olhos profundos, repletos de sentimentos desconhecidos e uma agradável surpresa e aquele sorriso fascinante.

Notei que estava parada na soleira da porta por tempo demais, Kristen e Megan já estavam se aproximando da mesa, por isso me forcei a começar a andar até lá, chegando ao mesmo tempo em que Kristen puxava uma cadeira, começando a falar:

– Desculpem a demora, o ser ali estava enrolando. – Falou me apontando com a cabeça.

Com um grande esforço consegui desviar meu olhar dele para direcionar uma careta à Kristen, que riu e me soprou um beijo. Num ato infantil e até meio bobo, confesso, mostrei língua para ela. Uma risada profunda e contagiante se sobrepôs às outras e eu não precisei olhar para saber de onde vinha.

Balancei a cabeça, sorrindo e corada e comecei a procurar um lugar vago que eu pudesse ocupar. E qual não foi minha surpresa ao constatar que o único assento vago era ao lado de Kellan? Lancei um olhar que poderia decepar Kristen e Megan se isso fosse possível.

Hesitei um pouco, mas como não havia mais saída dei a volta na mesa, me direcionando ao lugar vago. Quando eu me aproximei Kellan se levantou, puxando a cadeira para mim e eu me perguntei se ele sempre fazia isso. Corei ainda mais, sentindo o olhar de todos e ouvindo os risinhos abafados.

– Obrigada. – Agradeci num sussurro enquanto me acomodava.

– Não foi nada. – Ele também sussurrou, a voz tão macia que poderia ser um afago.

A cadeira ao meu lado voltou a ser ocupada e um silêncio constrangedor se estabeleceu na mesa, até ser interrompido por uma onda de conversinhas paralelas. Troquei um olhar que esperei que fosse ameaçador o bastante para assustar Kristen.

Ela contraiu os lábios, segurando uma risada e balançou a cabeça, na direção de Kellan antes de se virar e iniciar uma conversa animada com Megan. Baixei os olhos para as minhas mãos, sem saber o que fazer, mesmo que entendesse muito bem o que minha amiga queria dizer com aquele sinal.

– Se me permite dizer, você está linda hoje. – A voz soou em outro sussurro bem perto do meu ouvido.

Eu senti cada pelo do meu corpo se arrepiar e um leve tremor percorreu minha coluna. Gaguejei um agradecimento enquanto, mais uma vez, corava. Eu estava decidida: Mataria Kristen assim que conseguisse sair dali. Isso se ainda tivesse alguma sanidade quando o fizesse.

Eu não sabia o que conversar com ele e nem se me faria bem fazê-lo. Eu já estava completamente inebriada apenas com o cheiro e a voz aveludada dele, eu não precisava de mais nada, não se eu ainda quisesse me manter sã.

Como uma desculpa para não iniciar uma conversa apanhei o cardápio que estava sobre a mesa à minha frente e o abri, fingindo que o lia, mas eu não conseguia, pois sentia o olhar dele sobre mim e isso não ajudava em nada minha concentração.

– Eu recomendo a jacket potato**, é uma das melhores da região. – A voz aveludada voltou a soar próxima ao meu ouvido, tão repentinamente que me sobressaltei um pouco, o que fez com que eu o olhasse, seu hálito de menta acariciando meu rosto. – E o Eton Mess*** também é ótimo.

Eu não consegui formular uma resposta adequada, então sussurrei, baixando o rosto para o cardápio, como se para conferir o pedido – o que era uma total mentira porque não sabia nenhuma palavra que estava escrita ali –, a primeira coisa coerente que passou pela minha mente que não me comprometeria:

– Parece ótimo. – Eu sei, devia ter comentado mais alguma coisa, mas não consegui, ao invés disso voltei a me perder em suas feições.

– Posso pedir para você? – Perguntou gentilmente indicando o garçom que, eu tinha a vaga noção, anotava os pedidos dos ocupantes da mesa.

Nossos olhos se encontraram, era como se eu estivesse com saudades de olhá-los sem nem ao mesmo perceber, porque eu não conseguia desprender-me deles, então apenas assenti levemente e fui agraciada com um sorriso torto, que marcou uma de suas covinhas e fez meu estômago afundar.

Poucos segundos depois uma voz soou, fazendo-nos quebrar o olhar que partilhávamos, e eu imediatamente baixei o rosto para minhas mãos que se torciam em meu colo. Ouvi Kellan fazer o pedido para nós dois – o mesmo, para ser mais exata.

– E o que vão beber? – Perguntou o garçom.

– Hum. O que quer Ashley? – Ouvir meu nome ser acariciado por sua voz fez aquele rubor que tornava-se irritantemente familiar voltar a tingir meu rosto e eu voltei a olhá-lo, tentando evitar seus olhos. – Cider****? – Continuou.

Eu imediatamente balancei a cabeça, sabia que a maioria dos pubs servia essa bebida com um alto teor alcóolico e não seria uma boa ideia ficar bêbada, não quando eu já estava fora de mim.

– Algo menos alcóolico talvez? – Perguntou com um sorriso pairando nos cantos de seus lábios, o que me fez ter vontade de sorrir também.

Eu não sabia por que queria rir, talvez tivesse a ver com o fato de que eu me sentia extremamente leve, mesmo que envergonhada e sem saber o que dizer, e eu me sentia diferente, quase... feliz, só por estar ali com ele, isso me assustou um pouco, mas eu não deixei isso me incomodar no momento.

Tudo o que eu fiz foi pressionar meus lábios, ainda impressionada com a forma como me sentia, e assentir para ele que me perguntou o que eu queria, a voz suave, eu notava que o garçom começava a ficar impaciente, por isso não demorei a responder.

– Ginger beer*****. – Respondi e o lápis voltou a riscar no bloco do garçom.

Kellan pediu um suco para ele – o que achei muito responsável da parte dele, uma vez que ele teria que dirigir – e, como éramos os últimos a pedir ele assentiu, informando a todos na mesa que logo voltaria com os pedidos.

Quando ele virou as costas eu voltei a não saber o que dizer ou fazer, e meus olhos correram automaticamente a minha volta, procurando alguém para conversar que não fosse ele, mas pelo que vi todos estavam envolvidíssimos em conversas paralelas, deixando apenas Kellan e eu fora dos assuntos.

Eu franzi o cenho, olhando na direção de Kristen, que estava do outro lado da mesa, ainda conversando com Megan, e tentei descobrir se elas haviam armado aquilo ou se era coincidência (o que eu duvidei muito). Imaginei também se Kellan participara daquele planejamento.

Ao pensar nisso voltei meu olhar para observá-lo, percebendo nesse momento que ele ainda me olhava, como se eu fosse a única mulher no salão – não posso negar que isso fez muito bem para o meu ego – e tentei descobrir algo em suas feições.

Ele parecia feliz, admirado e satisfeito, seus olhos ainda tinham aquele sentimento que eu desconhecia e que me deixava muito curiosa, mas eu não consegui identificar nada que me dissesse que ele havia planejado aquilo, não havia nada parecido com culpa, apreensão ou receio em suas feições.

Não notei até que acontecesse, mas uma de suas mãos havia se erguido, a ponta de seus dedos traçava uma linha por meu rosto, afastando uma mecha de meu cabelo. Seu polegar acariciou minha bochecha antes que voltasse a recolher sua mão.

Aquela leve corrente elétrica e de calor deixou um rastro pelo caminho que seus dedos fizeram, sentindo o rosto em chamas, voltei a desviar o olhar, mordendo o lábio inferior.

– Te deixo sem graça? – Mesmo que pretendesse soar descontraída senti um leve receio disfarçado em sua voz.

Olhando pelo canto dos olhos notei sua expressão curiosa, a testa um pouco franzida e, sem saber como mentir para ele, assenti. Ainda pelo canto do olho notei que sua boca se abriu um pouco antes que ele voltasse a fechá-la, sua expressão tornando-se um pouco preocupada.

– Me desculpe. – Sua voz soou frágil e realmente arrependida, destoando da pessoa confiante que vira até o momento.

Aquela mudança me fez abrir um pequeno sorriso e a expressão dele mudou mais uma vez, tornando-se intrigada e confusa, o que fez meu sorriso se alargar e, apesar de sua expressão curiosa, vi que os cantos de seus lábios se repuxaram.

– Não precisa se desculpar. – Comentei. – Não me importo. – Complementei deixando mais uma vez a afirmação, que eu não sabia que era verdade até o momento que a pronunciei, escapar.

Eu realmente não me importava, talvez porque suas observações e a atenção que ele destinava a mim fazia com que eu me sentisse lisonjeada e até mesmo especial, eu não sabia por que, mas parecia que ali era o meu lugar: sob seu olhar, por mais envergonhada que estivesse, talvez a vergonha fosse apenas por achar ser menos do que ele deveria estar vendo.

“Ah! Droga Ashley! Tire esses pensamentos ridículos da sua mente!” – Essa é a parte racional e reprimida de mim ralhando, mas é claro que meu lado mais emotivo, volátil e encantado por Kellan não ia deixar barato, então, iniciou-se uma batalha em minha mente.

“Fique quieta sua ranzinza! Qual o problema em ter pensamentos encantadores?” – Respondeu meu lado emocional cantarolando.

“Oras, encantadores? Lembra da última vez que teve esses pensamentos?” – Retrucou minha razão impassível e cruel.

“Não vai ser igual dessa vez... ‘Um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. ’” – Argumentou a parte mais sonhadora de mim.

“Isso definitivamente não é verdade, precisa estudar um pouquinho mais ao invés de ficar devaneando, isso vai te levar a mais dor, e só!”

– Ashley, está tudo bem? – Um sussurro gentil me alcançou ao mesmo tempo em que uma mão tocava gentilmente meu braço.

Só nesse momento notei que a batalha que acontecia em minha mente havia me feito franzir o cenho e torcer um pouco a boca. Tive o cuidado de tentar desfazer essa expressão antes de voltar a olhá-lo, mais uma vez tentando evitar seu olhar.

Eu tinha medo de que ele pudesse enxergar tudo pelos meus olhos, a forma intensa como ele me analisava me fazia ter certeza de que ele poderia e essa intensidade parecia queimar em mim, agindo como um ímã e fazendo nossos olhares se encontrarem mais uma vez.

– Hum, está sim, me desculpe. – Murmurei quando notei que havia passado muito tempo sem responder.

– Tem certeza? – Certificou-se enquanto erguia as mãos e, suavemente, tocava a ruga que havia se formado entre meus olhos, acariciando-a. Minha expressão imediatamente relaxou, como se ele tivesse ordenado que o fizesse.

– Sim, só... Pensando. – Respondi arrebatada com a sensação de seu toque, que agora acariciava minha bochecha levemente.

– Certo, quer falar sobre isso? – Questionou parecendo preocupado. Eu balancei a cabeça alguns milímetros para a direita e alguns milímetros para a esquerda. – Tudo bem, mas se quiser pode me dizer. Pode confiar em mim.

Olhando no fundo daqueles olhos, que pareciam enxergar e entender minha alma, eu não tive dúvidas de que eu podia, mas eu não estava pronto para aquele momento.

– Obrigada. – Sorri um pouco e vi sua expressão preocupada ser eclipsada por um genuíno sorriso.

– Com licença. – Fomos interrompidos pelo mesmo garçom que anotara nossos pedidos, acompanhado por mais dois garçons e uma garçonete que o ajudava a entregar todos os pratos na mesa.

A garçonete era ruiva, tinha um sorriso malicioso e um olhar afiado, direcionado a Kellan que, por sua vez, parecia não lhe dar muita atenção. Eu sentia seu olhar em mim, mas mesmo assim, agindo contra minha vontade e pensamentos racionais, uma de minhas sobrancelhas se ergueu e meus lábios franziram.

Ouvi risadas vinda do outro lado da mesa, fazendo com que eu desviasse meu olhar da mulher que servia um dos assistentes, ainda olhando pelo canto dos olhos para Kellan. Ao virar o rosto notei que ele também voltava sua atenção para o outro lado da mesa.

– Qual a graça? – Minha voz soou um pouco mais agressiva do que eu pretendia ao direcionar o questionamento à Megan e Kristen.

Kristen engasgou-se ao me ouvir, ainda sem conseguir parar de rir e Megan começou a rir ainda mais, as mãos segurando as costelas, como se fossem lhe escapar.

– Ridículas. – Grunhi mais para mim do que para que alguém ouvisse.

– Sabe se elas beberam antes de vir pra cá? – Perguntou a voz aveludada ao meu ouvido.

– Ah não, elas são assim mesmo. A mãe da Kris me contou que ela caiu do berço uma vez, provavelmente aconteceu o mesmo com a Megan. – Sacudi os ombros como se fosse uma explicação racional para a forma como elas agiam.

Fui presenteada mais uma vez com aquela risada profunda e sincera e não pude deixar de sorrir enquanto o observava, seus olhos brilhantes, seus dentes brancos e alinhados aparecendo sob seus lábios, eu não me lembrava da última vez que vi algo tão sincero e puro.

– Vamos comer antes que esfrie. – Sugeri como desculpa para parar de olhá-lo, pegando meu garfo e olhando para o prato à minha frente.

Notas finais
* Gastropub é um pub que serve comidas de qualidade. ** Jacked potato é batata recheada. *** Eton Mess é um tradicional doce que consiste uma mistura de morangos, merengue (ou suspiros) e creme de leite (ou iogurte). **** Cider é uma bebida alcoólica feita a partir do suco de maçã. Apesar de leve tem o teor alcoólico alto. ***** Ginger beer é uma bebida gaseificada que é aromatizada principalmente com gengibre e adoçado com açúcar ou adoçantes artificiais. Tem baixo teor alcoólico. E então, o que acharam? Que lado da Ash está certo? O racional ou o emotivo? Ela está sendo um absurda ou é só medo? E ai, será que ela vai ceder ao Kellan? A opinião de vocês é muito importante. Como de costume ai vão os links: Batata Recheada: http://lh6.ggpht.com/-qB8uLJY4Z8k/U58dfdrltTI/AAAAAAAAH-o/VwkTC5UIk7Q/s1600-h/ndice2.jpg Eton Mess: https://farm5.staticflickr.com/4120/4893579342_02746417c0.jpg Obrigada por lerem meus amores, nos vemos no próximo ;*