Notas iniciais
Oi meus amores, como vão? Primeiro quero agradecer por lerem, mas eu queria perguntar... Vocês acham que vale a pena continuar? Estamos indo para uma nova fase da fic, mas eu queria saber a opinião de vocês. Deixando claro que isso não é um pedido pra comentarem, eu só preciso saber se querem que eu continue ou não. Agoraa, chega disso, vamos ao capítulo e nos falamos mais lá embaixo ;)

Flashes. Eu estava ficando cega com eles e aquilo não ajudava em nada minha tentativa de localizar a figura de Kellan. Eu estava seguindo meus amigos, posando e sorrindo, tentando parecer bem e feliz, mas eu só me sentia apreensiva e nervosa, sentia meu estômago se apertando e meu coração palpitando, eu respirava fundo, tentando me acalmar.

Após o que pareceu um longo tempo alcançamos a entrada, tivemos nossos nomes localizados e adentramos o salão, que estava lindamente decorado, com um belo lustre de cristal e longas faixas de tecido branco, marfim e dourado, pendendo dele em direção aos cantos do salão. Abaixo do lustre havia um espaço vazio, destinado à dança, onde poucos casais se aventuravam.

A banda que ficava em frente à entrada, na beira daquele espaço, tocava uma música suave que preenchia o ambiente e ao redor dessa área estavam diversas mesas redondas, cobertas por linho marfim, decoradas com vasos altos com flores brancas e ornadas com louças brancas, com refinados desenhos dourados e taças.

Segui Kristen [http://atrevida.uol.com.br/upload/imagens_upload/look_premiere_amanhecer_kristen_stewart.jpg], Christopher [http://www.splashnewsonline.com/wp-content/uploads/2013/09/spl615359_003-wm900.jpg] e Megan [http://divadiz.com/wp-content/uploads/2010/01/AnnaKendrick.jpg] para uma dessas mesas que margeavam a pista de dança, escolhendo o lugar que ficava de frente para a entrada e cada uma de minhas amigas tomou lugar nos assentos que me ladeavam. Elas começaram a conversas, falando da decoração do salão e pedindo minha opinião a cada momento, tentando me envolver nas conversas.

Eu [http://cdn02.cdn.justjared.com/wp-content/uploads/2012/08/greene-premiere/ashley-greene-the-apparition-premiere-28.jpg] apenas assentia distraidamente, murmurava ou negava em alguns momentos das conversas, mas pude ver que não estava dando muito certo, porque elas desistiram de tentar, apenas lançando olhares ocasionais em minha direção e eu não me incomodei com isso, apenas continuei olhando para a entrada movimentada.

Homens e mulheres entravam, sorriam, se cumprimentavam e saiam de meu campo de visão para encontrar assentos vagos ou conversar com outras pessoas, eu não me importava com o que elas faziam, porque a única pessoa pela qual eu esperava não apareceu e todo aquele ânimo e ansiedade que eu sentia foi metamorfoseando-se em mágoa e solidão.

Aos poucos o fluxo de pessoas que transitava por aquelas portas foi diminuindo, ficando cada vez menor, até que ele praticamente cessou, limitando-se a uma ou duas pessoas em largos intervalos. Eu suspirei, resignada, deixando que meus olhos caíssem, passando a encarar os desenhos do prato a minha frente.

– Ashley, está tudo bem? – Murmurou Kristen tocando levemente minha mão, sua voz parecendo preocupada e receosa.

Balancei a cabeça, assentindo e murmurei um “com licença” que eu não estou certa de que entenderam, apanhei meu casaco que estava no encosto da cadeira e me levantei da mesa, começando a atravessar o salão na direção das portas de vidro que davam para uma sacada com uma escadaria de cada lado, que levava ao extenso jardim. Parei por um minuto, observando.

No centro do jardim havia uma fonte de mármore imponente, que produzia um borbulhar tranquilizante que eu me permiti escutar por alguns segundos, de olhos fechados, esse borbulhar era acompanhado por sussurros e risos das poucas pessoas que caminhavam por ali, nos ladrilhos pavimentados que formavam caminhos pelo jardim.

O lugar era iluminado por postes altos, de luz amarelada, que seguiam a intervalos regulares, sendo intercalados por bancos de madeira, arbustos e flores, ao fundo, se erguia um pequeno coreto, para onde segui depois de descer a escadaria do lado esquerdo, andando silenciosamente pelo jardim, atravessando-o e me aproximando de meu destino.

O coreto era uma construção clássica, feita de madeira branca, uma pequena escada levava ao seu interior, que era cercada por grades de madeira entrelaçada, formando padrões e as colunas que rodeavam o coreto, sustentando o teto abobadado estavam decoradas com flores brancas e pequenas luzes decorativas, também amareladas.

Adentrei a construção, correndo a mão pela borda da grade e me debruçando ao chegar à direita da construção, de onde eu podia ver o céu decorado pelo pontilhado das estrelas, que se assemelhava muito às luzes que enfeitavam as colunas e o teto do coreto. Apoiei o rosto em uma das mãos, debruçando-me nas grades.

Deixei que minha mente vagasse pelos sentimentos que me quebravam e por mais que eu não os compreendesse eles faziam meu peito se apertar, eu sentia coisas desconhecidas, mas sentia a solidão e o medo dela, eu sentia a saudade e a inconformidade, mas havia sentimentos que eu não compreendia e que pareciam ter o poder de me esmagar.

Uma lágrima caiu de meus olhos e deixei que ela rolasse por minha face, caindo de meu rosto ao passar da linha do meu maxilar. Fechei os olhos, respirando fundo, tentando entender e ao mesmo tempo me repreendendo por fazê-lo. Eu nem mesmo havia aceitado ou alimentado qualquer sentimento, mas eu me sentia quebrada mais uma vez e dessa vez parecia ainda mais avassalador.

– Ashley...

A voz que me chamou era gentil e baixa, mas ainda assim sobressaltou-me. Eu não ouvira sua aproximação, mas ali estava ele, subindo os degraus, o motivo de toda a confusão e a solução para ela. Virei-me lentamente, mas não pude olhá-lo nos olhos, assim, mantendo os olhos baixos, vi que ele usava calça social e blazer pretos e uma camisa branca [http://starcasm.net/wp-content/uploads/2009/11/FP_4025562_RIJ_NEW_MOON_SET2_111609-480x748.jpg].

– Kristen me disse que não parecia bem... – Ele falou enquanto se aproximava cautelosamente, até ficar a poucos centímetros. – Estava chorando. – Constatou secando o rastro úmido que a lágrima deixara em meu rosto. – O que está acontecendo Ashley?

– N-não tem nada acontecendo. Está... Está tudo bem. – Gaguejei em um murmúrio, forçando-me a mentir, mesmo que me sentisse mal por fazê-lo.

– Me diz Ashley, por favor... – Ele pediu erguendo minha cabeça carinhosamente, seus dedos abaixo do meu queixo, me fazendo encará-lo, seu rosto mais perto do que eu me dera conta, há apenas alguns centímetros do meu.

E, de repente, com seus olhos nos meus, seu calor fazendo minha pele formigar e a proximidade dele me deixando inebriada me fez soltar, imediatamente, a primeira coisa que rondava a minha mente, antes que pudesse me deter em uma voz baixa e rápida.

– Por que está me evitando?

Ele expirou, soltando meu queixo e se afastando subitamente, se recostando à grade do lado oposto ao que eu estava próxima, as mãos em seu rosto, escondendo sua expressão de mim e aquilo fez meu coração afundar dolorosamente e eu envolvi meu próprio corpo com meus braços, com medo de me quebrar outra vez.

– Droga. – O ouvi praguejar, a voz abafada por suas mãos.

– O que eu fiz Kellan? – Eu perguntei, com a voz tão baixa que havia a possibilidade de ele não ouvir, mas o único som ali era o do vento e de cigarras nos arbustos e por isso ele me ouviu.

– Você não fez nada Ashley. – Falou deixando que suas mãos caíssem ao longo do seu corpo.

– Então o que aconteceu Kellan? Eu sou sua amiga, pode me dizer qualquer coisa, sabe disso...

Alguma coisa em minhas palavras arrancou um grunhido dele e ele balançou a cabeça, baixando os olhos, mas sem dizer nada, parecia receoso com essa resposta. Eu suspirei e, lentamente me aproximei alguns passos, ficando a alguns passos de distância dele e voltei a falar.

– Senti tanto sua falta... – Admiti.

Ele ergueu os olhos, um brilho neles e em duas passadas estava bem a minha frente, me envolvendo com seus braços. De primeiro momento – surpresa pelo ato repentino – permaneci congelada, mas o calor de seus braços me aqueceu, aqueceu meu coração e o medo de ser despedaçada se foi, junto com todo sentimento ruim que se apoderara de mim e eu o envolvi, retribuindo o abraço.

Ali, nos braços dele, não havia solidão, e aquilo fez com que eu me lembrasse das palavras que minha mãe sussurrara em meu sonho “Aquele com quem não se sente só é aquele que é capaz de te fazer feliz.” Foi o que ela disse e aquilo me aqueceu, me deu esperança, e parecia que todo o medo de me machucar nunca existira.

– Eu estava com medo Ashley. – Ele começou a falar. – Estava com medo de te irritar, de fazer algo errado.

Ergui o rosto para olhá-lo, olhando para seu rosto, tentando entender o que ele queria dizer com aquelas palavras e foi quase instintivamente que ergui a mão para seu rosto, acariciando sua face. Ele fechou os olhos, inclinando levemente o rosto na direção da minha mão.

– Você nunca me irritaria, por que teve esse medo Kellan? – Perguntei com a voz suave e confusa.

– Naquele dia, na casa dos pais da sua amiga, quando tirou a mão da minha e se afastou, acreditei que tinha vergonha de ser vista comigo e aquilo me incomodou... – Ele falou com a voz cadenciada.

– Acho que não é só isso. – Instiguei e ele suspirou.

– Não, não é. – Ele fez uma pausa, fechando os olhos por alguns segundos antes de voltar a me olhar. – Eu não posso mais continuar assim Ashley, eu não consigo mais manter o acordo que fizemos, de que eu seria só seu amigo.

– O que quer dizer com isso? – Questionei atordoada, o meu coração aos saltos.

– Que eu quero ser mais do que isso Ashley. – Respondeu olhando nos meus olhos. – Mas não quero te forçar a nada. – Completou acariciando meu cabelo. – Por isso eu me afastei, porque achei que isso era o que iria querer.

– Achou errado. – Contrapus em um sussurro. – Foi horrível ficar sem você. – Eu respirei fundo, tentando encontrar coragem para continuar a falar, e ele esperou. – Eu não posso prometer que vou te amar Kellan, não posso dizer que serei tudo o que espera, porque eu provavelmente não consiga, nem posso falar que não terei problemas, porque eu sei que algum irá aparecer, mas eu não posso ficar sem você... Eu não sei o que sinto por você, mas sei que não é só amizade e eu não quero te perder... Por favor, não me deixa. – Pedi e ele me apertou entre seus braços com força, e eu deitei minha cabeça em seu peito.

– Nunca. – Ele murmurou e senti que ele beijou o topo de minha cabeça.

Passamos algum tempo ali, abraçados, poderiam ter se passado dias, horas ou minutos, eu não poderia dizer, porque ali, nos braços dele, o tempo simplesmente parava e nada mais importava, apenas o calor que me preenchia, curando cada cicatriz e limpando cada mácula, fazendo-me melhor do que jamais me lembrara de ter sentido alguma vez, como se aquele fosse meu lugar. Eu não tinha pressa, eu não tinha temores. Eu estava onde eu precisava estar.

Mas, depois de algum tempo, sabe-se lá quanto, ele se afastou minimamente de mim, o bastante apenas para me olhar, ele sorria e aquilo me fez sorrir. A felicidade dele era contagiante.

– Ash, quer sair comigo na sexta? – Convidou com a voz doce.

Eu corei e apenas assenti, aceitando o convite e seu sorriso se alargou, marcando suas covinhas. De repente senti suas mãos em meus braços e puxou-os com suavidade, sua mão deslizando até meus pulsos antes de colocá-los em volta de seu pescoço. E antes que eu pudesse lhe perguntar o que ele estava fazendo ele me respondeu.

– Você me deve uma dança. – Ele explicou colocando seus braços ao meu redor.

– Mas não tem música Kellan. – Evidenciei com um sorriso.

Ele deu de ombros, me puxando em um leve balançar e logo estávamos nos movendo em largos círculos, ao som de nossas risadas e em nosso próprio ritmo. Ele me fez girar, sob seu braço e me girou para longe dele, apenas para me puxar de volta para o círculo de seus braços em uma pirueta e eu ria, como uma criança, eu ria, me sentindo feliz.

Eu me sentia dentro de um conto de fadas, eu sabia que não devia alimentar aquela ilusão, porque ilusões chegam ao fim, todavia não pude deixar de sorrir e rir, eu não conseguia deixar aquela sensação de leveza se afastar de mim, aquele zunido em minha mente me dizia que eu estava errando, que eu me magoaria outra vez, mas o restante de mim apenas mandava esse pedacinho calar a boca.

Depois de algum tempo estávamos apenas nos abraçando novamente, ele me olhava fixamente, com um largo sorriso no rosto.

– O que foi? – Perguntei sorrindo.

– Você está tão linda hoje, você é sempre bonita, mas você está excepcionalmente encantadora. – Ele falou me fazendo dar outra pirueta segurando em uma das minhas mãos.

Senti meu rosto se aquecer, eu sabia que minhas bochechas assumiam tons avermelhados e eu baixei o rosto, encarando seu blazer e levando as mãos até ele, alisando sua lapela.

– Você também está muito bonito. – Elogiei com a voz baixa, envergonhada.

– Eu sei. – Falou num tom presunçoso, me fazendo rir e esquecer a vergonha que sentira há poucos segundos.

O vento gelado soprou, me fazendo estremecer, mesmo sob o agasalho que usava e estando envolta nos braços de Kellan.

– Eu não queria aguentar minhas amigas, mas vamos entrar? Está esfriando... – Pedi e ele sorriu, assentindo e soltando-me de seus braços.

Demos as mãos e fomos andando calmamente pelos ladrilhos, conversando, até chegar ao salão. Assim que atravessamos as portas de vidro ouvi dois gritinhos histéricos e uma risada, que atraíram não só minha atenção como o olhar de muitos transeuntes.

Previsivelmente o escândalo vinha de minhas duas amigas que estavam lado a lado, as expressões animadas, Megan parecia prestes a saltitar e Kristen conservava um olhar de “eu te disse”, mas tinha um largo sorriso, atrás delas, próximo à mesa, Christopher ria. Inicialmente corei, mas senti o aperto da mão de Kellan e sorri para ele antes que permitisse que ele me guiasse até a mesa.

Kellan puxou a cadeira pra mim e antes que eu notasse qualquer outra coisa Megan e Kristen se materializaram ao meu lado, sentadas, me analisando e com isso restou a Kellan sentar ao lado de seu amigo. Eu sabia que ambas aguardavam que eu me pronunciasse, mas eu fiquei olhando para Kellan que sorria, provavelmente sentindo a mesma coisa.

– Chris, amor, por que você e Kellan não vão buscar alguma bebida para nós? – Kristen pediu com a voz melosa.

– Claro. – Respondeu amavelmente acariciando seu rosto antes de levantar. – Vamos? – Chamou o amigo.

Kellan olhou para mim, um questionamento em seus olhos e eu assenti discretamente, sabendo que mais cedo ou mais tarde teria que passar pelo interrogatório das duas. Então ele sorriu encorajadoramente para mim antes de se levantar e seguir o amigo.

– Pode começar a falar. – Kristen exigiu.

– O quê?

– Ah! Não se faça de boba... Você e o Kellan estão todos sorridentes e os dois chegaram cabisbaixos, o que aconteceu? Estão namorando? Vocês... – Megan tagarelou até que Kristen fez um sinal com a mão para que ela parasse de falar.

– Anda, fala logo. – Minha amiga insistiu.

– Nós nos entendemos. – Falei como se fosse tudo, embora o sorriso em meu rosto fosse prova o bastante que não.

– E? – Instigou Megan com um movimento de mãos.

– Conversamos um pouco. – Kristen me olhou com uma sobrancelha erguida e eu sabia que ela persistiria até conseguir o que queria. – Ele me chamou para sair. – Admiti e revirei os olhos para o gritinho de Megan e a risada de Kristen.

– Vocês estão namorando? – Megan persistiu.

– Não... – Respondi.

– Ainda. – Kristen completou.

Elas não tiveram mais tempo de continuar com isso, pois Kellan e Chris chegaram com taças e elas se contiveram, embora Kristen e seu namorado ficassem cochichando, as mãos dadas sobre a mesa, provavelmente trocando informações e o restante de nós conversou sobre temas amenos, porém eu notara o olhar de Megan vacilando malicioso entre nós dois.

– Boa noite. – Uma voz familiar à maioria de nós soou e ao erguer os olhos encontrei Robert [http://cdn.vogue.mx/uploads/images/thumbs/201221/la_65a_edicion_del_festival_internacional_de_cine_de_cannes_216907949_800x1200.jpg] às costas de Megan.

– Robert, eu achei que não viria mais. – Kellan cumprimentou o primo com um aperto de mãos.

– Posso me juntar a vocês? – Questionou.

Vi que ele olhava para Kristen e Christopher, mas não havia mágoa em seus olhos, ele parecia apenas confirmar algo que já sabia e eu vi, comparando os olhares de Chris na direção dela, com os que eu vi Robert lhe lançar no dia em que fomos ao seu escritório, que ela fez a escolha certa.

– Claro. – Christopher respondeu com um sorriso amigável cumprimentando o amigo logo em seguida.

Quando ele se sentou, ao lado de Megan, notei que ele lançou um olhar na direção dela, que o olhava também, parecendo retribuir o interesse, mas sem trocar nenhuma palavra e decidi intervir.

– Robert, conhece a Megan? – Perguntei e ele negou com a cabeça. – Bem, essa é a Megan, nossa amiga e Megan, esse é Robert, amigo e empresário. – Fiz as honras.

– É um prazer. – Robert pegou sua mão e depositou um beijo em seu dorso.

– Igualmente. – Megan responde, os olhos nele.

Kellan estava a minha frente, por isso o vi levantar e dar a volta na mesa até estar a minha frente.

– Quer dançar? – Convidou estendendo uma mão.

Eu sentia o olhar de todos na mesa em nós e, por isso, não olhei, apenas assenti e o segui até a pista, onde ele colocou uma mão em minha cintura e a outra segurou a minha perto de seu coração, minha outra mão repousando em seu ombro. Assim começamos a bailar.

– Estava achando meio injusto ficar longe de você. – Ele falou, me fazendo sorrir e continuamos a dançar, sem dizer mais nenhuma palavra.

Depois de algum tempo voltamos à mesa, encontrando apenas Kristen e Chris, de acordo com eles os outros dois estavam dançando. Kellan sentou-se na cadeira próxima a mim e nós quatro começamos a conversar, todavia, algum tempo depois decidimos ir embora e nos levantamos, começando a procurar Megan.

Nós a encontramos a um canto, nos braços de Robert e a chamamos para ir embora, mas ela não parecia muito disposta a isso e nem Robert a deixá-la ir, uma vez que nos garantiu que a levaria para casa depois.

Em meio a risadas e brincadeiras fomos até o estacionamento, onde Kellan se ofereceu para me levar e eu aceitei, com um aceno, ignorando as provocações de Kristen.

Ele me ajudou a entrar e logo estávamos em movimento, passando pelas ruas escuras de Londres. Começamos a conversar, mas alguma coisa me veio a mente e eu perguntei antes que pudesse me recriminar.

– Kellan, quando você descobriu que não queria ser só meu amigo?

– Eu acho que sempre fui deslumbrado por você... – Ele admitiu me lançando um sorriso. – Mas o momento que eu notei... Acho que foi na hora que você cantarolou aquela música, lembra?

Assenti e corei, lembrando-me do dia da sessão, quando ele estava me levando para casa e a música “Heart by Heart” tocou e imaginei o que naquela música o tinha feito notar aquilo e ao mesmo tempo me perguntei se minhas amigas estavam certas e eu estava mesmo me recusando a enxergar algo.

Mas espantei aqueles pensamentos para longe, não queria deixar a dúvida macular a sensação de plenitude, de que tudo estava enfim se encaixando. Permaneci algum tempo em silêncio, absorvendo tudo aquilo antes de voltar a falar, conversando sobre os planos de Elizabeth para o Natal e sobre Julie, até que paramos em frente ao meu prédio e eu me virei para ele.

– Então nos vemos sexta?

– Com certeza. – Ele confirmou abrindo um sorriso deslumbrante.

– Diga a Julie que logo marcaremos um dia para nos encontrarmos para aproveitar que ela está de férias. – Pedi.

– É claro, ela vai ficar muito feliz. – Ele falou e estendeu uma mão, acariciando meu rosto. – Linda. – Ele sussurrou, me fazendo corar.

– Obrigada por me trazer. – Agradeci, mas ele me olhou com uma sobrancelha erguida. – Ops.

Ele abriu os braços, em um convite e eu me aproximei, permitindo que ele me envolvesse mais uma vez em seus braços.

– Nos vemos logo. – Murmurei em seu ouvido antes de beijar seu rosto, deixando uma marca de batom em seu rosto. – Te sujei, me desculpe. – Pedi me afastando, tentando limpar a marca com um polegar, mas só conseguindo borrá-la um pouco.

– Ei, não tem problema. – Garantiu segurando minha mão e depositando um beijo nela, os olhos presos no meu, deixando-me atônita por um momento e me fazendo piscar várias vezes para voltar a mim.

– Tchau. – Me despedi em um sussurro.

– Tchau. – Ele respondeu com um sorriso e eu me virei, abrindo a porta.

Atravessei a calçada e olhando por sobre o ombro constatei que ele ainda continuava parado ali, acenei, com um largo sorriso antes de me virar para entrar e só então ouvi o carro arrancar.

Notas finais
E aí o que acharam? Desculpem os links no meio do capítulo, mas alguns links não estavam querendo ficar. No próximo capítulo teremos o encontro dos dois... Espero que estejam gostando, aguardo a resposta de vocês para a pergunta que fiz nas notas iniciais ok? Obrigada por lerem ;*