Reaper Of Hades
8 Carros E Rumo A Detroit
Notas iniciais
Pov Leo
Emy estava dormindo ao meu lado no ônibus, Caio estava com os olhos fechados mais eu sabia que não estava dormindo, Lotte olhava pela janela.
Gaia... Ela com certeza iria voltar, não tinha mais nem uma duvida depois que os nascidos da terra apareceram, eu estava dolorido por conta da batalha, me sentia estupido de ter deixado Emy levar aquele soco de Agis. A olhei dormia tranquilamente, seu rosto encostado em meu ombro, respiração calma, não devia estar sonhando, eu a amava, mais tinha medo de me declarar, quando a conheci, não sabia como falar com ela, então fingi que a odiava para ter uma forma de falar com ela, eu não tinha medo de varias coisas, enfrentar um Drakon, lutar contra Gaia, morrer, mais eu tinha medo de ser rejeitado por Emy, as chances eram grandes.
O ônibus parou em frente ao terminal, chegamos à Nova York, Lotte acordou Emy que rapidamente ficou vermelha quando viu que estava apoiada em meu ombro, talvez um dia eu me declarasse para ela.
Devia ser umas 04h da manha, andamos uns três quarteirões e chegamos ao hotel, subimos de elevador até o andar do apartamento de Caio.
– Vamos dormi, depois conversamos sobre o que fazer. — disse Caio assim que entramos, todos foram para os seus quartos isso não inclui o menino que ficou na sala.
Deitei-me e logo adormeci, infelizmente tive sonhos.
Eu estava novamente sujo de terra, suor e sangue, no mesmo local, porem dessa vez consegui ver que era realmente um deserto que não tinha fim, não importa para onde eu olhava a areia não acabava.
Andei pelos semideuses procurando Emy e Charlotte, novamente as achei e nada de Caio, olhei para o mesmo lugar que da ultima vez em que vi o exercito de Gaia e o vi porem dessa vez ele estava maior, e parecia que ficava maior a cada segundo.
O mesmo buraco me sugou para a escuridão, a voz de Gaia chegou aos meus ouvidos dizendo a mesma coisa ’’Eu estou voltando e me vingarei’’.
Acordei suado, olhei no relógio que ficava em cima do meu criado-mudo, 08h, me levantei e tomei banho e fiz a minha higiene bucal, vesti uma camisa e shorts.
Andei pela casa para ver se tinha alguém acordado, mais nada, Caio não estava em casa, devia ter saído para compra alguma coisa, comida talvez, me lembrei como ele parecia abalado nos dois últimos dias, ele tinha dito que teve um péssimo sonho, devia ter sonhado com Mariko se esse fosse o caso eu sabia onde ele estava.
Resolvi ir falar com ele, coloquei jeans e um all star, passei pela cozinha e peguei um pacote de salgadinhos Fonzi, quando cheguei à sala parei e observei a foto de Caio e Mariko abraçados, sai do apartamento e peguei um taxi e pede para me deixar em uma praça.
Avistei Caio olhando uma fonte de dois cupidos com seus arcos formando um coração, ele estava de jeans, moletom preto e eu nem preciso dizer o que ele estava calçando não é mesmo? Isso mesmo acertou quem disse all star.
Cheguei ao seu lado e ele não pareceu me notar, olhava melancólico para o seu reflexo na agua da fonte.
– Caio, há dois dias quando você me disse que teve um sonho, foi com ela que sonhou? — perguntei, era um droga tocar nesse assunto mais era necessário.
– Foi. — respondeu ele com amargura na voz.
– E como foi? — perguntei.
– Uma droga eu a vi morrer tantas vezes que eu não consigo fechar os olhos sem a ver me olhando com medo, chamando o meu nome a espada sendo cravada em seu pulmão, e então eu corro em sua direção a pego e viajo pelas sombras com ela, e então quando eu fiz de tudo para salva-la ela morre me olhando. — me contou Caio abalado.
– Olha eu sei que você se sente culpado por isso, eu também senti quando minha mãe morreu e ainda me sinto. — disse a ele tentando o conforta.
– Você sabe por que eu vim aqui né? — ele me perguntou dando um sorrido triste.
– Era a praça favorita dela. — eu respondi sorrindo.
– Sim, Leo, era, vamos voltar para casa. — ele disse e fomos andando até o hotel.
Charlotte e Emy estavam na cozinha quando chegamos, as duas nos olharam e Caio deu de ombros e foi para o quarto.
Eu me sentei e comi uma fatia de bacon de Lotte.
– O que aconteceu? — a menina perguntou, eu não podia contar a elas, tinha dito a Caio que não falaria nada.
– Nada, só fomos dar uma volta por ai. — disse do jeito mais normal que consegui.
– Ata. — disse Lotte e voltou a comer seus bacons mais não pareceu convencida.
Emy me olhou e eu olhei de volta, ela levantou as sobrancelhas, eu mostrei língua e ela me imitou.
– Ah, por favor, se assumem logo. — Lotte falou e saiu indo para o seu quarto, Emy levantou e foi para a sala, eu suspirei e comi os bacons que Charlotte deixou no prato.
Pov Charlotte
Os meninos estavam aprontando alguma coisa, eu sabia disso, e não saber o que era me deixava frustrada, me deitei e não demorou muito para eu pensar na garota da foto, será mesmo que estava com ciúmes dela?
Não consegui achar a resposta, Emy entrou no quarto, pegou alguma coisa no criado-mudo o seu livro e se deitou, começou a ler, ela ainda estava com a barriga vermelha por conta do soco de Agis, tinha me mostrado de manha quando acordamos.
– Ei Lotte. — me chamou Emy sentando em sua cama de pernas cruzadas.
– Sim. — eu disse.
– Eu me esqueci de perguntar o que aconteceu ontem depois que alguém me deixou atrás daquela caixa. — disse Emy deixando claro que era para eu contar.
– Tudo bem eu te conto, primeiro eu te deixei atrás da caixa. — eu disse com desdém.
– Eu sabia. — falou Emy parecendo esta relembrando a memoria.
– E depois disso Leo se escondeu atrás do trono, Agis jogou uma caixa em Caio mais ele se protegeu ficando atrás de uma viga, e então foi a minha vez de ser o alvo de Agis, mais Caio chegou na hora certa e cortou a caixa em dois pedaços, e depois disse ‘’viu eu disse que ia te proteger’’ depois ele atacou o homem que defendeu e atacou Caio se abaixou e deu um soco no queixo dele e um no estomago tão forte que ele foi parar sentado no trono. — eu disse para ela, Emy pareceu surpresa.
– Nossa que forte hein. — ela disse com os olhos arregalados.
– E depois ele conseguiu a informação que Gaia quer alguma coisa que tá em Detroit e Caio o matou. — eu terminei de contar a ela.
Os meus pensamentos se voltaram novamente à garota da foto, soltei um suspiro cansada.
– Emy, será que tem alguma chance de eu estar mesmo com ciúmes da menina da foto? — murmurei, o meu rosto ganhando uma coloração vermelha.
– Não sei Lotte, depende de você, o que acha que sente? — me perguntou Emy sorrindo de forma verdadeira.
Uma batida na porta chamou a nossa atenção.
– Quem é? — Emy perguntou sem tirar os olhos do livro.
– Sou eu Leo, reunião sobre a profecia na sala de reuniões agora. — disse Leo e depois ouvimos sons de passos enquanto o garoto ia para o lugar.
Acho que vamos para Detroit hoje, pensei que iriamos ter alguns dias de descanso mais pelo visto eu me enganei.
Entramos na sala de reuniões, Leo e Caio sentados em cadeiras de rodinhas girando pela sala como duas crianças.
– Bem parece que estão se divertindo. — eu disse com sarcasmo, eles pararam de brincar e me encararam.
– Bem, se sentem. — disse Caio e nos sentamos. — acho que Leo já avisou sobre o assunto da reunião.
– Já. — eu respondi querendo saber logo o que iriamos fazer.
– Vamos ter que ir para Detroit ainda hoje. — Caio disse e nos o olhamos com um olhar de injustiça. — Ei eu sei que todos queriam descansar mais Gaia não vai ficar sentada nos esperando, precisamos achar isso primeiro do que ela.
– Tudo bem por mim. — disse Emy casualmente. — Charlotte?
– Eu não tenho escolha. — respondi.
– Não preciso nem responder. — disse Leo sorrindo como sempre.
– Então vamos nos preparar dessa vez vamos em meu carro e iremos armados. — Caio disse e logo saiu, Leo abriu um sorrindo de orelha a orelha.
– Eu amo andar no carro do Caio. — ele disse parecendo uma criança quando ganha um presente.
Sai um pouco triste da sala, afinal eu não queria ir para mais uma aventura, isso me cansava, não faz nem quatro dias de busca e eu já quase morri duas vezes, Caio me salvou de ambas, entrei em meu quarto e peguei a minha mochila, coloquei roupas, ervas que serviriam para fazer remédios caseiros, e logico maquiagem.
Fiquei na sala sentada esperando o resto das pessoas, Emy saiu da sala de reuniões e respirou fundo, e foi para o quarto, sons de passos atrás de mim fizeram que eu me virasse e visse Caio pela primeira vez olhando diretamente para a sua foto com a menina, ele tinha um olhar melancólico como doesse olhar para aquilo.
Caio ajeitou a mochila nas costas e se sentou ao meu lado, depois de um desconfortável tempo em silencio ele fez o favor de quebrar.
– Você foi muito bem ontem. — ele me elogiou sorrindo.
– É você também não foi nada mal. — eu falei sendo sincera. — obrigada.
O garoto pareceu não saber por que eu disse obrigada mais por fim se lembrou.
– Não foi nada, você esta bem? — ele me perguntou preocupado.
– Estou, só alguns arranhões. — respondi.
– Não foi isso o que eu quis dizer. — falou o garoto, o silencio se instalou, Caio o quebrou novamente. — eu quero saber se esta tudo bem você pareceu sabe abalada quando eu matei Agis.
– Eu só fiquei surpresa. — menti de fato o que Caio fez me deixou de certa forma abalada.
– Te garanto que ninguém vai se machucar seriamente enquanto eu estiver aqui. — ele disse sendo positivo devia ter percebido que eu menti.
– Você não pode garantir isso. — eu retruquei.
– Então vou te provar. — ele respondeu confiante, o que não era nada bom por que pelo que eu sabia dele, ele nunca fugia de um desafio.
Leo apareceu na sala e logo depois Emy, os dois trocaram um olhar de cumplicidade tentando esconder algo de mim e Caio, o garoto não percebeu mais eu sim, teria que conversar com Emy mais tarde.
– Então vamos. — disse Caio e ao contrario de todas as vezes que usamos o elevador, Leo apertou o botão do estacionamento que ficava um andar abaixo do saguão.
A porta prata do elevador se abriu e todos saímos, o lugar era grande e tinha veículos de todos os tipos, enquanto caminhávamos para o carro de Caio, eu vi uma Ferrari, e outros carros de marcas famosas, cheguei até a ver um fusca.
– Aqui esta a belezinha do papai. — disse Caio olhando para um carro vermelho com detalhes brancos.
– Ah o Dodge charger R/T nunca falha. — disse Leo com humor.
– Coloquem as mochilas no porta-malas. — Caio falou e pegou a chave do carro no bolso de seu jeans e apertou um botão que destrancou o carro.
Colocamos as nossas coisas onde o garoto mandou e entramos no carro, eu e Emy ficamos nos bancos de trás e os meninos na frente. Caio é quem iria dirigir, ele colocou a chave num espaço e ligou o carro, o motor roncou como se estivesse com fome de velocidade.
– Ah como eu senti saudades desse motor. — disse o garoto parecendo uma criança.
Ele pisou no acelerador e colocou na primeira marcha, o carro começou a andar e Caio o guiou até a saída, subiu à rampinha e dirigiu pela cidade até estamos em uma estrada.
Depois de algumas horas Emy se lembrou de uma coisa importante.
– E a comida? — ela perguntou.
Caio fez uma expressão de surpresa e Leo tossiu.
– Acho que vamos ter que para em um posto deve ter uma lojinha e nos compramos comida lá. — eu disse, Caio me olhou pelo retrovisor interno do carro e sorriu.
– Certo vamos fazer isso, uma hora a gasolina vai acabar então eu vou encher logo o tanque. — ele disse, Emy pareceu ficar em duvida sobre alguma coisa e então disse.
– Caio será que eu poderia fazer uma pergunta? — o menino assentiu com a cabeça sem tirar os olhos da estrada. — Todo semideus sabe que aparelhos eletrônicos chamam a atenção dos monstros além do cheiro, eu ainda não entendi com varias dessas coisas no seu apartamento e o cheiro de quatro semideuses como ainda não fomos atacados lá?
– Bem Emy, eu podia falar que é sorte mais não é, o apartamento é protegido por um feitiço assim como esse carro, que cria uma barreira e quanto estamos dentro da barreira ela disfarça o nosso cheiro e permiti o uso de aparelhos eletrônicos. — o garoto disse enquanto estacionava em um posto. — Leo vai com as meninas comprar comida enquanto eu encho o tanque.
Todos saíram do carro e nos três fomos para a lojinha, Leo pegou salgadinhos, Emy trouxe latas de refrigerantes e eu alguns comida saudável como batatinhas e verduras.
Pagamos o caixa com o cartão de Leo, e fomos para o carro, Caio estava sentado no capo olhando a vista.
– Vejo que fizeram uma boa compra. — ele disse se virando para nos. — deixem o que vamos comer depois no porta-malas, Leo me de um desses salgadinhos.
Fizemos tudo como combinado e partimos para a estrada, tomando refrigerante e comendo besteiras, o clima era agradável eu me sentia confortável, o que passamos nesse curto espaço de tempo aproximaram todos, Leo e Emy conversam como nunca, formávamos uma família.
– Eu ainda não endento como vocês tem tanto dinheiro. — disse Emy ainda rindo de uma piada que Leo tinha contado.
– Como ficamos muito tempo no mundo mortal precisamos de dinheiro para comer, e pagar despesas com as missões, Hades nos dá salario. — explicou Caio.
– Agora eu entendi. — disse Emy e depois soltou um assobio. — parece que Hades é mais legal do que achávamos.
Leo olhou Emy de soslaio.
– É uma vida boa mais cheia de perigos nunca se sabe quando você vai morrer em uma missão. — disse Leo parecendo se lembrar de alguma coisa.
– É nunca se sabe. — Caio concordou com Leo. — como daquela vez em Las Vegas Leo lembra?
– Como eu poderia me esquecer. — disse Leo sorrindo. — aquele Drakon tinha tantos dentes afiados que eu quase liguei para o dentista. — então nos rimos.
Mais algumas horas e nos chegaríamos a Detroit, porem dessa vez estavamos preparados e nos distraindo durante o caminho.
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