Reaper Of Hades
9 Detroit, Icendios E Quimeras
Notas iniciais
Pov Leo
Fazia uma hora em que chegamos a Detroit, estava escurecendo seria perigoso andar por ai mais decidimos arriscar, afinal todos mesmo sem terem dito queriam sair dali o mais rápido possível. Era por isso que estavamos andando pela cidade aleatoriamente esperando alguma coisa chamar a nossa atenção ou então algum monstro.
Pus as mãos no meu cinto, eu tinha conseguido fazer coisas maiores caberem ali, como a minha espada.
– Espero que isso não demore. — disse Emy com ar de cansaço.
Charlotte apontou para uma loja de antiguidades.
– Aquela loja. — ela disse ainda apontando.
– O que tem ela? — Caio perguntou.
– Não sei mais alguma coisa parece estranha. — Lotte respondeu.
– Que tal darmos uma olhadinha. — disse o menino indo em direção à loja.
– Vamos invadir uma loja? — perguntou Emy.
– Não só vamos entrar sem sermos convidados. — eu disse sarcástico e ganhei um soco no ombro.
– Ei vocês vão ficar ai. — Caio disse. — Vamos à loja ta fechada, ninguém vai ver.
Caio entrou em um beco escuro do lado da loja.
Sem opção fomos para o beco, e passamos pelo lugar e fomos para trás da loja que tinha uma porta, entramos, pois estava aberta. O buraco na maçaneta indicava que Caio tinha usado sua benção para abrir.
A loja era bem aconchegante, mesmo no escuro, eu conseguia ver por conta da benção, tinha vários objetos antigos e outras coisas.
– Cuidado para não fazerem barulho. — eu disse para Emy e Lotte.
Fiz uma chama aparecer na minha mão para iluminar, consegui ver Caio olhando para um objeto em especial.
– Venham aqui. — o garoto falou sorrindo.
Fomos até lá e eu consegui ver o que Caio olhava com tanta atenção, um livro antigo cheio de poeira, era de capa cinza com letras gregas.
– O que é isso? — perguntou Lotte olhando o livro.
– Um livro de feitiços, mais não qualquer um, era da própria Hécate. — respondeu Caio. — Com certeza é isso que Gaia procura Charlotte se não fosse por você iriamos passar pela loja sem prestar atenção.
– Obrigada eu acho. — disse Lotte corando.
– Então quer dizer que a missão acabou? — perguntou Emy.
– Não Emy não acabou, embora isso seja valioso para Gaia e seu aliado desconhecido não acho que isso seja o que é citado na profecia. — respondeu Caio.
– Pelo menos foi fácil, nada de monstros. — eu disse sorrindo.
E então tudo deu errado, começou quando a loja aparentemente começou a pegar fogo do nada, Caio pegou o livro e o jogou para mim, eu o guardei no cinto.
– Mais que merda foi essa? — Caio falou e tentou abri a porta da frente. — droga como eu sou burro esta trancada.
O menino pegou a sua espada no bolso e apertou o botão a lamina emergindo do bastão, Caio cortou a porta ao meio.
– Vamos vai explodir. — eu gritei olhando para um objeto que usava gasolina, todos saíram da loja correndo, Emy tropeçou e caiu no chão.
– Droga Leo pega ela rápido. — disse Caio segurando Lotte para a menina não correr.
Eu corri e ajudei Emy a levantar, peguei ela pela cintura e carreguei não daria tempo, então a explosão aconteceu, fomos lançados a metros de distancia do lugar.
Eu rolei com Emy pelo chão, a larguei sem querer e rolei mais um pouco, sai com alguns arranhões mais não estava preocupado com isso, me levantei rapidamente e fui até Emily que estava jogada no chão.
– Emy, vamos se levante. — disse ajudando ela a se levantar. — você esta bem?
– Sim, cadê Caio e Charlotte? — ela me perguntou.
– Aqui. — ouvimos a voz de Lotte. — todos bem?
– Sim. — falamos em coro.
Fomos até os dois e vimos que eles também tinham alguns arranhões.
Caio olhava para o que restara da loja atentamente.
– Leo com certeza não foi você que começou o fogo. — disse o menino eu confirmei com a cabeça. — alguém fez isso e ainda esta perto.
– Tudo bem então o que fazemos? — Lotte perguntou olhando para os lados.
– Nada temos o livro seja quem for vira atrás de nos só temos que esta espertos quando isso acontecer. — Caio respondeu.
– Você é inteligente demais, será o primeiro a morrer semideus imundo. — disse uma voz sombria saindo da loja.
O fogo não a queimava, não tinha nem um arranhão sequer, a mulher loira nos encarava com desprezo e nojo.
– Quem é você? — perguntou Caio com ira na voz.
– Isso não vem ao caso, você só precisa saber que eu sou o ultimo rostinho lindo que vera na sua vida. — respondeu a mulher, realmente ela era linda mais devia ser só um disfarce.
– Eu sou vou perguntar mais uma vez e se eu receber a mesma resposta eu é que vou ser o ultimo rostinho lindo que você vai ver. — disse Caio sorrindo. — Quem é você?
– Já que insisti tanto eu sou a original, a melhor, aquela que te matara, eu sou a Quimera. — respondeu a mulher sorrindo maleficamente.
Caio começou a rir alto como um psicopata.
– Você vai me matar? — perguntou retoricamente. — me desculpe mais sabe quantas Quimeras eu já matei?
– Humf... Nem uma delas tem a minha força nem é inume a fogo. — falou a Quimera.
– Eu ainda posso te matar tranquilamente nunca tive poder de fogo. — sorriu Caio, pegou o cabo da espada em seu moletom preto e apertou o botão, a lamina emergiu. — vamos ficar aqui parados olhando um para o outro ou vamos lutar?
– Com certeza te matar. — disse a mulher e se transformou na maior Quimera que eu já vi, tinha talvez uns cinco metros.
Ela atacou Caio com a cauda e ele desviou.
– Isso é tudo o que tem? — Caio a provocou.
– Não, agora é com você parceira. — Quimera disse em de sua voz normal de mulher com nojo e desprezo sua voz parecia a de um verdadeiro monstro.
Outra mulher pelo menos na parte de cima apareceu ela tinha cabelos de serpentes, e corpo de Drakon.
– Campe. — disse Caio. — corram.
Começamos a correr e as duas vinham atrás de nos.
– O que foi semideus está com medo? — provocou a Quimera
– Se chama plano B sua idiota. — disse Caio e sumiu na escuridão viajando pelas sombras apareceu sobre a Quimera é caiu com a espada atravessando o seu corpo.
Quimera gemeu de dor e virou pó, Campe iria pisar em Caio, mais Lotte lançou uma flecha e o monstro se distraiu.
E ele deixou Caio de lado e veio para cima de nos, o corre-corre recomeçou Caio ia atrás de Campe lançando kunais, Lotte na frente lançava flechas, Emy agulhas de gelo e eu bolas de fogo.
Em determinado momento eu e Caio tentamos um ataque pelos lados, ele pela esquerda e eu à direita, porem Campe atacou nos dois de uma vez e eu fui lançado até para em uma parede de um prédio, Caio teve menos sorte ele atravessou a parede de um prédio e desapareceu.
– Charlotte. — eu gritei, a menina parou de lançar flechas em Campe e veio até mim, deixando Emy sozinha com o monstro. — vai ver se Caio esta bem eu e Emy cuidamos de Campe.
A garota entrou no buraco deixado por Caio, chamas apareceram os meus punhos.
Fiquei do lado de Emy, mais dava errado a nossa combinação, pois eu acabava derretendo o gelo, teria que apelar para algo mais forte.
– Emy distrai o monstro. — disse e ela correu jogando as suas agulhas.
Das palmas das minhas mãos saiam chamas que iam caindo no chão, concentrei todo o fogo e comecei a pensar em um dragão.
O fogo começou a se juntar e tomar forma, então logo na minha frente estava um grande dragão de fogo.
– Emy sai dai. — gritei para ela, a menina veio até mim, estava machucada, tinha muitos arranhões e alguns cortes pelo corpo, corremos deixando o trabalho com o meu dragão.
Pov Charlotte
Andei pelo buraco que Caio tinha deixado, parecia um túnel, estava escuro mais eu conseguia ver uma luz sem sarcasmo no fim do túnel.
Andei até lá e era o fim do prédio, entre o espaço entre um prédio e outro, Caio estava de quatro tossindo sangue, era tanto liquido vermelho que já formava uma poça.
– Caio. — o chamei andando até ele.
– Droga de Campe. — ele resmungou, tinha um corte no supercílio.
– Você precisa de um pouco de Ambrosia. — eu disse e tirei um pouco do bolso da minha calça.
Dei para ele, o menino comeu e seus cortes foram se fechando mais alguns arranhões ficaram ele se levantou.
– Emy e Leo? — me perguntou, eu tinha esquecido eles.
– Eu não sei Leo me mandou vir aqui. — disse começando a me preocupar. — eles devem ter dado um jeito.
– Tamara que sim. — ele disse.
Voltamos para rua pelo túnel, não vimos Leo nem Emy, mais sim um dragão de fogo lutando contra Campe.
– Leo, garoto esperto. — disse Caio sorrindo. — vamos eles não estão aqui.
Corremos as ruas procurando os dois, os achamos em um beco bem longe de onde Campe estava.
– Emy. — disse a abraçando. — esta tudo bem?
– Sim, Leo fez um dragão de fogo, foi muito maneiro. — disse a menina rindo.
– Leo, se não fosse as minhas aulas, você nunca conseguiria fazer isso. — Caio disse, Leo sorriu.
– Talvez. — Leo falou rindo.
– Precisamos ir. — Caio falou. — Leo o livro esta seguro?
– Sim, eu coloquei no meu cinto. — respondeu Leo.
Depois de uns trinta minutos correndo e olhando para trás, chegamos ao lugar onde tínhamos deixado o carro, entramos com presa e Caio saiu correndo a 180k/h para fora da cidade, mais uma missão tinha dado certo, eu ainda estava com medo pela profecia mais tínhamos conseguido fazer tudo certo até agora, me permiti sorri, por tudo que passei nesses últimos dias, Caio me olhava pelo retrovisor interno, quando percebeu que eu o olhei desviou o olhar para a estrada, talvez Emily estivesse certa afinal.
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