Realizing A Dream
2 Prontas?
marina afastou alguns passos. — Vocês vão me ver muito ainda. comentou se afastando. — Eu costumava a te achar mais esperta. riu mari marina fez um gesto displicente com uma das mãos e se afastou. Observamos a garota se afastar até sumir de nossas vistas. Ao a ver sumir em meio a multidão de alunos, eu suspirei cansada, tornando meus olhos para as meninas. — Dessa vez eu quase que não consegui segurar meu punho. comentei fechando os olhos. — Sabe de uma coisa? perguntou tai — Ela admitiu só o que a gente suspeitava, ela deu a droga pra ele. Abri os olhos para poder encarar tainah. — O que importa é que não vamos mais ver essa godzilla comentou mari.
Concordamos com a cabeça e olhamos de relance para mila que ainda conversava com um dos garotos que ela dizia-se afim. Sorri com isso, ver ela finalmente bem, era algo bom. Era algo que trazia sensações boas a mim e as meninas. Na época em que tudo aconteceu, foi duro ajudar mila, porque ela mesma não queria ser ajudada. Ela não queria acreditar em tudo que acontecia. Tornei meus olhos para as meninas, elas assim como eu analisavam mila. — Vocês acham... comecei que devemos contar a ela? Elas voltaram os olhos para mim e ficaram em silencio. — Quer dizer... é irmão dela, nada mais que justo ela saber que marina ainda vê ele. disse baixo. Desviamos nossos olhos mais uma vez para mila e voltamos a nos encarar. — Há males que vem para o bem. Talvez seja preciso contar, mas não necessário. — tainah e seus dilemas. Vai entender, ler de mais causa isso nas pessoas, fazem elas dizerem enigmas que só uma civilização mais avançada entenderia. — Na nossa língua isso significa que... — mari sempre perguntava o que vinha a mente, nunca precisávamos nos preocupar em esconder nossa curiosidade. mari sempre dava um jeito de mata-la. tai revirou os olhos. — Vocês querem ver mila triste novamente? perguntou. Sempre quando tai tem algum tipo de teoria em mente ela gesticulava com as mãos, e isso era exatamente o que ela estava fazendo agora. Quero dizer, ela voltou à pouco a ser quem ela era antes. Quando sua mãe se foi, vimos o quanto ela estava triste, mas ao perder o irmão para as drogas... imagine, só aumentou aquilo. Em quem ela se apoiaria? perguntou olhando para cada uma de nós. — Claro ela tinha nós, mas ela precisava de um apoio familiar... — Ok, e até agora você só disse o que a gente já sabe. comentei cruzando os braços. — Então ela me encarou. -, você prefere contar aquilo que ela prefere esquecer, ou mergulhar ela novamente em seu mar de tristezas? — Pobre camila — comentou thai enquanto seus olhos divagavam sobre os vários alunos na calçada. Ficamos em silêncio por um tempo, pensando em tudo aquilo que veio acontecendo com a mila. Talvez essa viagem a fizesse esquecer aquilo tudo. — Sabe... começou mari, ela se aproximou mais de nós e sussurrou Eu ainda quero gritar. thai levou uma das mãos à testa. — Ah, não. murmurou cansada. Gargalhei de seu tom de voz e peguei o boletim dentro do bolso da minha calça. Eu ainda não acreditava no que estava acontecendo. Éramos realmente muito sortudas. Logo, nós cincos. As cinco melhores amigas, ganharam do colégio um intercambio de dois meses na Inglaterra, com tudo pago. Não era muito de se esperar. Éramos quatro bolsistas, sendo só mila que pagava a alta mensalidade do colégio. Agradeço sempre por ter ganhando aquela bolsa. Graças ao meu talento em teatro e musica eu havia conquistado aquilo. Claro, eu odiava estudar, mas era uma das minhas obrigações, notas altas para manter a bolsa. E o mesmo se fazia á thai, mari e tai. thai tinha bolsa devido ao esporte que praticava, tai foi transferida de outra escola para a nossa, por sua inteligência excepcional e mari por ter todos os irmãos estudando lá. E eu quase perdi a bolsa. Foi no meio do ano quando meu pai foi diagnosticado com câncer na traqueia, eu fiquei realmente mal. Era dureza vir para a escola todos os dias, o que me segurava eram as meninas, que me apoiavam com tamanho ardor, que só de lembrar lagrimas me vem aos olhos. Sei lá, só de ter ganhado tal viajem já era motivo de felicidade duradoura para nós. Inglaterra. Era somente o lar da banda que mais admirávamos e amávamos. One Direction. — Vocês acham que tem alguma possibilidade da gente encontrar os meninos lá? uma voz surgiu atrás de nós. Gritinhos saíram da boca de cada uma de nós. Minha respiração se tornou descompassada e barulhenta, mila riu da nossa cara e parou ao meu lado. — Você já tentou alguma vez ir a Igreja ou algo assim? comentou mari. Você precisa de um exorcista, pra chegar assim tão sorrateiramente... — Muito engraçado mariana — brincou mila. — Ei, mari. chamou tai — Você agora pode cortar o cabelo. Todas nós rimos, inclusive mari. No nosso primeiro ano do Ensino Medio, havíamos feito uma promessa de não cortar o cabelo até todas nós passarmos o terceiro ano. No começo mari vivia dizendo que não ia deixar o cabelo crescer, porque o curto era sua marca registrada. Acabou que alguns meses depois ela começou a acostumar com a idéia.
— Não vou cortar mais. ela comentou dando de ombros. Quem sabe os ingleses prefiram as com cabelão. ela passou os dedos por debaixo do cabelo. Rimos de sua cara. — Cara, férias. disse milaesperançosa. — Férias. — thai murmurou animada. — Férias. sorriu mari — Férias. — tai juntou as mãos debaixo do queixo, em uma posição sonhadora. — INGLATERRA. gritei abraçando as cinco de uma vez. Todas elas gritaram ao fazer isso. Parecia um sonho. E se fosse eu não queria nunca acordar. Enquanto estivéssemos juntas, o lugar realmente não importava. tais POV Conferi pela sexta vez a mala naquela manhã. Olhei para meu relógio de pulso. Faltava uma hora e meia para o vôo. Fechei minha mala rapidamente. Fui até a cama e peguei minha bolsa, coloquei sobre os ombros, atravessei o quarto, abrindo a porta. — Pai, você pode me ajudar com a mala? gritei com a cabeça para o lado do fora. — Claro. escutei seu grito abafado vindo do andar debaixo. Adentrei o quarto mais uma vez. O que faltava? Girei nos calcanhares, e avistei algo sobre a escrivaninha. Fui rapidamente até ela e peguei meus fones de ouvido, segurando o fortemente em minhas mãos. O que seria de mim sem musica? Coloquei-os dentro da bolsa, e assim que o fiz meu pai adentrou o quarto. Ele sorriu para mim e foi até minha mala, sai do quarto descendo as escadas com rapidez. — Quantas vezes vou ter que repetir tainah? perguntou retoricamente. Não se deve correr em escadas. Olhei para minha mãe no pé da escada com as mãos na cintura. — Sim, sim, mamãe. disse com cerimônia e me aproximei dela, abracei seu pescoço. Vou sentir sua falta. Ela suspirou baixo, e passou as mãos nos meus cabelos. — Eu também. murmurou. Promete que vai me deixar em dia, e que vai se cuidar? — Sim, eu vou ficar bem mamãe. Escutei meu pai se aproximando, me virei para encará-lo. Ele nos abraçou ao mesmo tempo. Sorri, era bom saber que eu sempre ia tê-los ali. Meu pai nos soltou e sorriu para mim. — Prometa que vai se cuidar. pediu. — Vai ficar tudo bem. eu sorri para eles. O som de uma buzina invadiu o ambiente, olhei para a janela e fiquei na ponta dos pés. Era o carro da família de mila. Suspirei e tornei meus olhos para meus pais, esses que sorriam ternamente. — Quando eu chegar, prometo que ligo. Peguei a alça da mala de rodinhas e puxei, indo em direção aos meus pais e dando os últimos beijos. Era engraçado ver mila agitada, de todas nós cinco, ela sempre foi a mais calada. Mas naquela manhã, ela não conseguia se manter quieta dentro do carro, eu podia ver os olhos do motorista a vigiando pelo retrovisor. Era engraçado vê-la naquela situação, porque quando se fala de tagarelar o primeiro nome que vinha a mente era o meu. De todas elas, eu era a que mais lia, e de alguma maneira a mais sensata. Sempre que um assunto surgia e se eu já tivesse conhecimento sobre tal, eu não pararia de falara até que thai me empurrasse ou me beliscasse. Às vezes eu sabia que podia ser irritante, mas era legal ter com quem falar quando ninguém mais queria ouvir sobre suas teorias de conspirações alienígenas ou algo do tipo. mila sempre carregou uma aura pesada, claro, logo depois da morte da mãe, sua vida desmoronou. Seu pai, mesmo quando sua mãe ainda era viva, não dava atenção para os filhos, era trabalho, trabalho, trabalho, e ainda é. Resumindo: a família de mila é completamente desestruturada. O dinheiro que eles possuíam eram graças ao esforço do pai, e ela não desmerecia isso, mas as vezes ela dizia: Prefiro ser pobre, e ter meu pai comigo, do que ter dinheiro, ter tudo que quer, menos o carinho do pai. Era triste vê-la em situação deploráveis, como o aniversário da mãe, do irmão ou até mesmo o dela própria. E de alguma forma completamente estranha e arrasadora o passado voltava para atormentá-la. Como quando seu irmão resolvia ligar para saber como estavam as coisas. Ele nunca dizia onde estava, e nunca falava em voltar, mas ele dizia que ainda se preocupava com a irmã, e de uma maneira maluca ele achava que ligando para ela, tudo podia se amenizar. thai era louca, e ponto. Adora esportes e sempre gostou de brincadeiras agressivas. Diversas vezes cheguei em casa contando sobre como thai estava nervosa, e que aquele roxo no braço foi feito por ela. Acredite thai apesar de agressiva as vezes, na maior parte do tempo ela é super amável. Acho que ela leva aquele jeito de durona e marrenta para distanciar de gente aproveitadora, mas quando só com nós, ela se tornava uma pessoa completamente distinta. Super amável e companheira. mari era comilona e a maior parte do tempo está com um sorriso na cara ou rindo de alguma coisa. O único momento do dia em que ela ficava séria e sem vontade nenhuma de comer, era durante o sono, mas mesmo assim eu duvidava que ela não risse ou pensasse em comida durante esse tempo. Era engraçado quando mari atravessava a sala e vinha em minha direção gargalhando e dizendo que havia afundado na prova. Mas de uma maneira avassaladora ela conseguia dobrar as pessoas, e em toda prova em que tirava nota baixa, ela conseguia uma maneira de recuperar. Ainda acho que aquele sorriso serve muito mais do que mostrar felicidade, talvez ele tenha poder de convencimento. E temos a vii. Ela era talentosa e tinha a voz mais encantadora que eu me lembrava de ter ouvido em toda minha vida. Ela levava a vida como num filme, cada momento um gênero distinto, sempre rápida em respostas, e era aquele tipo de pessoa que era engraçada sem saber. Era legal passar o tempo com ela, exceto quanto o assunto era garotos. Garotos, garotos, garotos. Será que aquela era a segunda língua dela? Talvez seja, até que ela se apaixone de verdade. O que me irritava nela as vezes era isso, era o quanto ela poderia ser persistente com garotos, queria ir onde estavam, queria ficar próximo de um quando o via... E ela ainda os iludia, deixava-os na esperança de que um dia ainda se encontrariam, mas era uma vez e acabou. Ela era galanteadora na maior parte do tempo, mas uma amiga genial, apesar de ser a mais nova de todas nós.
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