Realizing A Dream
3 A surpresa
Apoiei minha cabeça na janela e fitei os grandes olhos azuis de mila. Ela ainda tagarelava sem parar, e me senti mal por não estar prestando atenção em suas palavras. — Chegamos. ouvi o motorista dizer logo a frente, quando paramos o carro. — Eu tenho uma surpresa para vocês. falou mila animada. Sorri amigavelmente. — Está explicado essa felicidade toda da Srt. camila. comentei rindo. Ela sorriu abrindo a porta do carro e descendo, logo quando desci encontrei com ela sorrindo de orelha a orelha. — Duvido que após saber, você também não fique. maris POV Eu estava sentada em um daqueles bancos de espera do vôo, com minha cabeça latejando, enquanto escutava vii e thai conversando animadamente sobre como seria Inglaterra, e tentaria encontrar com os meninos do 1D. Eu queria estar animada como elas, se não fosse minha dor de cabeça. Claro, eu estava sorindo, não queria deixar elas preocupadas por coisa boba antes da viajem.
Levantei meus olhos para analisar o ambiente quando vi mila correndo em nossa direção e logo atrás dela eu vi uma tai desesperada. Alarguei meu sorriso ao ver o rosto de mila vermelho por correr, e em como ela parecia animada. — Meninas. gritou mila, por um momento eu pensei que ela podia explodir de felicidade. Ela parou a nossa frente, sorrindo freneticamente. — O que... — vii olhou para tai. aconteceu com ela? tai deu de ombros. — Ela veio tagarelando o caminho todo, mas não quis contar porque está feliz. Se é que possível o sorriso de mila aumentava cada vez mais, ela abriu a bolsa e vasculhou um tempo lá dentro, deixando eu e as meninas mais curiosas. Ela olhou para nós com a mão ainda dentro da bolsa. — Sabe, eu contei para meu pai que tínhamos ganhado a viajem para Inglaterra. ela falou como quem fala do tempo. Então eu disse que estava em época boa lá, sabe... propícia para realizar sonhos. — O que quer dizer garota? resmungou vii. — Quero dizer querida, que essa viagem pode ficar melhor. ela disse ainda sorrindo daquele jeito, que já estava se tornando algo sinistro. Ficamos em silencio, aguardando ansiosas o veredicto final, onde ela contava por que a felicidade, e a gente pulava todas em uma roda, gritando em meio o aeroporto. Mas isso não aconteceu, e minha língua coçava para perguntar. — Você está pior do que nossa tai aqui, e olha que isso diz respeito a muita coisa. vii disse juntando as mãos sobre o colo. — Diz logo. pedi. — Ok, ok. ela disse rindo. Olhe esses olhos brilhando de excitação, estou ficando com dó... — Pode ficar com dó, desde que conte o que aconteceu sua maluca. resmungou thai Ela gargalhou e mexeu a mão dentro da bolsa. — Vamos ver eles meninas. ela disse alto. Vamos conhecê-los. tai revirou os olhos, e assim como eu, eu sabia que nenhuma de nós fazia idéia de mais nada. — Eles quem? — vii perguntou. Os buldogues ingleses? Imagino que sim, o pessoal lá gosta de buldogues. Ri do sarcasmo contido na voz da vii. — Se continuar com essas piadinhas, eu não conto é nada. — mila cruzou os braços debaixo dos seios. Vão ter que esperar até chegarmos. — Conta logo de uma vez, que chantagem não funciona com a gente. — tai se pronunciou. Sei que está adorando esse suspense, mas esses scripts monótonos pertecem à vida de vii. mila sorriu e puxou de dentro da bolsa cinco bilhetes dourados. — Aaah, você ganhou os bilhetes do Wonka para visitar a fabrica. — vii comentou, arrancando risos de nós. Eram cinco não é? Você ganhou todos? perguntou indignada. — Sua tolinha, são ingressos, mas não para a Fabrica de Chocolates. — Droga. resmunguei já imaginando quantos chocolates eu poderia ganhar naquela fabrica. — Pra onde são então? perguntou tai. — SÃO INGRESSOS VIP PARA O SHOW DO ONE DIRECTION. gritou pulando. Ficamos em silencio, apenas olhando para mila que pulava euforicamente em nossa frente. Trocamos um olhar cúmplice, para deixar ela com raiva por nos ter adiado de tão importante noticia, quando na verdade por dentro gritávamos como loucas, e quebrávamos as cadeiras do aeroporto. — Legal. comentou vii cruzando as pernas. — Preferia a fabrica. comentei. mila parou de pular e nos encarou com desconfiança. Ela sorriu daquele jeito sinistro e mexeu na bolsa novamente. — Essa pose de estamos putas, logo vai sumir quando eu contar que... ela tirou cinco crachás da bolsa. temos também passe livre para conhecer pessoalmente Liam, Louis, Zayn, Harry e Niall. Levantei-me de repente e assim como todas as outras, nos juntamos até a mila e abraçamos com força. Ela gargalhou entre nossos braços, enquanto pulávamos ao redor dela. — Posso gritar agora? perguntei para constatar. thai se afastou e me olhou com aqueles olhos maníacos de quando estava prestes a bater em alguém. — NÃO. gritou. Rimos daquilo, e logo depois ela mesma relaxou. — Mas podemos cantar, que tal? perguntou vii animada. — Só você aqui tem voz de anjo colega. comentou mila. E o pessoal do Aeroporto não deve estar muito afim de ouvir quatro hienas tentando cantar. vii gargalhou. — Quando juntas todas temos vozes lindas. Rimos juntas mais uma vez e nos abraçamos enquanto vii nós embalava no ritmo de Tell Me a Lie. Logo nos animamos e juntas começamos a cantar. Peguei meu celular em um dos bolsos da calça jeans e chequei as horas, constatando ser 12:12, Muitas coisas lhe alegrarão. Eu sorri enquanto pensava nisso, muitas coisas já me alegravam. Só de estar indo para o lugar que eu sempre quis conhecer, e irei conhecer com uma das pessoas que eu mais amava, já me alegrava.
Éramos somente cinco brasileiras, loucas, malucas e desinibidas que começam a descobrir os prazeres pós escola. Iríamos para melhorar o nosso já tão formado inglês. Mas muito alem de melhorar o inglês iria acontecer. O céu era o limite para cinco jovens que nunca viajaram para o exterior e que ainda tinham o mundo pela frente. O que nos aguardava era por conta do destino, ela que comandasse nosso futuro. Sei lá, eu só estava extremamente feliz. Em ir naquela viagem, e fazer o que iríamos fazer lá. Eram só cinco garotos que nos ajudaram de maneiras diferentes. Zayn, Niall, Louis, Harry e Liam. Acho só que estou filosofando de mais, esse trabalho é da vii e não meu. Esses pensamentos filosóficos eu roubei de um caderno da vii de quando ela cismou em escrever sobre liberdade e o que 1D causava em nós, isso tempo tempos. Uns sete meses talvez. Eu imagino se ela visse eu pensando em seu caderno, ela me arrebataria até a pista de pouso e deixaria o avião pousar sobre mim. Não que agressão seja seu forte, esse era um caso de thai, mas não duvidaria se ela descobrisse que andei fuçando seus cadernos à procura de textos. Na verdade tudo que eu pensava no momento era que eu estava ansiosa para 12:45, quando embarcaríamos e seriamos servidas com a comida do avião. Minha dor de cabeça tinha nome e sobrenome: Falta de Comida
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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