Reality Dreams

7 Memórias e suspeitas


Notas iniciais
Obrigado por ler! Espero que goste :3

Iniko cai em cima de Haku, até que os dois se olham e... Iniko se aproxima de Haku e dois lábios se encostam um com o outro. Haku estava meio incomodado, apoiou sua mão sobre o ombro de Iniko, mas ao invés de empurrá-lo, envolveu seu braço no pescoço dele, e com o braço esquerdo também. Os dois ficaram um tempo assim. Até que:

— ... g...

O beijo é interrompido

— Que foi, H-haku?

— N-nada... é que... dá pra continuar a estudar?

— Er... Tá...

Haku recolhe novamente o livro que caira no chão, e Iniko sobrepõe sua mão sobre a de Haku.

— Deixe-me pegar, Iniko.

— Não, eu pego.

— Me deixa cara, qual o problema?

— Eu pego.

— Haku fez cócegas em Iniko.

— P-pare Haku, ha.. HA, PARA!

— Me deixa pegar a droga do livro! Eu hein.

— Tá bom.

Ele pega o livro e continua a explicar para Iniko a matéria longa e difícil, parece que ele entendeu. Flocos de neve começaram a cair, isso lembra para Haku uma vez que foi passear com a família para um Shopping no inverno. Ele era criança, estava em uma área cheia de brinquedos.

— Vem, Haku! ~gritou uma menina dentro de um dos tubos

— Estou indo!

Ele entra no tubo, e começa a engatinhar lá dentro, seguindo a menina que lhe chamou.

— Venha! ~gritou ela.

Até que um dos tubos se quebra e a menina cai de cabeça no chão.

— Que... ~disse Haku preocupado

Ele gritou por ajuda, até que vieram dois seguranças. A menina foi pro hospital e Haku nunca mais viu ela. Que pena, quem sabe uma amizade entre os dois não daria certo?

Enquanto anda pelo caminho... Se lembra de muitas memórias de infância, como a de que estava na praia. Ele estava na praia, brincando de rebater com alguns meninos, até que a bola lhe acerta a cara.

— Au! ~disse ele

— Haku, você é cachorro? ~disse um menino ao seu lado

— Não, por quê?

— Pra falar "au!" é demais né...

— Até parece que nunca se machucou...

— Sim, mas não imito cadelas enquanto machuco!

Haku fez cara de raiva para ele, mas não ligou e continou até o mar. Conchas, o Sol raiava fortemente sobre as pessoas, guarda-sóis faziam um show de cores por quêm passava de asa delta por cima, era uma vista maravilhosa... Era a única praia da cidade. Até que uma lagosta morde o pé de Haku.

— QUÊ ISSO? QUE DOR! ~exclama ele

Então ele começa a pular e parecia que ele e a lagosta estavam dançando, ela dançava ula e ele "chão de lava". Até que ele pegou a lagosta e atirou contra o mar.

— Vaca, morra afogada agora.

— Calma né Haku, a lagosta não é vaca... é apenas... uma simples lagosta... suculenta... DELICIOSA! ~disse o pai de Haku atrás com uma cara de fome.

— Pai, se a lagosta souber disso, ela vai vir aqui te morder.

— E eu mordo ela também.

— ... tá bom, né.

Haku volta para casa com bastante frio, e resolve dormir porquê já está ficando meio tarde para estudar. "Eu quero vingança, Iniko..." uma voz ecoava. Parecia um homem ronco.

— Quem é?! ~exclama Iniko.

— Eu quero sua alma, foi salvo mas agora não é mais possível.

— Afe, pode ser outra hora? Estou meio cansado para dar almas para os outros!

— O quê? Ahm.. se este é o seu último pedido, está bem. Te dou mais um tempo até sua morte. 2 meses...

— Ai, tá bom. Chega, me deixa dormir!

O suposto "homem" vai embora.

Iniko acorda, e apenas se lembra de dois beijos que deu em Haku. Ele fica vermelho logo que pensa e se abraça. São 6 da manhã. Iniko vai até a escola e lá encontra na porta de sua sala Haku, com muletas e um colete de ferro.

— Quanto tempo até tirar isso, Haku?

— 15 dias só! Até as provas finais estarei bem.

— O Natal já está chegando...

— Sim. A escola já está se enfeitando, de uma forma bem desesperada. Típico.

— Ha, exato!

— Ontem eu tive um sonho esquisito...

— Qual?

— Um homem falou que eu tinha apenas 2 meses de vida e tals...

Haku engole o próprio cuspe

— V-você não se preocupa, Iniko?

— Eu? Não. Foi só um sonho, e sonhos não são reais. São tipo "ilusões".

Haku sente uma dor na cabeça e solta um de seus andadores e cai no chão. Enquanto outras pessoas o prestavam ajuda, ele se lembrou de tudo que sofreu, e até dos sonhos sufocados e enigmas em toda sua vida. Foi para a enfermaria.

— Está bem, Haku? ~cochichou Iniko na sua orelha

— Q-que aconteceu?

— Você desmaiou... está bem?

— Sim, estou, foi só uma queda...

— Só uma queda? Você rachou as vértebras, usa colete, muletas, cai e fala que está bem? ACORDE, HAKU!

— Estou acordado! Mas não é grave.

— Você pode perder o movimento das pernas se cair, tome mais cuidado. A partir de diante, vou te vigiar.

— Não exagera, Iniko. Eu tenho mais QI que você, mais idade que você, mais experiência que você, eu sei oque penso e que estou fazendo. Não me questione.

— Lembre-se Haku, que tudo que você pensa nem sempre é perfeito. Uma coisa é a expectativa, outra é a realidade...

— Está bem, Iniko.

Iniko chega na sua casa, vai tomar um copo de água antes de dormir e sente uma vontade de abrir seu caderno, mas quando abre... *um vidro quebra no chão*

Quem disse que sonhos são ilusões?