Reality Dreams
8 Compras de Natal
Notas iniciais
— Natal... ~diz Haku.
O Natal está chegando na cidade de Haku e Iniko, não falta muito tempo, todo mundo sorri enquanto flocos caem e os piscas-piscas fazem um espetáculo de luzes, todas as ruas já estão enfeitadas. E só a casa de Haku ainda não está. No Natal, a família dele come um pernil ENORME. Sonho de consumo para ursos que vão hibernar. Vai ficando cada vez mais frio, as névoas vão ficando espessas nas ruas em que Haku mora. Vários vizinhos já tem suas árvores e presentes prontos para serem abertos! Crianças brincam em parques de construir bonecos de neve e guerra de neve. Pena que Haku está usando muletas e não pode brincar junto com elas. Ainda falta comprar alguns enfeites modernos para a casa dele. Então eles vão para o Shopping Center.
— Cuidado com crianças desgovernadas, Haku. ~diz sua mãe
— Tá bom, mãe. Qual o perigo?
Até que duas crianças correndo com brinquedos na mãe atropelam ele.
— RETARDADAS! ~exclama Haku
— Quê isso, Haku? Eu não te eduquei assim!
— Dane-se, crianças também têm que ser educadas.
— Olhe apenas seu palavreado... agora... vamos logo.
O Shopping também estava enfeitado, havia uma árvore enorme que ia do primeiro ao quarto andar, cheia de enfeites e piscas-piscas. Bem, ir á Shopping's acompanhado de pai ou mãe, significa que haverão compras a se fazer. Então os dois vão até o mercado.
— Precisamos comprar o pernil, Haku.
— Está bem, mãe.
Haku precisa comprar algumas coisas também pra agilizar as coisas, então ele vai pra área norte, perto dos alimentos refrigerados. Já estava abaixo de zero lá fora, agora ali... a situação não era nada boa.
— Socorro, q-que frio... ~gemia ele
Estou aqui. ~uma voz cochicha no ouvido de Haku e o abraça.
— Q-que...
Haku olha e não há ninguém atrás dele.
— ???? ~ele balança a cabeça rapidamente a procura de alguém.
Não há ninguém na sessão de refrigerados, aonde estão os funcionários? Haku quer comprar um pernil! Pra quê tanto esforço só por causa de um simples pernil? Até que... uma luz estoura.
— AH! ~grita ele
— Oque está havendo?
Outra luz estoura. Vai ficando cada vez mais escuro, até que as luzes começam a piscar. Metade da sessão está escura, então, Haku começa a correr.
— Esse pernil só pode estar amaldiçoado!
Até que mais uma luz estoura. Só uma fica acesa, ele está isolado pela escuridão, até que um ser "brota" no chão, com uma foice.
— Seu "amigo" foi avisado.
— q... que...
— CALADO PERANTE MIM! Ou levarei sua alma junto com a dele.
— Não calo, ser dos infernos! Oque quer de mim?
— Você abriu um portal interdimensional, que nunca deveria ser aberto. Quero que feche, AGORA! Ou meus monstros irão dar um jeitinho nesse mundo.
— "Eu desmaiei e estou tendo outro sonho"? ~pensa ele
— Você está avisado. ~Então, o ser pega a ponta não afiada da foice e bate nas muletas de Haku, que fazem com que ele caia no chão.
— Argh! ~geme ele
As luzes se acendem e um segurança vem ajudar.
— Está bem, jovem?
— S-sim, acho que fiquei meio tonto ou sei lá.... mas... estou bem.
— Cuidado na próxima vez.
— Está bem.
Então Haku vai comprar pernil, enquanto vai encontrar sua mãe, ele olha para o pernil e fala:
— Peru dos infernos, a culpa é sua! Quando chegar em casa vou te espetar até não aguentar mais!
... sem comentários ...
— Tá aqui mãe, o pernil.
— Obrigado, Hakuzinho.
— Botou apelido em mim?
— Na verdade, esse ficou ó... uma bosta.
— ...
— Vamos para a loja de enfeites.
— Tá.
Ele vão até a loja, e então a mãe dele fala:
— Traga piscas-piscas, eu compro o resto.
— Tá bom.
Ele vai então até os piscas-piscas, e escolhe o mais barato, óbvio. Quem tem dinheiro?
— Ok, então você vai ficar na nossa árvore.
Até que o pisca-pisca pula na cara dele e o enrola.
— Mas que... HUM... GLUH...
E outra voz ecoa na sua cabeça: "Feche o portal". O pisca-pisca desenrola e vai pra sua mão.
— Esse Shopping tá possuído, afe! Quero ir logo embora daqui!
Ele vai até sua mãe e fala:
— Toma, agora vamos embora.
— Ok, vamos.
Eles compram e vão embora.
Você já foi avisado...
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