Reality Dreams
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Obrigado por ler, espero que goste! :3
— Coincidência. A neve caía placidamente, mas bem gelada, os flocos deixavam os galhos das árvores com alguns "telhados" sobre elas, não havia mais folhas, estava todo mundo agasalhado e a cor do ambiente era azul turquesa. Típico da cidade em que Haku e Iniko viviam. Os lagos das praças em que passavam estavam congelados, e as calçadas começaram a se cobrir de neve, os carros passavam e Haku tinha olhar de tédio, Iniko até balançava a cabeça como se estivesse escutando uma música. Haku estava com muito frio, por isso usava até uma touca com pompom da cor de seu cabelo, um vermelho que destacava muito. Iniko usava uma touca azul e estava quase dançando no meio da rua, Haku até apoiava sua mão no ar e afastava e falava:— Finjirei que não te conheço, Iniko.— Ué, por quê?— Você está dançando no meio da rua, você tem 16 anos, não 6.— Me empolguei?— Não duvido.— ... Haku já estava chegando no terminal, com as mãos dentro dos bolsos de seu moletom. Estava tão distraído que caira da escada e pagou um mico enorme.— MEU DEUS DO CÉU, HAKU! HA!— Levante-se Haku. Não me faça passar vergonha. ~disse sua mãe.— "Queria estar morto" ~Haku pensa e suspende sua bochecha esquerda sobre seu olho e faz um ar de desespero.— Vou morrer de tanto rir, Haku!— Ok... aproveite e morra agora mesmo! Oportunidades estão aqui...— Tà né... o que vai fazer pelo resto do dia?— Descansar e estudar oque perdi.— Afe, sua vida é estudar.— Deixa pra lá, né... ninguém nunca vai me entender.— Concordo com Iniko, Haku. ~disse sua mãe.— Até sua mãe, Haku!— Calado, Iniko! Sem mais comentários. Os três entraram no trem e foram para casa. Haku ficou lendo livros o dia inteiro.1 dia depois... Haku chegou na escola com suas muletas, recebeu ajuda de algumas pessoas para subir escadas, e chegou até sua sala, algumas pessoas perguntaram sobre o ocorrido há alguns dias. Ele não prefiriu fazer comentários e disse: "Prefiro não comentar". No 1° horário um professor perguntou se Haku estava bem e que se precisasse de algo poderia chamá-lo. Um tempo depois, uma bola de papel atingiu a bochecha dele e avistara Iniko. — Por que fez isso, idiota?— Porque eu quero que você me ajude na matéria!— Sim, claro... no meio da aula eu vou te ensinar tudinho, pode ter certeza...— Sem sarcasmo, não é agora!— E quando, então?— Bem, o Natal está chegando... E vou me divertir e não vai ter tempo! As provas finais estão chegando e posso tomar bomba!— E daí Iniko até tosse e fala:— Como é capaz?— Ué.— Não posso me separar de você no próximo ano... Haku fez uma cara de nojo...— C-como?— Vai me ensinar ou não?— Não posso te ensinar no intervalo por causa do barulho.— Então você pode passar hoje na minha casa, Haku.— Preciso de permissão, diferente de vocês e companhia limitada eu não fico vagabundeando por aí pelas esquinas.— Me chamou de... — Não fale! Não é nada disso que pensas, imbecil! ~Haku balança as mãos. No intervalo Haku telefona á mãe, pedindo permissão e explica. Sua mãe lhe concede. Então Haku vai embora com Iniko.— Seus pais estão em casa, Iniko?— Só tenho mãe... e ela trabalha até tarde.— Ah...— Vou ficar no máximo 3 horas, ok?— Tá bom... mas procure me explicar direito.— Vou tentar, duvido que muita coisa entre em sua cabeça.— Afe, ninguém nunca acredita em mim!— E não acreditam mesmo!— Meu Deus, acho que não dá mesmo... Haku chega na casa de Iniko ofegante porquê é há muitos morros pelo caminho. Haku e Iniko sentaram no sofá agasalhados e apenas uma iluminária estava acesa, porque a conta de luz estava muito cara! Por isso só uma iluminária. Era meio desconfortável para explicar, mas não era impossível. — Tem como aumentar a luz da luminária?— Sim, mas só um pouco.— Aumente, então!— Tá bom, tá bom! A luminária estava meio longe, então Iniko esticou o braço, mas esticou tanto que caiu em cima de Haku. E então, bem de perto, eles se olharam. E então os lábios dos dois se encostaram, um... beijo inesperado.
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