Reality Dreams
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Após Iniko sair da sala, o lugar permanece em silêncio... Apenas o barulho do coração de Haku no aparelho cardíaco podia ser escutado, ele olhava para as paredes com uma cara de tédio esperando que algo fosse entretê-lo.
— Por que eu despensei o Iniko? Afe. Será que alguém vai abrir aquela porta?
Não tinha televisão no quarto, apenas água e alguns biscoitos diet para que ele pudesse ficar nutrido, mas, já estava ficando chato até que a enfermeira entrou na sala e disse para ele:
— Como adnda, Haku? Bem?
— Eu? Estou andando bem...
— Pois não vai mais andar bem por um tempo.
— Quê?
— Desculpe pelo humor negro, haha, mas você fraturou um pouco as vértebras, nem sabemos como a faca fez isso, só sabemos que era uma faca bem forte e que foi aplicada com muita força em você. Aliás, um inquérito policial pode ser aberto para investigar esse caso de ameaça. Haku fica com uma cara meio de "avá" com o humor negro, e diz:
— Inquérito policial? Pra quê gente?
— Bem, várias ameaças ocorreram contra Iniko, você seria a testemunha caso não tivesse salvado ele. Você foi a vítima e Iniko a testemunha. Você mudou a história que iria ficar. Foi um gesto de muita coragem e amizade por ter salvo ele. ~Haku fica vermelho e diz:
— Bem... Foi oque pude fazer, né...
— Sim, e muito corajoso. Agora vou falar pra você oque têm que fazer, pois uma ruptura nas vértebras pode se agraver até perder o movimento das pernas. ~Haku engole o cuspe com um ar de medo.
— E-eu vou perder totalmente o movimento?
— Bem, você vai ficar um tempo sem o movimento das pernas e há risco da ruptura se agravar, por isso precisa manter a coluna reta. E para evitar esse acidente que ocasionaria, você irá usar um colete de metal que vai da cintura até o tórax para mandar a coluna sempre reta e evitar rupturas.
— Mas vai ser muito desconfortável!
— Não adianta, mesmo que você queira, dormindo ou distraído irá entortar a coluna. E vai precisar usar um muleta e fazer uma cirurgia.
— CIRURGIA? ~Haku exclama.
— Acalme-se, não há risco de morte. Pois você só vai levar uns parafusos para firmar as vértebras e não correr risco de rupturas. Ainda não sabemos como uma faca foi capás de fazer isso. Mas ela não quebrou suas vértebras, ela colidiu com elas, mas desviou pois as vértebras eram mais fortes que a mesma.
— Ah.. Ok.
— Tome cuidado em defender os outros, pode causar outras brigas.
— Vou poder ir ao colégio?
— Sim. Mas com cautela.
— Quando vou ser liberado?
— Você receberá alta em no máximo três dias.
— Ah, tá...
— Caso queira dar um telefonema, use o telefone ao seu lado. Você pode dar no máximo 3 telefonemas. É um direito que o paciente tem.
— E quando precisar de algo?
— Aperte o botão em cima de sua cabeça.
Haku inclina a cabeça para cima e avista o botão.
— Este?
— Sim, este mesmo!
— Caso precise de algo, aperte. Isso foi oque eu tinha que falar, tenho que ir cuidar de outros pacientes agora.
— Ok.
A enfermeira sai da sala e Haku de novo olha pra cima e diz:
— Como vou passar o tempo? Esqueci de perguntar. Acho que é melhor não apertar o botão para perguntar.
1 dia depois...
Haku está feliz porquê recebeu o recado da enfermeira que irá receber alta em 24 horas, ou seja, 1 dia apenas. O hospital já providenciara muletas para ele.
— Ah, só mais um dia pra eu sair. Já não estava mais aguentando. Imagina quem fica internado anos aqui? Que pena... Lamento por quem está aqui.
O telefone começa a tocar.
— Alô? — diz Haku.
— Oi Haku, é Iniko, a testemunha!
— Não tem graça fazer piadas de um inquérito policial. Podemos ter que ir á justiça contra Takeshi
— Dane-se Takeshi e terceiros.
— Ei!
— Quê?
— Ah... Nada, deixa pra lá, hoje é domingo, me deixa em paz! Amanhã têm aula e tenho que ir.
— Não, cara... Uma pessoa acaba de receber alta e vai pro colégio.
— Sim, não estou afim de perder explicações.
— Afe. Você precisa de um psicólogo.
— Não preciso!
— Precisa.
— Não.
— Precisa sim, teimoso.
— NÃO!
O grito foi tão alto que a enfermeira abriu a porta e perguntou:
— Algum problema?
Haku tampa o telefone e Iniko fica falando como um trouxa: "Alõ, tem alguém aí? Alô..."
— Não, nada não...
— Ah tá, pensei ter ouvido um grito.
— Er.. Hehe, devem ser as pessoas da rua.
— Qualquer coisa me chama.
— Tá.
A enfermeira sai da sala.
— MEU DEUS A ENFERMEIRA VEIO, *Iniko começa a rir que nem um louco*.
— Queria ver se você fosse a vítima.
— Não era pra não ter graça?
— Dane-se a graça e seus primários.
— Ué.
— Tenho que desligar.
— Tá né, aguardo você.
— O quê, pra q... *Antes que Haku pudesse terminar, o telefone desliga*
— Chato...
Mais um dia depois...
Haku recebe alta do hospital, está com o colete firme sobre o corpo, e anda com muletas, está bem desconfortável. E uns flocos de neve começam a cair sobre sua cabeça.
— Quem diria, já está de chegada o inverno!
— Sim. — diz a mãe de Haku.
— Agora venha logo meu filho, temos que pegar o ônibus rápido!
— Ok, mãe.
...
— Eu quero me vingar, não aguento mais.
A vingança é a sobremesa.
Fale com o autor