Real Eyes Realize Real Lies

2 Cap1 - Live Love Laugh


Notas iniciais
Hey hey!! Estamos de volta dessa vez não apenas com o John, mas agora temos o Sherly também!! Hehehehe! Sentimos muitíssimo pela demora!!! Mas ocorreram diversos fatos desaventurados que nos impediram de postar mais cedo:
1. Nós ficamos doentes (esse é um problema de ter duas autoras tão próximas, se uma fica doente a outra vai logo atrás)
2. Trabalhos de escola....MUUUUUUUITOS trabalhos de escola!!
3. O terror de todos os alunos.... As provas!!
Pedimos perdão pelo atraso!
E aproveitem o novo capítulooo!!
Kisses & Hugs! Baka1 e Baka2
Baka-Baka2

Olhou em volta mais uma vez se perguntando quando o professor iria chegar, quando percebeu pela primeira vez que tinha um garoto sentado atrás de si.

John virou-se então para cumprimenta-lo. Essa ação simples custou ao loiro não mais de cinco segundos. Olhar em volta. Se virar. Sorrir amigavelmente para o rapaz atrás de si. E começar a se apresentar.

– Olá, me chamo Joh...

–John Hamish Watson. – Disse o moreno antes que John terminasse a frase.

– Como...?

–Acho que você é capaz de reconhecer seu próprio nome. – Apenas disse o garoto, interrompendo John novamente.

O loiro pareceu extremamente confuso com as interrupções e parou de falar, porém sua expressão fez o rapaz com quem conversava, ou melhor, tentava conversar, suspirar pesadamente. Seus olhos eram num tom de castanho opaco, escuros quase negros. Estes encaravam o loiro havia não mais de três segundos, com um ar de desinteresse quase sonolento, eram um olhar de quem vê uma cena se repetindo constantemente. Um olhar entediado.

Não mostrava sinal de nenhum pelo facial, mas apresentava olheiras, não muito fundas. Sua pele muito alva destacava seus cabelos negros displicentemente arrumados, numa leve indecisão entre o encaracolado e o ondulado.

Podia-se notar que, apesar de trajar o uniforme da instituição, sua gravata estava apenas pendurada, sem um devido nó. Sua camisa, provavelmente uns dois números menor do que deveria, não estava fechada até o ultimo botão deixando a mostra até a curva de seu pescoço. John não viu o blazer do uniforme, mas se realmente tivesse um olhar mais observador, notaria que este estava jogado no acento da cadeira de forma que seu dono estava praticamente sentado em cima dele.

–Mas como...? – O loiro havia recomeçado a falar, mesmo sem ter muita certeza de qual seria sua pergunta, seu tom estava entre o irritado e o abismado. Foi novamente interrompido pelo moreno, mas que desta vez pareceu falar mais abruptamente.

–Como eu sei seu nome? Além de seu nome, também sei que veio de um colégio militar, porém já estudou nesta escola à uns anos atrás, que passou no mínimo um ano fora da Europa, mais provavelmente na Austrália. A pergunta é: como eu sei? Essa é uma resposta muito obvia.

Do mesmo modo abrupto com que começou o garoto parou de falar, John porém, ficou aguardando a tal resposta obvia ser dita. Com um olhar rápido de quase incredulidade e desapontamento o moreno falou em tom entediado.

– O professor vai entrar em sala dentro de alguns segundos e chamar sua atenção. Neste caso, vire-se para frente sim?

John estava chocado. Como aquele garoto sabia de tudo aquilo? Quem teria contado a ele? E mais importante, quem era ele? Eram tantas perguntas que a confusão instalou-se na cabeça do loiro. Ainda virado para trás encarando o garoto, John conseguiu sair de seu rápido estado de choque e formular uma ultima pergunta na exata hora em que um homem baixo, não muito gordo e com feições que lembravam muito um koala entrou em sala.

– Quem é você? – Perguntou o loiro ao outro rapaz e obteve uma quase resposta, vinda do professor.

– Muito bem senhor Watson, vejo que já conhece nosso querido senhor Holmes. – Seu tom era extremamente neutro, porém incisivo e impunha respeito, o que fez com que John se virasse num pulo para frente.

Parecia até mais uma perseguição! Será que todos lá sabiam quem ele era? Isso realmente incomodou John, será que sua chegada foi um evento tão importante assim para que tantas pessoas soubessem seu nome? Ou será que seu nome estava estampado em sua testa e daí todos saberem? Ou talvez fosse porque ele repetiu de ano.

– Bom dia turma, bom dia senhor Watson, bom dia senhor Kanak – cumprimentou o professor. E foi só neste momento que John percebeu um garoto baixinho e bem magro sentado na segunda carteira a umas fileiras de distancia, ele tinha um aspecto jovial, sua pele cor de caramelo e suas feições deixavam claro que era de origem indiana.

O professor listou alguns pontos importantes sobre sua pessoa, como seu nome, e sobre a escola, como o fato de cada turma ter um professor responsável — e no caso do 2º ano B seria ele — para que os alunos novos soubessem e para que, segundo ele, alguns alunos antigos tivessem suas memórias refrescadas.

Obviamente John não se lembrava de tal lista de regras, mas em seu decorrer foi capaz de lembrar certos pontos que também já existiam durante sua época de educação infantil, como por exemplo: não correr nos corredores e não sair de sala sem a permissão do professor. O que era uma pena John sempre quis correr nos corredores, seria algo muito conveniente em muitas situações, mas regras eram regras e deviam ser obedecidas, de fato uma pena... Detalhes como o de que a turma não trocaria de sala a cada mudança de professor, mas somente em aulas que necessitassem de salas específicas foi realmente uma novidade para o loiro.

O professor ressaltou o ponto sobre nunca desrespeitar seus mestres e mentores, e para o desconforto de John ele parecia estar olhando exatamente em sua direção, o que fez com que o estômago do loiro se embrulhasse. O dia já parecia ruim o suficiente antes de o Sr. Thomas ter lançado um olhar incinerante para ele que fez suas vísceras queimarem de fato.

Depois de todo o falatório o ilustre Sr. Thomas, que tinha todo o respeito redobrado em suas aulas de física, discorreu sobre sua matéria, fazendo com que todos os alunos se mantivessem ocupados o suficiente para não terem chance de conversar ou atrapalhar, o que de certa forma, fez com que John gostasse de sua aula, já que estava impedido de travar uma conversa com o rapaz a trás de si que, por fim, o loiro se pegou refletindo, pois só sabia seu sobrenome: Holmes.

Os outros dois horários de aula seguintes foram tranquilos. John conheceu mais um professor que achou relativamente mais calmo e menos incisivo do que o Sr. Thomas. A classe de um modo geral era comportada o que dava um alívio enorme, já que o loiro pretendia ingressar na faculdade de medicina, o que não era tarefa fácil, principalmente... Tendo... Repetido o ano.

Depois de esperar um pouco na fila do refeitório John pegou seu almoço e se sentou perto de Al que conversava animadamente com o outro novato. Era incrível a capacidade que o Albert tinha de fazer amizade, se tinha algo em Al que John um dia invejou foi essa capacidade. Por outro lado era algo bem inconveniente também, como o fato do outro nunca saber quando parar de falar.

Logo Al notou sua presença cumprimentou-o animadamente e apresentou-o ao outro rapaz novato, com mais animação ainda. Al como de costume tagarelou livremente sobre os mais diversos assuntos e logo o “indiano” — como foi calorosamente apelidado por Al, já que o pobre menino não teve nem chance de pronunciar seu nome — levantou-se e com um breve aceno de cabeça se afastou da mesa e dos garotos.

John achou um algo bem estranho, já que o garoto indiano não tinha pronunciado num uma palavra nos últimos vinte minutos — se bem que o Albert falava por todos eles e muitos mais — e também não tinha comido nada, será que ele vivia a base de ar e luz do sol? Devia ser alguma coisa de indiano, indianos tinham toda aquela coisa de chakras, zen e yoga, talvez eles realmente conseguissem se sustentar de energia da natureza. O pobre loiro foi arrancado de seus pensamentos vagos por um Al que o cutucou chamando sua atenção.

–Notei que você sentou perto do Sherlock... — Murmurou o rapaz mais baixo num tom quase de quem se desculpava de algo – Ele é bem... Sobre o que conversaram?

– Bem, se serve de rápida explicação, eu nem sabia o nome dele direito- O loiro continuou comendo normalmente, mas notou que Al estava com uma expressão um tanto quanto preocupada.

– Sim, bom... Ele se chama Sherlock Holmes.. — Al parecia querer contar algo, mas as palavras não estavam conseguindo fluir, então por pena do garoto John simplesmente resolveu esclarecer a história.

– Ele é estranho, disse varias coisas a meu respeito quando fui cumprimenta-lo hoje de manhã.

– Ele estava certo? – o garoto pareceu se atrapalhar momentâneamente com as próprias palavras e reformulou a pergunta – quero dizer... Ele estava certo sobre o que disse sobre você?

– Si... Sim. Por que pergunta? – John estava ficando realmente curioso agora, quer dizer que o tal Sherlock Holmes sabia sobre as pessoas e costumava acertar, o loiro ficou intrigado.

– Ele faz isso com todos – disse Al simplesmente, seu rosto já estava mais brando. –Mas sabe o que eu acho? Acho que o Sherlock só faz isso para afastar os outros. Ele parece meio só e fica afastando mais ainda as pessoas com o jeito dele

– Ele já estuda aqui há muito tempo?

–Não, entrou ano passado, fez a prova e foi direto para o primeiro ano do ensino médio, surpreendente!

– Por que surpreendente? Você e mais pelo menos cem alunos fizeram e entraram no ensino médio... E por que você disse que ele “foi direto” para o primeiro ano? Normalmente as pessoas fazem o primeiro ano. – John estava confuso, Al era, e pelo visto continuava sendo, horrível para contar fatos, ele sempre se embaralhava e contava fora de ordem.

– Você não sabia? – novamente sem dar tempo ao loiro de responder que não, ele não sabia de nada daquele garoto, Al falou – Ele só tem quatorze anos!

Dessa vez John foi pego de surpresa, simplesmente não esperava ouvir que o garoto moreno, que deveria ter pelo menos vinte centímetros de altura a mais que o loiro, tinha somente quatorze anos... Como ele teria entrado no primeiro ano aos treze? Colando? Talvez, mas John sabia que isso era praticamente impossível na Evelyn Grace Academy. Subornando alguém da diretoria? Talvez também, mas todos eram ingleses! Os ingleses tem seu impecável orgulho! John tinha seu impecável orgulho que infelizmente estava sendo brutalmente ferido com as decepções e surpresas do dia. Até o dia acabar talvez esse impecável orgulho, já não existisse mais.

Albert percebeu a repentina quietude de John e delicadamente perguntou se o loiro estava se sentindo bem. Este por sua vez respondeu meio sem graça que sim, e ia começar uma rápida e involuntária explicação de suas frustrações do dia, mas foi literalmente salvo pelo sino, que anunciava o fim do horário para almoço.

John subiu para a sala rapidamente, perdendo Al no processo, pois o mais novo havia parado para conversar com a garota provavelmente latina por quem obviamente tinha uma queda, pelo menos agora tinha a confirmação de que não era a cadeira o objeto de interesse do garoto. O loiro estava determinado à... Bem, ele não tinha muita certeza sobre o que estava determinado, mas quando chegou à sala de aula e foi se sentar, notou que o garoto Sherlock não estava em sala, ou seja, sua carteira estava vaga e seu material não estava à vista.

Num impulso que John não saberia explicar, simplesmente sentou-se no lugar do outro e sentiu como se uma pequena vingança estivesse completa. Lá ele sentaria e nada nem ninguém o tiraria desse lugar.

Logo que John notou o vulto do moreno cruzar a porta, propositalmente fingiu estar extremamente interessado nas anotações das aulas anteriores. Sherlock dirigiu-se a seu “lugar de direito” e um quê de surpresa misturada com incômodo e divertimento transpassou seus olhos castanhos por não mais que uma fração de segundos.

– Você está sentado no meu lugar.

– A meu ver, estou apenas sentado numa carteira qualquer. –John olhou nos olhos do mais alto para dar tal resposta fria, foi quando notou como Sherlock era alto e sério. Na verdade muito mais alto do que ele esperava para um garoto de 14 anos, tanto que teve que inclinar que praticamente olhar pro teto para poder encarar o moreno, que não pareceu se abalar nem desistir da ideia com a resposta do loiro.

–Eu sempre me sento neste exato lugar. – Dando ênfase a palavra “sempre” e “exato” o jovem Holmes viu um sorriso brotar nos lábio do garoto sentado. E por mais que não deixasse transparecer, o estava irritando, mesmo que só levemente.

– Pois parece que vai ter que se mudar hoje, — John se sentia extremamente malicioso e vingativo neste momento, achava mais que junto o rapaz receber tais respostas pelo o que fez anteriormente com o loiro – Mas sugiro que se apresse, pois os lugares ao fundo estão acabando.

Terminando sua frase com um sorriso discreto e abertamente vitorioso, o loiro parou para notar que sua colocação era verdadeira, a sala estava enchendo, mas as pessoas não pareciam notar seu pequeno conflito com o garoto Sherlock. A sorte parecia finalmente estar sorrindo para John naquele dia.

John achou realmente que o moreno fosse lhe pedir educadamente com um “por favor” para se sentar ali, pois seus lábios tinham se tornado apenas uma fina linha e seus olhos se tornaram mais frios que antes.

Mas Sherlock simplesmente sorriu de leve para o loiro e se sentou a sua frente como se nada tivesse acontecido.

A professora de Inglês logo entrou em sala, era de baixa estatura e bem magra, cabelos curtos e suavemente ondulados, que lhe desciam até a altura dos ombros, não parecia ter mais de vinte e sete anos.

John, infelizmente, só pode notar tais detalhes quando a professora já havia chegado à extremidade oposta da sala e escrevia seu nome no quadro, Srta. Fendy, pois os ombros de Sherlock e sua cabeça com os cachos negros tampavam boa parte da visão de John.

Durante a aula, após as devidas apresentações, o loiro começou a cogitar a ideia de que sua decisão não tinha sido de toda sensata, já que tudo o que conseguia ver do quadro era uma metade o que o impossibilitou de copiar a matéria passada e a quase amaldiçoar a professora por ter um método nada uniforme de escrever.

O horário transcorreu calmamente, fora a John que estava começando a perder a calma. Não tinha conseguido copiar nada da matéria nos últimos cinquenta minutos! O que o lembrava de sua não tão sabia decisão. Afinal como é que ele iria saber que o garoto Sherlock era um gigante!? Pessoas de quatorze anos não tinham aquele tamanho todo! E somando isso á personalidade anti-social e o poder de vidência, John só podia concluir que aquele moreno sentado à sua frente era algum tipo de mutante, um ciborgue ou até mesmo um mago-vidente-telepata disfarçado.

As duas aulas seguintes foram de história, um professor um tanto quanto curioso entrou em sala. Vestia uma toga preta, como se lecionasse num colégio católico do século XIX, tinha cabelos brancos que só lhe circundavam a cabeça deixando sua “careca” reluzente à mostra no topo.

Não era muito baixo e possuía peculiares óclinhos que se penduravam em seu nariz longo e curvo. Sua aula foi especialmente trabalhosa, pois, alem de não exigir com a vontade — ou ameaça — certa o respeito que lhe era devido, possuía um tique nervoso de piscar freneticamente quando falava sobre algum fato da historia que discordasse. E ele discordava de muitas coisas.

John teve os mesmos problemas nessa aula, já estava começando a achar que o jovem a sua frente tinha plena consciência da dificuldade que ele estava tendo em enxergar o quadro ou o professor, porque cada vez que o loiro se esticava da forma mais discreta possível numa tentativa frustrada de enxergar alguma coisa, o moreno parecia fazer o mesmo movimento. Perseguição! Se não fosse seu bom senso e o professor não estivessem presentes ali John com certeza socaria aquele garoto irritante!

Logo que o horário seguinte começou, depois da rápida apresentação do professor de geografia que por sinal parecia ser um homem bem metódico e um tanto quanto severo, o jovem Holmes finalmente dirigiu a palavra a John. Acabou obviamente pegando o mais velho de surpresa que estava já conformado de que sua vingança tinha sido um grande fracasso e uma ideia não muito boa

–Você esta conseguindo copiar a meteria, não? – Sua expressão era uma incógnita, não transpassava absolutamente nada. Depois de um leve sobressalto John se irritou mais ainda com aquele garoto petulante que estava obviamente zombando dele.

– Cla... Claro que sim! – a resposta saiu meio hesitaste e John simplesmente se odiou por isso. O moreno levantou uma de suas sobrancelhas e dirigiu um olhar um tanto quanto sugestivo para o caderno de John que estava em cima da mesa, aberto e em branco.

John se sentiu a pessoa mais idiota do universo e a única coisa que queria era socar aquele arrogante à sua frente. Mas como já era esperado do jovem Watson, ele se controlou, por mais difícil que tenha sido. Para sua sorte, o professor exigiu atenção dos alunos e o moreno logo se virou, voltando a ignorar o loiro completamente. Ah! Como gostaria de poder jogar o bom senso para o alto e garoto pela janela! Ele estava implorando para no mínimo levar um soco!

O sinal que anunciava o término do período de aulas fez John suspirar aliviado. Pegou suas coisas e saiu, não teve nem a companhia da Al e nem notou como Sherlock Holmes havia saído rapidamente de sala. Logo chegou aos portões de entrada e saída, estava abarrotado de jovens, mas John abriu seu caminho e chegou do lado de fora. Avistou o carro de seu pai e pouco tempo depois eles faziam o percurso de volta para casa.

No caminho a mente de John vagou por um “resumo” de seu primeiro dia de aula no segundo ano... Novamente. Parecia ter começado bem... Pelo menos ainda estava vivo e passando bem... As coisas podiam ter sido piores. O otimismo auto-induzido daquele dia mais cedo estava começando a voltar, e pelo jeito estava dando certo! John estava quase acreditando em si mesmo e seu otimismo! Até que o carro passou por cima de um quebra-molas e o loiro, que estava com a cabeça apoiada na janela, acabou por chocar violentamente a testa contra o vidro. Praguejou baixinho, amaldiçoando todas as formas de otimismo. Nunca dava certo, porque daria agora? Tinha que para de tentar, isso só lhe trazia falsas esperanças e dores de cabeça, mais literalmente do que deveria.

Seu pai avia lhe perguntou sobre seu dia e John se restringiu a responder que tinha sido legal, interessante e normal. Obviamente o mais velho não tinha perguntado por educação, mas o loiro não tinha conseguido pensar em nada melhor para responder.

Enquanto seu pai estacionava o carro, John contemplou sua casa, era modesta e vermelha. Sorriu ao último fato. Lembrou-se das pequenas “brigas” de seus pais sobre as cores das casas, desta vez sua mãe havia vencido com o belo vermelho. A casa tinha sete quartos, duas suítes e era bem decorada, graças ao bom gosto de sua mãe e paciência quase infindável de seu pai. Principalmente quando se tratava da Mrs.Watson e suas decorações criativas.

Tinha porta retratos por uma boa parte dela e móveis que conheceram diversas outras casas, dos quais sua mãe insistia em não se desfazer. Seu cheiro trazia a John a sensação de lar, de um lugar fixo para morar finalmente. Também lembrava ao loiro sua antiga casa na Inglaterra, a que morava antes de começar a temporada de viagens com os pais.

Saindo do carro o loiro entrou em casa após seu pai e, depois de ter dado uma rápida passada na cozinha e um beijo na sua mãe, subiu para o segundo andar que levava aos quartos. Adentrou seu quarto, que como um bom quarto de um ex-estudante do colégio militar, era impecavelmente limpo, extremamente organizado e bem simples devido à recente chegada de seu atual dono.

Com uma TV, um armário médio, duas mesinhas de cabeceira com seus abajures, uma escrivaninha, um banheiro e o mais importante, uma cama. Nada muito sofisticado, porem espaçoso e arejado, nada que lembrasse muito os alojamentos dos quartéis por onde John foi abrigado a passar em algumas situações. Tirando os sapatos e colocando a mochila sobre a cadeira da escrivaninha, o loiro se esticou em sua cama, ainda trajando o uniforme e se sentiu mais leve.

Talvez fosse o peso da mochila, mas John duvidava. Logo se levantou, tomou um banho e, já de pijamas, desceu e jantou com seus pais. Depois regresso ao quarto onde se deitou novamente e ficou pensativo encarando o teto.

Depois de vinte minutos assim, o loiro já estava mais do que dormindo e apresentava feições calmas de alguém que crê que o amanha será melhor... Será diferente... Será mesmo? Dependendo de sua sorte só viriam piores daqui para frente. Ou talvez não...


Notas finais
YAY!! O fim do primeiro capítulo finalmente!! Esperamos que tenham gostado!!
Digam o que acharam!! A opinião de vocês é mais importante do que parece, nem que seja para mandar a gente dar um jeito no Sherlock e meter-lhe lentes azuis!! Ou para deixar ele bonito do jeito que é, e fazer o John ser moreno!! (???)
Oh!!Um aviso para aqueles que favoritaram e/ou são leitores. Por favor se manifestem! Nem que seja só um "oi (0-0)/"!! Nós queremos poder amar vocês também!! Se esse não for o caso, e isso seja apenas uma paranóia esquizofrênica das autoras que vos falam por favor desconsiderem o aviso!!
Obrigada por lerem!! Amamos vocês!! Menos os anônimos... Brincadeira!! Amamos até os anônimos! A gente sabe que é só timidez!!
Kisses & Hugs!! Baka1 e Baka2
Baka-Baka2