Real Eyes Realize Real Lies
3 Cap2 - Do not disturb,I'm disturbed enough already
Notas iniciais
Olá lindos dos nossos corações! Finalmente voltamos com mais um capítulo dos nossos queridos jovens perturbados! Esperamos que compreendam a demora e aproveitem a leitura! Fizemos com muito carinho para vocês nossos amados seres místicos!!
Perdoem os errinhos de português, nós tentamos concertar o máximo possível, mas nem o corretor do word é perfeito. ;P
Kisses & Hugs
Baka-Baka2
Depois de vinte minutos assim, o loiro já estava mais do que dormindo e apresentava feições calmas de alguém que crê que o amanha será melhor... Será diferente... Será mesmo?
No dia seguinte John se viu atravessando novamente os portões da Evelyn Grace Academy, e mais uma vez a sensação de desconforto que o loiro não sabia dizer se era um bom ou mau pressentimento se apoderava de sua mente. O dia anterior tinha sido traumático e frustrante, mas John era otimista e infelizmente os otimistas acreditam que o amanhã será melhor.
Logo se dirigiu para a sala 221, não tinha avistado Albert ainda, mas achou melhor não esperar pelo mais novo, afinal, eles eram só colegas de classe. Ao entrar notou que lá estava Sherlock Holmes, no mesmo lugar, bebendo calmamente algo que trouxera em uma garrafa térmica. John resolveu que seria melhor se sentar longe do rapaz moreno.
Já tinha tido seu orgulho e sua confiança esmagados no dia anterior por este mesmo garoto, então, para conservar os caquinhos de sua pessoa que sobraram e por estar pouco à vontade com a ideia de ser humilhado novamente pelo outro, o loiro sentou-se na extremidade oposta da sala.
Quando John deu-se por si, a maioria dos alunos já estavam sentados e o professor já estava entrando. Reparou que Al estava entretido em carregar o material da “Garota da cadeira”, era assim que John tinha mentalmente apelidado a moça, já que Al nunca havia mencionado seu nome.
O primeiro horário de aula foi tranquilo e John se sentiu muito bem, havia conseguido finalmente copiar a meteria e parecia estar entendendo tudo... Ou melhor... Relembrando tudo. Muitas das matérias que estava vendo, já tinha visto em uma das outras escolas que passou, mas em compensação existiam coisas que supostamente já deveria saber no primeiro ano que só tinha uma pequena noção, e outras coisas que deveriam ser vistas no terceiro ano que já sabia bem.
No tempo que teve para se perder em pensamentos, o jovem loiro chegou à conclusão de que o sentimento de frustração e vergonha que tomavam conta dele quando pensava no jovem moreno do outro extremo da sala tinham que acabar. Eram simplesmente sentimentos infantis que não iriam leva-lo a lugar algum, então decidiu esclarecer tudo, descobriria como aquele garoto soube aquelas coisas sobre ele e nunca mais precisaria se preocupar com Sherlock Holmes.
O sinal tocou anunciando o termino de um horário e o inicio de mais um John consultou a folha de horários. Agora iriam ter aulas de Línguas Modernas, que eram eletivas, onde cada aluno escolhia a língua estrangeira de sua preferência. O loiro procurou na folha para que sala ele iria e gemeu baixinho... Alemão! Porque raios ele tinha escolhido ALEMÃO?! Bem, tecnicamente ele não escolheu... Tirou na sorte que língua estrangeira faria e por acaso saiu alemão... Malditos papeizinhos e maldita sorte!
Al passou por John, enquanto o loiro arrumava as coisas e praguejava mentalmente amaldiçoando sua sorte, e o cumprimentou calorosamente anunciando de forma que, John pôde ter certeza que o ouviram na Ucrânia, que iria para a aula de francês com a Carolyn, ao que o loiro deduziu ser a moça latina. A mesma pareceu notar a presença de John somente neste momento e o cumprimento com um sorriso o qual John não pode deixar de julgar como belo.
Enquanto se encaminhava para a sala de alemão ainda frustrado com sua sorte, John esbarrou em alguém e quando levantou os olhos teve uma pequena e desagradável surpresa.
– Não deveria culpar os papeis ou sua sorte por sua lastimável falta de vontade e de criatividade. – Sherlock passou reto pelo loiro após o breve comentário e entrou na sala ao lado.
John queria simplesmente soca-lo tanto que seus dentes virariam farinha! Mas conteve-se como sempre. O encontro chocara e aborrecera John mais ainda, o jovem Sherlock era extremamente estranho, e agora, além de saber tudo da vida de John, lia mentes. Resolveu deixar “o problema” de lado e focar na aula de alemão... Alemão... John estava odiando o segundo ano cada vez mais.
Entrou na sala de aula que já estava praticamente com todos os alunos sentados já e sentou-se perto de uma garota. O professor demorou uns dez minutos, o que deu a John tempo de socializar, ou seja, a garota ao seu lado “puxou conversa”.
– Olá! –disse ela em um tom animado, mas sua voz lembrava uma gatinha dengosa, John achou graça de si mesmo por denominar a voz de alguém assim e sorriu.
A moça lhe retribuiu o sorriso e John notou como ela era bonita. Tinha cabelos num marrom escuro, meio cacheados, presos de forma elaborada a deixar seu rosto livre, com apenas um cacho ou outro em sua testa. Olhos verdes muito claros, e seus lábios meio finos se destacavam com um batom rosa extremamente chamativo, mas não vulgar.
– Olá! – respondeu o rapaz ainda sorrindo, finalmente conseguiria falar com alguém normal – Me chamo John Watson. É um prazer Srta...
–Irene, me chamo Irene Adller. E o prazer é meu John. – Disse a menina com um sorriso belo e jovial, o loiro poderia até arriscar que era um tanto sedutor.
John terminou de arrumar seu material na carteira de forma metódica e pratica e durante todo o processo os olhos felinos da moça o seguiram, mesmo quando ele não reparava, ela o observava com uma expressão seria, como um gato que espera para fugir.
– Notei que é novo por aqui e não parece muito feliz, algum problema? – Os olhos da moça brilharam.
John poderia ter respondido que suas frustrações eram inúmeras, repetir o segundo ano, ainda não ter travado uma conversa normal com alguém, o fato de o rapaz moreno Sherlock Holmes o tirando do serio, mas o jovem loiro apenas disse.
–Na verdade, sim -sorriu meio sem graça- Estou começando a achar que fazer Alemão foi uma decisão infeliz, quero dizer, dizem que é uma língua muito complexa...
A moça riu e foi o riso mais assustadoramente doce que o jovem John já havia ouvido, ela riu discretamente e enquanto professor entrava e começava as apresentações de forma pouco animadora, Irene sussurrou:
– Não se precipite, as pessoas costumam julgar cedo demais. — e se virou para prestar atenção no professor que já começava a anotar algo no quadro.
Tudo isso deixou John meio de confortável e extremamente arrepiado, mesmo que a mocinha o tivesse feito de forma bem discretamente e sensual, o aviso parecia abranger mais do que só seu julgamento sobre a aula de alemão.
A aula transcorreu normalmente, e o jovem Watson não achou Alemão uma língua complicada... Era definitivamente impossível! Ele entrava perdido em anotações sem sentido, em formas de escritas com um alfabeto totalmente novo, estava segurando a cabeça entre as mãos com um ar desesperado quando uma mão delicadamente tocou seu ombro acordando-o com um sobressalto de seu devaneio desesperado.
– Se está tendo dificuldades eu talvez possa te ajudar. – Disse Irene com sua voz de gata, sorrindo.
– Acho que minha principal dificuldade é por nunca ter estudado a língua antes –Disse John meio sem graça – Mas ficaria grato se você pudesse me explicar algumas coisas.
– Certo, mas acho melhor irmos, o sinal para o termino deste horário já tocou e não quero chegar atrasada para minha aula de teatro – a moça se levantou de seu lugar ao lado de John, pegou os livros nos braços e fez menção de ir indo embora, mas no ultimo segundo olhou para o loiro que ainda estava arrumando seu material –Nos esbarramos por ai John – e acenou.
John então se dirigiu a sua sala habitual, a 221-B, lembrando-se que neste horário teria aula de biologia, mas após essa aula massacrante de Alemão, qualquer matéria seria bem vinda e além do mais, era de extrema importância que ele soubesse muito bem biologia, já que era um dos pré-requisitos básicos para a faculdade de medicina.
Chegando à sala o jovem loiro se dirigiu a seu lugar enquanto vários de seus outros colegas de classe faziam o mesmo, neste meio tempo, percebeu que Sherlock, não se encontrava em seu habitual lugar do outro lado da sala, de inicio, obviamente, estranhou, mas logo sua atenção se voltou para a professora de biologia que introduzia uma matéria que John já sabia, mas sempre teve um incontido interesse.
A aula transcorreu no que o jovem loiro poderia chamar de a mais completa e plena paz. Logo o sinal avisando o intervalo soou e John pegou sua carteira, seu celular e foi para o pátio. Enquanto descia as escadas achou ter visto o jovem Holmes, mas quando olhou de novo ele já não estava mais lá.
Comprou seu almoço e se sentou em uma mesa de onde viu Al passar todo animado carregando duas bandejas e seguindo Carolyn, John sentia uma pontada de pena por Al... Mas afinal de contas que sensação irritante era aquela de como se estivessem o observando! O loiro virou bruscamente para trás e deu de cara com o jovem moreno Sherlock o olhando do outro lado do espaço com as mesas.
Isso bastou para John se sentir perseguido, fulo da vida ele afastou sua bandeja com cuidado e se levantou decidido a perguntar para aquele garoto qual era o problema, porque estava tão interessado em ficar esgotando a paciência de John.
Mas enquanto andava até o outro lado, o loiro notou que Sherlock já não estava mais lá. Começando a se preocupar seriamente se estava enlouquecendo ou criando uma paranoia sem fundamento em relação ao moreno, ele resolveu que iria vagar pelos terrenos da escola, afinal, era uma escola grande e as chances de esbarrar em Sherlock eram mínimas.
Enquanto vagava sem rumo por perto do ginásio e do anfiteatro da escola John notou Irene saindo desacompanhada do anfiteatro, algo estranho porque os professores são os responsáveis pelas chaves das salas, o que será que ela estava fazendo com as chaves do teatro e como as teria conseguido?
John foi até a mocinha e notou que ela era mais baixa do que imaginara. Ele chamou por ela e Irene não pareceu assustada como se pega no flagra, mas sim muito a vontade, acenou para John e abriu um sorriso luminoso.
– Hey! Não disse que iríamos nos esbarrar por ai? – disse a moça quando John já havia se aproximado dela.
– Você tem as chaves do anfiteatro?! – perguntou o loiro tentando ser o mais discreto possível.
– Ah claro, você esta falando disto aqui? – a moça chacoalhou o molho de chaves depois de trancar a porta do anfiteatro. – Não, não é meu. Na verdade eu o roubei hoje cedo do professor de artes, e estava aí dentro – indicou o lugar com o indicador – fazendo os moldes das chaves para caso um dia elas me sejam úteis. Vou fazer as cópias das chaves e guarda-las junto as cópias que tenho de todas as salas do ensino médio e fundamental.
John estava pasmo, boquiaberto, sem palavras, um milhão de pensamentos zunia em sua cabeça e a única coisa que ele conseguia fazer era olhar do molho de chaves para Irene e de volta para o molho de chaves.
– É claro que não seu bobinho! – a moça riu – Eu sou ajudante do professor de teatro, então ele me emprestou as chaves para que eu viesse checar se estava tudo certo com uns figurinos que foram usados no ano passado, talvez tenhamos que usá-los em nossa próxima apresentação.
– Erm... Oh... Bem... Claro... Certo então... Desculpe-me eu realmente não esperava uma resposta como aquela – o loiro estava totalmente perdido em desculpas e um profundo e final entendimento – Você me pegou desprevenido... E foi muito seria na brincadeira, deve ser uma ótima atriz! – riu totalmente constrangido.
– Modéstia à parte... Sou sim. – a moça deu a volta em John e foi andando de costas enquanto se despedia – Mas agora tenho que ir, o professor deve estar querendo saber sobre os figurinos.
A moça foi, deixando um John meio confuso para trás, mas conformado, afinal, ela só tinha brincado com, provavelmente ele estava paranoico vendo coisas onde não existia nada.
– É impressionante como ela sempre consegue. – falou uma voz que fez o loiro virar em um pulo.
– Você!? Porque esta me seguindo? E o que quer dizer com “ela sempre consegue”? – John já estava por aqui com aquele rapaz moreno insolente, ele ficava aparecendo do nada e estava, ou pelo menos John acreditava que estava perseguindo-o.
– Não estou te seguindo, talvez você seja que esteja me seguindo. – disse o rapaz num tom frio – e em relação à Irene, ela fez você de gato e sapato não? Realmente acreditou nela não foi?
Antes que o jovem Watson pudesse responde qualquer uma das colocações e perguntas, foi interrompido por Sherlock, novamente.
– Não responda, as perguntas são retóricas. Já que minha distração por aqui acabou acho que vou indo, além do mais, já vai tocar o sinal para regressarmos a aula. – e simplesmente saiu andando.
John foi deixado para trás novamente naquele dia só que dessa vez estava completamente confuso, nada conformado e para acrescentar profundamente irritado. O que aquele garoto Holmes achava que era? Só porque ele pulou um ou mais anos na escola também não significava que era superior e poderia tratar todos os outros como idiotas!
Para piorar a situação o maldito estava certo! Nem dois minutos tinham se passado após Sherlock ter saído, John pode ouvir o sinal tocando e os alunos começarem a se locomover em direção ás salas de aula. E como a vida do loiro parecia seguir a filosofia de que “se pode complicar para que facilitar”, o jovem aspirante a médico nem sequer tinha comido o almoço para ir atrás do Holmes momentos mais cedo, antes de encontrar Irene.
John se dirigiu á sala amaldiçoando o moreno até a sua vigésima geração e adiante o culpando por todas as desgraças possíveis, desde o aquecimento global até a fome que corroia seu estômago. O loiro entrou na sala, visivelmente irritado. Sentou-se em seu lugar com uma expressão fechada e dedicou-se a prestar atenção nas aulas, enquanto tentava ignorar a fome e rogava pragas a Sherlock, que por sua vez estava sentado em seu lugar usual, ignorando as aulas e bebericando do conteúdo de sua garrafa térmica com o mais profundo tédio estampado em sua face.
O resto das aulas se passou da mesma forma. John ignorando a fome e irritado com Sherlock. E Sherlock ignorando o mundo e entediado com tudo e todos.
O sinal para o fim das aulas bateu e John saiu da sala o mais rápido que pode. Jogou o material de qualquer jeito na mochila, atitude muito inadequada e contra todo o ensinamento militar que tinha recebido, mas estava com fome e queria chegar logo em casa para poder jantar. Estava a ponto de seu estômago começar a consumir suas entranhas, então soltou sua educação e militarismo aos ventos, e fez seu caminho em meio à multidão de alunos com pressa, sem nem mesmo se despedir direito de Al.
Quando John chegou aos portões logo avistou o carro de seu pai ao longe e foi em direção a ele com mais calma. Quando estava chegando próximo ao carro de seu pai viu um imponente carro escuro, aparentemente muito caro e bem cuidado, e o infinitamente maldito garoto Holmes adentrando-o, o loiro teve um pequeno vislumbre de outro jovem sentado no banco ao lado de onde Sherlock tomava assento. John balançou a cabeça rapidamente jogando para longe os pensamentos sobre Sherlock Holmes e qualquer coisa envolvida com aquele moreno desprezível. Precisava se concentrar na comida que o estaria esperando em casa.
O trajeto de volta para casa foi completamente normal. Assim que chegou em casa correu direto para a cozinha sem nem esperar por seu pai, cumprimentou a mãe com um beijo na bochecha e roubou um pedaço do que provavelmente seria o jantar, mesmo com as ameaças e reclamações de sua mãe nunca em sua vida John achou um pedaço de bolo de carne meio insosso tão apetitoso. Depois de seu pequeno furto subiu ao seu quarto, colocou a mochila no lugar e tomou um banho rápido.
O jantar ocorreu como sempre, John deve ter provavelmente comido o dobro de suas porções usais no jantar. Coisa muito bem recebida pela Senhora Watson já que todos pareciam injustamente apreciar muito pouco seu bolo de carne.
Com o estomago já cheio John voltou a seu quarto, se jogou em sua cama e olhou para sua mochila. Teria que estudar algumas matérias que aparentemente deveria ter aprendido, mas acabou não o fazendo por conta da constante mudança de países que teve que passar. Mas principalmente teria que estudar alemão, porque os alemães tinham que se complicar tanto só para falar? Seguindo a linha de pensamento se lembrou da bela e simpática Irene que conheceu naquele dia, e consequentemente acabou se lembrando de Sherlock. Aquele maldito tinha que assombra-lo até quando estava em casa! John seria uma pessoa extremamente realizada conseguisse nem que minimamente afetar aquele garoto e baixar aquela bola toda que ele tinha.
E com esses pensamentos em mente John Watson adormeceu com uma decisão firme em sua mente. Descobriria como Sherlock conseguiu saber tantas coisas sobre si, e de alguma forma usaria essa informação para fazer o moreno descer do pedestal em que ele mesmo tinha se posto. E assim finalmente conseguiria limpar a existência de Sherlock Holmes de sua vida.
Notas finais
Por favor comentem!! Sabemos que dá preguiçinha, mas não sigam o exemplo das suas autoras e digam o que acharam!! Toda a opinião conta! Principalmente a de vocês nossos amadinhos seres místicos!!
Esperem pelo próximo que com certeza não demora tanto quanto a atualização do último!! Kkkk!!
Kisses & Hugs
Baka-Baka2
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