Ravenant Hills (Hiato)
2 Rixa Do Passado
Notas iniciais

Prefeitura de Ravenant Hills
A prefeitura de Ravenant Hills era uma construção que parecia um templo romano com uma cúpula dourada. Era uma figura imponente e toda construída em mármore branco e cimento.
No gabinete do prefeito uma sala não muito grande, com uma vista para o quintal da construção, uma mesa feita de madeira de cedro, com algumas pastas sobre ela, uma placa dourada com o nome do prefeito em letras grandes onde se lia:
Prefeito James Talbot
O prefeito Talbot era um homem calvo, de olhos azuis, um bigode espesso, um rosto largo, e uma barriga um pouco grande que ele cultivava dada as suas bebedeiras. Uma cerveja no almoço, um uísque da melhor qualidade a noite, antes de dormir para ajudar a pegar no sono.
Ele vestia um terno branco impecável com uma camisa branca, sem gravata e sapatos brancos como o terno.
Em um porta — casacos de madeira estava pendurado o seu chapéu de caubói branco. Aquela roupa impecável ajudava a passar a idéia de que ele era um homem puro, generoso, um deus entre os homens. Havia certas discrepâncias naquilo, mas todos na cidade, com exceção de Ophelia Ravencraft, o idolatravam.
O prefeito era não somente uma celebridade local, mas também um homem muito poderoso e rico que controlava a polícia e dava proteção ao padre local, caso este fizesse algo comprometedor que pudesse manchar o nome da instituição, a toda poderosa igreja católica.
Então, ele estava respondendo uma carta, com seus óculos de perto com armação tartaruga, de lentes semi redondas no rosto, quando ouve batidas na porta.
Ele interrompe o que estava fazendo, tira o óculos do rosto e se põe a reclinar sobre sua cadeira de madeira com estofamento de couro preto.
— Quem é? — James questiona.
— Sou eu, Betty Page, sua secretária. O Capitão Bradford da polícia quer falar com o senhor — Betty retruca com sua voz estridente.
— Entre! — James replica.
A porta se abre e Betty, a secretária do prefeito, uma mulher de estatura baixa, cabelos loiros, olhos azuis, em torno de 50 anos, vestindo uma blusa rosa, com uma saia secretária da mesma cor, meia calça preta, e sapatos cor de rosa entra com o Capitão Bradford, um homem calvo, de rosto oval, olhos castanhos, sobrancelhas pretas, vestindo uma jaqueta preta de couro com a insígnia da polícia nas mangas da jaqueta, um crachá com o sobrenome dele escrito, uma calça preta, um quepe preto também com a insígnia da polícia, e sapatos pretos. Ele carregava na cintura um coldre com seu revolver e uma lanterna com um cordão preso no passador da calça.
Então, Betty e o oficial entram no gabinete do prefeito e ela fecha a porta logo atrás dela.
Eles se aproximam da mesa do prefeito e Betty aguarda ao lado do oficial a ordem para se retirar.
— Não, eu não desejo mais nada — James atesta— Pode se retirar, senhora Page.
— Obrigada, senhor prefeito. Com licença — Betty diz se retirando.
O Capitão Bradford era um homem que adorava perseguir um rabo de saia alheio. Sendo assim, ao ver a secretária do prefeito se retirar com reboladas, fazendo com que o traseiro dançasse debaixo da saia, se aproximou e deu-lhe um tapa fazendo Betty corar. Ela parou, voltou o seu olhar para o Capitão e bastante indignada com aquilo, deu lhe um tabefe no rosto.
— Seu tarado! Pervertido! — Betty berrou.
Ele então fez biquinho como se estivesse beijando o ar e ela franziu o cenho esboçando uma expressão de raiva.
Betty virou-se e foi embora, fechando a porta do gabinete assim que saiu.
— Então, Capitão. Betty me disse que você queria falar comigo — James retrucou.
O Capitão voltou o olhar para o prefeito.
— Que rabo, hein senhor? — O oficial comentou.
Ao ver que o prefeito esboçara uma cara de paisagem, o Capitão pigarreou e ficou sério.
— Desculpa, senhor — ele se desculpou — Sim, eu queria falar com você.
Ele então retirou o quepe da cabeça e o fez de abano para se refrescar do calor que estava sentindo. Ele suava.
— Cara, que calor...— ele suspirou e abriu um sorriso.
— Senhor Bradford! — James bradou — Fale logo o que o trouxe até mim.
— Desculpe, senhor. Eu peço mil perdões. Não vai se repetir de novo. É sobre as Ravencrafts — Bradford desembuchou.
— O que tem as Ravencraft? — Ravencrafts e Talbot eram duas famílias que mantinham uma rixa há anos. As duas famílias se odiavam. Isso porque os Talbots, puritanos como eram, viam os Ravencraft como uma ameaça, e os chamavam de "servos do demônio".
—Bem, ontem eu e os meus homens pegamos uma delas — O Capitão tirou de um dos bolsos da jaqueta a foto de Malvina que estava guardada como um "santinho" e colocou sobre a mesa do prefeito— O nome dela é Malvina Ravencraft, senhor.
O prefeito olhou fixamente para aquela foto.
— Malvina Ravencraft — O prefeito repetiu — Conte-me o que aconteceu.
— Bem, senhor...nosso chefe disse que alguns mendigos testemunharam uma mulher com superpoderes levantar um carro, e atirá-lo em um grupo de garotos. Então fomos investigar e encontramos ela, nossa suspeita — O Capitão apontou com o dedo para a foto — Parecia que ela estava surtando de raiva.
— Continue...— James pediu.
— Nós tentamos impedi-la, mas ela veio com um vento estranho para cima de nós. O que eu estou tentando dizer é que essa daí não me engana, senhor. Ela é definitivamente uma bruxa — O Capitão concluiu.
O prefeito ficou a refletir sobre aquilo.
Passado
12 de outubro de 1613, À noite.
Seis mulheres acusadas de praticarem bruxaria pelo padre local que estava acompanhado de uma multidão com tochas nas mãos, estavam amarradas em uma tora de madeira com alguns galhos secos debaixo dos pés.
Todas usavam vestidos brancos, e estavam com os pés descalços. Uma tinha cabelos pretos e olhos verdes. Outra tinha cabelos loiros e olhos verdes, uma outra tinha cabelos ruivos, uma pele branca como porcelana e olhos azuis, e outra era Negra de olhos amendoados e a última tinha traços orientais e olhos castanhos.
—Senhoras e senhores, damas e cavalheiros. Contemplem as seis filhas do Demônio! — O Padre bradou e apontou para as seis mulheres que lamuriavam sobre as fogueiras construídas para elas.
O padre vestia um robe franciscano com capuz que estava abaixado preto e nos pés, sandálias de couro. Seu nome era Gregorio Sutton.
Junto com ele estava o xerife da cidade Jacob Talbot, um homem de cabelos pretos, olhos castanhos,usando um chapéu preto com uma faixa larga preta de couro, uma fivela dourada no centro na cabeça e vestindo uma camisa preta com uma enorme gola branca, mangas brancas, um cinto preto de couro com uma fivela dourada, uma calça preta, meias brancas até os joelhos cobertas um pouco pela calça, e sapatos pretos com fivelas douradas.
Jacob se punha ao lado de uma das fogueiras segurando uma tocha na mão, disposto a atear fogo, caso o Padre Sutton viesse a dar-lhe a ordem.
— Observem o homem que está diante de vocês, este homem, Jacob Talbot, é um servo do Senhor. Ele expurgará o mau pela raíz e trará paz para a nossa cidade.— Padre Sutton bradou— Cada Bruxa que se opuser as ordens do nosso Senhor, irá queimar na fogueira.
Os cidadãos vibram com o Padre Sutton e levam seus punhos fechados para o alto.
— Cidadãos! Há um mau em nossa cidade que pode sucumbir a todos. Vamos juntos lutar contra esse mau com o poder de nossa fé e a graça de Deus! — Padre Sutton exclamou e aguardou a resposta dos cidadãos de Ravenant Hills.
Todos gritaram um "Salve Padre Sutton, nosso salvador" e "Queimem as bruxas!"
Jacob que estava a postos ao lado de uma das fogueiras começou a gritar "Queimem as bruxas" junto com a multidão e ateou fogo na fogueira da primeira bruxa. As chamas logo foram se espalhando e começaram a queimar os galhos sob os pés da primeira mulher enquanto a mesma berrava um "não!". As outras mulheres logo começaram um coro junto com a primeira.
O Xerife da cidade prosseguiu ateando fogo nas outras fogueiras, uma a uma. As mulheres se debatiam e contestavam aquele ato, mas a multidão tinha certeza de que Padre Sutton estava certo de praticar aquele ato.
[...]
Algum tempo depois, todas as fogueiras estavam acesas e as chamas subiam pela madeira queimando com rapidez até se aproximar dos pés das mulheres presas nas estacas.
Então, uma mulher vestindo um robe preto com um capuz que ocultava o rosto interferiu, mas o fogo continuava a se espalhar e queimar a carne das pobres mulheres.
— Espere! — A figura bradou.
— Quem é você? — Jacob questionou.
A figura misteriosa abaixou o capuz. Era uma mulher de cabelos pretos e olhos verdes.
— Eu sou Orianthi Ravencraft — A mulher se apresentou — Deixe essas mulheres em paz.
— Então, temos mais uma bruxa. Ótimo! Você se juntará à elas — Padre Sutton exclamou.
—Essas mulheres são inocentes — Orianthi contestou.
— Elas são Bruxas e devem queimar no fogo purificador! — Padre Sutton rebateu.
— Não se atreva a me desafiar — Orianthi bradou.
— E o que você vai fazer? — Padre Sutton provocou.
— Muito bem. Eu vejo que não tenho outra escolha. Você desafiou os poderes dos Ravencrafts.
Orianthi juntou as mãos em posição de oração e conjurou um feitiço.
— "Água acima de mim!" — Dito essa frase, o céu começou a escurecer e as nuvens ficaram carregadas. O trovão se pronunciou e relâmpagos começaram a cair.
A multidão que seguia o Padre Sutton começou a se apavorar com aquela estranha mudança climática.
— Meu Deus! É o apocalipse! Estamos condenados! —Todos disseram já estremecendo.
— Acalmem-se! Isso não é o apocalipse! Ela é fajuta! — Padre Sutton bradou tentando aquietar os fiéis seguidores.
Então, o céu começou a verter suas lágrimas que começaram a molhar as roupas de todos os presentes e apagaram todas as chamas. Mas era tarde, os corpos das seis mulheres acusadas de bruxaria já estavam carbonizados aquela altura do campeonato.
O Padre Sutton olhou ao redor e ficou pasmo com aquilo. Aquilo provara o que ele já imaginava, era bruxaria.
— Eu já sabia! Bruxa! — Exclamou o Padre Sutton apontando o dedo para Orianthi — Vocês Ravencraft são todos filhos do tinhoso! Suas almas pereceram no fogo do inferno!
— Você quer fogo? Eu te darei fogo! — Orianthi retrucou — Fogo em meu interior, eu o clamo!
Então, uma chuva de fogo começou a cair e se misturar com a chuva que caíra das nuvens.
— Eu não tenho medo de seus truques baratos, Bruxa! — Padre Sutton contestou. Ele não demonstrava medo das consequências de ter ameaçado uma bruxa.
— Truque? Você acha que eu estou brincando? Olhe para esse rosto e me diga, pecador! — Orianthi bradou.
— Pecador? Eu sou um homem de Deus. Quem peca contra o Senhor é você! — Padre Sutton acusou — Você é filha do demônio, toda a cria dos Ravencraft é!
Enquanto Padre Sutton e Orianthi Ravencraft trocavam insultos, a chuva de fogo continuava e a multidão que seguia o Padre se apavora mais ainda e resolve debandar dali.
O Xerife Jacob Talbot volta o olhar para a multidão que fugia correndo como baratas e intervém.
— Ei, onde pensam que vão? Voltem aqui! — Jacob exclamou.
A multidão desaparece correndo, deixando Jacob muito frustrado, pois ele via o seu apoio moral ir embora. E sem quem o apoiasse além do Padre, ele não era nada.
— Malditas Bruxas! Essa cidade está impregnada dessas filhas do Cão! — Jacob praguejou.
Jacob começou a pensar em algo. A família Talbot sempre tivera uma rixa contra os Ravencraft, pois os Talbots é que eram os fundadores de Ravenant Hills, porém, os Ravencraft contestavam, pois eram a segunda família mais poderosa da cidade, não em questão de poder aquisitivo, mas porque muitos temiam os Ravencraft, devido a suas práticas não ortodoxas.
"É isso! Eu vou acabar com o mau pela raíz, irei incendiar o ninho dos Ravencrafts, e depois eu queimarei toda a cidade em chamas" — Jacob pensou.
[...]
Enquanto isso, o Padre e Orianthi continuavam a sua rivalidade.
— Eu estou te avisando, Sutton. Não mexa com os Ravencrafts ou será punido por isso — Orianthi amaldiçoou.
Então, Jacob resolveu interromper a discussão.
— Nós perdemos os fiéis, Padre
Jacob informou — Vamos deixar para cuidar dessa Bruxa um outro dia — Jacob olhou de soslaio para o padre como se retrucasse "Entendeu?".
— Ah sim, bem pensado, senhor Talbot — Padre Sutton replicou.
— Bruxa, retire a sua praga! — Jacob ordenou.
— Está bem. Mas você não sairá impune, Talbot. Quando a lua estiver cheia, você se tornará uma fera com traços de lobo e que anda como um homem — Orianthi jurou.
— Tolices! — Jacob zombou — Eu não acredito nessas bobagens.
— Marque minhas palavras! — Orianthi contestou.
Jacob assoviou chamando um cavalo que logo chegara a galopadas. Ele e o Padre descartaram suas tochas apagadas e subiram no animal.
Ele então tomou as rédeas e se despediu de Orianthi.
— Adeus, Bruxa! Nós ainda nos encontraremos!
Jacob bateu o pé na barriga do cavalo e desapareceu dali levando o Padre no lombo do cavalo.
Orianthi ficou a olhar os dois saírem.
Então, ela olhou para o céu e conjurou algumas palavras.
— Encantare Osrever!
O céu logo se abriu dando fim aquela mudança climática.
O Incêndio
Algum tempo depois, Orianthi chegara em casa e encontrara os três filhos que ela havia tido com um fazendeiro.
Os três rapazes eram Jake Ravencraft, Cornelius Ravencraft, e Amos Ravencraft.
Jake, o mais velho dos irmãos era um jovem de cabelos pretos e curtos, uma pele parda, olhos verdes, vestia uma camisa branca com costura em X, uma calça de couro marrom, e botas de couro preto. Ele usava um brinco de argola de prata na orelha esquerda.
Cornelius, o segundo irmão, era mais novo que Jake, assim como Amos. Ele tinha cabelos longos e castanhos, olhos verdes como os de Jake, e uma pele pálida, vestia uma camisa branca como a de Jake, mas com uma blusa de couro marrom com capuz, calça preta e botas marrons.
Amos o terceiro irmão, tinha cabelos pretos, pele negra, olhos castanhos. Ele vestia uma túnica de algodão amarela com um cinto de couro preto e fivela prateada sobre uma camisa preta de algodão, um par de munhequeiras de couro com rebites, uma calça preta e sandália de tira de couro marrom. Ele carregava na cintura uma rapieira. Amos aprendera com o pai a arte da espada, que o mesmo teria aprendido com seu avô para poder se defender de ladrões que viessem a assaltar a sua fazenda.
Ao verem a mãe entrando, eles a recebem.
— Mãe! Você voltou! — Jake exclamou.
— Onde você estava? — Cornelius questionou.
— E porque demorou tanto? — Amos quis saber.
— Olá, meus filhos. Eu estava dando um fim a caça as bruxas que o Padre Sutton e o Xerife Talbot começaram — Orianthi replicou — Padre Sutton me desafiou e eu tive que usar minha magia para dar uma lição nele.
— Mãe, você sempre diz que não devemos usar nossos poderes para coisas banais — Cornelius lembrou.
— Eu sei, mas essa corja que o Xerife e o Padre formam...é simplesmente inaceitável — Orianthi disse um tanto desacorçoada.
[...]
Mais algum tempo depois, batidas surgem na porta. Orianthi e os filhos olham para a porta.
— Quem será que é? — Jake indagou.
— Eu vou ver. Fiquem aqui — Orianthi aconselhou.
Orianthi se dirigiu a porta e a abriu cuidadosamente. Ela deixou uma fresta e olhou para ver quem estava lá fora. Era o Xerife e o Padre Sutton que a olhavam com malícia nos olhos.
— Então nós te encontramos — Padre Sutton retrucou.
— O que querem dessa vez? — Orianthi questionou.
— Nós estamos aqui para realizar um trabalho do Senhor. Expurgar toda a sua cria maldita, Ravencraft! — Padre Sutton exclamou.
— Vão embora! Eu não quero nada com vocês! — Orianthi bradou.
O Xerife Talbot parou a porta com o pé e a empurrou. Orianthi fora arremessada ao chão enquanto o Padre e o Xerife entravam na casa já pisoteando Orianthi.
Os dois entraram na residência e os três rapazes se prepararam para enfrentá-los. Amos desembainhou sua Rapieira e ficou em posição de ataque. Ele então apontou a espada para o Xerife.
— Não se mexa! — Amos bradou.
— E o que vai fazer, garoto? — Jacob quis saber.
— Eu vou te matar!
O Xerife começou a rir.
— Tentador! Vá em frente, faça! — Jacob provocou — Vamos ver se você tem coragem.
Presente
Sally, a terceira irmã de Malvina estava trabalhando no café Tarot Cat. Ela era mais independente do que as outras irmãs, então havia feito uma entrevista para ser barista no café, pois o estabelecimento estava precisando de novos funcionários, e Sally conseguira o emprego.
Sally era alta, tinha cabelos pretos lisos e compridos até a cintura, olhos castanhos, vestia um vestido amarelo de decote nos ombros, sapatos de salto alto amarelo, e usava uma pingente com um penduricalho de pentagrama no pescoço. Ela estava usando um avental bordô sobre a roupa.
Depois de preparar uma xícara de café e fazer o desenho de um coração com a espuma de café na xícara, ela serve o cliente no balcão, um homem de cabelos pretos, olhos castanhos que vestia uma camisa polo vinho, uma bermuda branca, e tênis da mesma cor, que aguardava o café.
— Aqui está, Senhor — Sally diz sendo solícita.
— Obrigado — O Homem agradece com um sorriso no rosto.
— De nada — Sally replica — Sabe, eu também sou vidente. Você gostaria que eu lê-se a sua sorte na borra de café?
— Bem, eu ando tendo alguns problemas no trabalho, por isso resolvi vir a esse café. Talvez você possa me ajudar com conselhos lendo a minha sorte —O homem replicou.
— Está bem. Termine o seu café, depois eu faço a leitura — Sally retrucou.
— Está bem — O homem começou a sorver o líquido da xícara até esvaziá-la.
Alguns minutos se passaram e o homem já tinha tomado o café deixando apenas a borra no fundo da xícara.
Sally pegou a xícara e começou a leitura da borra. Mas logo interrompeu.
— Desculpa, qual é o seu nome? —Sally quis saber.
— Meu nome é Devlin Isaacks — O homem replicou.
— Devlin Isaacks. Muito bem — Sally voltou a ler a borra de café.
— Então, você vê alguma coisa? — Devlin quis saber.
— Sim. Quem é Simone? — Sally indagou.
— Minha mulher — Devlin replicou.
— Definitivamente as coisas não vão bem entre vocês — Sally atestou — Eu vejo vocês brigando.
— É mesmo? Sobre o quê? — Devlin quis saber. Ele estava um pouco aflito.
— Ela diz que você tem pulado a cerca. Parece haver outra mulher na sua vida — Sallly replicou.
— Bem, a verdade é que eu e Simone costumávamos ser muito felizes, mas depois do casamento ela começou a exigir demais de mim, e...eu não consigo continuar com esse casamento — Devlin revelou — Então eu me apaixonei pela minha chefe, o nome dela é Rebecca McGraves. Ela é muito atraente. E nós fazemos sexo no escritório dela durante a pausa para o café.
—Mas, a sua esposa te ama muito e não quer que você a deixe...é uma relação complicada — Sally concluiu.
— Mas, eu estou amando a minha chefe. Ela aumenta o meu salário em troca de sexo — Devlin comentou — E ela também diz que eu tenho uma carreira muito promissora.
—Hmm...e você não consegue se concentrar no trabalho por causa da sua relação com a sua chefe? — ponderou Sally.
— Sim, isso é verdade — Devlin atestou.
— Seu caminho é bifurcado. Você não sabe se vai para um lado ou para outro. Atender o desejo do seu coração ou atender as suas vontades, eis a questão diante de ti — Sally falou retoricamente.
Um breve silêncio fez com que ambos se olhassem e ficassem se perguntando o que fazer depois.
Sally deixou a xícara com a borra no balcão e voltou sua atenção para o relógio de parede que ficava na parede atrás do balcão. O tempo havia decorrido 30 minutos.
—Seus 30 minutos acabaram. São 36 dólares mais imposto — Sally avisou Devlin.
— 36 dólares? — Devlin questionou.
— Sim, 30 minutos de leitura de borra de café são 30 dólares. Mais o café, 3 dólares e 45 centavos, daria 33.45, porém, temos impostos, então são 36 dólares. Eu não cobro o imposto das consultas — Sally explanou.
— Entendo — Devlin disse já pegando a carteira que estava no bolso da bermuda. Ele em seguida tirou algumas notas e colocou no balcão— 40 dólares, e pode ficar com o troco.
— Obrigada, senhor. Se quiser outra leitura de borra são mais 30 dólares.
— Não, está tudo bem. Obrigado pela consulta.
Devlin se sentou em uma mesa do café ao fundo, e ficou olhando a praia que ficava perto dali. Ele via as ondas do mar dançando tranquilamente pela praia e os som das ondas se movimentando o fazia relaxar.
Passado
Algumas horas depois de ter desafiado os três irmãos e filhos de Ophelia Ravencraft, Jacob Talbot resolveu dar início ao seu plano. Ele pegou uma lanterna que ficava iluminando a casa e ficava sobre uma cômoda de madeira encostada na parede em um canto da sala com as duas mãos e a jogou no chão. O vidro se estilhaçara e a chama acesa no objeto começou a se espalhar pelo chão rapidamente, pois o piso era feito de madeira. Os irmãos estavam inconscientes e seus corpos esticados no chão.
— Vamos, Padre. Vamos sair daqui — Jacob chamou.
— Sim, eles vão queimar no fogo do inferno! — Padre Sutton praguejou.
O Xerife e o Padre Sutton saem da casa dos Ravencraft, encostando a porta e tentando não levantar suspeitas sobre aquele ato que eles haviam praticado.
[...]
Mais algum tempo depois, no interior da casa dos Ravencraft, as chamas haviam tomado conta do lugar.
Orianthi e os três filhos acordaram com o cheiro de fumaça e se levantaram.
— O que está acontecendo? — Jake quis saber.
Cornelius olhou ao redor e viu o interior da casa pegando fogo.
— A nossa casa está em chamas! — Cornelius exclamou.
Orianthi vinha tossindo até os filhos.
— Vocês estão bem, meus filhos? — Orianthi questionou.
— Mãe! — Os três rapazes exclamaram juntos.
— Eu tinha ido atender a porta, mas então o Padre Sutton e o Xerife Talbot me derrubaram no chão e depois disso eu não lembro de mais nada — Orianthi berrou e os sons das chamas estalando abafaram.
— A casa está em chamas, mãe! — Amos reportou.
— Nós precisamos sair logo daqui — Cornelius exclamou.
Naquele dia, Orianthi poderia ter usado sua magia para tirar os filhos e a si mesma dali. Mas, resolvera morrer com eles no incêndio.
— Nós morreremos juntos — Orianthi prometeu ao filhos — Então um dia nós retornaremos e daremos o troco aos Talbots.
— Mãe, o que você está dizendo? Nós podemos sair daqui usando a magia — Jake gritou em meio ao fogo.
—Não, Jake. Vocês ainda não aprenderam a usar seus poderes mágicos. Eu poderia nos tirar desse inferno, mas nós nos encontraremos em outra vida — Orianthi disse aos prantos.
Os três filhos abraçaram a mãe e começaram a verter lágrimas junto com ela.
Algum tempo depois, a casa fora destruída pelas chamas e os entulhos desabaram sobre os corpos de Orianthi, Jake, Cornelius e Amos Ravencraft.
Padre Sutton e Jacob Talbot continuaram com a missão de expurgar todas as bruxas que haviam na cidade, mesmo que pessoas inocentes morressem no processo.
Eles puseram fogo em todas as casas, até que Ravenant Hills se transformou em um inferno como Roma, quando foi incendiada por Nero para reconstruir a cidade das cinzas.
Padre Sutton viera a falecer e encarnara em um novo corpo posteriormente.
Jacob Talbot despertara em uma noite, e se transformara em um Lobisomem e desde aquele dia, ele continuou a se transformar na fera durante as noites de lua cheia, porém ele havia envelhecido vários anos, e seu nome mudara para James Talbot. E ele se tornou prefeito depois de matar o antigo prefeito da cidade, durante uma noite de lua cheia, quando se transformara novamente na fera.
Presente
No gabinete do prefeito, o homem ainda falava com o Capitão Bradford.
— Então elas voltaram. Eu falarei com o Padre Carlos Oliveira Sutton sobre isso. Tenho certeza de que ele tem alguma solução para o nosso problema ancestral — "Problema Ancestral" seria a forma de James se referir a "Rixas" de maneira mais elegante.
— Bem, senhor. Converse com ele sobre isso. Eu vim aqui para te deixar a par das notícias — O Capitão retrucou.
—Capitão Bradford, o senhor me é bastante leal, e eu o agradeço por isso — James ficou pensativo por um momento — Um dia...um dia você será muito bem recompensado por sua lealdade à mim.
— Obrigado, senhor — O oficial levantou um pouco o quepe em sinal de reverência — É um prazer servir o senhor.
— Agora vá. Volte ao seu trabalho — James retrucou.
— Sim, senhor — O oficial bateu continência para o prefeito em sinal de devoção à ele.
O oficial já ia saindo, quando o prefeito o interrompeu. Ele queria passar um último recado à ele.
— Oficial Bradford? — James chamou.
O oficial voltou sua atenção para o prefeito.
— Sim, senhor? — O oficial quis saber.
— Eu vi o que você fez com a minha secretária. Que isso não se repita. Ou eu terei que puni-lo e você não vai gostar nada disso — James alertou.
— Sim, senhor. Eu peço mil desculpas. Sabe como é, eu sou solteiro há muitos anos. No colégio tinha essa garota que eu gostava muito, Tracy Robbins, ela era tão linda. Eu era o cara tímido, e eu tentei me aproximar dela, mas...ela só tinha olhos para o Capitão do time de futebol — Bradford falou com nostalgia e segurando o quepe que havia tirado da cabeça com as duas mãos — O meu pai era policial, e eu pensei que me formando na polícia eu pudesse conquistar o coração da Tracy...
O Capitão começou a verter lágrimas. Ele foi tomado por uma forte melancolia ao se lembrar da garota que ele amava, e então o prefeito resolveu por um fim a choradeira do Capitão fragilizado.
— Recomponha-se, Capitão! — James bradou — Você é um oficial da polícia dessa cidade ou o quê?— James indagou retoricamente.
— Está certo, senhor prefeito — Bradford replicou.
O oficial de polícia se retirou do gabinete do prefeito com o coração estilhaçado na mão.
[...]
Então, o interfone na mesa do prefeito tocou e ele atendeu no viva-voz.
— Sim, senhorita Page? —James quis saber.
—Senhor prefeito, a senhora Ophelia Ravencraft está aqui e deseja falar com o senhor — Betty disse no interfone.
O prefeito ficou pensativo. Ele odiava os Ravencrafts mais do que tudo, mas...resolveu ver o que uma deles queria tanto com ele.
— Sim, pode mandar ela para o meu gabinete — James disse em resposta.
— Está bem, senhor — Betty replicou.
[...]
Algum tempo depois, a porta se abriu e Ophelia Ravencraft entrou no gabinete e fechou a porta atrás dela.
Ela vestia um sobretudo preto de couro, uma blusa tomara que caia da mesma cor, e uma saia rodada também preta. Ela parecia a Morte em pessoa, e seu cabelo estava preso por um coque com algumas madeixas soltas na altura dos ombros.
Ophelia andou pela sala e se encontrou com o prefeito.
— Senhora Ravencraft...é um prazer vela por aqui — James disse com sarcasmo — Está um dia maravilhoso, não?
— Pare com essa baboseira, Talbot — Ophelia disse olhando bem séria para o prefeito — Eu sei o que os seus contatos na polícia fizeram.
— Muito bem, esclareça. Eu estou um pouco confuso — James retrucou com sarcasmo outra vez.
— Eu vou dizer o que você fez. Minha filha Malvina volta de viagem, e apenas por revidar de uns babacas no trânsito, os seus policiais a recebem como uma criminosa — Ophelia bradou — Eu não vou tolerar isso.
—Ah! Isso — James lembrou — Sim, eu concordo que os policiais exageraram um pouco, mas mesmo assim, ela e todos os Ravencrafts são criminosos — James contestou — Eu diria até que vocês deviam apodrecer na cadeia.
— Vocês Talbots são todos uns porcos! — Ophelia praguejou.
— E vocês Ravencrafts são aves! Se cortar as suas asas, o que acontece? vocês morrem. E esse é o preço de sua preciosa liberdade — James devolveu.
—Veja como fala comigo, Talbot! Você não sabe do que os Ravencrafts são capazes! — Ophelia exclamou.
— Blá,blá,blá. Vocês piam demais. Eu deveria arrancar os seus bicos e fazer um ensopado com eles.
Ophelia se sentiu humilhada e cuspiu. O cuspe acertou o seu alvo, mesmo daquela distância que ela e ele estavam. O prefeito limpou o rosto.
— Isso só prova que vocês Ravencrafts são uns imorais, uns selvagens! Rebeldes como são deveriam perecer como aquelas bruxas que a vossa ancestral tanto protegia — James disse trazendo a lembrança daquela época à tona.
—Bem, eu desconheço o que minha ancestral fez para o seu, mas acredito que ela o fez porque vocês Talbots mereciam — Ophelia rebateu.
O prefeito então interrompeu.
— Você terminou? — Ele questionou.
— Sim, eu terminei. Eu apenas vim para lhe avisar para não mexer com a minha família, ou haverão consequências — Ophelia berrou com toda a força de seus pulmões.
—Vocês e suas ameaças...— O prefeito começou a gargalhar daquilo — Agora, retire-se daqui, ou eu chamarei a segurança.
Ophelia grunhiu e berrou fazendo um verdadeiro escândalo antes de se retirar do gabinete do prefeito.
— Quer que eu providencie uma gaiola para você? — James falou com sarcasmo.
E então, depois de gastar suas forças, Ophelia resolveu se retirar dali.
[...]
Café Tarot Cat
Algum tempo depois, Ophelia havia pego suas filhas Malvina e Dixie, e as levou para o café onde Sally estava trabalhando.
Malvina vestia um vestido vermelho de decote princesa com um cinto de tira larga de couro com uma fivela prateada, e sapatos de salto alto da mesma cor do vestido,
Dixie vestia um visual mais casual, composto por uma blusa regata branca, uma calça capri preta, e sandálias de couro marrom.
Sally avistou de longe as suas irmãs e sua mãe e acenou para elas irem até o balcão onde estava.
— Olha, é a Sally! Vamos lá! — Malvina disse entusiasmada.
— Vamos! — Dixie replicou.
Ophelia levou Malvina e Dixie até o balcão e lá elas cumprimentaram a irmã.
— Oi, Sally! Como você está? — Malvina quis saber.
— Oi, Malvina! Eu estou ótima, obrigada — Sally sorriu e abraçou a irmã e ficou sobre uma das pernas atrás do balcão.
Então, Malvina e Sally se separaram. Era a vez de Sally cumprimentar Dixie, sua outra irmã.
—Oi, Dixie! Como você está, querida? — Sally retrucou.
— Oi, Sally! Eu vou bem, obrigada — Dixie replicou— E você?
— Eu? Eu estou ótima. Eu arranjei esse emprego no café. Eu não posso ficar muito tempo conversando, porque senão a minha chefe me mata — Sally comentou.
— E porque você não usa os seus poderes, irmã? — Malvina quis saber.
— Malvina! Não diga isso! — Dixie aconselhou.
— Eu queria muito, mas...eu preciso desse emprego — Sally disse com desanimo— Eu mesma pago a faculdade.
— Eu estou muito orgulhosa de ouvir isso — Ophelia comentou tentando disfarçar a expressão de abalada que estava por causa da conversa com o prefeito.
— Obrigada, mãe — Sally agradeceu— Mãe, tem alguma coisa errada com você? Você está com problemas? Eu posso te ajudar com dinheiro.
— Não é nada, Sally. Eu estou ótima. Eu fico muito feliz de ver você trabalhando — Ophelia replicou.
— Mãe, deixa eu te ajudar. Me fala o que houve— Sally suplicou.
—Não, Sally. Está tudo bem. De verdade.
— Eu acho que é melhor deixarmos isso para quando você chegar em casa — Dixie sugeriu.
— Está bem. Eu realmente preciso trabalhar, então...
— Nós não queremos te incomodar — Ophelia retrucou.
— Bem, vocês podem sentar aonde vocês quiserem. Se desejarem alguma coisa, é só falar — Sally disse sendo solícita.
— Está bem. Muito obrigada, filha — Ophelia agradeceu.
Então, Ophelia e as outras duas filhas se sentaram em uma mesa do café e ficaram conversando.
[...]
Igreja Saint Jonah
Na igreja da cidade, o Padre Carlos Oliveira estava rezando no altar com sua camisa preta com colarinho branco, uma calça preta com um cinto de couro preto e fivela prateada, e sapatos pretos. O Padre tinha cabelos pretos cacheados e curtos, olhos azuis, um cavanhaque branco, sobrancelhas grossas,um bigode espesso, um rosto redondo, e uma expressão de alguém perturbado no semblante.
É então que ele ouve passos que avisavam que alguém estava chegando naquele solo sagrado.
Era o prefeito James Talbot com seu terno branco impecável. Então o prefeito para no corredor que ia até o altar e fica alguns metros distante do Padre.
O Padre termina a sua reza, se levanta e ao olhar para trás vê o prefeito ali parado.
— Ah, Prefeito James Talbot, meu amigo — Padre Carlos se pronunciou em um inglês com sotaque carioca carregado e levantando um sorriso sardônico.
— Padre Carlos Oliveira Sutton —James retrucou.
—O que o trás a essa casa do Senhor? — Padre Carlos quis saber.
—O Nome Ravencraft soa familiar? — James questionou.
— Ravencraft. Ah sim—Padre Carlos lembrou— Aquela família de filhos do tinhoso...Sim, eu me lembro.
— Ótimo! O oficial Bradford me contou que uma mulher chamada Malvina Ravencraft abordou ele e seus homens com seus poderes místicos. Ele disse também que isso pode ser o início de uma nova caça às bruxas — James confessou.
— E o que mais? — Padre Carlos quis saber enquanto alisava o seu bigode.
— Ele quer que providências sejam tomadas, e eu também — James replicou.
— Está bem. Eu verei o que posso fazer. E a propósito, hoje será noite de lua cheia — Padre Carlos comentou— Você está preparado?
— Sim, é claro. Hoje à noite sairei para caçar.
— Ótimo. Então o nosso acordo ainda está de pé? — Padre Carlos quis saber.
—Sim — James respondeu.
— Muito bem. Espero que você se divirta nessa sua caçada — Padre Carlos.
—Obrigado. Eu digo o mesmo para você, meu amigo. O que tem planejado para essa noite?
—Ah, hoje eu vou fornicar com as freiras dessa igreja, mas claro, em nome do Senhor.
O Padre se lembrou de uma frase.
—"Crescei e multiplicai-vos, enchei e dominai a terra". Gênese, versículo 1, página 28 — O padre citou ao pé da letra aquela passagem bíblica.
Ele havia dito aquilo, porém com outra conotação, já que ele era assim como o prefeito, um homem de palavras dúbias.
— Obrigado pelo seu tempo,Padre — James se despediu.
— Disponha, meu amigo — Padre Carlos replicou.
[...]
Floresta Silk Moon
Hora: 12:00
A lua cheia surgira no céu irradiando todo o seu brilho esplendoroso prata.
O Prefeito andou pela floresta até encontrar um lugar reservado para admirar sua amante secreta.
Ele foi até a margem de um lago ali perto, e começou a se despir. As roupas foram caindo no chão até que ele ficou completamente nu.
James fitou a lua e seus olhos ganharam um brilho vermelho. O corpo dele começou a se transformar. Primeiro, suas costas arquearam e cresceram absurdamente. Ele foi ganhando altura até atingir 3 metros de altura. Depois, suas unhas do pé e das mãos se transformaram em garras afiadas e pontudas. Suas orelhas se tornaram pontudas e se elevaram até a testa. Sua cabeça começou a crescer descomunalmente, e então os dentes ficaram todos pontiagudos e serrilhados. Sua boca se expandiu e se tornou um focinho. Os olhos de James ficaram brancos e então o seu corpo foi coberto por pelos brancos e seus músculos foram esculpidos naquele corpo modificado. James havia se transformado em um lobo humanoide.
Então, a fera soltou um urro bestial de dentro de si e começou a uivar para a lua como se estivesse chamando por ela.
Ela então saiu correndo velozmente com as quatro patas como um cão e rumou de volta para a cidade.
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