Ravenant Hills (Hiato)
3 Siga Os Sinais
Notas iniciais

Ontem à noite...
Igreja Saint Jonah
Na noite anterior, algumas horas depois que o prefeito James Talbot havia se retirado dali depois de ter uma conversa com o padre, o mesmo havia trancado a igreja para dar início a suas perversões.
Ele havia chamado a Madre Superiora Judith McGraves. Uma mulher bastante severa que desde que era jovem e noviça, possuía uma profunda devoção ao Padre Carlos Oliveira Sutton. Depois que Judith fez o seu voto de castidade para servir a igreja do Padre Sutton, ela tivera sua primeira relação sexual com ele e desde então regularmente fazia sexo com ele e também praticava orgias com as outras freiras. O Padre nunca fizera vista grossa para as práticas da Madre, pois sempre tivera o apoio do prefeito, que mantinha um forte acordo de deixá-lo fazer o que quisesse em troca de proteção para manter o nome da instituição religiosa e omitir qualquer irregularidade que pudesse denegrir a imagem da mesma.
Algumas pessoas que frequentavam a igreja soltavam comentários do tipo: "Madre Superiora McGraves é a esposa do demônio!", "Padre Carlos Oliveira Sutton é o próprio demônio encarnado, ele não tem nada de santo. Diz praticar suas perversões em nome de Deus todo poderoso. Esse não é um homem de Deus! Ele é o demônio!". Mas ainda sim havia uma multidão de fiéis que o apoiavam, pois o que eles não gostavam era das Bruxas da cidade.
Quanta ironia, não é mesmo? Um padre que condena a bruxaria, mas finge trabalhar em nome do Criador para mascarar suas obscenidades e perversões, vagando impunemente pela sociedade como muitos políticos fazem.
Enfim, o Padre estava em frente ao altar olhando para a estátua do santo padroeiro daquela igreja e começa a ouvir os estalos do sapato da Madre Superiora que se aproximava.
A Madre então segue até o altar e nota o padre ali, olhando para o santo. Ela vestia um hábito preto com um pano preto na cabeça, um pano branco ao redor da cabeça, parte de seus cabelos loiros aparecendo e seu rosto quadrado já envelhecido a mostra. Seus olhos eram verdes. Ela carregava consigo no pescoço um enorme terço com uma cruz de madeira e usava sapatos pretos de salto alto.
— Padre Carlos Oliveira Sutton. O senhor me disse para encontrá-lo aqui — A Madre retrucou olhando fixamente para ele.
— Madre Superiora — Padre Sutton voltou o olhar para ela que segurava a mão direita no abdômen com a mão esquerda — Sim, eu a chamei pois gostaria de conversar com você.
— Pois fale, Padre. Eu sou toda ouvidos. Alguma das garotas desobedeceu uma ordem sua? Pois se for isso, eu faço questão de punir a culpada — A Made disse abrindo um sorriso malicioso.
— Eu adoraria vê-la punindo as garotas — O Padre devolveu com um sorriso largo nos lábios — Mas não é isso. É sobre você.
— Eu? Eu não estou entendendo, Padre — A Madre replicou confusa.
— Sim. Você sempre foi muito bonita. Se não a mais bonita das garotas quando entrou para essa instituição — O Padre replicou.
— Sim — A Madre afirmou — Eu sempre adorei o senhor, Padre. Você me fez sua esposa e eu o agradeço muito por isso.
— Pois bem. Agora que o prefeito Talbot se foi...— O Padre então fora interrompido pela Madre.
—O Prefeito esteve aqui? — A Madre inquiriu.
— Sim. Ele veio me procurar — O Padre replicou.
— E o que ele queria? — A Madre quis saber.
— Ele me contou que as Ravencraft estão de volta. O oficial Bradford o deixou a par disso.
— E o que mais?
— Ele disse que uma delas, Malvina Ravencraft chegou a cidade e atacou os homens do Capitão Bradford.
— O que você pensa em fazer a respeito?
— Eu não sei. Mas essas mulheres devem ser ou enforcadas ou queimadas na fogueira como no passado.
— Sim. Nós precisamos dar um jeito nessas filhas do demônio. Essa igreja é a casa do Senhor. Nós não somos nada como essas mulheres pagãs, essas...imorais. O nome de nossa instituição deve ser mantido com extremo zelo e louvor — Judith disse fechando a cara, e esboçando sua indignação.
— Sim. Eu concordo com a senhora. Mas, vamos deixar isso um pouco de lado — Carlos interrompeu.
— Sim. Você não me chamou para comentar sobre a conversa que teve com o prefeito, não é mesmo? — Judith deduziu.
— Não, eu não a chamei para isso. Veja bem, está uma noite linda, a lua cheia está reluzente no céu, e eu pensei em fazer "aquilo" sobre o altar, com a divina graça do Senhor.
— Eu adoraria, Padre. Venha, me mostre a sua chave para os portões do Céu — A Madre disse lançando um olhar sedutor para o Padre.
A Madre então se aproximou da mesa próxima ao altar e olhou para o padre com malícia nos olhos. O Padre olhou de volta para ela e retribuiu abrindo um sorriso.
— Dispa-se, Madre — O Padre pediu à ela.
Judith começou tirando o pano preto da cabeça e o jogando no chão. Depois, tirou o pano branco que lhe envolvia a cabeça e também o jogou no chão. Seus cabelos longos se assentaram sobre as costas. As mechas loiras do cabelo de Judith reluziam como ouro.
Então, ela levantou a veste preta do hábito puxando para cima a partir da barra e a atirou também ao chão.
O Padre começou a enlouquecer ao ver a lingerie preta com cinta-liga que a Madre usava por baixo de sua veste.
Ela então continuou o striptease soltando as presilhas que seguravam a meia-calça preta. Em seguida, ela puxou a parte de cima com as presilhas para o alto e mais uma peça de roupa se foi ao chão. Os seios de Judith despencaram.
O Padre se aproximou dela e então tocou os seios. Em seguida começou a massageá-los suavemente. Ele então voltou sua atenção para ela. Seus olhos se encontraram nos dele, eles aproximaram seus rostos e então trocaram beijos. O Padre beijava Judith com voracidade. Ele ansiava por possuir aquela serva fiel. A Madre devolvia os beijos do seu amado Padre, enquanto ele continuava a brincar com os seios.
[...]
Então eles se separaram. O Padre continuou a massagear os seios dela e ela então arfou. Ele então continuou a tirar o fôlego dela por mais algum tempo até que...ela subiu na mesa e se sentou com as pernas estendidas e mordeu o lábio superior enfeitiçando o Padre com aquela expressão.
Ele se aproximou de Judith e então segurou a parte de baixo dela. Ela deu uma leve levantada, e ele assim pode soltar a parte de baixo, que deslizara pelas pernas dela até ele a tirar das pontas dos pés dela e a jogar para o chão.
A genitália de Judith fora exposta. Os pelos pubianos dela eram raspados na forma de uma seta.
Carlos olhou para a boceta dela e começou a babar.
— Vamos, Padre. Insira a sua chave no meu portão — Judith pediu.
— Com prazer, Madre. Mas antes, eu quero explorar essa caverna com minha língua — Carlos retrucou.
O Padre então tocou nos lábios da Vagina dela e eles se descolaram um do outro. Então ele introduziu a língua no centro rosado e começou a lamber.
Judith começara a arfar a cada movimento da língua dele.
[...]
Depois de um tempo se deliciando com aquelas pétalas rosadas, o Padre resolve introduzir o falo. Ele abre o vão da calça, abaixa a cueca por dentro e retira o mastro já ereto para fora da calça.
— Eis a chave. Você deseja vê-la fazer sua mágica? — O Padre quis saber.
— Sim, Padre — A Madre disse olhando com malícia para a vara do Padre que era grossa e enorme, cerca de 8 cm de largura. A glande era toda rosada e carnuda.
Então o Padre se aproximou, e ainda sustentando os lábios da Vagina da Madre começou a inserir aos poucos o falo dentro dela e ela começou a soltar gemidos com as provocações daquele volume grosso no interior de seu sexo.
Depois de alguns minutos ele já tinha encaixado o sexo dentro dela e então começou a penetrá-la dando fortes estocadas em um vai e vem bastante intenso. A Madre gemia mais conforme o volume introduzido pelo Padre ia se atritando contra as paredes do interior de seu sexo e então seus músculos vaginais foram abraçando aquele corpo estranho, deixando a Vagina dela apertada para aquele volume.
O Padre continuava o sexo. Ele se esforçava para se soltar dentro dela e fazer com o sexo dela abrisse mais, para assim permitir a ele deslizar dentro dela.
— Isso! Gire a sua chave dentro de mim, Padre! — Judith exclamou.
— Abra seus portões para mim, Madre — O Padre suplicou — Permita que eu entre no seu domínio.
Ele continuou a se movimentar bem rápido dentro dela.
—Sim! Sim! Sim! — Ela bradava constantemente e já enlouquecendo com aquela trepada.
[...]
Eis que os gemidos e grunhidos se propagaram pelas paredes da igreja, fazendo com que uma das freiras que estava por algum motivo procurando pela Madre, entrasse no salão paroquial para ver o que estava acontecendo. A porta do salão se abriu e a freira entrou caminhando lentamente.
A freira vestia um hábito todo branco, com uma cruz dourada em torno do pescoço, e calçando sapatos de salto da mesma cor de sua veste. Ela era loira de olhos azuis, e tinha uma expressão de pureza estampada no rosto. Ela era uma freira doce, totalmente desprovida de desejos carnais. Mas, como pode alguém assim, em um ambiente completamente nocivo como aquele?
Ela então andou lentamente pelo salão e então viu aquela cena obscena acontecendo. Ela estremeceu e começou a fazer o sinal da cruz, desejando que nunca tivesse pensamentos impuros ou mesmo que fosse corrompida por desejos carnais.
A freira ficou entre a cruz e a caldeirinha. Não sabia se interferia, pois já não aguentara testemunhar aquela cena ou se ficava em seu canto para não correr o risco de ser punida por se opor aos desejos carnais do Padre e da Madre.
Ela pensou bem naquilo e, resolveu não interferir. Voltou-se para a porta do salão e se retirou fechando a porta logo em seguida.
[...]
Enquanto isso, o Padre continuara a movimentar o seu quadril enquanto começava a tirar a camisa, exibindo o tronco. A Madre continuara a grunhir com as estocadas dele.
Então, ele se livrou da camisa que fora ao chão e continuara com as estocadas. Segurou com as duas mãos nas pernas da Madre continuou a se movimentar.
— Madre...você é maravilhosa...— O Padre balbuciou já atordoado.
A Madre não respondeu, apenas continuou a sentir aquele intenso prazer que a preenchia por completo. Aquilo para ela era um misto de Céu e Inferno.
O Padre então continuou até o clímax.
[...]
Após algum tempo, o Padre sentiu seu falo estremecer. Ele estava completamente rígido e pronto para esporrar dentro da xoxota da Madre. O Padre então se segurou e o empurrou mais um pouco dentro da Madre até que chegou no seu ápice. Ele parou e então liberou toda o seu esperma no interior dela.
Um urro, e o padre então começou a ofegar em sincronia com a Madre. Os corpos deles estavam queimando em brasa.
3 minutos depois...
O Padre retirou com calma a vara de dentro da Madre e aquele corpo antes duro havia amolecido. Ele então abaixou a calça e a cueca, ficando totalmente nu.
— Madre, isso foi bastante intenso — O Padre exclamou.
Ele então ficou de frente para ela. A Madre colocou as pernas no chão e desceu da mesa. Em seguida ela olhou para a vara do Padre e então começou a masturbá-lo e a dar algumas chupadas vez ou outra.
O Padre estava se sentindo um Rei naquele momento.
A transa do Padre e da Madre se prosseguiu momentos mais tarde.
[...]
Praia Blue Laguna
As ondas do mar haviam trazido um homem de cabelos loiros, rosto oval, olhos azuis, e uma barba por fazer. Ele estava completamente nu em pelo. Em suas costas e nos braços haviam marcas de unhas e uma marca de mordida no pescoço. Seu corpo estava esticado de barriga para baixo. Havia areia em torno de sua bunda e costa. Seus cabelos estavam completamente desgrenhados. Ele tinha um corpo torneado.
O homem estava com a boca torta e inconsciente. Ele então é tomado por uma estranha dor. Seu corpo estremece. Seus olhos se abrem e ele então esboça uma expressão de confuso.
Após algum tempo ali esticado no chão, ele resolve se levantar e ao fazê-lo, ele começa a olhar ao redor. Aquele mar, aquela praia...tudo ali parecia confuso para ele. Ele não conseguia se lembrar se realmente esteve naquele lugar, se...pertencia aquele lugar.
— Frank Talbot...— O homem balbuciou. Porém, ele não sabia que nome era aquele, ou mesmo de quem era aquele nome.
[...]
Então o homem voltou a sua atenção para uma cafeteria que parecia estar ali do lado e resolveu ir até lá. Talvez alguém pudesse dar a informação que ele queria.
Ele andou até a entrada do lugar, e ao passar pela porta um sino dourado suspenso em uma barra tocou avisando que um cliente havia chegado.
Ele foi andando até o balcão onde Sally Ravencraft estava e todos do lugar incluindo ela voltaram sua atenção para aquele estranho homem desnudo. Eles estavam boquiabertos com aquilo.
Sally que estava com uma xícara cheia de café a soltou no chão e ela se quebrou, fazendo com que o líquido escuro fosse espalhado no chão.
O Homem se aproximou do balcão e falou com Sally.
— Com licença. Eu acho que eu estou perdido. Ahn...tem esse nome que não sai da minha cabeça. Como é mesmo? — O homem se perguntou — Frank, Frank Talbot?
Então Sally despertou de seu estado. Ela estava realmente apavorada com aquilo.
— Meu Deus! — Sally exclamou— O que houve com suas roupas?
O homem olhou para si e ficou sem entender.
— Eu não sei. Acho que eu fui assaltado...ou alguma coisa assim...— O mesmo retrucou.
Os clientes do local então cochicharam algo entre eles.
— Por favor, você pode me dizer quem é Frank Talbot....qual é o seu nome?— O homem disse tentando adivinhar o nome da barista.
— Sa-Sally, Sally Ravencraft! — A mesma balbuciou.
— Sally. Lindo nome. Então Sally, você pode me ajudar? Quem é Frank Talbot? — Ele quis saber.
Então, um homem com aparência de caminhoneiro, boné vermelho com o nome de alguma empresa transportadora dentro de uma silhueta oval na horizontal, camisa xadrez vermelha, uma camiseta regata branca suada, com manchas de gordura e poeira, uma calça preta, e tênis All Star vermelho, se levantou da mesa que estava e levantou a mão como se quisesse chamar a atenção.
— Com licença? — O caminhoneiro disse.
Sally e o homem nu voltaram sua atenção para aquele homem de pé.
— Ahn...nós estávamos comentando aqui entre nós — ele balbuciou — Mas, você não estava morto?
— Eu? Morto? Eu não entendo. Eu estou vivo! — O homem contestou.
— Desculpe, mas Frank Talbot está morto. Dizem por ai que ele foi atacado por um animal, um urso pardo, talvez...— O caminhoneiro retrucou — Frank Talbot era o antigo prefeito dessa cidade.
— Como é? — O homem nu ficou mais confuso do que já estava.
— E...olhando bem para você...eu diria que você é ele. Você é Frank Talbot, o antigo prefeito.
— Não, deve haver algum engano por aqui. Eu não sei quem eu sou, eu só sei esse nome, Frank Talbot. Esse nome não me sai da cabeça por algum motivo desconhecido — O suposto Frank Talbot contestou.
— Não tem engano. Você é Frank Talbot — O caminhoneiro afirmou.
Então, algumas pessoas chamaram o caminhoneiro para sentar em seu lugar, e mesmo relutando, ele o fez.
O homem nu voltou o olhar para Sally e comentou sobre aquilo.
— Sally, me ajuda aqui. Quem sou eu, de verdade — ele pediu.
— Ok — Sally tentou se acalmar — Dê-me a sua mão.
Sally estendeu a mão e o homem fez o mesmo. Ao tocar a mão dele, ela sentiu uma forte ligação, como uma corrente elétrica passando por todo o corpo dela. Sally então fechou os olhos e tentou visualizar qualquer coisa ligada a ele.
POV Sally
Na visão que Sally acabara tendo, ela viu um homem como aquele que estava no bar vestido com um terno cinza, uma camisa branca e sem gravata, sentado na cadeira em seu gabinete na prefeitura. Tudo estava preto e branco.
O homem sentado na cadeira estava escrevendo algo em algumas folhas de papel, provavelmente o discurso que faria em algum evento.
Foi então que Sally viu um outro homem entrando pela porta e se aproximar do homem que estava sentado.
— Olá, Frank! — O outro homem cumprimentou. Ele estava envolto por sombras.
— James! O que você está fazendo aqui? — Frank quis saber.
Frank e James eram primos. James sempre odiou Frank por ele ser a ovelha negra da família. Quando soube que Frank subira ao poder, se tornando o prefeito da cidade, anos depois da caça as bruxas ocorrida em 1613, ele ficou bastante furioso e resolveu usurpar o cargo de prefeito de Frank.
[...]
Can you imagine someone being true?
Turn 'round and put himself in front of you
Sometimes it's fun but then you never know
How far a thing like this might go
All my life I've waited for
A chance to get right out of here and
When I had it in my hands
I could not let it go
We've got the power, we are divine
We have the guts to follow the sign
Extracting tension from sources unknown
We are the ones to cover the throne
Try if you can to come where we have gone
You may achieve what can't be simply done
Look back and there you are where we have been
And still there's so much in between
All those years I've traveled 'round
This world now I am standing here to
Make you sing these tunes and know
They'll never let you go
We've got the power, we are divine
We have the guts to follow the sign
Extracting tension from sources unknown
We are the ones to cover the throne
We've got the power, we are divine
We have the guts to follow the sign
Extracting tension from sources unknown
We are the ones to cover the throne
We've got the power we are divine
Yeah yeah yeah
[..]
Em algum lugar do passado, quando James nasceu, uma vidente chamada Madame Eliah fora consultada para saber a sorte de James. Ela previu que um dia James subiria ao poder, já que ele tinha inclinação para governar a cidade.
Algum tempo depois, os pais de Frank foram consultar a mesma vidente.
Casa da família Talbot.
Na casa dos Talbots, mais especificamente no quarto dos pais de Frank Talbot, a mãe dele, Delilah Talbot o segurava próximo a um dos seios. Eles estava mamando nela.
Delilah tinha cabelos pretos e compridos, olhos castanhos, um rosto oval, e estava vestindo uma camisola branca. Ela estava debaixo do lençol.
Então, o marido de Delilah, Jasper, um homem de cabelo marrom escuro e curto, olhos verdes e um cavanhaque em um rosto quadrado, e vestindo um terno vinho com uma camisa branca de gola alta, e gravata borboleta da mesma cor do terno, e calçando sapatos pretos de bico fino, entra no quarto e se aproxima da cama onde a esposa estava com os filhos.
—Querida, eu conversei no telefone com uma vidente. Eu disse para ela vir até a nossa casa para ler a sorte das nossas crianças — Jasper disse olhando para a esposa no fundo da cama de casal.
— Que boa notícia, querido — Delilah exclamou.
— Ela está a caminho — Jasper comentou.
[...]
Algumas horas mais tarde, a campainha na porta da residência dos Talbots soa e a empregada, uma mulher negra e gorda com seios enormes fazendo volume no vestido branco que usava, de cabelos cacheados, olhos castanhos, e aparentando ter uns 60 anos, e calçando sapatos de salto alto da mesma cor do vestido branco, vê uma figura oculta pelo vidro leitoso no centro da porta e a abre.
Era uma mulher de cabelos brancos e compridos com uma massa de cabelos avermelhados, olhos azuis, um rosto magro e esquelético com batom fúcsia nos lábios, vestindo um casaco cinza com decote transpassado e um cinto fino, calça preta de alfaiataria, e sapatos pretos. Ela tinha uma cara fechada, parecia ser alguém de poucos amigos.
— Olá, eu sou Madame Eliah — Ela se apresentou — onde está Jasper Talbot?
— Ah sim, o senhor Talbot está lá em cima, subindo as escadas — A empregada retrucou — Quer que eu te acompanhe?
— Eu creio que não será necessário — Eliah falou bem ríspida — Subindo as escadas?
— Sim — A empregada replicou — No final do corredor a direita, a última porta lá no fundo.
— Obrigada — Eliah agradeceu.
— De nada — A empregada fechou a porta atrás de Eliah logo em seguida.
[...]
Madame Eliah subiu a escada e foi em direção ao último quarto no lado direito. Ela andou pelo corredor fazendo um barulho oco pelo carpete vermelho de veludo e foi se aproximando da porta. Ao chegar na frente do quarto, ela bateu na porta e Jasper a atendeu abrindo a porta.
— Sim? Ah, Madame Eliah! — Jasper exclamou — eu estava a sua espera.
— Posso entrar? — Eliah perguntou.
— Por favor, fique à vontade — Jasper manteve a porta aberta para Eliah e se afastou.
Eliah entrou no quarto e Jasper fechou a porta atrás dela logo em seguida.
[...]
Jasper e Eliah foram até a cama onde estava Delilah e Frank.
Eliah se aproximou da cama e ficou de frente para a mãe do garoto de cabelo loiro e olhos azuis que vestia um pijama amarelo clarinho.
— Meu nome é Eliah Woods, mas sou mais conhecida por Madame Eliah. Eu sou uma vidente, senhora Delilah Talbot. O seu marido me falou sobre você e o seu garoto — Eliah retrucou.
— Ah sim. Ele disse que resolveu contratar os seus serviços. Ele quer saber a sorte do nosso filho. O nome dele é Frank Talbot — Delilah retrucou.
—Certo. Vamos fazer logo isso, pois eu tenho outros clientes para atender — Eliah disse apressada.
— Tudo bem. Jasper? — Delilah chamou o marido.
Jasper foi até a mulher e ela entregou o filho, que já estavam bem alimentado com o leite dela para o marido que o colocou debaixo dos braços e então os entregou para a senhora vidente.
— Aqui está — Jasper retrucou entregando Frank..
Madame Eliah pegou Frank e o levantou no ar. Ela olhou fixamente para ele e justo quando ia fazer a leitura da sorte dele com a ajuda do sol que a deixava mais inspirada, o sol se fora, deixando o quarto totalmente escuro.
Então Eliah concluiu dizendo a previsão de Frank.
— Frank, um terrível destino o aguarda. Você subira ao trono como um Rei, mas logo será destronado.
Eliah devolveu Frank para os braços de Jasper, e o mesmo foi até a mulher e entregou o filho. Delilah ficou muito contente de ver seu filho com ela.
— Bem, Jasper. O meu trabalho está feito. Pague-me o que me prometeu — Eliah exigiu estendendo a mão direita.
Jasper sacou do bolso interno do terno um bolo de notas contadas e o deu para Eliah.
— Obrigada — Eliah agradeceu guardando o dinheiro em um dos bolso do casaco e se retirou.
[...]
Madame Eliah foi embora e Jasper e Delilah ficaram à sós no quarto.
— Querido, eu estou com medo — Delilah exclamou — Eliah disse que um destino horrível aguarda Frank.
Delilah estava apavorada.
— Não se preocupe, querida. Talvez o que ela disse é que Frank deve ser forte para evitar que algo de ruim aconteça — Jasper supôs.
— Eu não sei...— Delilah disse aflita.
[...]
A luz do luar então entrou pela janela revelando o rosto de James. Ele estava vestido com um terno preto, uma camisa branca com uma gravata preta parecendo um homem de preto, ou um agente do governo infiltrado.
Os olhos de James brilham ganhando um brilho amarelo e então sua transformação começa. As orelhas ficam pontudas, a boca dele ganha dentes serrilhados e enormes. As unhas das mãos e pés ficam pontudas e afiadas. Em seu rosto uma expressão perturbadora estava estampada. A voz de James ficou mais grave naquela condição.
— Esse é o segredo que eu venho há anos guardando de você, primo — James retrucou.
— Meu Deus! — Frank exclamou — O que é você? algum tipo de monstro?
Frank nunca soube o que havia acontecido com o primo.
— Eu sou um lobisomem, Frank. Eu fui amaldiçoado por uma Bruxa que colocou essa maldição — James revelou.
A transformação continuou. As costas de James foram crescendo até rasgarem toda a roupa que ele estava usando e arquearam. James começou a crescer até atingir 3 metros de altura. Suas orelhas se elevaram até a testa. O rosto de James ganhou um enorme focinho e as orelhas se elevaram até a testa. Em seguida os olhos de James foram ficando cada vez mais brancos. O corpo de James ficou torneado com os músculos saltando para fora e sua pele fora revestida por uma pelagem branca. Em seguida uma enorme cauda surgiu no meio das nádegas da criatura.
A criatura soltou um urro bestial e depois voltou a atenção para Frank.
Frank fitou aquela criatura que parecia existir somente no folclore e ficou apavorado com a aparência grotesca dela.
—Meu Deus! Senhor, salve-me! — Frank exclamou.
A criatura foi se aproximando de Frank e destruiu a mesa dele com suas garras. Ela cravara suas unhas na madeira da mesa e deixara marcas. Com sua força sobre-humana, ela revirou a mesa que tombara no chão. Frank ficara sozinho ainda sentado na cadeira. Ele não conseguia reagir diante da criatura.
Ela então chegou bem perto dele e abriu a boca. Frank virou o rosto para evitar o mau hálito da criatura que fedia a carne podre. Gotas de saliva da criatura começaram a se desprender das presas dela e molhar a roupa e o rosto de Frank.
Então a criatura soltou mais um urro, bufou no rosto de Frank e fechou a boca logo em seguida. Ela ficara a olhar fixamente para ele.
Frank se recompôs e olhou para os olhos da criatura.
— Por favor, não me mate! — Frank exclamou tremendo de medo.
A criatura começara a rosnar para Frank e pulara nele como um urso. Frank tentava jogar a criatura para o lado, mas não conseguia, ela era muito pesada para ele.
"Eu vou morrer!" — Frank pensou.
A fera se aproximou do pescoço de Frank e o mordeu com vigor. Frank se esforçava para fazer a criatura largar do pescoço dele, mas era inútil. Ela havia mordido a região e não largava de jeito nenhum. Era como um cão que não larga de seu osso.
Frank tentava resistir e continuar lutando com a criatura e isso fez com que ela arranhasse o braço direito dele. A criatura puxara um pedaço da carne de seu pescoço que se desprendera do corpo dele deixando a região coberta de sangue e o soltou.
Frank caíra inconsciente no chão junto com a cadeira que fora separada dele e a criatura ficou com os pelos da região da boca manchados de sangue.
Ela então pegara o corpo de Frank e o colocara debaixo de seus braços. Carregando o corpo do prefeito, a fera se retirou do gabinete do prefeito pela janela fechada que se fragmentara com o impacto e desaparecera dali.
[...]
Algum tempo depois, a fera havia erguido o corpo de Frank no ar e o atirara ao mar para que as ondas o levassem dali. As ondas do mar daquela noite carregaram o corpo de Frank. A fera aguardara o nascer do sol.
Quando o sol surgiu, a fera havia se transformado de volta em James Talbot e ele estava completamente nu em pelo.
James fugira da praia e desaparecera ao vento.
No dia seguinte, James saiu de sua casa e fora para a delegacia de polícia da cidade, vestindo uma roupa nova, um terno branco impecável com sapatos brancos e conheceu o Capitão Bradford. Os dois homens conversaram, e eles fizeram um acordo para que Bradford fizesse com que os jornais da cidade omitissem as informações sobre os eventos que aconteciam na cidade, apenas mudando alguns fatos. Ele disse ao Capitão que logo aquele incidente vazaria nos jornais e iria para a primeira página.
James disse ao Capitão para falar com a imprensa, e dizer que ao invés de noticiar o ataque do Lobisomem na cidade, ele disse para dizer que fora um urso pardo que fugira de seu treinador do zoológico e atacara o prefeito anterior a ele em seu gabinete. Desde então, qualquer notícia sobre um ataque da fera logo seria editada antes de chegar as mãos dos consumidores.
Ele mais tarde procurou a igreja do Padre Carlos Oliveira Sutton, e disse que precisava de um lugar para se abrigar afim de que não fosse descoberto pelo povo da cidade e assim pudesse assumir o cargo de prefeito da cidade. Ele também disse ao Padre que em troca daquele favor ele daria uma soma de dinheiro e a proteção para que como ele fizera com a polícia, qualquer relação da igreja do Padre com atos profanos, seria omitida e que ele garantiria que as coisas se mantivessem assim por um bom tempo. O Padre aceitou o acordo, e desde então, James não só controla a polícia, como também a igreja.
[...]
Café Tarot Cat
Depois de ver o passado daquele homem desnudo, Sally se separou dele.
—Então, o que você viu, Sally? — o homem quis saber.
— Sim, você é de fato o antigo prefeito dessa cidade. Você não morreu, você...foi mordido por um Lobisomem, que na verdade é o prefeito James Talbot. Ele é seu primo.
Um grupo de homens se levantou contra Sally. Eles acharam um absurdo ela pronunciar o nome do atual prefeito.
— Escute aqui, jovem. O prefeito é um homem santo e generoso. Ele não é um monstro como você diz — Um dos homens bradou.
Os outros homens apoiaram o homem que fez aquela afirmação e Sally logo fora vaiada.
— Me desculpem. Me desculpem. Eu só disse o que eu vi. Eu não estou falando mau do prefeito — Sally disse com o rosto começando a se encher de lágrimas.
— Sally, deixa eles para lá. Eu confio em você. Você está tentando me ajudar. E...bem, eu não sei como te agradecer. Agora eu sei o meu nome — Frank disse fazendo Sally voltar sua atenção para ele.
—Deus! Ninguém acredita no que eu digo...— Sally se queixou.
— Isso não é verdade, Sally. Eu acredito — Frank a reconfortou.
— Obrigada, Frank — Sally agradeceu olhando para Frank com o rosto cheio de lágrimas.
— Olha, porque não saímos daqui? — Frank sugeriu.
— Mas, eu tenho que trabalhar se não a minha chefe me mata — Sally replicou.
— Vai ser só um dia, eu prometo. Mas primeiro, eu vou precisar de algumas roupas. Eu não posso andar pelado por ai — Frank balbuciou.
— Está bem— Sally limpou as lágrimas do rosto— Acho que tem um uniforme sobrando, já que o último cara que veio trabalhar aqui se demitiu — Sally lembrou.
— Está bem — Frank replicou.
— Ok, venha comigo — Sally disse abrindo uma pequena porta de madeira com braçadeiras douradas no final do balcão. Frank foi até lá e passou para o lado onde Sally estava.
Assim que Frank passou para o lado de lá, Sally soltou a porta fechando a passagem.
Sally e Frank foram para os fundos do café, onde ficava a cozinha.
[...]
Cozinha
Sally foi até um suporte onde havia uma camiseta polo preta com o nome do café em roxo, um boné roxo com o nome do café em preto, uma calça e um avental branco pendurados.
Ela pegou o uniforme e o entregou para Frank vestir.
— Vista isso — Sally retrucou.
— Você quer que eu vista isso aqui? — Frank assustou— Mas, você é uma mulher, não se importa de...você sabe — Frank sinalizou apontando o dedo para as partes íntimas.
Sally não olhou na direção apontada por Frank, apenas se concentrou nos olhos dele.
—Vista logo isso, Frank — Sally falou com um jeito de sargentona.
— Está bem — Frank replicou.
Então, uma das cozinheiras que estava preparando a massa de alguns pães para o café, parou o que estava fazendo e viu Frank com Sally enquanto ele vestia a roupa.
A mulher era uma senhora idosa de cabelos pretos cobertos por uma touca branca, olhos castanhos, vestindo uma camisa branca, um avental branco, uma calça verde água, e sapatos brancos como os de quem trabalha em um frigorífico.
Ela não se contentou em ficar só olhando e foi até eles.
Chegando lá ela se aproximou dos dois e interferiu.
—Desculpa, interrompê-los. Mas, Meu Deus! Que pedaço de carne...— A senhora disse babando.
Frank deixou as roupas caírem no chão com o susto que levara.
— Você está falando comigo? — Frank quis saber.
— Naturalmente — A senhora replicou — Você é tão gostoso. Muito melhor que o marido que eu tenho em casa.
A senhora mordeu o lábio inferior e continuou olhando para Frank com malícia.
— Senhora, pare de me olhar desse jeito — Frank exclamou.
— Posso tocar as suas bolas? — A senhora quis saber.
— Não, obrigado — Frank retrucou dando um sorriso para a senhora tentando ser amigável com ela, mas ela entendeu como um "sim".
Então a senhora se abaixou e ficou de joelhos diante de Frank. Ela começou a apalpar as bolas dele e Frank ficou sem saber como reagir e lançou um olhar para Sally como se dissesse: "Me ajuda aqui!"
— Não. Você demorou para vestir essa roupa. Se tivesse vestido logo a roupa, você não estaria nessa situação — Sally exclamou e logo se retirou dali.
A velha senhora levou as mãos até a vara de Frank e começou a fazer sexo oral nele.
— Deus! Eu estou fodido e mal pago — Frank se queixou.
[...]
Residência das Ravencraft
Na casa de Malvina e sua família, Dixie estava em seu quarto. Ela estava deitada sobre a cama arrumada. Ela vestia faixas pretas na parte de cima, um shorts jeans cavado azul marinho e descalça. Suas botas pretas de cano curto estavam juntas ao lado da cama.
Dixie olhava para o teto. Ela ficava a pensar sobre o poder dela. A mãe sempre dissera que elas não deviam usar os poderes para coisas banais, mas ela nunca entendeu isso, pois não sabia se tinha algum poder.
Às vezes ela tinha surtos que faziam copos se quebrarem, coisas voarem e se pregarem no teto, mas aquilo não era o verdadeiro poder dela.
Qual seria o poder de Dixie?
— Malvina tem telecinesia, super força, pode controlar os elementos. Sally tem clarividência. E eu? — Dixie se queixou — Qual é a droga do meu poder?
"Eu queria ter um poder como as minhas duas irmãs. Poxa, as duas tem e eu não?" — Dixie pensou.
Dixie se levantou da cama, foi até uma prateleira de madeira perto da cama onde ela guardava seus bichinhos de pelúcia, de unicórnios de pelúcia até ursinhos de pelúcia e pegou o seu ursinho favorito, era um ursinho de pelo branco com uma camiseta vermelha escrito "Amo Você", que ela o chamava de Sr. Rocco, e o envolveu em seus braços enquanto ele era pressionado contra o peito dela.
Sempre que Dixie se sentia pra baixo ou sozinha, ou mesmo triste, ela abraçava o ursinho.
Ela então pegou o ursinho e o levantou no ar.
— Como está se sentindo, Dixie? — Dixie fez a voz do bicho de pelúcia.
— Eu estou me sentindo muito melhor agora. Muito obrigada, Sr.Rocco — Dixie colocou o ursinho perto do peito e o abraçou.
[...]
Algum tempo depois, um corvo pousa na janela do quarto de de Dixie que estava aberta e logo em seguida surge outro, e depois outro, até que a janela fica com um total de seis corvos olhando para Dixie.
Os corvos então começaram a grasnar e Dixie se assustou. Ela voltou sua atenção para aqueles corvos na janela. O que diabos eles estavam fazendo ali?
— Co-Corvos? Mas o quê?! —Dixie exclamou.
Os corvos continuaram a grasnar. Dixie ficou irritada e atirou o Sr. Rocco nos pássaros que saíram voando da janela.
O bichinho de pelúcia favorito de Dixie despencou em queda livre em direção ao chão e ficou ali jogado.
Os corvos voaram de volta para a janela e continuaram ali.
— Malditos! Vocês fizeram eu matar o Sr. Rocco! — Dixie exclamou.
Dixie foi até a janela, tocou os pássaros que mais uma vez voaram dali e olhou para baixo da janela. Ela então viu o Sr. Rocco caído no chão.
— Sr. Rocco! Eu vou te salvar! Espera!— Dixie exclamou.
Dixie voltou para dentro e ficou a pensar no que fazer. Nisso, os corvos voltaram. Quando ela virou para o lado, viu que os corvos haviam retornado. Aquilo parecia coisa do filme Os Pássaros de Alfred Hitchcock.
— Esses pássaros de novo! Mas espera! — Dixie ficou a pensar— Se toda vez que eu toco, eles voltam, então deve ter algo de errado — Dixie concluiu.
"Corvos são também conhecidos como "Os emissários da morte" — Dixie lembrou.
— Bem, se eles estão aqui, então...alguém vai morrer em breve...
Então, o corpo de Dixie entrou em choque. Seus olhos se esbugalharam e ela ficou ali parada como uma estátua.
Nesse mesmo momento, imagens foram projetadas na mente de Dixie. Ela viu um homem loiro com marcas de unha no corpo, e então surgiu a imagem de um lobisomem envolto em uma névoa com seus olhos brancos brilhando.
Dixie chacoalhou o próprio corpo, e a visão desapareceu.
— Que estranho...eu estou começando a me sentir cansada...— Dixie desabafou.
Dixie estava toda mole e completamente exausta. Parecia que ela tinha corrido a uma distância enorme sem parar.
Ela se aproximou da cama e desmaiou ali.
[...]
Café Tarot Cat
Frank sai da cozinha já vestindo o uniforme do café, e com uma cara de atordoado. Ele vai até Sally que estava no balcão a espera de algum cliente e fala com ela.
— Sally, posso falar um minuto com você? — Frank retrucou.
Sally voltou o olhar para Frank e começou a rir da cara dele.
— Do que você está rindo? — Frank perguntou.
— E ai, como foi? Você deu conta da velha? — Sally falou com ar de sarro.
— Ok. Primeiro, ela só ficou me chupando, dai acabou que a dentadura dela soltou e ficou presa no pau — Frank replicou — Em segundo lugar, não se atreva a fazer isso comigo de novo, ouviu?
— Mas não foi eu que apareceu de repente, peladão — Sally replicou.
— Tudo bem, Sally. Só não faça isso de novo — Frank pediu — Agora, podemos ir embora?
— Você está maluco? Logo irá chegar mais clientes no café e eu acho que eu não dou conta de manter essa clientela sozinha. E já que você está ai com o uniforme do café...— Sally voltou o olhar para Frank.
— Já sei. Você quer ajuda no trabalho — Frank deduziu.
— Sim. Já que você está sem emprego, pode começar me ajudando. Eu verei com a minha chefa de quem sabe te contratar. Você tem alguma experiência com café? — Sally quis saber.
— Bem, eu....acho que não — Frank retrucou.
— Não tem problema. Eu te ensino — Sally disse abrindo um sorriso para ele. Os olhos dela brilharam intensamente.
—Obrigado, Sally. Na verdade, depois da chupada que a velha deu em mim lá nos fundos, acho que vai ser melhor...— Frank suspirou.
[...]
18:00
Os clientes começaram a chegar no café em que Sally trabalhava e se sentaram nas mesas vagas do café.
A noite estava refrescante. O mar trazia um cheiro de maresia, e podia se ouvir as ondas dançando na praia. As luzes do café estavam acesas.
Um grupo de três garotos em roupas casuais, com camisetas estampadas, calças e tênis se aproximou do balcão e Sally os atendeu.
— Olá, rapazes. O que vão querer? — Sally perguntou.
— Tem cerveja gelada? — um dos garotos quis saber.
— Sim, tenho. Posso ver a sua identidade? — Sally disse pedindo o documento ao rapaz.
— Aqui está — Ele tirou a carteira de habilitação com seu dados como Nome, data de nascimento, endereço, etc.
Sally pegou o documento das mãos do rapaz e ficou olhando para ele alguns minutos.
—Ok, Tyler. Você tem 21 anos...— Sally avaliou.
Sally olhou para o rapaz que tinha cabelo preto raspado, um rosto quadrado, olhos azuis, vestia uma camiseta preta, calça cargo bege, e tênis branco.
—Você é muito bonita — O garoto elogiou.
— Obrigada — Sally disse devolvendo o documento para o garoto que o pegou e guardou no bolso — Eu já pego a sua bebida. Posso atender os seus amigos enquanto isso?
Tyler olhou para Sally e fez uma careta de "tudo bem".
— Claro — Tyler retrucou e ficou esperando.
Sally voltou o olhar para o segundo garoto, um rapaz alto, esguio, rosto triangular, cabelos castanhos bem curtos, olhos castanhos, camiseta branca com uma camisa xadrez azul, uma calça preta, e tênis vermelho.
O garoto era o mais tímido do grupo.
— Ahn...eu vou querer....— ele balbuciou.
— Cara, relaxa. Pede o que você quiser — Tyler o tranquilizou.
— Então — ele mordeu o lábio inferior— eu acho que vou querer uma coca, por favor — o rapaz replicou.
— Está bem. E você? — Sally olhou o último garoto.
O último garoto era loiro cabelos compridos até os ombros com uma franja cobrindo parte do lado direito do rosto oval dele. Ele tinha olhos verdes, vestia uma camiseta marrom avermelhado, uma calça jeans, e tênis preto.
— Bem, eu vou querer um suco de Cranberry — Ele replicou.
— Só uma curiosidade, como vocês dois se chamam? Estou falando do mais tímido e do loirinho misterioso — Sally retrucou.
— Eu...eu me chamo Dax — o rapaz respondeu.
— Meu nome é Cooper — o outro garoto respondeu.
— Está bem. Eu já volto — Sally replicou.
Sally foi até uma geladeira que tinha atrás do balcão pegar uma garrafa de cerveja para o garoto e viu Frank ali parado perto dela.
— Então, a aula demonstrativa de como preparar um café que você me deu não vai ser útil esta noite? —Frank questionou.
— É claro que sim. No momento esses rapazes não querem café, mas outros clientes poderão pedir — Sally respondeu.
— Está certo — Frank replicou.
Sally mergulhou até o fundo da geladeira e pegou uma garrafa de cerveja bem gelada, depois fechou a tampa da geladeira.
Frank apenas ficou observando Sally atendendo primeiro garoto.
Sally então pegou um abridor de garrafas que ficava pendurado embaixo do balcão e abriu a garrafa para o rapaz.
— Aqui está a sua cerveja — Sally disse após abrir a tampa da garrafa.
— Obrigado — Tyler agradeceu e pegou a cerveja e então voltou para a mesa onde estava com os amigos enquanto eles aguardavam seus pedidos serem atendidos.
Sally voltou para geladeira e pegou uma lata de Coca-Cola e levou até o balcão onde o segundo garoto aguardava. Ela abriu o lacre com o anel de metal da lata fazendo um "pop".
— Pronto. Aqui está — Sally retrucou.
— Obrigado — Dax agradeceu tentando evitar olhar para Sally.
Sally percebeu que o garoto tinha problemas com sua timidez e então tentou ajudá-lo.
— Dax, olha para mim — Sally pediu.
Dax levantou a cabeça e olhou para Sally, apesar de se sentir desconfortável naquela situação.
— Dax, não precisa ficar assim. Eu entendo a sua timidez. Eu também já fui assim — Sally o aconselhou — Faz o seguinte, pense que você está andando pela praia sozinho.
— Tá, eu...vou tentar — Dax respondeu.
— Ok — Sally replicou.
Dax pegou o refrigerante e foi embora. Cooper ficou à sós com Sally.
— O seu suco. Eu vou mandar preparar. Só um minuto, já volto — Sally disse indo em direção a cozinha.
— Está bem — Cooper respondeu.
[...]
Depois de algum tempo, Sally volta com um copo cheio de suco de Cranberry que a cozinha havia preparado e tentando não derrubar tudo ela foi entregar ao rapaz.
—Aqui está — Sally replicou.
— Obrigado — Cooper disse já tomando um pouco do suco e colocando-o de volta no balcão — Posso fazer uma pergunta?
— Claro.Manda — Sally replicou.
— Porque você me chamou de "loirinho misterioso"? — Cooper quis saber.
— Por causa do seu cabelo — Sally replicou.
— Ah, entendi a referência — Cooper replicou— Você tem namorado?
— Não. E o meu nome é Sally — Sally respondeu.
—Quer namorar comigo? — Cooper tentou a aproximação.
— Desculpa, não estou interessada em namoros no momento — Sally devolveu.
Cooper olhou para Frank debruçado no outro lado do balcão e então deduziu.
— Você está namorando aquele tio lá, não é? — Cooper questionou.
— O Frank? — Sally voltou o olhar para Frank e depois virou para Cooper — Não. Ele não faz o meu tipo.
— Sei. Olha, eu vou indo nessa. Desculpa as perguntas. Eu sei que você está bastante atribulada com o seu trabalho, então, não vou mais incomodar — Cooper retrucou já pegando o seu copo de suco.
— Imagina — Sally replicou com um sorriso.
Assim que o garoto saiu com o seu suco, Frank se aproximou de Sally no balcão.
— Então, o garoto me chamou de tio, e você disse que eu não sou o seu tipo. Que tipo de homem você gosta? — Frank perguntou retoricamente.
— Eu preciso responder a essa pergunta, Frank? — Sally quis saber.
— Não. Só achei que você tinha gostado de mim. Afinal, eu odiei aquela senhora me pagando boquete — Frank retrucou.
— Então você gosta de pegar garotas novinhas, Frank? Não sabia desse seu lado — Sally ficou achando Frank com cara de pedófilo.
— Olha, Sally, me desculpa por isso...— Frank se desculpou.
— Tudo bem. Desculpas aceitas — Sally disse suspirando.
Frank então se aproximou mais de Sally e eles se encararam de frente para o outro atrás do balcão.
— Você tem olhos muito bonitos, Sally — Frank elogiou.
— Obrigada — Sally disse olhando nos olhos dele.
Frank e Sally aproximaram os seus rostos e justo quando iam se beijar, eles são interrompidos por uma voz feminina.
— Sally!!! — A voz gritou.
Era Dixie que tinha ido de carro até lá para falar com a irmã. Ela estava usando as suas faixas pretas, o shorts jeans cavado, sua bolsa preta, e calçando suas botas pretas de couro de cano fino.
Sally e Frank voltaram sua atenção para Dixie que começara dar pulinhos de alegria. Sally olhou para Frank e deixou ele no comando enquanto ela saiu para falar com a irmã.
Sally sai de trás do balcão pela pequena porta no final do balcão, e se aproxima de Dixie.
— Oi, Dixie! Como você está? — Sally quis saber.
—Ah, eu vou bem, obrigada — Dixie abraçou a irmã sem conter a felicidade.
— Então tá bom — Sally replicou com um sorriso.
— É...É...eu consegui o meu poder! — Dixie disse eufórica.
— Parabéns, irmã! E o que você sabe fazer? — Sally a questionou.
— Ai é que tá...— Dixie falou cabisbaixa.
— O que foi? — Sally esboçou uma cara de preocupação.
— É que eu matei o Sr. Rocco — Dixie desabafou. Aquilo era em partes verdade.Mas não toda a verdade.
— O Sr.Rocco? Aquele seu ursinho de pelúcia que você tem desde que nós três éramos pequenas? — Sally quis saber.
— Sim. Você vai achar que eu pirei, mas aconteceu uma coisa. Eu estava no meu quarto falando com o Sr. Rocco, e...de repente esses corvos surgiram. Eu toquei eles várias vezes, mas eles voltavam sempre. Ai eu tentei matá-los com o Sr. Rocco. Eu o atirei na direção deles e ele caiu da janela — Dixie falou igual uma garota hiperativa.
— Só isso? Eu te ajudo a recuperá-lo quando chegar em casa — Sally retrucou.
— Não, tem mais. Eu tive uma visão. Tinha esse homem cheio de marcas no corpo e um lobisomem — Dixie exclamou.
— Mas...eu vi a mesma coisa! — Sally espantou — Porém eu vi com detalhes.
— Você também viu, Sally? Será que é um sinal do apocalipse? — Dixie indagou com medo.
— Não exagera, Dixie. Aqui, deixe-me ler a sua mão — Sally pediu.
— Está bem — Dixie respondeu dando a mão para Sally ler. Elas tremiam bastante.
Quando Sally tocou na mão de Dixie. Dixie acabou tendo uma outra visão. Nela, Sally estava correndo por uma floresta com uma expressão de medo no semblante. Ela era perseguida por um lobisomem. No fim, a criatura acabava matando Sally, ou pelo menos dava essa impressão.
Dixie tirou rapidamente a sua mão cortando a ligação com Sally, olhou para ela e se despediu apressada.
— Eu...Eu preciso ir — Dixie então se retirou as pressas dali.
— Dixie! — Sally berrou — Dixie!
Frank então saiu de trás do balcão e foi até Sally falar com ela.
— Sally, quem era aquela garota? — Frank quis saber.
— Ela é minha irmã, Dixie Ravencraft — Sally acabou percebendo que soltara aquilo para a pessoa errada.
— Oh Meu Deus! — Sally surtou— Eu não devia ter dito isso à você.
— Sally, eu não sei o que você...— Frank fora então interrompido por Sally.
— Você é um Talbot. E eu sou uma Ravencraft. Nossa famílias se odeiam — Sally exclamou.
— Mas, eu não te odeio Sally. E eu não sou como você pensa que eu sou — Frank tentou aquietá-la.
— O seu sobrenome é Talbot. E os Talbots sempre se acharam os donos de Ravenant Hills. E eles mataram seis mulheres no passado. Você espera que eu acredite que no meio de toda essa corja dos Talbots, existe alguém bom? — Sally disse convicta.
— Bem, Sally. É como você disse. É passado. E passado é passado. Eu não consigo entender porque você me culpa por uma rixa de anos atrás — Frank retrucou.
— Olha, Sally, não vamos brigar. Eu gosto de você — Frank confessou — Eu ainda não sei muito do que aconteceu antes de eu vir parar nessa praia, mas o que quer que tenha sido, não é minha culpa.
— E você acha que é culpa de...você sabe quem — Sally disse omitindo o nome do atual prefeito depois do que houve no início da tarde.
— Sally...— Frank suspirou. Seus olhos se encheram de lágrimas só de olhar para Sally.
Pobres Romeu e Julieta dos tempos modernos.
— Sally, eu te amo. De verdade...— Frank se declarou.
Então, Sally ficou perdida. Dentro dela ela também amava Frank, mas ele era um Talbot. E os Talbots oprimiam os mais fracos. Eles se achavam reis daquela cidade.
— Frank...eu também te amo, eu acho — Sally relutava em aceitar que estava começando a se apaixonar por um membro da linha inimiga de sua família.
— Sally, nós não somos como nossos pais ou os outros membros de nossa família. Nós podemos mostrar à eles que mesmo em meio a essa rixa de anos, pode existir um amor verdadeiro.
Frank puxou Sally pelo braço e a colocou próxima a seu peito. Ele então envolveu suas mãos na cintura dela enquanto ela punha as mãos no peito dele.
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