Ravenant Hills (Hiato)

4 O Preço de uma Visão


Notas iniciais
Olá Tudo bem? Capítulo novo de Ravenant Hills. Demorou para sair, mas agora já está aqui. Espero que gostem.^^ Lista de Songs nesse capítulo: Hello - Evanescence Broken - Jake Bugg Tell Me Why - Within Temptation Before The War - Helloween Os direitos de todas essas songs pertencem a seus respectivos artistas. Eu não estou ganhando nenhum dinheiro com isso. As 3 primeiras songs foram sugeridas por lapsa, leth Xavier, e Ana Carolina Dias, eu não sei o nick dessas 2 aqui no nyah, então vou por o nome delas no grupo do Nyah no facebook. Obrigado por suas sugestões, realmente ajudaram muito. Boa leitura!

Ontem após sair do café Tarot Cat, Dixie que estava com os olhos carregados de lágrimas e sua maquiagem toda borrada se dirigia ao carro estacionado, um Volkswagen New Beetle amarelo e com capota conversível.

Ao chegar no carro, ela abre a porta do motorista, senta no banco, fecha a porta, coloca a bolsa no banco do carona e procura pela chave do carro na bolsa. Ela mexe nas suas coisas até encontrar a chave.

[...]

Após um tempo procurando, ela finalmente acha a chave do veículo e a coloca na ignição. Em seguida ela vira a chave. Os faróis do carro se acendem, mas logo se apagam. Dixie tenta outra vez e nada.

— Vamos lá! Não me deixa na mão, besourinho! — Dixie exclama.

Dixie tenta mais uma vez, e...de repente o carro pega. Ela fica muito feliz.

— Obrigada, besourinho! — Dixie agradece.

Ela então pisa no acelerador e manobra o carro saindo da vaga onde estava estacionada. Já na estrada, Dixie começa a se lembrar da visão que havia tido ao tocar a mão de Sally e volta a chorar. A tristeza que ela sentia naquele momento fez com que ela excedesse o limite de velocidade e acelerasse o carro que nem uma louca.

O veículo começa a correr velozmente pela estrada. Dixie chorava ao volante e não olha para a pista.

[...]

Algum tempo depois, um caminhão se aproximava e o carro de Dixie ia em direção à ele. O motorista aciona a buzina do caminhão para Dixie sair da pista, mas ela não presta atenção.

Os dois veículos vão se aproximando um do outro até que os dois batem de frente e um estrondo surge da colisão. A frente de ambos os veículos ficam amassadas e o motorista para o caminhão e sai dele para ver o que tinha acontecido com o outro carro.

Dixie estava com a cabeça no volante com um pouco de sangue escorrido na testa. Ela estava sem o cinto de segurança e o air bag não havia se aberto.

O motorista do caminhão olha para Dixie ao volante e pensa em ajudar.

— Meu Deus! Eu matei a garota! — O motorista exclama.

O Homem que vestia uma camisa vermelha, uma regata branca, calça jeans e sapatos pretos tipo lenhador, que tinha cabelos pretos e olhos castanhos e um rosto quadrado, vai até a carroceria do caminhão e pega um triângulo sinalizador que guardava debaixo do banco na cabine e sai. Ele então vai para trás do caminhão e coloca o triângulo na pista, sinalizando o local do acidente.

[...]

Ele então volta para onde Dixie estava, abre a porta do carro dela e a puxa de dentro do veículo. Então ele coloca o corpo dela no chão, pega o celular que estava no bolso e liga para a emergência, discando 911.

Ele espera na linha até a chamada ser atendida. Não demora muito, e alguns minutos depois a chamada é atendida.

911, Qual a sua emergência?

— Olá! Eu estou com uma garota morta aqui, o que eu faço? — O homem quis saber. Ele estava eufórico e suando muito.

Qual é o seu nome, senhor?

— Mike, Mike Hoggard — O homem replicou.

Mike, Qual é o seu problema?

— Eu estava voltando para a minha casa quando bati contra o carro dessa garota, e...eu acho que eu a matei — Mike disse arfando.

Está bem. Aguarde na linha. Eu vou mandar uma unidade para ai.

— Está bem. De pressa! — Mike replica.

[...]

Algum tempo depois, a um carro da polícia chega no local do acidente.

De dentro dele sai o Capitão Bradford e mais um policial.

O Capitão e o outro policial se aproximam do local onde estava o corpo de Dixie e o Capitão fala com Mike.

— Então, o que aconteceu nesse lugar? — O Capitão quis saber.

— Graças à Deus vocês vieram! — Mike exclamou.

O Capitão olhou para Mike com um olhar bem sério e depois começou a gargalhar.

—Olha só o que ele disse — O Capitão comentou com o outro policial — "Graças à Deus!", o Padre Sutton é que manda na igreja, ele é Deus.

— Sim, é verdade — O outro policial replicou.

— Enfim, eu estava voltando para casa, quando o carro dessa garota bateu com o meu caminhão. E...eu acho que eu matei ela — Mike explanou.

—Veja se você encontra alguma identificação da vítima — O Capitão fala para o outro policial.

— Está bem — O policial retruca.

O policial saca suas luvas de borracha preta do bolso da calça, as veste e então vai até o carro de Dixie. E então ele começa a vasculhar o veículo. Ele abre a porta do banco do carona e olha no porta-luvas, depois olha o banco, e então vê a bolsa preta de Dixie que havia caído no chão do carro durante o acidente, deixando espalhados os pertences dela.

Dentre os objetos caídos no chão, o policial acha um batom fechado de Dixie, mas o descarta, alguns papéis, dinheiro, o celular de Dixie...e...

— O que temos aqui? —O policial diz pegando a carteira de Dixie e a abrindo. Ele então encontra a carteira de motorista e a leva para o Capitão Bradford.

[...]

— Capitão, eu achei isso aqui — O policial entrega a carteira de motorista de Dixie para o Capitão.

O Capitão pega o documento que continha todos os dados de Dixie e então volta a sua atenção para o nome dela, especialmente o sobrenome.

—Ravencraft? Dixie Ravencraft...— O Capitão retruca — Mais uma daquelas bruxas?

—E o que vamos fazer, Capitã? — O policial quis saber.

O Capitão devolveu a carteira de Dixie para o policial.

— Vamos fazer o seguinte, coloque isso no lugar e faça como se nada tivesse acontecido. Você não viu nada do que está aqui, ouviu? — O Capitão cochichou com o policial.

— Sim, senhor. Mas, e o prefeito? Avisamos ele de que encontramos uma nova Ravencraft? — O policial indagou baixinho.

— Não, eu cuido disso. Apenas faça o que eu falei — O Capitão replicou.

— Sim, senhor.

O Capitão então foi até Mike e o chamou no canto.

— Mike, não é?

— Sim, Capitão.

— Mike, olha, tudo vai ficar bem, está bem? Nós chamaremos uma ambulância e...obrigado por sua cooperação — O Capitão retrucou.

—Então, eu posso ir para casa? — Mike quis saber.

— Claro. Nós assumimos a partir daqui — O Capitão replicou.

— Está bem.

Mike voltou para o caminhão e saiu com ele da pista.

[...]

Café Tarot Cat

Enquanto isso, no café. Sally começa a sentir uma dor no peito e se afasta de Frank. Ela começa a ter uma convulsão.

Frank olha para ela e a socorre segurando-a em seus braços.

—Sally, o que está acontecendo? Sally! — Frank exclama.

Sally desmaia e continua a ter convulsões.

— Sally, você está bem? Fale comigo! — Frank pede.

Então de repente o corpo de Sally para de tremer e ela fica inconsciente por um tempo. Frank se abaixa e continua tentando socorrê-la.

—Sally, vamos! Levante-se! — Frank exclamou.

[...]

Sally, após um longo suspiro, abre os olhos e desperta. Ela segura em um dos braços de Frank, como se estivesse com medo de algo.

— Sally, você está bem? — Frank bradou desesperado.

Então, após um longo suspiro, Sally se levanta do chão e puxa os negros cabelos para trás e olha ao redor.

— O que aconteceu? — Sally se pergunta.

Frank se levanta e explana para ela.

— Você desmaiou e começou a ter convulsões.

— Eu? Por quê? — Sally quis saber.

— Eu não sei...— Frank replicou.

Então Sally se lembrou de Dixie.

— Meu Deus! Dixie! Onde ela está? — Sally perguntou.

—Eu não sei...

— Eu preciso achar a Dixie...

— Tá, eu te ajudo a encontrá-la. Mas eu o café? — Frank indagou.

— Eu explico tudo para a minha chefe depois, a minha irmã é mais importante que o meu trabalho — Sally replicou.

[...]

Sally e Frank saíram na rua a procura de Dixie. Eles andavam pela rua e gritavam o nome dela.

— Dixie! — Sally gritou.

— Dixie! — Frank gritou.

Eles olham ao redor procurando pela garota, até Frank vê o carro amarelo de Dixie estacionado e avisa Sally.

— Eu acho que eu achei algo, Sally— Frank exclamou.

Sally se junta a Frank.

— O quê? O que você achou? — Sally quis saber.

—Olhe! — Frank aponta para o carro de Dixie que estava distante dali.

— Espera, aquele carro amarelo é da Dixie — Sally atestou.

[...]

Sally e Frank chegam ao veículo. Tudo parecia estar normal.

Sally olha ao redor da cena e fica chocada ao ver o corpo de Dixie no volante.

— Dixie! Meu Deus! — Sally então começa a chorar histericamente.

— Meus pêsames, Sally...eu sinto muito pela sua irmã — Frank a consola.

— Ela está morta! — Sally contestou.

— Eu sei, Sally...eu já passei por isso...— Frank confessou.

—É mesmo? Você não sabe como eu me sinto...— Sally bradou com o rosto cheio de lágrimas.

— Não, e sim. Eu morri e voltei dos mortos, Sally. Eu posso não entender a sua dor, mas eu entendo como é estar nesse estado que a Dixie está nesse momento — Frank confessou.

— Nós precisamos levá-la para o hospital — Sally exclamou.

[...]

Foi então que uma ambulância chega no local. O carro para, e os paramédicos descem do veículo, vão para a parte de trás, abrem as portas e retiram uma maca que estava vaga e limpa e a levam até o local onde está o veículo. Os paramédicos encontram Sally e Frank. Sally estava bastante abalada com a situação.

Os paramédicos pegam o corpo de Dixie do chão e com cuidado colocam na maca.

Sally olha para a sua irmã já na maca e intervém.

— Esperem! Deixe-me dar uma última olhada nela! — Sally pede aos paramédicos.

Os paramédicos deixam a maca no lugar e ficam parados ao lado de Sally e Frank enquanto ela olha para Dixie na maca.

— Dixie...eu te amo — Sally então se aproxima da maca onde Dixie estava e derrama suas lágrimas no peito dela.

[...]

— Está bem, podem levar — Sally se afasta da maca onde estava Dixie.

Os paramédicos levam a maca com Dixie para a ambulância. Sally enxuga as lágrimas e se recompõe.

— Sally, o que você pretende fazer? — Frank quis saber.

— Não sei, eu acho que vou visitá-la no hospital. Eu vou pegar as coisas dela do carro e levar para ela — Sally retrucou.

—Ok, Sally — Frank retruca.

Sally vasculha o banco do motorista onde Dixie estava e não encontra nada. Então ela dá volta no carro, abre a porta do banco do carona, vasculha o banco e nada. Então ela olha no chão e acha a bolsa de Dixie, exatamente como estava depois do acidente, com os pertences espalhados.

Sally pega tudo e coloca aos poucos dentro da bolsa de Dixie. Ao terminar ela pega a bolsa e deixa o veículo.

Ela então coloca a bolsa de Dixie no ombro e anda até Frank.

— Eu vou ver a minha irmã no hospital, então...cuida do café para mim? — Sally quis se certificar.

—Claro, Sally. Eu cuidarei do café — Frank replicou.

—E mais uma coisa, chame um reboque para levar o carro da minha irmã — Sally pediu.

— Claro, Sally. Pode contar comigo.

Mas Frank não parecia ser muito confiável. Ele estava envolto em um ar de mistério e parecia meio dúbio quanto a realizar aquelas tarefas. Afinal, porque confiar em um lobisomem para fazer aquelas tarefas?

[...]

Sally se aproxima da traseira da ambulância.

— Você é da família? — O paramédico que esperava na porta quis saber.

— Sim, eu sou a irmã da vitima — Sally replicou.

— Está bem. Venha! — O paramédico chama Sally com um gesto de "Entre!"

— Obrigada — Sally agradece já entrando no veículo.

O paramédico então fecha as portas de trás do veículo e se dirige a parte da frente.

Ele abre a porta do motorista, entra e fecha a porta logo em seguida. Ele dá a partida no carro, que após alguns minutos pega, e as luzes se acendem em resposta a partida. O paramédico diminui a intensidade da luz, ligando o farol baixo, pisa no acelerador e começa a manobrar o veículo.

[...]

No interior do veículo onde haviam vários utensílios e equipamentos para auxiliar no tratamento prévio do paciente, o outro paramédico cuidava de Dixie com a bolsa de soro enquanto Sally ficava ao lado da irmã dando apoio.

—Dixie, vai ficar tudo bem. Eu estou aqui com você — Sally conforta a irmã.

O veículo se movimenta fazendo a bolsa de soro chacoalhar bruscamente e os equipamentos de saúde que estavam espalhados pela traseira do veículo estremecem.

[...]

O veículo freia e as luzes vermelhas do freio se acendem iluminando Frank que havia ficado para trás e assim que se apagam, o veículo parte para o hospital.

»

Hospital Ravenant Cross

Local: UTI

Dixie estava deitada em uma cama. Ela vestia a camisola do hospital e tinha uma sonda em um dos dedos. Os aparelhos próximos à ela monitoravam suas atividades. Sally estava próxima à ela olhando-a dormir como um bebê.

A expressão no semblante de Dixie era de serenidade. Então, ela começa a sonhar.

Sonho de Dixie

Em seu sonho, Dixie se vê completamente nua em meio a um cenário todo branco. Ela olha ao redor e fica confusa e começa a se perguntar intuitivamente que lugar era aquele.

— Onde eu estou? Que lugar é esse? — Então Dixie olha para si mesma— E porque eu estou pelada?

[...]

I'll wait here for you for I'm broken.

Down, I'm coming down this town for my heart lies

Far and away where they took you down.

Led them over to your house

Where I'm broken.

Down by the people if they let you breathe.

Don't give a damn if you still can't see,

Still my heart beats for you.

Have become all I lost and all I hoped for.

But I must carry on

Always one

Never broken.

Run to the lobby where I saw you try.

Don't give a damn for your reasons why.

Where soul feels.

Down in the valley where the church bells cry.

I'll lead them over to your eyes.

Whoa, oh, I am one, I am one.

Break story of peace and love in a future

Bright sacrifice came around

Never broken

Down by the people if they let you breathe.

Don't give a damn if you still can't see.

Traveling a street that I did not go.

Wheels like tong to the winter lope.

Down in the valley where the church bells cry,

I'll lead them over to your eyes!

Whoa, oh, I am one

Whoa, oh, I am one

I am one.

Has no one told you she's not breathing?

[...]

Então, em meio aquele branco total, a figura de uma mulher loira,cabelo comprido na altura do quadril,olhos verdes, alguns anos mais velha que Dixie, vestindo um vestindo vestido preto de decote princesa e calçando sandálias de couro. Ela tinha as unhas pintadas de preto. Aquele espectro parecia ser alguém do passado da cidade que Dixie não conhecia.

[...]

Hello, I am your mind giving you someone to talk to

Hello

If I smile and don't believe

Soon I know I'll wake from this dream

[...]

—Olá, Dixie! — A figura cumprimenta.

—Quem é você? — Dixie quis saber.

A figura misteriosa deixara Dixie com a dúvida de quem ela seria por um momento.

[...]

I've been losing myself in anger

So much broken by the rage.

Nothing could take my mind off,

How to make them pay.

Killing myself for nothing

And the pain won't go away

Losing myself to madness

And the game's been played

If I could turn the hands of time, I would

But here I am

Tell me, why am I still here when it's all gone

I'm living with the ghosts of yesterday

Tell me why am I still trying to hold on

I've got to tear it down, to let it go

I'm too tired to keep on trying,

But I'm spellbound till the end.

Knowing that there's no closure

For my wars inside.

I've buried the good and evil,

Only memories left behind

I am the one still standing

I will live to tell

If I could turn the hands of time, I would

But here I am, here I am

Tell me why I'm wasting away

Tell me how to break my own chains

'Cause I'm losing after all

How can I escape this grim fate

Tell me how to face one more day

'Cause I'm wasting away

It's all gone silent

I'm searching for fire

Nothing to fight for

Alone

Tell me why am I still here when it's all gone

Whoah, living with the ghosts of yesterday

[...]

—Chega de Joguinhos, fala logo quem é você! — Dixie insistiu

— Eu sou apenas uma sombra de um passado esquecido — A figura retrucou.

[...]

Come take a look up to the constellations

Take the book of God you will find your relations

If you understand you will know the solution

Things will fall back to the new constitution

I'm a son of a distant future

I'm the last of the seven troopers

And I came here for the 7th war

I'm a child of the stars

The blaster of the gods

And I have seen it all before

Before the war

Cold-hearted earth

I'm the master of the universe

And I have seen it all before

Before the war

Nature sets a limit on your millenary

Turning every place into a cruel mean scenary

All will get a chance to shun the holy file

But you will be few getting under the wire

I'm a son of a distant future

I'm the last of the seven troopers

And I came here for the 7th war

I'm a child of the stars

The blaster of the gods

And I have seen it all before

Before the war

Cold-hearted earth

I'm the master of the universe

And I have seen it all before

Before the war

Mind the seventh war — mind the seventh war

Yes I came here for the seventh war

[...]

— Para com isso! Fala logo quem é você! — Dixie exclamou com todo o ar de seus pulmões.

— Eu vim antes de você e suas irmãs nascerem — A figura replicou deixando um ar de mistério.

— Minhas irmãs? O que tem minhas irmãs? Como você sabe que eu tenho irmãs? — Aquelas perguntas estavam matando Dixie.

— Eu estou morta. Mas sei de muitas coisas sobre essa cidade, bem mais do que você aparentemente — A figura continuou com o seu mistério.

— Chega! Eu não aguento mais te ouvir filosofar! — Dixie bradou já bastante perturbada com as palavras daquela estranha figura.

— Eu costumava ter três filhos, Jake, Cornelius e Amos Ravencraft. Mas, o xerife da cidade, um homem chamado Jacob Talbot nos perseguiu. Ele incendiou a casa onde nós morávamos. Eu morri no fogo junto com meus filhos.

— Agora você está falando! Espera, Ravencraft? Eu sou uma Ravencraft, então...? — Dixie ficou confusa com aquilo.

—Você, Dixie, é a reencarnação do meu filho Cornelius. Você nasceu com o mesmo dom que ele, o Olho do Mau — A figura retrucou.

— O Quê? E o que diabos é esse tal de "Olho do Mau"?

— É um poder devastador que demanda cautela ao usá-lo. Conelius era o meu filho mais sábio e prudente. Ele demorou algum tempo para aprender a manejá-lo — A figura explanou.

— "É um poder devastador que demanda cautela ao usá-lo", Desculpa, mas isso soa muito vago — Dixie replicou.

— O Olho do Mau é um poder que causa mau agouro em quem você tem contato visual. É um poder de ver além do futuro da pessoa. A morte de alguém, má sorte, essas são algumas consequências de usar o Olho do Mau. Em demasia, o uso do Olho do Mau pode fazer com que grandes catástrofes aconteçam — A figura prosseguiu — Terremotos, enchentes, tornados...

Dixie então fica chocada com aquela revelação.

— Meu Deus! E...Eu posso fazer isso? — Dixie balbuciou já estremecendo.

—Sim. O que você viu antes de estar aqui comigo?— A figura quis saber.

—Bom, eu...eu previ a morte da minha irmã, Sally — Dixie revelou.

— Está vendo? Esse é um dos sinais do Olho do Mau — A figura replicou — Do que mais você se lembra?

— Bem, haviam esses corvos na minha janela...

— Corvos. Interessante. Então os corvos foram o gatilho para que o Olho do Mau fosse despertado dentro de você...

— Hmm....acho que talvez você tenha razão..

— Você não precisa ter medo Dixie. Você só tem que tomar mais cuidado quanto a como você usa esse poder e em quem você usa. Eu creio que por você ter usado esse poder em uma das suas irmãs, você pode acabar drenando o poder das suas irmãs, como uma vampira — A figura advertiu.

— E se eu usar em uma pessoa normal, sem relação com a minha família? — Dixie quis saber.

— Você pode apagar as memórias da pessoa com o constante uso ou matá-la mentalmente. Se a pessoa acreditar no que você previu, a previsão pode se realizar — A figura replicou.

— Tá, eu vou ter mais cuidado. Pode me dizer quem é você? — Dixie falou mais calma agora.

— Eu costumava ser uma mãe. Meu nome era Orianthi Ravencraft — A figura revelou.

— Orianthi Ravencraft, mãe, OR? Hmm....— Dixie tentou ligar os pontos.

[...]

Então Dixie teve um "clique" na mente dela.

— Ophelia Ravencraft? Minha mãe? — Dixie ficou chocada.

Orianthi apenas sorriu para Dixie.

— Espera! Então você, eu,minha mãe e minhas irmãs somos descendentes suas?

— Sim.

— E quem é esse Jacob Talbot?

Logo após Dixie ter feito aquela pergunta, a figura de Orianthi começou a desaparecer, sinalizando que Dixie estava acordando de seu sonho.

— Espera! Por favor, não vá! Eu tenho tantas perguntas para te fazer! — Dixie exclamou uma última vez até a figura de Orianthi desaparecer por completo e o sonho terminar.

[...]

De volta a realidade, Dixie abria lentamente os olhos e encontrava Sally ali ao lado dela. Sally estava a enxugar as lágrimas que despencavam do rosto por achar que a irmã havia morrido.

— Sally? — Dixie retrucava com uma espécie de cansaço.

Sally volta o olhar para Dixie e então fica chocada ao ver a irmã de olhos abertos.

— Dixie! Você acordou! — Sally exclama.

— O que aconteceu, Sally? — Dixie falou confusa.

— Você sofreu um acidente de carro e...eu achei que você tivesse morrido...— Sally explanou — Mas, é bom ver que você está bem.

Sally sorriu para Dixie, puxou a mão esquerda dela e a segurou.

— Onde está a mãe? E a Malvina? — Dixie quis saber.

[...]

Então, Malvina e Ophelia surgem correndo na direção do leito de Dixie. Malvina estava vestindo uma blusa de manga comprida e gola rulê rosa, uma calça jeans, e botas de couro preto. Ophelia estava vestindo um suéter verde escuro de decote v com uma blusa preta de gola rulê, uma calça jeans e tênis rosa.

Malvina e Ophelia se aproximam da cama de Dixie e param.

— Oi, Dixie! Sou eu, Malvina! — Malvina exclama.

Dixie e Sally voltam o olhar para Malvina.

— Oi, Sally! Onde você estava? — Sally quis saber.

— Ahn...eu estava bebendo num bar quando o Hospital ligou no meu celular.

— Eu estava estudando alguns encantamentos para afastar aquele espírito de porco do prefeito da nossa vida quando o telefone tocou — Ophelia confessou.

Malvina e Sally voltaram o olhar para a mãe.

— Enfim, como você está se sentindo, Dixie? — Malvina quis saber.

Malvina, Sally e Ophelia voltaram os olhares para Dixie.

— Bem, a minha cabeça ainda dói...mas, eu acho que eu estou bem — Dixie replicou.

—Isso é ótimo, Dixie — Ophelia retrucou.

— Eu tive esse sonho estranho com uma mulher...Qual era o nome dela? — Dixie tentou se lembrar.

— Dixie, deixe isso para lá. Isso não é importante agora. O importante é que você descanse. Nós ficaremos aqui com você — Ophelia replicou.

— Obrigada, mãe — Dixie replicou.


Dixie então começou a fechar os olhos lentamente e empacotou na cama. As irmãs e a mãe ficaram ao redor dela observando-a.

— Sabe, eu acabo de me lembrar que nós esquecemos de trazer o bicho de pelúcia da Dixie — Malvina lembrou.

— Verdade. Mas, eu acho que é melhor ela descansar por enquanto. Quando ela melhorar nós cuidaremos disso — Ophelia aconselhou.

— Tem razão — Malvina replicou.

»

Prefeitura

Gabinete do Prefeito.

James estava em seu gabinete, quando ouve batidas na porta.

— Entre! — James exclamou.

A porta se abre e o Capitão Bradford entra e fecha a porta atrás de si.

O Capitão anda até a mesa do prefeito e para em frente a ele. Ele o saúda batendo continência.

—Capitão Bradford, pare com isso! Nós não estamos no exército — James retrucou sem saco.

— Desculpa, senhor — O Capitão se desculpou.

— Você deve ter algo de valor para discutir comigo, do contrário não viria até mim a essa hora da noite — James supôs.

— Sim, senhor — O Capitão replicou.

— Pois fale, sem delongas — James retrucou.

— Bem, senhor...nós pegamos uma nova Ravencraft — O Capitão revelou.

— Uma nova Ravencraft? Então vocês pegaram a raiz de todo o mau, aquela mulher chamada Ophelia Ravencraft? — James quis saber.

— Não, senhor. Eu lamento — O Capitão se lamentou.

— Então, quem? — James insistiu.

— Parece que o nome dela é Dixie Ravencraft. E ela mora no número 1612 da rua Marble — O Capitão informou.

— Dixie Ravencraft...Rua Marble 1612...Bem, eu não sei quem possa ser essa Dixie Ravencraft, mas...Rua Marble 1612 não era o endereço onde ficavam aquelas bruxas de um tempo atrás? — James quis saber.

— Bem, senhor, isso eu não sei te dizer, eu não sou daquela época...— O Capitão replicou.

—Tem razão. Nesse caso...talvez o Padre Carlos Oliveira Sutton saiba algo sobre isso. Eu terei que perguntar sobre isso à ele — James se lembrou.

— Mais alguma coisa que o senhor queira saber? — O Capitão quis saber.

— Sim, onde foi que você encontrou essa Dixie Ravencraft? — James questionou.

— Na estrada perto do Tarot Cat, aquele café. O corpo da garota estava um pouco ensanguentado, e...eu disse para o oficial que me acompanhava para chamar uma ambulância — O Capitão revelou.

— E você frequenta esse lugar? — James quis saber.

—Não, senhor, tem um Starbucks perto da delegacia — O Capitão retrucou.

—Então eu sugiro que você comece a andar por lá de vez em quando. Talvez assim nós conseguiremos obter mais informações das bruxas dessa cidade — James aconselhou.

— Sim, senhor. Anotado — O Capitão replicou.

—Agora, vá, você já fez o seu trabalho — James despejou o Capitão como quem despeja um empregado.

— Sim, senhor— O Capitão disse se retirando do gabinete do prefeito.

James ficou à sós consigo mesmo.

—Primeiro Malvina Ravencraft, agora Dixie Ravencraft...Com tempo, eu darei um fim a essas bruxas, de uma vez por todas...

— Hoje será mais uma noite de lua cheia...

Notas finais
Obrigado por lerem e espero que tenham gostado^^ Noblesse Oblige= "Com grandes poderes surgem grandes responsabilidades." Isso se traduz da seguinte forma. Se você tem um dom que muitas pessoas não tem, riquezas,etc. você deve ajudar aqueles que são desprovidos desses recursos, independente de seu Status social. Bom, eu vou ficando por aqui. Em breve teremos mais surpresas, aguardem^^