Notas iniciais
Olá! Tudo bem? Capítulo 5 no ar! Esse capítulo está realmente muito bom. Tem 2 personagens novos. Espero que gostem^^ Boa leitura!

23:30

Igreja Saint Jonah

O prefeito James Talbot entra na Igreja e se encontra com o Padre Carlos Oliveira Sutton.

James caminha até o altar.

—Olá,James! — O Padre cumprimentou.

—Padre Carlos Oliveira Sutton — James cumprimentou.

—O que o trás aqui? — Padre Sutton inquiriu.

—Eu tenho algumas questões que eu gostaria de discutir com o senhor, Padre — James replicou.

—O que seria? — Padre Sutton quis saber.

—Bem, o Capitão Bradford me informou que ele encontrou outra Ravencraft na estrada para o café perto da praia — James replicou.

— Outra Ravencraft? De quem estamos falando agora? — O Padre pareceu muito interessado.

—Dixie Ravencraft. Ela parece ter uma ligação com a primeira Ravencraft que apareceu na cidade, Malvina Ravencraft. Provavelmente uma irmã de Malvina — James retrucou.

—Interessante — O Padre exclamou.

—É apenas uma questão de tempo até pegarmos todas as Ravencrafts — James atestou.

—Sim, sim. E o que mais?

— Padre, Rua Marble, 1612, soa familiar para você? — James quis saber.

—Hmmm...—O Padre começou a puxar da memória— Sim! era nesse endereço que as "filhas do dêmonio" moravam.

—Foi o que eu pensei. Então você se lembra daquele tempo...— James balbuciou.

—Sim, sim. James, nossas famílias tem uma dívida. Você deve se lembrar, que foi eu que acolhi você nessa igreja. Então, você também é meu filho — O Padre lembrou.

—Sim, padre. Nós temos um longo acordo desde então — James retrucou.

James e Carlos se aproximaram um do outro e se abraçaram.

—Obrigado, Padre. Você é o meu mais leal servo — James retrucou ainda abraçando o padre.

—Não precisa me agradecer, James. A nossa parceria já diz tudo, eu creio —O Padre retrucou...

— Sim, Padre — James exclamou.

James e o Padre se separaram.

— Bem, hoje é mais uma noite de lua cheia — James notificou.

— Então, você está preparado, James? — O Padre questionou.

—Sim — James replicou.

[...]

Então, a Madre Superiora McGraves que estava se retirando para o seu aposento, vestindo uma camisola branca e descalça, com o cabelo solto, entrou no salão paroquial e encontrou o Padre falando com o prefeito da cidade.

Ela se aproximou do padre e interrompeu a conversa dele com o prefeito.

—Olá, Padre. Eu estava indo dormir depois da nossa peregrinação pelo reino dos céus, fiquei curiosa e vim até aqui para ver o que você estava fazendo — Judith retrucou.

— Olá, Judith! Esse é o prefeito James Talbot — O Padre apresentou.

—Eu conheço o prefeito. Não pessoalmente, é claro — Judith voltou o olhar para o prefeito — Desculpe-me por surgir assim de repente, nesse estado.

— Está tudo bem. Eu devo dizer que você é uma mulher bastante encantadora, Judith — James elogiou.

—Obrigada, senhor prefeito — Judith replicou.

—De nada —James replicou.

—Senhor prefeito, o Padre Sutton me falou sobre dar um fim a essas bruxas e eu concordo plenamente — Judith disse bajulando o prefeito.

—Sim. Isso é muito conveniente. Então, nós temos uma aliada ao nosso dispor? —James inquiriu.

—Sim, James. Ela é minha serva e fiel aliada — O Padre disse lançando um olhar sedutor para Judith.

Judith ficou do lado do Padre Sutton e maliciosa como era, deslizou a mão até a genital do padre que fazia volume na calça e roçou sua mão nela.

O Padre Carlos Oliveira Sutton então olhou para Judith, que o olhou de volta. Eles aproximaram seus rostos e se beijaram intensamente.

O prefeito James parecia um pouco incomodado com aquilo e pigarreou, fazendo com que os dois se separassem.

—Eu peço mil desculpas, Prefeito James — Judith se desculpou.

— Judith, eu não tenho nada contra a relação de vocês dois. Eu só gostaria que vocês dois se concentrassem na tarefa —James replicou.

—Certamente, James. Eu acho que talvez nós possamos conseguir que esse grupo que vive na antiga fábrica de aço, Metallium, trabalhe para nós, para acabar com as bruxas de uma vez por todas — O Padre retrucou.

— Eu gosto da ideia. Na verdade, nós somos somos servos do senhor. E essas bruxas são as "filhas do demônio". Se quisermos derrotá-las, nós teremos que combater o mau com mau — Judith sugeriu.

—Bem pensado, Judith — James avaliou.

—Hmm...bem pensado, mesmo — O padre concluiu.

— Então, eu quero que vocês dois executem esse plano. Esta é mais uma noite de lua cheia, e eu não quero perdê-la — James balbuciou.

—É claro que não. Afinal, você está ajudando a cidade, James. Todas essas almas pecadoras devem morrer e a fera é o nosso meio de espalhar nossa mensagem, claro, em nome do Senhor — O padre comentou.

—Eu concordo — Judith atestou — Eu sei onde fica a fábrica de aço. Foi lá mesmo que o senhor me encontrou — Judith lembrou.

[...]

O Desastre de 1952

No dia 12 de dezembro de 1952, um super-aquecimento num misturador de aço liquido fez toda a fábrica ir pelos ares matando 666 pessoas, incluindo dois operários que tentaram evacuar os outros operários da sala de máquinas. O que os jornais não reportaram na época é que das 666 vítimas do desastre ocorrido na fábrica de aço, havia uma sobrevivente, a jovem de 20 anos, Judith McGraves, que escapara com vida da fábrica durante a evacuação.

A jovem fora encontrada na frente da fábrica pelo padre local, o Padre Carlos Oliveira Sutton, que a consolou e a adotou.

O Padre a levou para a igreja cuidou das feridas e a deu de comer, e depois a transformou em uma serva do Senhor. Judith se tornara uma noviça. Mas a imagem do Padre Sutton como seu salvador nunca saiu da cabeça dela. Com o passar do tempo, Judith começou a despertar mais do que o simples sentimento de afeição pelo padre, mas se continha. Ela esperou até ficar mais velha para então revelar seus sentimentos ao padre.

Aos 30 anos, Judith havia se tornado uma jovem muito bonita. Ela tinha o corpo de uma mulher madura com a inocência de uma criança. Porém, os seus sentimentos pelo padre foram crescendo e ela pediu a ele que a transformasse em uma mulher de verdade.

Então, ela tivera sua primeira relação sexual com o padre e perdera sua virgindade, mesmo após ter feito o seu voto de castidade.

Logo, Judith começou a ficar viciada em sexo e procurara as outras freiras da igreja para fazer sexo com elas. Dentre elas haviam as que se recusassem a fazê-lo pois achavam que o padre as puniria, e haviam as que aceitassem.

Um dia, o Padre estava procurando por Judith e a flagrou fazendo sexo com algumas freiras no quarto dela.

As freiras e Judith foram se explicar para o padre, achando que ele as puniria, mas ele não se demonstrava um carrasco. E tendo em vista que ele já mantinha o acordo com o prefeito da cidade, ele se juntou a orgia com Judith e as outras freiras que começaram a idolatrá-lo como um deus.

Desde então, o Padre Carlos Oliveira Sutton e Judith McGraves continuavam a manter relações sexuais entre eles. Por sua devoção ao padre, Judith se tornara uma serva leal e também a mulher dele.

Sempre que alguma freia desrespeitava as ordens do padre, Judith castigava as freiras culpadas e fazia questão de vê-las sofrer.

[...]

23:54

Ontem à noite, na estrada do café Tarot Cat, Frank havia chamado o reboque para levar o carro de Dixie. Ele estava com o homem do reboque. O homem de estatura baixa, possuía uma leve barriga de cerveja, vestia um macação cinza com o seu nome em uma elípse. O macacão estava com o zíper um pouco aberto, mostrando uma camiseta branca que ele usava por baixo, e calçava sapatos pretos já desgastados e sujos de terra, assim como sua roupa.

—Então, esse é o carro? — O homem do reboque disse olhando para o veículo.

—Sim — Frank replicou.

—Está certo. Vamos levantá-lo...— O homem do reboque disse indo em direção a caminhonete.

Frank havia ficado ali parado apenas olhando o homem do reboque fazer o seu trabalho. As orelhas de Frank começaram a ficar pontudas e seus pelos começaram a crescer atrás da nuca, assim como sua barba. Frank estava começando a se transformar na fera lupina, porém tentava se conter. Ele se segurava para não se transformar na criatura e isso fazia com que ele começasse a manifestar alguns tiques nervosos tipo estalar o pescoço vez ou outra.

[...]

O rebocador içou o carro de Dixie e o suspendeu.

Frank começara a sentir o cheiro de sangue humano. Seu nariz coçava e ele inspirava e soltava o ar sem parar.

Frank seguiu o cheiro até o homem que estava a postos na caminhonete e se aproximou da janela do veículo.

— Bem, obrigado por me chamar. Eu vou levar essa belezinha para o conserto e depois te mando a conta. Qual o seu endereço? — O homem quis saber.

—Avenida Stilwater, 612 — Frank replicou e logo começou a sentir uma dor escrusciante.

—Cara, você está bem? — O homem do reboque quis saber.

Os seus dentes de Frank cresciam e se tornavam pontudos. A voz dele também mudara e se tornara mais grave.

— Saia daqui! — Frank bradou com sua voz alterada.

—Talvez eu possa te ajudar. Eu posso chamar um médico, sei lá...— O homem do reboque balbuciou assustado.

—Vá! SAIA DAQUI AGORA! — Frank insistiu com sua voz grossa.

— Sim, sim senhor — O homem virou a chave na ignição e pisou fundo no acelerador.

O carro do reboque saiu velozmente dali com o pneu cantando.

00:00

Enquanto isso, a Transformação de Frank continuava. Suas costas arquearam e soltaram um estalo. As costas de Frank começaram a crescer descomunalmente. Frank se elevou até a lua. Ele havia atingido 3 metros de altura. As orelhas dele cresceram até a testa. Seus olhos ganharam um brilho branco e depois se tornaram totalmente brancos. Os musculos cresceram e as unhas das mãos e dos pés de Frank se transformaram em garras. A roupa toda dele fora retalhada pela trasformação. E então os pelos começaram a crescer por todo o corpo dele. A criatura então ganhou um focinho enorme uma boca que esticara como a de um lobo.

As feições lupinas haviam se completado.

Frank havia se transformado em um lobisomem de pelos cinzas.

O cheiro de sangue humano parecia atiçar ainda mais a fera e ela começara a correr velozmente em direção a caminhonete do reboque.

[...]

Foi então que um outro cheiro se misturou no ar e a criatura acabou deixando a caminhonete ir embora dali.

Ela voltou para trás e começou a seguir aquele odor familiar.

[...]

No meio da estrada, em meio a luz do luar, a criatura de pelos cinza notou uma criatura igual a ela, porém de pelos brancos que com a luz do luar demonstravam um ter um brilho prateado.

As duas criaturas se encararam e bufaram. Elas foram se aproximando calmamente uma da outra e ao ficarem próximas. Elas se seguraram nos ombros uma da outra e começaram a medir suas forças.

Então a criatura de pelos brancos se soltou e desferiu uma patada no rosto da criatura de pelagem cinzenta que acertara um dos olhos deixando uma cicatriz no olho esquerdo.

A criatura da pelagem cinzenta fechou o olho esquerdo em resposta a dor que fazia seu olho arder.

Ela então se afastou, ficando alguns metros da outra criatura e raspou as patas no chão como um touro raivoso, e depois voou até seu adversário e desferiu uma patada no rosto dela.

A outra criatura soltou um urro bestial, tombou o pescoço para o lado e avançou no pescoço da outra criatura e a mordeu com vigor. Ela então soltou um ganido de dor e ficou a ganir por um tempo.

Um urro bestial continuava a sair de dentro da criatura de pelagem branca, tamanha era a raiva que sentia da outra, fazendo com que ela continuasse com seus dentes cravados no pescoço da outra.

[...]

As criaturas continuavam naquela posição por mais algum tempo, até se soltarem e se separarem.

Elas então começaram a bufar e rosnar uma para a outra.

As duas criaturas começaram um embate. Elas se digladiavam como se disputassem a lua.

[...]

Fábrica de aço Metallium (Abandonada)

Na frente da fábrica abandonada, um grupo de homens vestindo jaquetas de couro, calça jeans, e botas pretas de couro com fivelas esquentavam as mãos no calor do fogo aceso nos tonéis cheios de entulhos.

O Padre Carlos Oliveira Sutton e a Madre Superiora Judith McGraves já vestindo seu hábito preto andaram pelo local.

— Eu lembro que uma vez o senhor me mandou para cá para dar de comer a esses brutos — Judith se lembrou.

— Eles eram como cães famintos, assim como você quando a encontrei — O padre retrucou.

—Sim, e agora eles não passam de uns brutos — Judith exclamou.

Foi então que um dos homens viu o Padre e a Madre por ali e interveio no caminho deles.

Ele cruzou os braços, e afastou as pernas impedindo os religiosos de passarem. O homem era careca, vestia um colete de couro preto, uma calça jeans com rasgos nos joelho, e uma bota preta de couro com fivelas. Ele tinha uma cicatriz no canto esquerdo da boca, uma em X na testa e várias outras nas costas. Cada violação, o membro daquele grupo de foras da lei recebia uma chicotada ou uma cicatriz feita com uma faca em brasa usada por um homem chamado Seth Kraven que era o braço direito de uma traficante de drogas chamada Soraya Valdez.

[...]

Depois do incêndio que tomou conta de Ravenant Hills em 1613, quando as bruxas começaram a ser expurgadas da cidade, muitas famílias foram separadas. Muitos perderam os pais ou algum parente durante o incêndio. Os sobreviventes foram se abrigar ainda jovens na antiga fábrica de aço abandonada onde mais tarde foram tratados por Judith McGraves quando ainda era apenas uma noviça.

O tempo passou e eles se tornaram um bando de vândalos que traficam drogas na região e vivem apenas para serem "livres" segundo suas regras. Eles vivem do dinheiro que conseguem com o tráfico ilegal de drogas, e não tem um lar para morar, não tem um trabalho regular.

[...]

—O que vocês querem? — O homem careca retrucou.

—Nós podemos falar com o seu líder? — Judith quis saber.

—Quem quer saber? — O careca devolveu.

—Muito bem. O Meu nome é Judith McGraves. Eu os alimentei quando vocês ainda eram uns fedelhos, caso não se lembre —Judith exclamou.

—Está bem. E quem é o velhote? — O Careca quis saber.

— Velhote? Manere nesse seu linguajar! Esse é o Padre Carlos Oliveira Sutton — Judith apresentou o padre como se ele fosse um santo.

—Bem, eu tenho certeza de que se eu te oferecesse algum dinheiro, talvez você mudasse de opinião — O padre tentou o suborno.

O careca então começou a gargalhar.

— Do que você está rindo? — O padre quis saber.

—É uma boa piada — O careca atestou— Só que eu não sou influenciado por suborno, já o meu patrão...bem, digamos que essa parte é com ele.

— Entendo. Você pode nos levar até ele? — O Padre quis saber.

—Está bem. Vamos lá para o fundo —O careca retrucou — E a propósito, eles me chamam de "Wrecking Ball" (Bola de demolição).

[...]

Wrecking Ball levou o padre e a madre até seu chefe que estava sentado em uma poltrona velha e estourada no meio do salão com dois capangas de braços cruzados ao lado dele.

Aquele era Seth Kraven. Ele tinha cabelo preto e raspado, um rosto quadrado com o maxilar bem marcado, olhos verde escuro. Ele vestia uma jaqueta de couro marrom aberta, uma camiseta vermelha, uma calça jeans preta, e calçava botas com fivela pretas.

Seth tinha uma faca de caça escondida no cano da bota e usava um taco de basebol que ele costumava usar para jogar com os outros garotos quando era menor como uma bengala, virado de cabeça para baixo. Ele segurava o pomo do taco com a mão direita.

Wrecking Ball apresenta o grupo para Seth.

—Patrão, eu trouxe alguns convidados. Eles desejam falar com o senhor —Wrecking Ball retrucou.

Enquanto isso, o padre e a madre cochichavam.

—Esse homem não parece ser o líder do bando — O padre falou baixinho.

— Ele é o líder, eu não tenho dúvida — Judith replicou em voz baixa.

Todo aquele cochicho chamou a atenção de Seth, pois parecia um insulto na presença dele.

Seth se levantou apoiado no taco e então levou o taco até o ombro direito e o apoiou nele. Ele então começou a andar e seus capangas começaram a segui-lo, mas ele fez um gesto para eles se afastarem. Os capangas então entenderam o gesto e voltaram para seus lugares.

Ele então se aproximou do padre e da madre e ficou parado na frente deles.

—Desculpa, eu interrompi algo importante? — Seth retrucou com um olhar sério.

O padre e a madre estavam quietos em seus lugares. Então, após uma breve pausa, a madre resolveu falar.

—Com todo o respeito. Nós não estávamos falando nada...—Judith retrucou.

—Sério? Porque eu acho que eu ouvi vocês cochicharem algo a meu respeito, certo Wrecking Ball? — Seth berrou com o Wrecking Ball que havia se sentado na poltrona dele.

—Certo, patrão! —Wrecking Ball replicou.

Seth voltou o olhar para Wrecking Ball e achou aquilo ridículo.

—Sério? Quem mandou você se sentar na minha poltrona? — Seth bradou.

Com medo de contrariar Seth ainda mais ficando na poltrona dele, Wrecking Ball se levantou imediatamente.

—Desculpa, Seth. Você é o patrão aqui —Wrecking Ball balbuciou.

Seth voltou o seu olhar para os religiosos que se mantinham em silêncio.

—Desculpa, problemas técnicos. Então, vocês iam dizendo? —Seth inquiriu.

—Senhor Kraven. Meu nome é Judith McGraves. Eu trabalho para o Padre Carlos Oliveira Sutton...—Judith replicou.

—Eu disse para você falar? —Seth interrompeu.

—Você perguntou o que estávamos dizendo —Judith replicou.

—O que vocês estavam dizendo. Eu não disse que você podia falar — Seth bradou.

—Com licença —O padre interrompeu — Se me permite. O que a madre Judith está tentando dizer, é que nós viemos aqui pedir a ajuda de vocês..

—Ajuda? Vocês estão precisando de pó? — Seth inquiriu.

—Não. Nós não usamos esse tipo de substância...—O padre balbuciou.

—Sempre tem uma primeira vez para tudo...— Seth retrucou.

—Muito bem. Escute aqui, eu vou ser bem direta com você. Nós estamos aqui para falar com o chefe desse bando de ratos, pois temos uma missão muito especial, vinda do prefeito dessa cidade — Judith desembuchou.

— Você está procurando por um chefe? Eu sou. Nós não somos um bando de ratos. Ratos se escondem em esgotos. E...nós não vamos aceitar nada vindo do prefeito. Ele matou nossas famílias quando decidiu dar uma de Nero e queimar a cidade toda no passado —Seth retrucou.

Então, barulhos de passos surgiram no salão. Alguém estava se aproximando.

Após ouvir os estalos, Seth voltou sua atenção para onde os capangas e Wrecking Ball estavam. Uma presença feminina surgiu e atravessou os seguranças passando no meio deles, e os mesmos abriram passagem para ela.

Uma mulher de cabelo castanho avermelhado preso em um coque com algumas mexas soltas, olhos amendoados, um rosto oval, a boca pintada com um batom rosa, um colar com um cordão preto, duas contas nos dois lados cor de caramelo queimado, com um bola preta hexagonal presa a uma argola preta num vestido tomara que caia franzido preto, com uma pulseira prateada no pulso direito e um anel prateado no penúltimo dos quatro primeiros dedos da mão, usando uma calça preta trançada na lateral e sapatos de salto alto preto, se aproximou de onde Seth estava. Era a traficante colombiana, Soraya Valdez que havia se instalado em Ravenant Hills há muito tempo, e estava foragida da polícia. Todos caçavam ela, FBI, CIA, Narcóticos, Interpol. Mas, devido a fama de Ravenant Hills, ninguém a procuraria por lá. Então, ela se sentia segura comandando Seth e os outros rapazes.

—Soraya! — Seth exclamou.

— Seth. O que está acontecendo por aqui? Que se passa? — Soraya misturou o inglês que ela falava com sotaque espanhol carregado e em espanhol.

—Wrecking Ball trouxe esses dois, um padre e uma madre. Eles dizem estar procurando por um chefe para entregar uma mensagem, ou algo assim — Seth falou em inglês com Soraya, já que ele não entendia muito quando Soraya falava em espanhol com ele.

Soraya se aproximou do padre.

— A benção, padre — Soraya, pediu.

O padre colocou a mão na cabeça de Soraya e disse algumas palavras em latim.

— Você está abençoada, filha — O padre concluiu.

—Gracias! Obrigada! —Soraya agradeceu.

Então Soraya foi até a madre e pediu a benção dela.

—A benção, madre — Soraya retrucou.

A madre fez o sinal da cruz entoou algumas palavras enquanto punha a sua mão na cabeça de Soraya.

— Você está abençoada, filha — Judith replicou.

—Gracias! Obrigada! — Soraya agradeceu.

Soraya se limitou a apenas conversar em inglês, por causa de seus convidados.

— Eu sou muito religiosa, sabe. Eu estava querendo me consultar com um padre — Soraya disse em inglês com seu sotaque.

A Madre Superiora viu Soraya como uma possível aliada.

—Bem, parece que você poderá nos ser de grande ajuda — Judith retrucou — Nós temos um assunto a trata...e o seu cachorro nos ameaçou.

—Seth? O que ele fez para vocês? — Soraya quis saber.

— Esse vira-lata sarnento nos impediu de passar a nossa mensagem — Judith replicou com desprezo.

Soraya então olhou para Seth com uma cara fechada.

—Seth, eu devo lembrá-lo de que quando recebemos visitas religiosas, você manda para mim. Você é apenas o meu intermediário, você entendeu? Eu sou muito religiosa, então não quero você mexendo com qualquer autoridade religiosa, estamos entendidos? —Soraya quis saber.

—Sim, senhora. Eu peço desculpas, pelo que eu fiz — Seth se desculpou.

—Ótimo! Então, o que vocês querem? — Judith inquiriu.

—Nós precisamos de ajuda. A cidade sofre de um mau de muito tempo atrás. Bruxas! — Judith replicou.

—Brujas? — Soraya se referiu ao termo para "Bruxa" em espanhol, no plural — Como eu disse, eu sou uma mulher muito religiosa, e não acredito nesse tipo de superstição — Soraya declarou.

—Nós temos 3 filhas do demônio nessa cidade. Então talvez você possa nos ajudar a expurgar esse mau — Judith sugeriu — Se não eliminarmos o mau pela raiz, então essa cidade estará infestada delas — Judith retrucou.

—E o que você tem em mente? —Soraya quis saber.

—O prefeito nos informou que um oficial dele encontrou uma dessas bruxas que vivem na cidade e também temos o endereço de onde poderemos encontrar o bando todo das gralhas — O padre retrucou.

— Qual é o endereço? —Soraya quis saber.

—Rua Marble, 1612 —O padre notificou.

—Hm...e onde está essa "Bruja"?

—Ela está no hospital —Judith replicou.

—E qual é o nome dela?

—Dixie Ravencraft — O padre reportou.

—Dixie Ravencraft —Soraya ficou a pensar.

—O prefeito será eternamente grato se vocês puderem dar um jeito nessa. Então achar o resto do bando será muito mais fácil —O padre retrucou.

—Deixem-me pensar. Eu darei minha resposta em breve — Soraya replicou.

—Está bem. Nós entraremos em contato sobre o endereço do hospital onde a Bruxa se encontra — O Padre disse se retirando.

O Padre e a Madre viraram as costas e se retiraram.

— Vamos sair daqui, Madre —O padre balbuciou.

[...]

Hoje

6:00

Na estrada, Os corpos nus de ambos, Frank e James Talbot estavam esticados no chão em posição fetal. Sentindo a luz do sol bater nos rostos deles, eles despertam. Ambos estava com os cabelos desgrenhados e estavam com um ar de cansaço. Eles pareciam ter virado a noite brigando com suas feras interiores.

Frank e James se levantam do chão e ficam de pé, um encarando o outro no meio da estrada.

—James! O que aconteceu? — Frank falou confuso e coçando a cabeça.

—Eu não sei, Frank — James retrucou.

James e Frank olharam para si naquele estado deplorável.

—O que houve com nossas roupas? — Frank quis saber.

—Eu estou acostumado com isso — James disse conformado. Ele parecia não se importar com aquele estado.

—Que horas são? — Frank quis saber.

— Seis da manhã — James replicou olhando para o sol que estava de pé no horizonte daquele céu laranja.

—Ah meu deus! —Frank exclamou — Eu não acredito que virei a noite e acabei nesse estado de novo. Eu preciso ir para o café trabalhar — Frank exclamou.

Então James voltou sua atenção para a última coisa que Frank dissera.

— O que você disse? — James quis saber.

Foi então que Frank percebeu o seu erro.

—Meu Deus! Eu acabo de revelar algo que eu não devia...— Frank exclamou.

—O que você anda fazendo, Frank? Me diz! — James demandou respostas com um olhar fuzilante para cima de Frank.

—Nada. Eu estava pensando alto — Frank tentou disfarçar.

—Espere! O Capitão Bradford disse que encontrou uma Ravencraft perto do café Tarot Cat — James lembrou— Isso significa que você está trabalhando para uma Ravencraft.

James parecia ter ligado os pontos.

—Eu acho que eu posso explicar, James — Frank retrucou.

— Eu sempre te odiei, Frank. Você é uma vergonha para os Talbots — James bradou.

Então, James começou a sentir um odor diferente do que um lobisomem possuía e que parecia estar impregnado no corpo de Frank.

— Isso é perfume feminino? — James quis saber.

—Eu não sei, eu estou cheirando a isso? — Frank começou a sentir o próprio cheiro.

— Você esteve com uma mulher. E pelo que vejo, você se envolveu com uma Ravencraft — James concluiu — Que vergonha, Frank!

—James...—Frank tentou se explicar.

—Qual é o nome da garota com quem esteve? — James inquiriu.

Frank ficou com medo de revelar o nome de Sally, pois a amava, e não queria que nada acontecesse à ela, mesmo tendo cruzado a linha inimiga.

—Não, eu não vou revelar o nome dele. Você é o verdadeiro mau, James! Por que todos os Talbots devem ser como você? — Frank retrucou.

— Me diga o nome da garota, Frank! — James bradou e gotas de saliva voaram da boca dele.

—Não, primo. Eu confesso que eu a amo e não quero vê-la ferida por você ou qualquer um que esteja ao seu lado! — Frank atestou.

—Diga a droga do nome da garota ou você morre! — James bradou.

—Então eu prefiro morrer do que entregar a garota que eu amo para você — Frank insistiu.

—Frank! DIGA O NOME DA GAROTA, AGORA! — James exclamou com todo a força dos pulmões.

—Não, eu não vou entregar...—Frank estava começando a passar por um cansaço mental devido a intimidação de James.

—Diga. O nome. Da.Garota! — James suspirou.

— Eu não vou...eu não vou...— A voz de Frank começara a falhar de tanto berrar — Eu não vou entregar a Sally.

Frank acabou revelando o nome da garota que ele amava.

— Sally...Malvina Ravencraft, Dixie Ravencraft, e agora temos uma garota chamada Sally. Uma Ravencraft obviamente — James balbuciou.

Frank começou a se sentir mau e se amaldiçoou por ter contado a James sobre Sally.

— Maldição! Me desculpa, Sally...— Frank se queixou.

Frank então caiu de joelhos no chão e começou a verter lágrimas só de se lembrar de Sally.

— Levante-se, Frank! Você será punido por guardar esse segredo de mim — James retrucou.

— Mate-me, James! — Frank suplicou.

—Levante-se! Levante-se, Frank! — James exclamou.

— Mate-me, James! Se é isso que você quer, mate-me! — Frank disse aos prantos.

[...]

Hospital Ravenant Cross

Em seu leito na UTI, Dixie abria lentamente os olhos. A luz do dia vindo da janela iluminava o semblante dela. Dixie então cobriu os olhos da luz ofuscante com uma das mãos.

Corredor

Ophelia Ravencraft, vestida com um vestido preto de estilo gótico chegava com suas filhas Malvina e Sally. Ela carregava consigo uma sacola rosa de alças brancas e pequena com o ursinho de pelúcia favorito de Dixie, Sr.Rocco dentro dela.

Malvina vestia um vestido vermelho com decote nos ombros e saia lápis, sapatos de salto vermelhos e carregava sua bolsa da Chanel no ombro esquerdo.

Sally vestia um bolero rosa claro, com um vestido branco frente única, e botas pretas de cano curto.

— Como será que a Dixie está? — Sally disse preocupada.

— Eu acho que ela já deve estar bem — Malvina atestou.

As três mulheres foram até o balcão da recepção e falaram com uma enfermeira. Ela tinha cabelo castanho e chanel, com olhos castanhos, e um rosto oval, e vestia uma camisa branca abotoada com uma calça preta social, e sapato branco. Em torno do pescoço havia o seu crachá.

— Bom dia! — A enfermeira cumprimentou.

—Bom dia! Eu gostaria de saber se Dixie já acordou — Ophelia retrucou.

— Só um minuto que eu vou checar — A enfermeira disse pegando o telefone e ligando para a UTI onde Dixie estava.

O telefone começou a chamar e a enfermeira roia uma das unhas enquanto esperava alguém atender a ligação.

[...]

Alguns minutos depois, a ligação é completada.

— Sim? — Uma voz retrucou no telefone.

—Aqui é a enfermeira Joyce Logan. Eu estou aqui com três visitantes que querem saber se a paciente, Dixie Ravencraft, já acordou — A enfermeira replicou.

—Sim. Eu estou olhando para ela. Ela parece bem — A voz no telefone reportou.

— Ótimo! Então, eu posso mandá-las para ai? — Joyce quis saber.

—Sim, eu acho que tudo bem — A voz concluiu.

—Está bem. Obrigada. tchau! — Joyce se despediu e colocou o telefone de volta na base.

—Então, nós podemos vê-la? — Ophelia quis saber.

— Sim, sim. Ela acabou de acordar — Joyce replicou.

—Obrigada — Ophelia agradeceu.

— De nada — Joyce replicou.

—Obrigada — Malvina agradeceu.

—Obrigada — Sally agradeceu.

[...]

UTI

Ophelia, Malvina e Sally vão até a cama de Dixie.

— Eu vou deixá-las à sós — A enfermeira que estava do lado de Dixie retrucou.

—Obrigada —Ophelia agradeceu.

— De nada.

A enfermeira então se retirou dali.

—Bom dia, Dixie! Como você se sente, filha? — Ophelia cumprimentou.

— Eu estou ótima, mãe. Obrigada — Dixie replicou.

—Ei, Dixie! Como você está, maninha? — Malvina quis saber.

— Eu estou ótima, Mal. O que trouxe vocês aqui? — Dixie quis saber.

—Nós viemos te ver — Ophelia replicou.

—Ei, Dixie! — Sally cumprimentou.

— Ei, Sally! Como estão as coisas? — Dixie quis saber.

— Ah, estão indo bem. Eu pedi para o Frank, meu parceiro de trabalho cuidar do café enquanto eu estava fora — Sally replicou.

— Escuta, Sally, eu queria te pedir desculpas...Dixie retrucou.

— Desculpas, pelo quê? — Sally estranhou.

—Por ter saído daquele jeito — Dixie replicou.

— Imagina, Sally. Não precisa se incomodar com isso — Sally disse desmunhecando a mão direita.

—Ei, Dixie! — Malvina interrompeu — Adivinha quem veio conosco!

— Quem? — Dixie quis saber.

Malvina pegou o ursinho de pelúcia de Dixie que estava na sacola que Ophelia apoiara nos pés de Dixie que faziam volume no lençol e o entregou para ela.

—Senhor Rocco! — Dixie exclamou pegando o bichinho da mão de Malvina e dando um forte abraço nele em seguida —Obrigada.

—Nós o encontramos caído no gramado e ai o pegamos e viemos trazer ele para você — Ophelia retrucou.

— Obrigada vocês três — Dixie agradeceu mais uma vez.

—Não foi nada — Ophelia replicou.

Mas Dixie não sabia o que ainda estava por vir.

Notas finais
Soraya Valdez: http://i1040.photobucket.com/albums/b407/Conrado_Akira_Yoshida/margarita-munoz-366557l_zpskudckkzt.jpg (Margarita Munoz) Seth Kraven é representado por Jai Courtney. Obrigado por ler, espero que tenham gostado^^ Se gostou, comente^^