Ravenant Hills (Hiato)

1 O Filho Pródigo Retorna Ao Lar


Notas iniciais
Olá! Tudo bem? Aqui está o primeiro capítulo dessa fic que é baseada num "plot" que recebi no grupo do Nyah. Essa é a minha primeira fic de fantasia nos tempos modernos com bruxas, pois eu sempre tive vontade de escrever algo do tipo, mas nunca tive idéia do que escrever. Boa leitura!

Nossa história começa em Ravenant Hills, uma cidade pequena do interior e muito pacata, sem uma localização exata. A cidade tinha em torno de 6.666 habitantes. Ela era conhecida por sua herança cultural muito ligada as bruxas e ao misticismo que elas trouxeram para a cidade.

A cidade foi fundada em 12 de outubro de 1612. Desde então a cidade ficou muito famosa por ter sido o lar de muitas bruxas no passado.

Um ano depois, seis mulheres foram acusadas de serem bruxas e julgadas. Elas então foram queimadas na fogueira em praça pública pelo xerife da cidade. Uma caça às bruxas começou, e o xerife resolveu incendiar a cidade inteira para acabar com as bruxas. Depois disso, a cidade foi reconstruída por seus moradores.

12 de Outubro de 2016

Porto da cidade

Um navio cruzeiro atraca no porto e de dentro dele saem seus tripulantes, homens e mulheres de todas as idades, adultos, jovens, idosos e crianças. As pessoas vão saindo do navio até restar uma última tripulante. Ela era jovem e muito sexy. A mesma tinha cabelos pretos longos e ondulados, olhos verdes como oliva. Ela estava usando óculos escuro, e um par de brincos de argolas de prata. Vestia um casaco felpudo bege, com uma mini-blusa vermelha, uma calça comprida de onçinha e botas de couro preto. Carregava consigo uma mala grande e vermelha com rodinhas que ela arrastava pelo píer. Seu nome era Malvina Ravencraft. Ela estava voltando de uma viagem a Itália.

Ao sair do porto, ela caminha com a mala na mão indo em direção ao estacionamento do porto. Suas botas estalavam pelo chão.

Os carros na rua passam e a mulher pensa em pegar um táxi para ir para a casa dela. Mas, nenhum táxi surge na rua. Provavelmente não tinha muitos clientes naquele dia.

O tempo estava bem quente. E Malvina parada ali no estacionamento do porto estava quase derretendo naquelas roupas que podiam funcionar no frio da Itália, mas não em Ravenant Hills naquela época.

Malvina começa a abanar o peito com a mão direita, e depois trocara para a esquerda.

— Que inferno! Aqui está muito quente! — Ela reclama e bate os pés no chão.

Um porsche prateado e conversível cheio de garotos adolescentes passa na rua e param para admirar a beleza de Malvina.

— Nossa! Que deusa! — diz um dos garotos.

— Cara, dá uma olhada naqueles peitos — retruca outro rapaz.

Malvina tinha traços finos devido ao fato de que as mulheres da família dela eram mulheres fortes e muito bonitas. Mas, como qualquer outra mulher, ela não gostava daquele tipo de crítica. Se fosse vinda de suas irmãs, ela nem ligava, pois sabia que elas tinham inveja dela por ser a mais bonita e agraciada na beleza do que elas. Mas, se fosse vinda de garotos pervertidos, ela ficava muito enfezada e isso fazia os poderes mágicos dela se ativarem e quanto mais nervosa ela ficava, mais forte os seus poderes ficavam.

Então ela resolve tirar satisfação com os garotos. Malvina se aproxima do carro e para na frente dos rapaz que estava ao volante e vestia uma camiseta azul, e usava um óculos escuro na cabeça e mascava um chiclete com a boca aberta que nem uma vaca quando estava ruminando.

— E ai, peitões! — diz o rapaz.

— Como é? Vocês estão tirando uma com a minha cara? — Malvina brada.

Os rapazes que estavam na parte de trás do carro começam a vaiar enquanto olham uns para os outros com uma expressão de "Uau!" no semblante, feito um bando de hienas.

O rapaz ao volante continua a mascar o chiclete e a olhar para os peitos de Malvina.

— Desculpa eu perguntar, mas, eles são naturais? — questiona o rapaz. Malvina olha para os próprios peitos e depois para o rapaz que fez a pergunta e então fecha a cara fazendo uma expressão de "Sério? Me poupe!", e cruza os braços.

— Qual é, gatona? Eu só quero saber se são de verdade mesmo — retruca o rapaz.

— De verdade? Você vai ver o que é de verdade! — Malvina replica.

Involuntariamente Malvina se abaixa e coloca as duas mãos de baixo do carro e o faz virar com muita facilidade. Os garotos ficam assustados com aquilo e o carro fica de cabeça pra baixo com eles suspensos. Mas Malvina não estava satisfeita.

Ela então manipula o carro e o movimenta com sua telecinese. O carro onde os garotos estavam é suspenso no ar e eles caem de cabeça no chão, mas conseguem se levantar e logo saem correndo dali.

Malvina segura o carro e o arremessa contra os garotos.

[...]

O surto de Malvina havia passado.

È então que os policiais da cidade e as ambulâncias e paramédicos chegam no local e enquanto os profissionais da saúde cuidavam dos garotos feridos no ataque. Os policiais viam Malvina como uma criminosa.

— Parada ai! Coloque as mãos atrás da cabeça! — Um dos policiais bradou no megafone.

Malvina tirou o óculos e o pendurou no decote da blusa.

— Qual é? Eu sou inocente! — Malvina alegou.

— Eu não vou repetir mais! Mãos na cabeça! — O policial com o megafone bradou outra vez.

— Ok, Malvina. Pense! — Malvina fechou os olhos e começou a pensar em uma solução para aquela situação.

Ela então invocou um forte vento que a envolveu e afastou os profissionais para longe enquanto ela desaparecia com sua mala em um tornado que mais tarde se dissipara.

[...]

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Residência dos Ravencraft

Malvina chega em sua casa envolta pelo tornado e ele se dissipa. Depois de ouvir o barulho da corrente de ar soprando, uma outra jovem desce as escadas da casa que iam do andar superior fazendo a madeira dos degraus estalarem. A jovem tinha cabelos loiros com mechas californianas púrpuras, os olhos eram verdes como os de Malvina. Ela vestia um longo vestido branco com decote U, e sandália de couro com uma margarida branca feita de couro na tira da sandália. Seu nome era Dixie Ravencraft.

Dixie para no meio da escada e olha ao redor. Ela então vê a irmã parada com a mala na mão próxima a mesa de jantar que era rusticamente esculpida em madeira de mogno, envernizada e com 8 cadeiras ao redor da mesa e um vaso flores no centro dela.

A jovem resolve investigar se era a irmã mesmo que estava ali e a chama pelo nome.

— Malvina? — Dixie questiona.

Dixie desce as escadas e anda pela sala. Ela olha em todos os cantos e Malvina a avista no seu campo de visão e vai ao encontro da irmã.

— Dixie! — Malvina exclama surpresa por encontrar a irmã.

— Malvina! — Dixie exclama em resposta.

Dixie abraça a irmã e depois se separa.

— É bom te ver, Dixie — Malvina diz abrindo um sorriso e com os olhos brilhando de felicidade.

— Nossa! — Dixie espanta olhando para as roupas de Malvina — Você está muito elegante nessas roupas. Devem ter custado muito caro — presumiu Dixie — E você não está com calor?

— Eu comprei essas roupas quando estava na Itália. Cheguei hoje de viagem. O voo atrasou um pouco, mas no fim deu tudo certo — explanou Malvina.

— Entendo — Dixie replicou.

— Você acredita que eu fui pegar um táxi e nenhum parou? — Malvina inquiriu.

— É mesmo? Você podia ter ligado para casa que eu ia te buscar — Dixie retrucou.

— Eu sei. Mas eu estava com pressa de voltar para casa e ai...— Malvina interrompeu.

— E ai..? — Dixie questionou.

— E ai esse grupo de babacas que estava em um Porsche parou e ficou olhando para os meus peitos e me cantando de uma maneira vulgar — Malvina replicou.

—E o que você fez? — Dixie quis saber.

— Eu usei os meus poderes.

— Malvina! Isso é errado. A nossa mãe sempre diz que não importa o que aconteça, nós não devemos usar nossos poderes para nada banal — Dixie lembrou.

— Mas eu não fiz de propósito. Eles me irritaram e os meus poderes se ativaram — Malvina disse fazendo biquinho e cruzando os braços.

— Eu sei dos seus surtos de poder. Também acontece comigo de vez em quando — Dixie comentou.

— Então, onde a mamãe está? — Malvina quis saber.

— Ela disse que ia ao mercado da cidade fazer compras — Dixie retrucou.

— Onde está a Sally? — Sally era outra irmã de Malvina e Dixie. Por alguma razão desconhecida, a mãe delas, Ophelia Ravencraft só conseguia ter garotas como filhas. Ela já havia procurado todo o tipo de médico, mas nenhum conseguira solucionar aquele mistério.

— Sally está na biblioteca estudando para uma prova do colégio, eu acho — disse uma Dixie incerta — ou talvez esteja no café, eu não sei.

— Está bem. Enfim, eu trouxe várias coisas da minha viagem a Itália — Malvina disse chamando a atenção de Dixie.

Dixie pulou de alegria e bateu palmas.

— Eu quero ver! — Dixie disse animada.

— Eu posso te mostrar — Malvina devolveu.

— Mas antes, uma pergunta. Você não teve nenhum problema com a polícia no caminho, teve? — Dixie quis saber.

— Sério? Não. — Malvina mentiu.

— Você não está mentindo, não é Malvina? — Dixie questionou.

Malvina ficou pensando naquilo. Ela tentava se segurar para não dizer a verdade, mas acabou falando.

— Tá bom. Eu quase fui pega pelos policiais...— Malvina disse meio desanimada.

— Malvina! Você está louca? Os policiais são mancomunados com o prefeito. E o prefeito é descendente do xerife que fez a caça as bruxas no passado. Ele é louco para mandar uma bruxa para a fogueira — Dixie bradou .

— Fogueira, Dixie? Nós estamos em 2016! Não existem mais fogueiras — Malvina corrigiu.

— Está bem, cadeia. Embora não seja de se duvidar que o prefeito seja capaz de construir uma fogueira ou forca nos dias de hoje — Dixie alertou.

— Está bem, está bem. Eu vou ter mais cuidado na próxima vez — Malvina se queixou — Mas, você não quer ver o que eu trouxe da Itália?

— Sim, eu quero! E você deve ter encontrado alguns rapazes prendados por lá, não é? — Dixie falou eufórica.

— Alguns, mas nenhum interessante...— Malvina ficou com uma cara de muxoxo.

— Como assim, Malvina? Você foi pra Itália! Itália! O paraíso dos homens gostosos. Você tem noção disso, sua louca? — Dixie exclamou como se tivesse esfregando aquilo na cara de Malvina.

— Tá bom. Eu conheci um cara, alto, olhos azuis, um corpaço de deus grego. O nome dele era Marcel, mas ele era modelo — Malvina disse com desdém.

— E dai que ele era modelo? — Dixie ficou sem entender aquilo.

— Como "e dai que ele era modelo?", Dixie? O cara me jogou na cara que era gay. E eu fiquei chocada com aquilo — Malvina explanou.

— Normal, hoje em dia isso é normal — Dixie retrucou.

— Ah, mas é que todos os caras que eu me apaixono são gays — Malvina reclamou.

Dixie riu da cara da irmã.

— Porque você está rindo? — Malvina quis saber.

— Você diz isso porque você não achou o cara certo. E além disso, tem um monte de homens nessa cidade. Certamente tem um reservado para você — Dixie retrucou.

— Bom...deixa isso para lá. Vamos lá para o meu quarto desfazer a mala.

[...]

Quarto de Malvina

Malvina e Dixie haviam aberto a mala de Malvina na cama dela. Elas estavam sentadas ao redor da mala.

Na mala aberta haviam as roupas que Malvina usara durante a viagem, e alguns presentes espalhados no meio das roupas.

Então, Malvina localiza o primeiro presente. Era a estátua de uma coruja de porcelana que ela havia comprado para Dixie e estava embrulhado em uma folha de jornal italiano com fita adesiva e plástico bolha.

— Aqui está. Eu comprei isso para você — Malvina entregou o embrulho para Dixie.

— Pra mim? O que é? — Dixie exclamou curiosa.

— Abra e veja — Malvina retrucou.

Dixie desembrulhou o embrulho todo até revelar a coruja de porcelana que estava intacta. Ela fitou o objeto e ficou maravilhada.

— Nossa! É lindo! — Dixie exclamou — Obrigada.

— De nada, irmã — Malvina replicou.

Dixie então se retirou do quarto com o presente de Malvina e foi guardá-lo.

[...]

Dixie volta para o quarto de Malvina e a encontra organizando as coisas e tentando localizar os outros presentes.

Ela senta-se de novo na cama e ajuda a irmã.

— Tem mais alguma coisa? — Dixie quis saber.

— Sim, tem. Muito mais — Malvina completou.

Malvina e Dixie continuaram vendo os presentes até que elas ouvem a porta de casa se abrir e a voz da mãe dela berrando o nome delas.

— Malvina! Dixie!

— A mamãe acaba de chegar — Dixie avisa.

— Sim. Vamos lá. Talvez ela precise de ajuda com as compras — Malvina retrucou.

— Ok — Dixie disse se levantando.

Malvina e Dixie se levantaram e desceram as escadas juntas.

[...]

As irmãs desceram as escadas juntas, uma atrás da outra e foram receber a mãe. Ophelia Ravencraft era uma mulher em seus 40 e poucos anos, de cabelos pretos e olhos castanhos. Ela vestia uma blusa de decote transpassado verde com uma saia preta godê e sapatos de salto alto da mesma cor. Ela carregava duas sacolas de compras cheias de ingredientes como cheiro verde, cenouras, batatas, etc.

— Oi, mãe! — Malvina cumprimentou já pegando uma das sacolas de compras da mão da mãe.

— Obrigada. Então você já chegou de viagem? — Ophelia quis saber.

— Sim. E eu trouxe vários presentes — Malvina disse segurando a sacola de compras.

— Ótimo. E como foi a viagem? — Ophelia quis saber.

— Foi ótimo! Eu ainda quero voltar para Itália mais vezes — Malvina retrucou.

— Que bom. Dixie, pegue a outra sacola, por favor —Ophelia pediu.

— Sim, mãe — Ophelia tirou a segunda sacola da outra mão da mãe e a segurou.

— Obrigada, minhas filhas — Ophelia respirou aliviada.

—Imagina, não é nada — Malvina disse abrindo um sorriso logo em seguida.

— Que bom. Então, vocês podem me ajudar na cozinha? — Ophelia questionou

— Claro — responderam as duas irmãs em uníssono.

— E onde está a Sally? — Ophelia quis saber.

— Dixie me disse que ela está estudando na biblioteca da cidade ou então no café — Malvina lembrou.

— Bem, a sua outra irmã é uma garota muito inteligente e aplicada nos estudos. Você Malvina, adora viajar. Dixie? adora sair para as baladas, como vocês jovens chamam esses dias. No meu tempo nós não tínhamos essas coisas — Ophelia disse lembrando dos velhos tempos.

— É, mãe. Mas, os tempos são outros — Dixie retrucou.

— Sim, é verdade. E você, Malvina? Não se meteu em nenhuma confusão, não é? — Ophelia indagou.

Malvina já ia se pronunciar quando Dixie a interrompeu.

— Sim, ela se meteu — Dixie disse ficando séria.

— Malvina! —Ophelia berrou.

— Pois é. E foi com a polí...—Dixie fora interrompida por Malvina que tapara a boca dela com a mão para que nada mais escapasse.

—Não adianta, Malvina. Conte de uma vez o que aconteceu — Ophelia exigiu uma explicação sobre aquilo.

Malvina então soltou a mão da boca da irmã.

— Bem, eu usei os meus poderes num grupo de babacas que estava me assediando — Malvina confessou — E depois disso a polícia veio atrás de mim. E agora deve estar me caçando por ai — Malvina disse com medo.

— A polícia?! Você tinha que envolver a polícia? — bradou Ophelia absurdada— A polícia é mancomunada com aquele prefeito puritano nojento!

— Foi o que eu disse à ela — Dixie ensinuou.

— Desculpa — Malvina fez uma cara de arrependida.

— Minha nossa! Eu agora vou ter que dar um jeito naquele homem, nem que eu tenha que usar meus poderes para isso — Ophelia exclamou.

— Mas, você sempre diz para nunca usarmos nossos poderes para coisas banais — Dixie lembrou.

— Sim, exceto quando aquele nojento do prefeito está no meio — Ophelia replicou.

Então Ophelia se lembrou que estava na hora do almoço. Resolveu adiar o pagamento de contas com o prefeito.

— Esquece o que eu disse. Estamos na hora do almoço, depois eu resolvo isso — Ophelia retrucou.

— Me desculpa, mãe — Malvina se desculpou.

— Bom, o importante é que você está em casa. Dixie, pegue a sua sacola de compras e venha me ajudar na cozinha. Malvina, vá tomar um banho. Você deve estar cansada da viagem.

— Sim,mãe — Malvina entregou a sacola de compras que estava segurando para a mãe.

Então ela subiu a escada para o andar superior enquanto Dixie e Ophelia foram para a cozinha.

Notas finais
Obrigado por ler. Espero que tenham gostado desse começo.Se gostaram, comentem.