Ratón?
2 Origem? Achei. Mas e agora?
Notas iniciais
No dia seguinte, fui até a biblioteca pesquisar sobre roedores. Achei algumas informações sobre os animais da região e modo de evitá-los. Mas nenhum funcionou. Assim sendo, aquele som me infernizou por mais duas semanas. Tempo em que eu só conseguia pensar nisso.
Na manhã do 15º dia, meu colega me convidou para dar uma volta de barco com mais quatro amigos dele. Estava meio indisposto por não ter dormido bem, mas aceitei o convite.
Embarcamos cerca de onze horas da manhã e levamos comida para almoçarmos lá. Paramos em meio ao mar calmo e nadamos. Na volta convidei Nicholas para uma partida de xadrez.
De repente, eu ouvi o barulho novamente. Olhei para os lados e nada. Foi então que percebi a origem da minha tormenta. Observei meu companheiro. Ele roia as unhas como um rato. Levante da cadeira, peguei-o pela mão e o arrastei até a proa.
— Por que isso?
— Cansei daquele jogo. Vamos aproveitar a vista.
Ficamos apoiados na proa até chegarmos. Fiz uma nota mental para não soltar a mão dele, e nem ele fez questão disso.
Enquanto o grupo foi praticar alguns esportes, fiquei em um banco, pensando no que faria a noite para anular o barulho.
Tive uma ideia.
Fui até o chalé, tirei o colchão dele da cama e escondi atrás da casa. Depois, fui até onde ele estava e tratei do o ocupar até a noite.
Quando retornamos a casa, obviamente, ele viu que faltava algo.
— Nossa, o que aconteceu com o meu colchão?
— Hoje à tarde uns colegas vieram pedi-lo emprestado por essa noite.
— O meu colchão?
— Eles queriam o meu, mas eu disse que tinha uma quantidade numerosa de itens em cima, então eles pegaram o seu. Não pude fazer nada, desculpe. Eles são meio loucos.
— Mas o que eu faço agora? Esta muito tarde para conseguir outro.
— Você pode dormir comigo. É meio apertado, mas não vejo opção.
— Ok então.
Troquei de roupa e deitei na cama. Logo ele veio até mim e deitou do meu lado. Parecia um pouco incomodo com a situação, mas fazer o que?
Apaguei o abajur e passei meu braço por debaixo do seu pescoço, para ficar mais confortável. Ele virou de lado e ficou de frente para mim. De repente, senti que ia subir a mão até a boca. Mesmo naquela situação ele ia fazer o barulho?! Rapidamente entrelacei sua mão na minha, e, para encerrar efetivamente o ato, aproximei seu rosto do meu e beijei seus lábios por algum tempo.
Deitei-o no meu peito e prendi seus braços. Uma melíflua paz inundou-me. Infelizmente, era uma medida apenas para essa noite.
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