Raposa

11 Na toca do leão


Notas iniciais
E então??? Antes que alguém reclame eu não demorei beleza??? E eu A-M-E-I muito escrever esse capítulo, então eu já vou avisando o que eu espero que vocês descubram nele:
1- Afinal quem é o dono dela?
2- Quem é a rainha louca do capítulo antigo (vocês lembram???)
Espero que consigam achar tudo ^-^

-E isso é tudo o que sei- O marinheiro terminou respirando

-Mas isso não foi nada útil- O homem bem vestido falou- Como podemos te dar algo se você não colabora? Ora, vamos, você tem que ter algo de interessante- Ele sorriu com sua típica expressão sarcástica.

-Eu não sei mais nada! Eu juro!- O marinheiro se desesperara, a moça percebeu o brilho de esperança pulsar nos olhos do homem que momentos antes fora tão confiante.

-Bem, se acabou... –O homem fechou o sorriso e olhou para a moça como se indicasse algo, depois disso saiu da sala, a moça sorriu para o marinheiro e trancou a porta, ela se aproximou dele e o fitou longamente.

-Desculpe por tudo- Ela disse suspirando- Ele é meu dono, não posso fazer nada- Ela disse abaixando a face e deixando lágrimas rolarem, o marinheiro estava se comovendo e a moça estava entregue, ele sabia disso- Vou te soltar- Dito isso ela liberou o marinheiro que sorriu malicioso e a acariciou- Senhor...

-Isso, me chame de senhor- Ele falou enquanto despia a moça, que fechava os olhos e imaginava que era seu touro a tomando delicadamente e não um brutamonte quase a rasgando em duas- Devia ter me deixado preso seu monstro- Ele arrancava a roupa como se fossem meros lençóis, rasgava a pele dela e provocava filetes rubros que tingiam a pálida pele, estranhamente ela não sentia dor, o prazer estava igualmente nulo, era algo mecânico e ela agradecia mentalmente ao seu dono- Veja só, você também tem uma parte feminina- Ela trincou os dentes quando ele a invadiu.

-Senhor- Ela fingiu um gemido, ele sorriu e apertou o braço da moça até deixá-lo roxo.

-Não falo com monstros, mas aquele seu dono tinha razão, eu tenho mais uma coisinha pra falar, sabe a nossa Senhora Protetora do Vale? Pois é, aquela rainha louca mesmo, ela estava disfarçada pelo cais esses dias, procurava um navio onde um pequeno garoto embarcaria...

-Sério?

-Não fale comigo- Ele disse estapeando a face da moça- Mas sim, falo a verdade, além disso, o anão esteve em um bordel do cais, acho que foi anteontem, não importa, as meretrizes juram pelos Sete que ele é mais feio ainda pelas partes baixas, mas que ganharam uma boa quantia, eu não tive a mesma sorte, fui roubado- Ele apertou o braço dela mais uma vez, a moça respirou fundo, só precisava de mais alguns detalhes...

-Só isso? São informações inúteis!- Ela provocou

-Ah é? Pois saiba que eu negociei com o próprio Robert Baratheon! Ele me fez jurar que deixaria uma cabine vazia para ele ver uma meretriz que diz preferir

-Entendo- Ela disse, o homem tentou bater nela novamente, mas a mesma desviou e trocou as posições, agora ela estava por cima dele, o marinheiro empalideceu e a moça simplesmente o fez sair de dentro dela, chutou o meio de suas pernas com toda a força que conseguiu, pulou em cima do homem e o arranhou até sua pele sair junto com as unhas afiadas, distribuía pancadas até que seu dono entrou... E segurou-a por trás, afastando-a do homem- Deixe-me terminar!

-Não minha querida- Ele disse, havia um brilho selvagem em seus olhos, ela sabia que ele iria a querer aquela noite, seu dono tinha alguma queda não explicada por ruivas- Vou fazer algo pior a ele, melhor, você vai fazer.

-O que quiser senhor- Ela estava ajoelhada aos pés do dono, que tocou levemente a ponta de seu nariz e sorriu.

-O entregará á Cersei

-Misericórdia!- O marinheiro gritou

-Misericórdia?- O dono da moça perguntou- Isso não existe no meu vocabulário... Vá se vestir minha raposa- Ela assentiu e correu nua pelas passagens escuras que levavam ao seu quarto, se lavou, arrumou o cabelo, perfumou-se, vestiu um vestido de seda azul, rosa e creme, os tons se misturavam harmoniosamente, os cabelos presos em uma ruiva trança como uma labareda, o vestido não tinha alças e marcava consideravelmente a sua cintura, tratou de colocar um pano enrolado na cabeça para prender as orelhas, aquilo era doloroso, mas tinha de ser feito.

Voltou ao quarto de seu dono e encontrou o marinheiro inconsciente no chão, seu dono estava em pé olhando para ela maravilhado, exibia seu sorriso sarcástico e seu brilho sugestivo no olhar, indicou para ela se aproximar, ela o fez hesitante:

-Está linda, encantadora, digna de uma servente.

-É o que eu sou, senhor- Ela falou sorrindo e o reverenciando

-Sim, minha servente- Ela puxou-a e apertou-a em um bruto abraço, ela respondia obedientemente, afinal, já estava acostumada com os súbitos anseios de seu dono, “meu tesouro ruivo” ele a chamara uma vez, mas geralmente a chamava de “minha cópia malfeita da perfeição”- Só minha e de mais ninguém

-Se assim desejar- Ela disse beijando o pescoço do homem que abriu o sorriso e a afastou- Senhor, desagradei-o?

-Não- Ele disse roubando-lhe um rápido roçar de lábios- Mas a rainha te espera.

-Claro- Ela caminhou para a porta, girou a maçaneta e saiu.

Os corredores da Fortaleza Vermelha eram pouco frequentados pela nossa ruiva, mas ela sabia os caminhos como se passasse por aqueles ninhos de segredos todos os dias, ela virou à esquerda, à direita, desceu escadas, subiu rampas, cruzou pátios e finalmente chegou á sala do pequeno conselho, lá estava Cersei, os cabelos loiros arrumados em um penteado ornamental do Sul, o corpo coberto por um vestido ostentando orgulhosamente o carmim Lannister. A ruiva entrou e Cersei fitou-a curiosa como uma gata, os olhos verdes faiscando de dúvida:

-Vossa Alteza- A ruiva começou com uma reverência

-Quem é você?- A rainha perguntou diretamente e de forma rude

-Ninguém com dois nomes, pode ter certeza.

-Não me respondeu ainda

-Bem, fui instruída para ser sua protetora, guardar você e revelar-lhe segredos sobre todos que requisitar.

-Interessante- A rainha falou com os olhos verdes brilhando

-Se a senhora acha- A ruiva deu mais uma reverência

-Bem- Cersei disse gesticulando para que ela viesse sentar-se ao seu lado, a moça seguiu sua ordem prontamente- Conte-me um segredo, pequenina.

-Sobre quem majestade?

-Hum- A rainha parecia se deliciar com a situação como seu dono havia previsto, “tudo tão previsível” a ruiva pensou com seus botões- Sobre meu marido, diga-me algo que não sei.

-Hoje á noite ele sairá para um navio para encontrar-se com uma meretriz.

-Como tem certeza?

-Posso te apresentar o informante, se quiser- Aquilo pareceu fazer a rainha sorrir sincera, havia caído direitinho nas garras da raposa.

-Adoraria

-Como queira Sua Graça- A ruiva fez mais uma reverência- Vamos ás celas?

-Você primeiro- Cersei ainda duvidava, a ruiva percebeu, mas ignorou, acusar a rainha de tal mesmo que em uma brincadeira, causar-lhe-ia a morte e o fim dos planos de seu dono.

-Como desejar- Assim, saiu da sala e seguiu pelos corredores, ocasionalmente virando-se para encontrar o par de esmeraldas que eram os olhos da rainha, sempre a segui-la brilhando.

A ruiva chegou ao corredor escuro das celas, passava por homens mal encarados, todos praguejando, isso até verem a rainha, quando a viram, bem, seria plausível dizer que eles tiveram mais medo de Cersei do que de Robert, os presos olhavam para o chão e ficavam mudos conforme a imponente rainha avançava, a ruiva sorriu e parou em frente à uma cela ocupada por um único homem, era o marinheiro, ele estava encolhido no canto mais escuro da cela, estava morimbundo, com o fedor do cais e da cela se misturando e tornando-se algo ainda pior, quase um odor insuportável, a rainha torceu o nariz, mas aguentou como uma verdadeira soberana, a ruiva nem se importou, fora forçada e treinada á suportar bem pior.

O carcereiro abriu a porta da cela que respondeu com um longo e fino rangido como se falasse "ora, que tortura vão cometer agora? Por quê não deixam o pobre homem em paz?", a ruiva estava com uma expressão indiferente, disfarçando a felicidade em ver aquele inseto desempenhar o papel de futuro cadáver nos planos de seu dono. Já Cersei sorria, ali estava um instrumento para seu domínio, a chave para tomar o poder do bêbado do seu marido, finalmente uma esperança de não sujar suas mãos de forma tão explícita, ela iria usar aquela carta até ela estar inútil, desgastada e destroçada. Enfim, o prisioneiro pareceu se encolher tanto na parede que quase conseguiu atravessá-la, talvez essa fosse sua intenção, Cersei deu um passo á frente e sorriu:

-Pode me dizer a causa de estar preso?- O prisioneiro encarou-a em dúvida, a aquela altura esperava todo o tipo de pergunta menos aquela.

-Sua Graça, fui enganado por uma moça, sim, ela me roubou e arrancou informações

-Informações falsas?- A rainha foi direta, o prisioneiro se sentiu encurralado novamente, a esperança de conseguir sair dali ruiu- Responda

-Vossa Graça, as informações, as informações, elas, elas são... — Ele gaguejava e tentava arranjar um jeito de continuar com a cabeça.

-Sim, as informações são o que?- A rainha estreitou os olhos, estava impaciente, ela olhou para a ruiva- E então?

-Majestade, com a sua permissão eu vou fazê-lo falar

-Pois a tem prontamente- A rainha acenou com a mão e disfarçou a curiosidade sobre o que a ruiva iria fazer.

-Se me der licença- A ruiva fez uma reverência polida e chutou a barriga do prisioneiro que gemeu de dor, a rainha arfou surpresa, ela sorria, a ruiva olhou para a rainha.

-As informações são verdadeiras?- a rainha perguntou sorrindo, o prisioneiro negou com a cabeça, ela indicou o prisioneiro com a mão, a ruiva de imediato chutou as costelas dele que rolou de dor, a rainha pigarreou- E então?

-Verdadeiras- Ele falou agarrando a própria barriga, provavelmente havia quebrado as costelas, o sapato da ruiva tinha um bico de ferro por esse motivo, a rainha sorriu e meneou a cabeça em direção á ruiva que assentiu e se ajoelhou ao lado do prisioneiro- Piedade! Eu falei o que queriam.

-Dar-lhe-ei piedade seu traste- E então ela deslizou rapidamente a mão para o sapato, tirou uma faquinha e enfiou-a em um ponto específico no peito do homem que morreu instantaneamente, ela limpou a faca nas roupas do cadáver, guardou-a e levantou-se -Vamos Majestade?

-Claro- Elas saíram, ao passarem pelo carcereiro a ruiva deu um magro saco de moedas para ele, suborno por silêncio- O que foi aquio?

-É chamado de golpe de misericórdia, Majestade- a ruiva explicou calmamente- Geralmente usado quando se está com pena ou quando está com pressa, no caso, para poupar explicações e gasto de dinheiro, o suborno nem sempre é o melhor caminho Vossa Graça.

-Oh sim, certamente- Ela assentiu e as duas foram novamente para a sala do Pequeno Conselho- Ficará quieta e em pé ao meu lado na reunião?

-Vossa Graça, portarei-me da maneira que a senhora desejar- a rainha sorriu e assentiu, a ruiva abriu a porta para Cersei, ela entrou resplandecendo enquanto a riuva a seguia pela mesa, o lugar da rainha fora posta á ponta da mesa, de onde poderia ver tudo e todos, seus olhos brilhavam e ela indicou para que a ruiva ficasse em pé atrás dela.

-Cavalheiros, sei que perdoarão meu atraso, mas isso foi necessário, agora sobre o que trataremos hoje?- Ela perguntou sorrindo

-Vossa Graça- Meistre Pycelle pigarreou- O Alto Septão crê que tenhamos esquecido as festividades e seus preços, a Coroa costumava ajudar o financeamento da Fé...

-Creio que o Alto Septão tem coisas mais importantes a organizar, mas resolveremos rapidamente isso- a loira virou-se para Petyr Baelish- Aposto que nosso Mestre da Moeda consiga tirar algumas cartas da manga?

-Vossa Graça me conhece muito bem, sabe que sempre faço o impossível pela Coroa- Petyr disse com seu sorriso, lançando um rápido e curioso olhar para a ruiva que não conseguiu conter e retribuiu- Vou dar um jeito.

-Ótimo- A rainha sorriu abertamente- Mais alguma coisa Meistre?- e diante da negação do mesmo ela prosseguiu- Perfeito, quem será o próximo?

-Majestade- Jon Arryn falou lascivo, um olhar suspeito espreitava em seus olhos entreabertos- A Coroa está gastando demais, estamos com dívidas maiores que nosso lucros, temos que parar de gastar tanto com tudo, jantares suntuosos e vestes ricamente trabalhadas... Tudo isso vai acabar consumindo-nos.

-Oh a Mão do Rei traz um complicado assunto, não?- Petyr disse sorrindo- Talvez devessêmos analisar que estamos suportando tudo muito bem

-Não, nós não estamos- Jon Arryn insistiu- Vossa Graça sabe muito bem disso- Ele lançou um olhar acusador para Cersei que tombou a cabeça descrente- Tem que falar com Vosso Rei Robert, creio que ele entederá vindo de sua caríssima esposa fiel- Cersei tinha vontade de voar naquele velho nojento ou atiçar sua nova e ruiva aquisição para torturá-lo até ele implorar misericórdia, mas ela simplesmente sorriu amigavelmente.

-Sim, certamente falarei com Robert sobre isso, mas sabem como meu marido é, aquele vício inexplicável sobre as caçadas e suntuosidades, nunca foi humilde... — A rainha sacudiu a cabeça fingindo tristeza

-Partilhamos de sua dor Vossa Graça- Varys se pronunciou também com um brilho triste no olhar- Mas creio que tenhamos outros meios de melhorar tal coisa e não só através da proibição das caçadas de Sua Majestade

-Certamente temos Lorde Varys- Cersei disse trincando os dentes- Mas todas teriam que passar pelo rei e ele não aprovaria...

-Aí Vossa Graça se engana- Jon Arryn disse estreitando os olhos novamente- Rei Robert veria o bem no meio da causa, posso lhe assegurar que ele iria aprovar tais outros metódos.

-Se assim acha quem sou eu para contrapor sua crença?- Cersei disse falsamente desiludida

-Senhores, Senhora e, bem... -Varys olhou para a ruiva que pemaneceu imóvel- Senhorita?

-Prossiga logo de uma vez Lorde Varys, ela é só minha dama de companhia- Cersei disse mostrando descaso

-Perdão, mas desperta-me incontrolável curiosidade de como conheceu-a e como as duas ficaram tão... Próximas, talvez? Sim, próximas a ponto de poder ouvir as discussões do Nosso humilde Conselho...

-Poupe sua lábia venenosa Aranha, ela é leal á mim e permanece aqui, não creio que esteja atrapalhando, logo, prossiga- Cersei disse suspirando

-Pois bem, meus passarinhos tem falado que músicas peculiares têm surgido da Baixada das Pulgas... Com os mais variados e satíricos assuntos

-Certamente seria de meu interesse ouví-las- Petyr disse sorrindo e passando a mão pelo cavanhaque.

-Sim, Lorde Baelish está certo- Cersei falou solenemente- Que ouçamos tais canções diante de Robert, talvez ele puna alguém por ter infringido sua Real Imagem, mais alguma coisa?

-Creio que não- Petyr falou sorrindo, sempre sorrindo, ele lançou um olhar sugestivo á ruiva e levantou- Com a sua Real Licença- Cersei assentiu e Petyr saiu, seguido por Varys, Jon Arryn e, finalmente, Pycelle.

-Pensei que nunca mais acabaria- Cersei disse sorrindo e indicando a cadeira para a ruiva que sentou-se prontamente- Estranho Sor Loras não ter sido visto e Lorde Renly não ter comparecido hoje... Acha sugestivo? Existem boatos... Seriam verdadeiros?- Cersei divagava e supunha.

-Se Vossa Graça quiser saber...

-Oh sim, eu quero, estou sem mexericos ultimamente- Cersei disse batucando os dedos na mesa, a ruiva assentiu e foi em direção á porta- Acha que volta quando?

-Pode me dar um prazo se quiser, Majestade

-Hum... Hoje á noite eu terei que jantar com o meu honrável marido, depois ele vai ver a amante dele... Quero você aqui antes do término da janta, deixe tudo preparado para o pegarmos no flagra!

-Como Vossa Graça desejar- E assim a ruiva foi para a missão mais boba dela, descobrir o óbvio, Loras e Renly estavam em um relacionamento.

Notas finais
Gostaram??? Vou ver se faço o próximo capítulo e posto daqui a duas semanas, esse vai ser o prazo máximo!!!!!!!! Juro!!!!!
Reviews, por favor!!!!!!