Raposa

12 Revelando o óbvio


Notas iniciais
Título biruta... Pois é, eu sei, demorei, mas vim antes das duas semanas que tinha pensado inicialmente... Ok, vamos ao que interessa, quem não gosta de partes... Hum... Adultas, leia somente a metade final do capítulo.
Próximo capítulo também tem partes com esse conteúdo... Adulto ^-^

Bem, talvez Cersei tivesse uma cega confiança em sua mais nova aquisição, mal sabia ela que a lealdade de seu brinquedinho pertencia ao nosso mestre de marionetes. Um ótimo esxemplo disso é o que nossa fútil rainha acha que a ruiva está fazendo, na cabeça de Vossa Graça, bem, na cabeça dela a ruiva estava descobrindo algum novo mexerico para a rainha, mas na verdade a raposa estava se encaminhando para o quarto de seu dono como o mesmo havia ordenado.

O corredor secreto era escuro e apertado, a ruiva avançava sem dificuldade, a expressão neutra, mas os olhos cintilando com... Medo talvez? Possivelmente isso... Só sei que ela estava andando calmamente e respirando fundo, ainda estava com o vestido azul, creme e rosa com o qual havia encontrado Cersei, sua mente divagava quando abriu a passagem e adentrou o recinto calma e vagarosa, um pouco cautelosa ao excesso, admito.

O quarto estava sombrio, clareado somente á luz de algumas velas espalhadas na mesa de leitura e na cabeceira da cama, seu dono estava sentado em uma poltrona colocada ao lado da cama, trajava seus calções e um robe aberto, mostrando o abdomen definido, mas não como o de Gendry, não, o de seu dono era mais suave visto que ele não trabalhava em uma forja.

A moça suspirou, seu dono sorriu, os olhos transbordando luxúria, brilhando de desejo, ela caminhou obedientemente até ele e ajoelhou-se, Petyr segurou os pulsos da moça e a puxou para si, ela caiu em seu peito com um arfar surpreso, ele reprimiu um suspiro e tirou o lenço que cobria as orelhas da moça, o pano deslizou pelos ombros nus da moça que fechou os olhos e respirou tentando reunir coragem, seu dono não deu tempo para tal, puxou-a para um beijo, a moça não conseguia parar de lembrar-se de Gendry, o modo como ele era gentil, já seu dono era possessivo e rude, ainda sim ela o obedecia, loucura? Com toda a certeza.

Petyr pouco se importava com o que a moça pensava, beijava vorazmente os lábios de sua ruiva, sua, só sua e de mais ninguém, nunca a roubariam dele, nunca reclamariam de seu nascimento, ela era dele e somente dele, não de um imprestável ferreiro qualquer e bem apessoado. Ele partiu para o alvo pescoço da moça que ficou deliciosamente arrepiada, ele beijava e mordia o pescoço, deixando marcas vermelhas, passou a distribuir seus beijos pelo ombro, braço e finalmente a mão da ruiva que ficou corada e sorriu, ele encarou-a e retribuiu o sorriso de forma carinhosa, embora ele não tivesse carinho com ela...

A ruiva arranhou levemente os ombros de seu dono enquanto tirava o robe do mesmo, ele revirou os olhos que brilhavam de luxúria e desejo, a moça recebeu o leve acariciar de seu dono em suas orelhas ruivas de raposa e assentiu, levantou-se e virou de costas para seu dono, foi para trás do biombo e tirou o vestido, seu dono esperava agora já de pé, a moça colocou o robe do dono e fechou-o fazendo com que ele fosse a única coisa que tampasse o fato de estar nua, foi para frente e parou atrás de seu mestre.

Ela tocou seus ombros rígidos, era gelado e calmante para Petyr que respirava normalmente e não demonstrava emoções visíveis, a ruiva mordeu seu pescoço e ele virou-se, agarrou-a pela cintura e apertou-a fazendo com que ela sentisse o desejo que tinha por debaixo dos calções. Em um piscar de seus olhos verdes estava deitada na cama, ainda de robe e com seu dono por cima, ele beijava-a vorazmente e ela respondia, chegava a ser uma pura satisfação, mas logo voltava a ser um desejo selvagem nutrido por ambas as partes. Petyr desamarrava o robe de sua raposa com uma pressa indescritível, tirou a parte de cima do mesmo e apertou-lhe os seios de forma bruta, para a surpresa da ruiva aquilo foi bom, estava sendo ótimo na verdade, Gendry havia evaporado de sua mente, seu dono beijou seus seios e ela gemeu, ele sorriu agora contra sua barriga e mordeu-a, a moça fechou os olhos e se contorceu, sua cintura foi apertada levemente pelas mãos do dono que agora arrancava o resto de suas roupas, agora só ele estava vestido com seus calções.

Com um olhar travesso ela inverteu as posições, trilhou seus beijos pelo pescoço, abdomen e a borda dos calções de seu dono que sorria, ela desamarrou os cordões e desceu o calção revelando a intimidade de Petyr, ele puxou-a para um beijo voraz e trocou de posições, ficou por cima da ruiva que abriu as pernas e envolveu seu dono com elas, ele posicionou-se e penetrou-a sorrindo, era uma mera brincadeira para o dono da moça que suspirava, para ela era prazeroso, delicioso, imensamente melhor do que com Gendry, sim, com Gendry só havia dever, só havia a ordem de seu dono em fazer o ferreiro gostar dela, já com Petyr, ah com Petyr era melhor, era secreto e submisso, ela era submissa ao seu dono que agora estava em um frenesi.

Ela soltou um gemido alto e Petyr abriu ainda mais o sorriso, ele inclinou-se sem parar de penetrá-la e beijou seu pescoço, a ruiva arranhou suas costas e rebolou, enterrou os dedos nos cabelos castanhos do dono e puxou-o para um beijo, era voraz e selvagem, era tenro e carinhoso, era só por satisfação, nada de carinho ou preocupação. De repente Petyr finalmente soltou um arquejo rouco, a moça suspirou, ela começou a tremer, gemeu o nome de seu dono, Petyr por fim desabou ao seu lado, os dois exaustos, ele a abraçou por trás e apertou-lhe o seio, depositou um beijo em seu pescoço e sussurrou:

-Minha cópia malfeita da perfeição- A ruiva sorriu e virou-se, seu dono capturou seus lábios e iniciou um beijo lento e viciante, ele desceu a mão para a cintura da moça e a puxou para perto como se pudesse enterrá-la em si, a pele lisa e alva dela em contraste com a pele áspera e machucada dele, era enlouquecedor, a ruiva o empurrou gentilmente- O que?

-Cersei- Ela disse tentando recuperar o fôlego que Petyr roubara, uma coisa que a propósito ele era bom, ele sorriu e assentiu, passou a mão pelo corpo da moça uma última vez e fez um sinal para ela ir, coisa que ela fez obedientemente, vestiu a roupa que tinha arrancado minutos antes, ele suspirou.

-Depois de acabar volte para cá- Ele ordenou.

-Sim senhor- Ela fez uma breve reverência e se afastou pela passagem secreta e escura, Petyr sorriu para o nada e fechou os olhos, um cochilo parecia-lhe mais do que apropriado.

A moça corria até a passagem para a sala de jantar, os cabelos já presos em uma trança e as orelhas devidamente tampadas pelo pano, entrou furtiva na sala, o silêncio reinava, a claridade aumentava conforme andava para perto da mesa que ia surgindo. Cersei estava sentada ao lado de Robert, Jaime estava ao seu lado junto com Tyrion, ao lado de Robert estava Renly, á frente da rainha estavam seus filhos, Joffrey com uma cara de maquiavélico, Myrcella com a expressão delicada e sorridente, Tommen com a face rosada após rir de alguma piada do tio. A ruiva ficou no canto, mas Renly notou-a e sorrindo cochichou algo á Robert, o rei gargalhou e falou alto, a voz retumbando pelo local:

-Ora ora, que temos aqui Cersei? Uma penetra talvez?- Cersei virou-se com os olhos brilhando, sorriu para a ruiva.

-Esta é minha convidada, uma dama de companhia que muito me aprecia com seus comentários bem colocados e a aparência tão delicadamente frágil, venha querida, sente-se conosco e partilhe de nossa humilde refeição- A ruiva aproximou-se cautelos e educada, jurou ver o anão notar seus seios assim como Joffrey que também observou descaradamente sua bunda.

-Uma peça rara certamente- Renly falou sorrindo alegre, "realmente ele e Loras haviam feito mais do que conversar e trocar beijos" a ruiva pensou maldosamente- Seja bem vinda.

-Cersei fazendo amizades- Jaime falou com um sorriso torto- Isso certamente é uma novidade...

-Realmente- Foi a vez de Tyrion olhar a bunda da ruiva, ele indicou a cadeira ao seu lado- Eu ficaria honrado se me permitisse ao menos a audácia de desejar que a senhorita poderia sentar-se ao meu lado- A ruiva fez o que o anão falou e sorriu- Ora, mas que belo exemplar de bajuladora temos aqui... Superou-se Cersei, você achou uma mocinha para falar o quanto você é superior.

-Controle-se irmão- Cersei falou sibilando- Não queremos que a nossa convidada se intimide tão rápido.

-Então mãe- Joffrey falou olhando os seios da ruiva e nem desviando o olhar- Qual é o nome dessa bela moça?

-O nome- Cersei lançou um olhar de "não sei seu nome, vou inventar e se você desmentir-me eu corto-lhe a goela" para a ruiva que concordou- Nymeria.

-Como a princesa dornesa?- Joffrey sugeriu mostrando um sorriso sacana, a ruiva sorriu timidamente e assentiu, ele abriu ainda mais o sorriso- Fico pensando se tem as mesmas qualidades das dornesas...

-E quais qualidades apreciariam Vossa Majestade?- A moça perguntou fingindo timidez

-Bem, morena é lógico que não és... Será que tem a mesma resistência ao calor? E as comidas apimentadas são tão deliciosas para você como um torta é para mim?

-Não, eu não sou morena, não creio que tenha tal resistência e quanto ás comidas... Eu aprecio as especiarias, mas também adoro uma boa torta.

-Diplomática- Jaime falou sorrindo e mordendo o pedaço de faisão que pendia de seu garfo

-Será tão comparável à um animal quanto uma dornesa?- Joffrey resmungou baixo o suficiente para somente a ruiva ouvir, ela sorriu maliciosamente para o príncipe que por pouco não deixou a língua cair da boca e pender boba, ele resmungou novamente, desta vez olhando para a face da ruiva- Eu vou te provar...

- Joff- Cersei falou calma, já que não havia ouvido a provocação do filho- Onde está Sandor?

-O Cão está em algum lugar, eu mandei-o para longe enquanto eu estiver aqui, afinal queremos um jantar em família- Joffrey lançou um olhar para a ruiva que arregalou os olhos e fingiu-se atingida

- Oh mil perdões Majestades- Ela começou fazendo uma cara de arrependida e levantando-se com cuidado, Cersei lançou-lhe um olhar de "como assim?" e ela retribui com um sorriso de quem encontraria a rainha em um piscar de olhos- Vou retirar-me

-Que pena, a única pessoa agradável daqui vai embora...- Tyrion falou levantando a taça de vinho e sorrindo

-Ah esse meu irmãozinho tão cheio de humor- Cersei falou venenosamente e com os olhos verdes faiscando a raiva contida

A ruiva não saiu do salão completamente, só ficou do lado de fora da porta, ela sabia muito bem o que viria agora, repetiu mentalmente o plano e a importância de ser dar neste, arrepiou-se por um momento, Joffrey queria possuí-la, mas o que ele diria quando visse a aberração com a qual gostaria de se deitar? Tremeu e temeu o pior até que sentiu um beijo cálido sendo depositado em seu pescoço:

-Hoje você é minha dornesa- Era o príncipe, e ela conseguia perceber o desejo contido nas palavras simples, o pronome possessivo não foi usado levianamente, disso a ruiva tinha certeza, ele mordeu a orelha dela e falou em um sussurro- Minha rainha dornesa, minha Nymeria, fale meu nome, quero ver como soa de seus lábios...

-Joffey, meu príncipe Joffrey- A ruiva pronunciou suspirando falsamente, coisa que o loiro não notou, ela era dele naquele momento e isso a fazia duvidar da própria capacidade de discernimento.

Notas finais
Reviews!!!!!!!!!!! Eu preciso muito delas!!!!!!!! Então comentem e mandem sugestões!!!!! O que vai acontecer quando Cersei e (no momento) Nymeria descobrirem Robert e sua amante????????? Será que vocês se surpreenderão????? Podem apostar que sim!!!!!!!! E Joffrey e Nymeria???? Vai rolar algo mais????? Vocês querem que role algo mais???
Quem aí ta com saudades da Fancy????