Notas iniciais
Oi amados (a) leitores!! Aqui tem mais um cap! Ah, onde você está em, Dríada Dias? Onde?

Capítulo 19

-Vamos! Erak gritou. –Remem mais!

O céu estava carregado. Os ventos estavam soprando muito forte, e Erak e Svengal resolveram abaixar a vela.

-Malditas tempestades, amaldiçoou Erak.

-Será que Gundar conseguiu ultrapassar a tempestade? Perguntou Svengal que estava direcionando a cana do leme.

-Acho que sim, respondeu Erak.

-Capitão! Olhe! Berrou um dos remadores.

Os dois homens se viraram e deram de cara com uma mancha escura a toda velocidade no céu.

-Pelas barbas de Gorlog! Disse Erak saindo correndo pelo convés e berrando ordens.

Não deu cinco minutos e a verdadeira tempestade chegou. “que Deus nos proteja”, pensou Svengal.

Erak voltou trazendo um rolo de corda, que passou em Svengal e nele próprio, amarrando o outro lado ao leme.

-Segure forte! Gritou Svengal.

A primeira onda veio com toda a força possível. O navio começou a lenta subida até a crista da enorme onda, para depois iniciar a turbulenta descida.

A água entrou em enxurrada, alagando todo o convés e chegando até o remo de direção.

Erak e Svengal estavam fazendo um esforço incrível para não soltar o leme e não cair no convés.

-Remem, seus idiotas! Remem! Berrou Svengal.

Os remadores estavam fazendo um esforço para remar e não deixar o remo cair, que a tripulação reserva já tinha sido alertada. Os homens estavam com baldes enormes, tirando a água do convés e atirando por cima da amurada. Outros estavam trocando de lugar com os remadores exaustos antes que caíssem no mar.

-Aí vem outra! Gritou Erak para ser ouvido pelos remadores.

A onda que se aproximava era mais alta do que a muralha do castelo Araluen.

Erak não tinha certeza de que todos sairiam intactos dessa tempestade. O navio começou a subir e a subir sem parar. Quando chegaram a crista, todos tiveram a terrível sensação de que o navio iria voltar de costas, e aí sim, todas as esperanças de sobrevivência cairiam por mar. Mas isso foi por poucos segundos. A crista se quebrou e o navio foi lançado para o outro lado da onda.

-Agora!! Berrou Erak. -Vamos virar o navio!

Os remadores da esquerda remaram para trás, enquanto os da direita remavam para frente. Erak e Svengal jogaram todo o peso de seus corpos no cano de direção, para tentar facilitar o trabalho dos remadores.

Eles conseguiram virar o navio bem a tempo da próxima onda os atingirem.

A água bateu no navio e passou por cima da amurada, mas não com tanta força que nem antes. Agora eles estavam navegando com o mar, não contra ele.

-Que bom que conseguimos, falou Svengal cansado.

-Sim. Mas nem pense em soltar esse leme, respondeu Erak.

Os dois homens estavam exaustos e com as barbas cobertas de sal. O leme estava exigindo muito esforço braçal dos dois homens.

-Esse tipo de tempestade perto da costa? Perguntou Erak a ninguém em especial.

-Sim, o inverno está terminando aqui também, concordou Svengal.

-Esse casamento está nos saindo muito caro, refletiu Erak

-Ah, Erak! Vamos lá! incentivou Svengal.

Algumas horas depois os homens avistaram terra, e Erak deu ordens para ancorar.

-Estamos precisando de suprimentos, e de algum tipo de descanso, ordenou o capitão.

Os remadores conduziram o navio com os remos nos últimos 100 metros e quando a quilha raspou na areia, três homens pularam por cima da amurada e enterraram a âncora na areia.

-Vamos descer e descansar! Gritou Erak para os homens que rapidamente tiraram os remos dos encaixes e os guardaram ao lado de seus bancos.

-Tem idéia de qual parte de Araluen nós estamos? Perguntou Svengal.

-Acho que estamos no Norte, respondeu Erak jogando um saco de carne defumada da amurada.

Notas finais
Os escandinavos voltaram!!