Notas iniciais
Oi pessoas amadas!! Acaba de sair um cap novinho do forno! Perdoem alguns erros, e não fiquem tristes se eu não postar o próximo antes de quarta-feira! Minhas aulas vão começar... Em fim, aproveitem!

Capítulo 20

O acampamento estava montado em uma clareira no meio dos arbustos. Galhos secos tinham sido recolhidos para fazer uma pequena fogueira de cozinhar no meio do acampamento. As tendas estavam alinhadas em círculos, cada uma para abrigar um homem, menos a do imperador. A tenda de Shigeru dava para três ou quatro pessoas durmirem sem complicações, e era lá, na tenda do imperador, que Alyss durmia mergulhada em um sono profundo.

Quando o grupo tinha encontrado Alyss escondida entre a vegetação, ela tinha tentado fugir, mas Shigeru a tinha impedido. Logo depois ela desmaiou e foi levada para esse acampamento, onde a mulher de um dos Kikori tinha trocado as suas roupas sujas e rasgadas, enquanto Reito dividia a tenda com um pano para ela ter mais privacidade.

Agora, depois de sete horas de sono profundo, o sub consciente de Alyss estava voltando a funcionar. Ela resmungava alguma coisa indecifrável e virava para o outro lado, continuando a dormir.

Alguns minutos depois, Alyss acordou com uma dor de cabeça horrível e o corpo dolorido. Ela percebeu que estava com roupas mais suaves, e estava enrrolada em cobertores. A garota resolveu se sentar, mas percebeu que tinha sido um erro e voltou a se deitar. Cada músculo do seu corpo doía.

-Que bom que você já acordou, disse uma voz atrás dela.

Alyss se virou e para a sua tremenda surpresa, viu Shigeru sentado de pernas cruzadas em um canto da tenda.

-Imperador... Shigeru-san? Perguntou sem entender. “O que ele está fazendo aqui? O que eu estou fazendo aqui?”, ela pensou.

-Você está se sentindo bem? Perguntou Shigeru.

-A minha cabeça dói, respondeu Alyss.

-É a fome, respondeu Shigeru. -Venha. Vamos comer.

O imperador deixou que Alyss se apoiasse em seu braço e a levou até a pequena fogueira do acampamento.

-Aryss-san! Chamou Eiko.

Alyss se virou e viu um grupo de Kikoris sentados em volta da fogueira com uma caneca de chá verde nas mãos.

-Eu não entendo, falou Alyss. Shigeru fez sinal para que continuasse. -O que vocês estão fazendo aqui? O que está acontecendo?

-Depois. Essa foi a única resposta de Shigeru.

Eiko trouxe uma tigela esmaltada com um cozido de coelho que Reito tinha caçado, temperado com sal, vinho tinto, senoras, cebolas e batatas.

Alyss pegou a tigela e comeu vorazmente, mau parando para respirar entre uma colherada e outra. Fazia dias que a moça não comia tão bem. Alyss raspou a tigela e Eiko a encheu outra vez.

-Você estava com fome mesmo, comentou Shigeru.

Alyss deu um sorriso envergonhado. -Desculpe, eu estava morrendo de fome.

Shigeru devolveu o sorriso e apoiou as costas em um toco de árvore. -Agora que você comeu, poderia nos contar o que foi que aconteceu com você?

Alyss respirou fundo e começou a contar tudo que tinha acontecido até aquele momento.

-Dois meses depois do meu casamento com Will..., mas ela foi interrompida por Mikeru. -Você se casou com Chocho? Mas nós não estamos..., Alyss nunca soube o que ele queria dizer, pois Eiko pôs a mão em sua boca. -Calado.

-Obrigado, agradeceu Shigeru. -Continue, Aryss-san. Por favor.

Alyss respirou novamente e continuou.

-Depois do meu casamento, eu fui mandada em uma missão diplomática até um feudo distante que fica no leste do reino. Esse feudo estava tendo alguns problemas de muitos assaltantes na estrada, e que todo o roubo adquirido ia direto para o bolso do Barão. O Rei Duncan soube disso e resolveu logo o problema. Depois de algum tempo, ele queria saber se os problemas tinha acabado, e ninguém melhor do que o Serviço Diplomático para por em prática. Eu fui mandada para lá com dois guardas, com a condição de que seria extremamente secreto. Nós passamos quinze

Dias observando o feudo sem sermos notados, até que um infeliz descobriu a minha identidade. Eu não faço a mínima idéia de como isso aconteceu, mas é certo que aconteceu. Esse homem contou a verdade para um antigo seguidor do Barão Ladrão, e ele reuniu a gangue inteira para me atacar. Foi uma luta rápida, pois nós estávamos em três e eles em dez. Eles mataram os meus dois acompanhantes, e se eu não tivesse escapado depois que os vi mortos, também teria sido assassinada a sangue frio. Eles me viram correndo e começou a perseguição. Eu tive que correr tanto que nos últimos dois quilômetros não conseguia respirar direito. Então surgiu uma incruzilhada na minha frente, e tive que pensar rápido. Peguei uma pedra grande e atirei para a direita. A pedra saiu rolando barranco abaixo enquanto eu me escondia atrás de uma árvore grossa.

-Muito esperta, elogiou Reito.

-Era uma questão de vida ou morte, respondeu Alyss. –Depois eu comecei a andar de volta para casa, mas estava sem força nenhuma. E foi aí que vocês me acharam.

Shigeru se acomodou mais uma vez e pareceu pensativo.

-bem... começou o imperador. –Então você não está sabendo que está dada como morta?

Notas finais
Então? Reviews? Beijos!