Random Love
11 Working all night long
Notas iniciais
Boa leitura.
– O quê?
– Qual parte do “meu carro ou seu?” você não entendeu? — perguntou e eu bufei.
– Você tá falando sério mesmo? — respondi em forma de pergunta.
– Você não ouviu o que eu disse para o Jason ou está se fazendo de retardada?
– Achei que você tinha falado aquilo pra ele só para despistá-lo e depois cada um para sua casa. — respondi como se fosse a coisa mais óbvia.
– Quando disse que faria qualquer coisa para esse filme dar certo, não estava brincando. Além disso, preciso mesmo ensaiar umas partes e pra isso, por mais que eu não queira, preciso da sua ajuda. — sorriu maroto.
– Isso só pode ser maldição! — disse para mim mesma, mas ele ouviu.
– Hã?
– Nada...
– Então, no meu carro ou no seu?
– Cada um vai com o seu! — respondi seca.
– Tudo bem, desculpa se tentar ser educado com você te ofende. — riu pelo nariz.
– Como você é engraçado!
Já de costas para ele segui em direção ao meu carro enquanto ele fazia o mesmo. Ao entrar no mesmo, liguei o rádio e dei partida, mas um grande estouro me fez parar tudo o que estava fazendo. Sai do carro.
– Não! Não! NÃO! — gritei.
Quando pensamos que um dia não tem como ficar pior do que já está, estamos totalmente errados! Tem, sim, como ficar MUITO pior. Dois pneus do meu carro acabaram de furar, ótimo.
– Tem step ai? – ouvi uma voz atrás de mim. Era a assombração de novo.
– Você sempre aparece assim do nada ou é só impressão?
– Você tem step ai? — ignorou minha pergunta.
– Por quê? Não me diga que sabe trocar um pneu! — comecei a rir.
– Qual a graça? E sim, sei trocar um pneu para sua informação. — ele já tinha começado a tirar a camiseta.
– Pode parar! Não vai precisar fazer streap porque não tenho um step. — ele riu da minha cara.
– Tá com medo de babar muito? — perguntou convencido.
– Por favor, faça-me rir. — respondi seriamente.
– Bom, se você e nem eu temos um step o único jeito é ligar para o guincho.
– É o que eu vou fazer agora, se me der licença.
Peguei meu celular e disquei para o numero que tinha na minha lista de contatos para casos de emergência.
– E ai?
– O cara disse que chega aqui em dez minutos. — fitei o chão.
– Ótimo, vamos com o meu carro então.
– Desculpa minha indelicadeza, mas você pretende ensaiar texto onde uma hora dessas? — perguntei.
– Estava pensando em ir para o hotel em que estou hospedado, se não tiver problemas pra você. — comecei a rir.
– O que foi dessa vez?
– Faz três dias que nos conhecemos e eu já estou indo para o seu quarto de hotel. — ri sem graça pelo que tinha acabado de falar. Acho que falei de mais.
– Não precisa ficar corada, estamos fazendo isso em nome do nosso trabalho. — riu debochado. Não respondi.
Ficamos em silêncio até o guincho chegar, o que demorou um pouco mais de dez minutos. Me entregariam o carro em casa amanhã de manhã como eu pedi.
– Podemos ir agora? Quanto mais demorarmos menos vamos dormir. – Bieber começou.
– Mal começou o trabalho e já está reclamando. Não se esqueça que foi você quem aceitou fazer isso.
– Que seja, vamos! — o segui até o carro.
Quando ele destravou o carro fui em direção a porta para abri-la, mas uma mão me interrompeu.
– Obrigada. — sorri e ele não respondeu.
Talvez ele não seja tão chato assim. Que merda eu acabei de falar? É claro que ele é chato, ele é insuportável.
Ficamos em silêncio até ele ligar o rádio e percebi que tocava I Love Rock ‘n’ Roll da Joan Jett.
– Eu amo essa musica! — falei por impulso. – Desculpa.
– Eu também amo essa musica, então sem problemas. — ele respondeu. – Chegamos. Nem deu pra você terminar de ouvir sua musica.
– Sem problemas, temos uma longa noite pela frente. Vamos logo com isso.
Desci do carro e ele fez o mesmo.
– Só me acompanhe. Vou falar pro Scooter que você tá aqui para ensaiarmos.
– Ok.
Entramos no hotel pela parte dos fundos e pegamos o elevador até o andar que ele estava. Chegamos até o que deduzi ser o quarto de seu empresário, Bieber bateu na porta por uns cinco minutos até ele abri-la.
– Fala. — ele disse um pouco irritado. Devia estar dormindo, coitado.
– A Nina veio ensaiar umas coisas para as gravações de amanhã, tem algum problema?
– Não, sem problemas. Pode ficar tranquila que ele não é nenhum louco. — me disse e eu assenti.
Não é nenhum louco, mas é um completo idiota.
– Ok, boa noite e desculpa se eu atrapalhei alguma coisa. — Bieber sorriu irônico.
– Claro que você não atrapalhou nada! – Scooter respondeu no mesmo tom. – Tchau e boa madrugada pra vocês.
Ele fechou a porta e Bieber me encarou.
– O quê? — perguntei.
– Nada, que fique claro que eu não sou nenhum maníaco.
– Realmente espero que não seja. — respondi entrando na brincadeira e ele riu.
Caminhamos mais alguns quartos e paramos em frente ao seu.
– Pode entrar. — fez um gesto com as mãos para que eu entrasse ao abrir a porta.
Notas finais
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