Random Love
12 Giving a break
Notas iniciais
Boa Leitura!
Fiquei meio sem graça, mas resolvi entrar e WOW... Aquilo não era um quarto de hotel, era uma casa em forma de quarto de hotel (?). Ri de minha confusão.
– Então... – ele ia começar a falar, mas o interrompi.
– Como você pode chamar um lugar desses de quarto? Isso aqui é maior que meu apartamento inteiro, ou quase. – eu falei e ele gargalhou.
– Qual a graça? – perguntei sem graça.
– Nada. Então, pode ficar a vontade enquanto eu vou pegar os textos lá dentro.
– Ok.
– Quer alguma coisa pra comer, beber?
– Nós acabamos de sair de um restaurante, então não. Obrigada.
– Tudo bem, mas se quiser alguma coisa é só falar. Já volto. – apenas assenti.
Não estava entendendo qual era a dele, para começar ele supostamente me odiava tanto quanto eu o odiava e segundo, se ele estivesse tentando se aproveitar de mim era melhor parar por ai porque, pelo que eu saiba, ele tem namorada e eu não quero e nunca vou querer nada com ele.
Enquanto ele não voltava aproveitei para dar uma olhada naquele “pequeno” lugar. Era de um luxo visivelmente exagerado, uma pessoa não precisaria de tudo aquilo nunca. Andei mais um pouco pela gigante sala e parei em frente a um aparador cheio de fotos e uma em especial me chamou atenção, nela estavam Bieber e mais duas crianças, uma menina e um menino, muito fofos por sinal (http://images5.fanpop.com/image/photos/27800000/justin-bieber-instagram-jazzy-jaxon-justin-bieber-27869284-500-500.jpg).
– Pronto! – levei um susto.
Eu me virei para olhá-lo e ele encarava atentamente minhas mãos, que estavam segurando o porta-retrato.
– Desculpa, eu estava só olhando, mas me empolguei e... – ele não me deixou terminar.
– Tudo bem... Gostou?
– Hã? – perguntei perdida.
– Da foto... Gostou da foto?
– Ah sim claro, a foto! Muito fofa, se parecem muito com você. São irmãos?
– Sim, meus irmãos mais novos por parte de pai. O menino é o Jaxon e a menina é a Jazmyn, mas prefere ser chamada de Jazzy.
– Aposto que vocês são muito apegados. – sorri.
– Somos sim, principalmente com ela que é meu xodó. Já avisei que não a quero namorando tão cedo. – riu e eu acompanhei.
Aquilo já estava ficando com um ar muito familiar, pigarreei.
– É... Trouxe o texto? – mudei de assunto.
– Ah sim, trouxe! Foi por isso que demorei, só tinha um então resolvi tirar uma cópia pra você, acho que fica mais fácil.
– Acho que você ainda tem alguns neurônios. – respondi.
– Qual é? Eu estou tentando facilitar as coisas, mas parece que você só complica. – indagou.
– Eu não estou complicando nada. Já deixei minha opinião sobre você muito clara e achei que você também tivesse sido bastante claro com relação ao que pensa sobre mim. – respondi sincera.
– Eu sei muito bem que você não vai com a minha cara e eu, felizmente, posso dizer a mesma coisa sobre você. Só que estamos trabalhando juntos agora, então estou tentando deixar a situação mais agradável, porque, pode não parecer, mas eu também não queria estar em uma situação dessas.
– Ok, tudo bem, me desculpe. Vou tentar facilitar as coisas também, mas não é nenhuma promessa, é só pra deixar as coisas mais “agradáveis” como você disse. – ele suspirou.
– Ótimo, agora vamos parar de discutir e começar a ensaiar logo antes que meus olhos se fechem sozinhos. – me disse.
– Mãos a obra! – ri.
Ele me entregou o texto e pediu que me sentasse para dar uma lida no texto antes de começarmos.
– Acho que podemos começar. – mais afirmei do que perguntei.
– Ok, eu começo. – respondeu.
Ele se levantou, ainda com o texto na mão para caso esquecesse alguma fala, aproximou-se um pouco mais e começou:
– Hey, garota, hey! Espera, deixou seu caderno cair!
– Ah, obrigada. Você salvou minha vida, já que amanhã tenho prova sobre a matéria desse caderno. – me levantei também e ficamos cara a cara.
– Você é nova aqui, não é? Nunca te vi pela academia antes.
– Sou sim, acabei de me mudar do interior. E você, faz o que aqui? Digo, que aula?
– Pratico boxe todos os dias e basquete uma vez ou outra. Por quê?
– Nada... Hum... Só curiosidade.
Antes que ele pudesse continuar o cortei.
– Acho que na parte em que eu falo “digo, que aula?” você pode dar uma risadinha, tipo, para perceberem que ele sabe que ela está envergonhada. Entende o que eu quero dizer? – perguntei.
– Sim, entendi aonde você quer chegar. Você que ele pareça mais confiante em relação a ela, não é?
– Exatamente, ela é uma garota inexperiente e ele o “expert”. – sorri.
– Vamos começar dessa parte então. – sorriu de volta.
[...]
– Vai continuar a freqüentar aqui ou veio só hoje? – ele estava indo bem.
– Pretendo continuar, gostei muito dos professores e da aula em si. Amo dançar, só preciso dar um jeito conciliar com a escola.
– Isso é o de menos, se você gosta mesmo de dançar tem que se dedicar a isso. – ele coçou os olhos, sinal de que estava com sono.
– É o que todos me dizem, mas sabe como é... – dei uma olhada no texto para conferir se não tinha errado.
– Não, não sei. – ele ainda matinha seu olhar no meu.
– Isso é... É complicado, talvez amanhã eu te explique. Acabamos de nos conhecer, então...
– Tudo bem, até amanhã então. – sorriu.
– Até. – fingi um aceno e fui saindo da sala.
– E... Corta! – ele disse e gargalhei. – Não foi nada mal, senhorita Watson.
– Você também senhor Bieber, nada mal. – entrei na brincadeira.
– Tudo bem... Eu preciso de um banho e um café para continuar, você espera?
– Eu não... Não sei... Que horas são?
– Exatamente 01h15min da madrugada. Qual é?! Prometo que demoro quinze minutos no banho e dez para tomar o café.
– Tudo bem, quinze minutos. Vou cronometrar! – respondi derrotada.
– Senta ai, liga a TV se quiser, pode pegar o que quiser na geladeira e...
– Vai tomar banho logo! – disse autoritária.
– Sim senhora! – gargalhou.
Enquanto ele foi pro banho eu me sentei no sofá que havia ali, na verdade aquilo estava mais para uma cama de casal em forma de sofá tão grande e fofo. Sem perceber, fui me deitando aos pouco e quando dei por mim já estava deitada com os olhos fechados, não era pra menos, estava muito cansada. É só um cochilo, vou escutar quando ele sair do banho.
Notas finais
xxx
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