Radioactive

28 Chapter XXVII - It's Do or Die


Notas iniciais
SEM TEMPO PRA EXPLICAÇÕES, TUDO NAS NOTAS FINAIS!!

Chapter XXVII — It's Do or Die

Alice

Eu estava feliz naquela manhã. Nossa base estava prosperando com velocidade, nossos muros erguidos mostravam poder. Akay e Dante eram de grande utilidade, as habilidades químicas da garota eram imprescindíveis para verificarmos a validade de remédios e a pólvora das balas.

Desci do muro quando Finn veio na minha direção para tomar meu posto. A garota de cabelos esverdeados também sabia um pouco de mecânica, e vinha vez ou outra adicionando coisas no braço metálico do loiro. Encaixei meu porrete no cinto e verifiquei a pistola em meu coldre. Como tudo estava certo, corri até o portão da frente e toquei o sino, avisando que ia sair para que ninguém se preocupasse.

Aquilo havia sido uma ideia de Dante. Para evitarmos ter de ir a Jack e Merida toda ora avisando que iríamos sair, ele sugeriu que colocássemos um sino na porta principal, e quando tocássemos era um sinal de que estávamos saindo. Cada um criou sua forma de tocá-lo, assim era mais fácil para identificar quem estava deixando a base. Quando ouvi o grito afirmativo de Punzie, esgueirei-me para fora dos muros e encarei o mundo a minha frente.

Savannah era tão pacífica que certas vezes eu me esquecia que vivia num inferno onde mortos vivos eram os donos das estradas. Saquei o porrete e comecei a caminhar devagar pela rua principal, descendo em direção ao cais. Meus olhos examinavam cada loja, casa ou apartamento. A verdade era que aquela cidade estava ficando escassa. Já havíamos explorado tudo, desde os bairros residenciais até o centro da cidade. De fato, eu não queria abandonar aquele lugar, mas...

Se continuássemos ali, não duraríamos mais por muito tempo.

Estava próxima do cais quando, de repente, o chão desapareceu debaixo dos meus pés. Comecei a cair e soltei um grito assustado quando meu corpo se chocou contra o chão molhado e frio. As paredes eram sujas e cheias de musgo, o cheiro insuportável de cadáver invadiu minhas narinas e acabei vomitando o pouco de comida que havia em meu estômago. Me ergui do chão, tentando enxergar alguma coisa em toda aquela escuridão. Os gemidos dos mortos não estavam longe de mim, então comecei a correr para frente. Acertei o porrete em alguns errantes que vinham na minha direção, e quando comecei a ficar encurralada, pensei que aquele seria o meu fim. Escorei-me na parede e lentamente tentei afastar aquela quantidade de mortos que se juntavam ao meu redor quando uma porta que não vi estar ali foi aberta, me jogando pra dentro da sala.

Caí sentada enquanto um homem velho barbudo a fechava, mantendo todos os mortos-vivos para fora. Eu respirava tão rápido que estava quase me engasgando com minha própria saliva. Me levantei para agradecer ao homem quando ele se virou e agarrou minha cintura, me jogando no chão novamente. Apertando meu peito no chão, ele tentava me beijar a qualquer custo. Acertei um soco em seu maxilar, o tirando de cima de mim, e me levantei, atacando-o com meu porrete. Desferi um ataque em sua mandíbula novamente, vendo-a se partir. Ele gemeu e me atacou novamente, arrancando minha arma branca da minha mão e jogando-a na lareira que havia ali. Ele avançou, mas consegui desviar e acertar suas costas com um chute. Ele ergueu-se do chão num pulo e me deu um soco, senti meu próprio sangue encharcar minha boca e o gosto metálico preencher minha língua. Eu estava tão furiosa que não pensei duas vezes; arranquei minha pistola do coldre e atirei no mesmo, acertando sua testa. O velho caiu no chão, agonizando por alguns segundos antes de finalmente morrer.

Limpei o sangue que escorria dos meus lábios e apoiei-me nos joelhos, tentando recuperar o fôlego. Quando consegui, olhei ao redor. O homem era muito suprido de tudo; comida, água, remédios, armamentos e equipamentos de todos os tipos e gostos. Um grande mapa estava preso logo acima de uma mesa, e haviam diversos pontos marcados no mesmo. Eram supermercados, farmácias, lojas de armas, lojas de conveniência, e um grande ponto específico. Primeiramente eu pensei que fosse nossa base. Estava prontinha pra voltar naquele cadáver e acertar-lhe mais uns bons chutes quando reparei que era, na verdade, uma base militar. Pelas anotações, o lugar parecia estar intacto e repleto de tudo o que nós precisávamos. Peguei a mochila que estava jogada ali e arranquei o mapa da parede, enrolando-o e o colocando na bolsa. Recolhi tudo o que pude e saí daquele lugar, que finalmente percebi ser um necrotério.

Encontrei uma saída daquele esgoto logo atrás da onde eu estava. Comecei a subir as escadas quando algo brilhou a luz do dia, bem abaixo de mim. Coloquei as bolsas no chão e desci novamente, caminhando até a coisa reluzente. Era um cordão, preso ao corpo seco e contorcido de uma adolescente. As paredes daquela cela tinham a mensagem "DEUS TENHA PIEDADE DE MIM" escrita em sangue. Fechei os olhos e suspirei, enfiando a mão entre as grades e arrancando a joia do seu pescoço. Corri de volta as escadas e deixei aquele lugar horrível para trás.

XXXXX

Quando eu apareci toda machucada na base, Peter ficou uma fera. Ele disse que eu provavelmente era louca e estava querendo me matar. Apenas dei risada e segui diretamente para o quarto de Jack com o mapa em mãos, enquanto Finn e Nemo guardavam as coisas que trouxe no nosso estoque. Obviamente, Rapunzel me enchera de remédios e curativos, mas lhe disse que estava bem. Eu precisava mostrar o que havia encontrado para nosso líder, aquele, com certeza, seria o nosso maior e mais importante golpe de sorte.

Abri na porta e entrei, dando de cara com um albino sem camisa, olhando para a cidade através da sua janela. Dei risada e o chamei, usando o quadro que havia ali para prender o mapa, como em uma apresentação escolar. Havia um belo ponto de interrogação na face de Jack, o que me fez rir ainda mais.

— Que tal você parar de rir e me explicar o que é tudo isso? — ele pediu, um tanto irritado.

— Quando eu saí, caí na rede de esgotos da cidade. — expliquei, enquanto lhe mostrava todo o trajeto através do mapa — Um velho tentou me estuprar, mas acabei por matá-lo e sair dali. Foi então que eu encontrei a nossa mina de ouro.

Lhe mostrei a base militar, marcada com grande círculo vermelho. Algumas anotações diziam "local limpo. TX41.", outras diziam "entrada sul. RW98". Eu não sabia o que aquelas siglas significavam, mas estava disposta a descobrir.

— Vou voltar naquele necrotério e descobrir o que são essas coisas.

— Você enlouqueceu? — Jack perguntou em um tom baixo, definitivamente menos escandaloso que Peter — Alice, você foi quase morta naquele lugar. Se eu deixar você ir, é capaz do Pan me estrangular com minhas meias.

— Diga a ele que eu fugi. — expliquei, dando de ombros — Que você não permitiu, mas que fui mesmo assim.

Ele assentiu, contrariado, enquanto examinava meticulosamente o mapa. Aquela era a nossa chance mais preciosa de finalmente não precisar mais correr nenhum risco. De poder permanecer a salvo de uma vez por todas.

Esse é o nosso mundo agora. É pegar ou largar, ser bom ou ser mau. Não temos mais escolha. Não importa mais sua opinião se você quiser continuar vivo nesse mundo caótico e totalmente desumano.Agora, todos nós temos que seguir aquele ditado antigo.

Agora, é matar ou morrer.

Notas finais
Entããããããão, por que eu fiquei tanto tempo sem postar? Bom, eu fiquei TOTALMENTE sem criatividade pra fic. Sério mesmo. Daí passei a me focar em outros assuntos, outras ideias, outro site... E acabei me esquecendo da fic!! Mas prometo que vou tentar voltar a postar com mais frequência, e tentar não deixar vocês na mão!! Caso queiram me cobrar "pessoalmente", meu Twitter é o @jssperjordan. Sem tô lá e vou responder todos vocês. Enfim, até o próximo! £ Küsse da Magic Mirror £