Racers of Life

46 O fim da Cobra


Notas iniciais
Oi pessoas!!! Ai desculpem pelo cap curto, estou sem tempo hoje, mais tarde vou viajar e tenho muuuitas coisas pra arrumar ainda!! Quem vai no Anime Friends???? Se for me mande uma mensagem!!! Vamos nos conhecer!!!! Capítulo dedicado à Darinha, minha xodózinha!!!! Feliz Aniversário querida!!!! Desejo o que te desejaram em dobro heheheheh guarda bolo pra mim!!!! Bom gente, já viram o nome do cap né? hahahahahah Divirtam-se!!

Queima de arquivo.

Aquele garoto sabia pouco, mas sabia o bastante. Nunca é seguro deixar pistas e informações para trás, ainda mais quando essas estão nas mãos de alguém nada confiável.

Infelizmente Sasuke Uchiha não era nada confiável.

Quando Kabuto foi atingido, ele conseguiu escapar daquele lugar antes que a polícia chegasse.

Tudo o que tinha de mais valioso estava naquele carros. Jóias, dinheiro estrangeiro, passaporte com seu nome verdadeiro, as armas vietnamitas, a pólvora russa... e muita propina. Sairia daquele país de uma vez, mas antes tinha alguém que precisava morrer.

Esperou que o casal brincasse com o carrinho. Não tinha pressa.

– Aproveite, garoto. É realmente uma pena... me serviria tanto. — suspirou falsamente apontando seu rifle de longo alcance por fora da janela.

Conseguia ver perfeitamente a cabeça dos dois ocupantes e ficou realmente tentado a atirar nos dois. Não seria uma morte a mais que o faria sentir-se mal. Ao contrário, aquele poder sobre a vida das pessoas o deixava em êxtase.

Silenciador acoplado. Mira no alvo.

Só alguns segundos para decidir sobre a vida da garota.

Dedo no gatilho.

Um suspiro de concentração.

O disparo.

Ela viveria, dessa vez.

Viu vidro se espatifar e a cabeça tombar para o lado.

Sorriu satisfeito e saiu de lá. Agora uma nova vida o esperava.

Orochimaru deixaria esse nome e viveria outro, seria outro. Mas seus objetivos continuariam os mesmos.



***



– Hey garotão.

Itachi levanta a cabeça e encontra Manu lhe dando um sorriso nada característico. Um sorriso meigo.

– E aí. — responde sem muito ânimo.

Ela se senta ao lado do rapaz e começa a assistir as ondas junto dele. Ficam em silêncio por um tempo.

As gaivotas sobrevoavam o mesmo cais despreocupadamente. E Itachi só conseguia encará-las, pensativo.

Manu aperta os lábios e coloca sua mão sobre a dele. Itachi sorri e logo sente seu corpo ser puxado para trás com força. Ele finalmente ri quando suas costas batem nas tábuas do cais.

– Você anda muito tenso! — Manu diz virando o rosto para ele.

Itachi dá um sorriso triste dando de ombros.

– Olha lá. — ela aponta para as nuvens e Itachi segue – Vê? Elas nunca param, o vento está as arrastando pra todo lugar. Elas não param, por que não podem parar. Mas você acha que se tivessem a oportunidade de escolher, você acredita que elas gostariam de ficar?

Itachi ergueu uma sobrancelha e olhou para ela segurando o riso.

– Que é? Tô tentando parecer sábia. Ajuda aí! — Manu dá um tapa no braço dele e ele ri mais uma vez. — Vai, olha pra lá.

– Sim, senhora.

– Então me responda. O que você acha que elas escolheriam? — perguntou novamente colocando um braço atrás da cabeça.

– Depende do que as prende. — ele responde na mesma hora.

– Agora pense melhor. — ela diz virando-se para ele – feche os olhos e se imagine como uma nuvem. Como você estaria agora?

Itachi faz o que ela pede e se imagina uma tempestade inteira.

– Carregada. — responde sussurrando.

– E você escolheu ficar num lugar só, não ser arrastado pelo vento, certo? — Itachi somente assente. — Por causa de sua decisão, o que pode acontecer?

Itachi pensa por um instante e abre os olhos apertando os lábios e voltando a olhar as nuvens acima deles. Manu o encara esperando uma resposta verbalizada, mas vê nos olhos dele que entendeu onde ela quis chegar.

– Se o vento te levar, você pode levar essa tempestade para outros lugares. Talvez lugares que precisem dessa chuva. Vai vivenciar experiências novas, vai poder... ver o mundo!

Itachi olha para ela e Manu sorri novamente.

– Não vai fazer nada de bom parado. — ela balbucia quase sem sair o som de suas palavras.

– De onde você tirou isso? — pergunta soltando um riso e passando a mão pelo rosto da garota.

– Eu improviso. — responde dando de ombros. — Agora se mexa e me ajuda a achar um emprego novo.

– Por que saiu da livraria? — ele pergunta se sentindo mais leve e até com mais humor.

– Ah.. fiz umas coisas aí...

Itachi ri com o tom descontraído da garota e a puxa para um beijo surpresa.

– Você tem pegada, Uchiha. — ela sussurra contra os lábios dele.

Itachi ri e dá um beijo na testa dela. Manu o estranha e olha confusa para o rapaz, ele está de olhos fechados.

– Obrigado, Pimenta.



***



Orochimaru dirige com um sorriso assassino no rosto e não percebe uma movimentação nos céus.

Kakashi toma mais um gole de seu café enquanto o carro preto corre na estrada à frente.

– Um tiro foi disparado. — Yamato diz usando o binóculos. — E.. merda! Parece o carro do Uchiha!

Kakashi deixa o copo de café e corre pra perto do colega pegando o binóculo.

– Ambulância na 298, ambulância na 298. Urgente! Ferimento a bala. — diz rápido no rádio em seu bolso e volta olhar para o carro atingido vendo, aliviado, duas pessoas saírem de dentro deles. — Eles estão bem. — relaxa devolvendo o binóculo ao Yamato. — Vamos à caçada.

O helicóptero dá uma guinada e começa a perseguir o carro de Orochimaru de mais perto agora.

O homem percebe o barulho e amaldiçoa por ter deixado as granadas. Pega uma das armas e começa a atira a esmo para trás.

– Ele está onde queremos, iremos encurralar. — Kakashi diz satisfeito vendo o caminho íngreme que fizeram Orochimaru tomar para não ser pego em campo aberto.

– Inferno! — Orochimaru grita vendo que é uma tarefa impossível dirigir naquele lugar.

A estrada era mais selvagem e tinha algumas vegetações que lhe dava alguma vantagem sobre a visibilidade do helicóptero. Mas as condições da estrada eram péssimas e tinha muitas curvas.

– MALDITOS! — grita ao ver um espaço aberto mais à frente e os tiros virem de cima.

Ele coloca uma trouxa de pólvora em cima do acelerador e aproveita e pedaço de caminho reto. Coloca metade do corpo pra fora da janela e aponta seu rifle na direção do helicóptero.

– Espere. — Kakashi diz para o outro agente que segura um rifle parecido com o de Orochimaru.

– Esperar? Ele está atirando! — Yamato grita ao ver o homem se aprontando para atirar.

Kakashi não responde. Sorri.

Orochimaru sente o carro perder a direção e é jogado para dentro novamente. Um pneu fura e o carro fica descontrolado.

Ele tenta segurar o volante, mas à era tarde demais.

O carro capota inúmeras vezes e o homem é lançado de uma lado ao outro dentro do veículo.

Até que o carro pára.

Orochimaru sente a perna e algumas costelas quebradas, mas está vivo e isso o faz gargalhar.

– Nunca me pegarão! — suspira se livrando de tudo que está acima dele rindo como um insano.

A porta não abre. Ele chuta, mas ela nem se mexe. O cheiro de gasolina começa a tomar conta do local e o barulho do helicóptero começa a ficar mais perto.

O vidro da janela está emperrado e por ela cai um pó cinza escuro perto do vazamento de gasolina.

Orochimaru entende a situação e deita a cabeça suja de sangue no estofado sem deixar o sorriso desaparecer.

– Nunca irão me pegar.

Os fios do sistema elétrico do carro entrem em curto uma única vez resvalando na pólvora que caiu no chão.

– NUNCA ME PEGARÃO! — grita.

O carro explode não deixando chances de escapar vivo.

Yamato arregala os olhos e a boca e olha para Kakashi atônito.

– Aquilo são armadilhas de ursos? Aquilo furou o pneu do carro dele! Quem colocou...?

O homem o olha com tédio e revisa um papel em suas mãos dando de ombros.

– Não especificava que tínhamos que pegá-lo vivo.



***



– Sasuke! — Sakura se desespera sentindo os vidros quebrados sob seus pés. — Sasuke!

– Tô bem! — ele responde voltando seu corpo para o lugar.

Assim que o o vidro despedaçou, Sasuke se jogou para trás por puro instinto e bateu sua cabeça no vidro. Mas nenhum dos dois foi atingido.

– Ai meu Deus! — Sakura começa a se desesperar olhando para trás.

– Sakura, você tá bem? — Sasuke a chama quando a vê entrando em estado de choque, tremendo descontrolada e soltado soluços intensos.

Sasuke sai do carro e olha para a direção de onde veio o tiro e não vê ninguém, somente um helicóptero sobrevoando bem atrás. Mas a insígnia do FBI e bem evidente na lateral do mesmo.

Ele vai até o lado do motorista, sem se importar com os estragos feitos em seu possante.

– Sakura, olha pra mim! — pede ofegante pelo turbilhão que acabou de sentir.

– Eles querem nos matar! — ela sussurra horrorizada tentando controlar o choro.

– Não, fica calma. — ele tenta dizer algo, mas ela não escuta.

Sasuke olha mais uma vez ao redor e o helicóptero continua ali. Ele puxa Sakura do banco e dá um abraço.

– Eu tô, nada vai te machucar. — sussurra no ouvido dela e sente o corpo da garota relaxa aos poucos.

Sem tirar os olhos do helicóptero, ele o vê partindo. Sabia quem tinha sido o autor daquele disparo e agora clamava por vingança e justiça.

– O que foi isso? — Sakura pergunta mais calma, mas com o corpo ainda trêmulo.

– Já acabou. — responde ainda olhando para o céu e a segurando firme. — Vamos embora daqui.

O vidor dianteiro estava estraçalhado também. Sasuke xinga mentalmente o cretino do Orochimaru e soca o volante até que vê uma ambulância e duas viaturas da polícia se aproximando a grande velocidade.

Por um momento tudo para. Sasuke sente um cheiro amadeirado e olha para o lado na mesma hora. Os pelos de seu braço arrepiam ao achar ter visto a sombra de alguém perto do banco do passageiro.

– Vocês estão bem? — um policial se aproxima deles e são levados para a ambulância para verificação enquanto o carro é investigado.

Sasuke sente a respiração ficar presa.

Aquele cheiro.

Olha mais uma vez para o local e nada mais é visto.

Talvez, não tenha sido somente instinto que o tenha protegido àquela hora.

Talvez.

Notas finais
O que acharam??? Não teve SasuSaku porque senão ia ficar muuito grande TT maaaaas no domingo teremos só flores *--* Bom, até mais então gente!! Beijos!!!!