Racers of Life

47 Acertando a vida


Notas iniciais
Oi pessoas! Desculpem TT eu ia postar ontem só que eu odiei o que tinha escrito e apaguei e refiz TT Agradeço demais à Paulinha que foi minha leitora beta e me deu segurança pra postar xD Eu dedico esta cap à Darinha (de novo!! hahaha) e a LouisePanda pelas lidérrimas recomendações *--* que coisas fofas vcs são *--* Ri demais com as palavras de vocês!!! hahahaha Espero que gostem ;) Enjoy!!

Ela olha pelas janelas daquela sala que não lhe remete lembrança alguma. Nem se lembra qual foi a última vez que entrou naquele lugar. Tão impessoal que chegava a ser a cara dele.

Ela respira fundo e pode sentir de leve o perfume amadeirado dele impregnado ali.

– Com licença, Sra Uchiha. Estão esperando a senhora na sala de reuniões para a nomeação...

– Itachi já chegou? — Mikoto pergunta se virando para a moça que admira a beleza imponente da mulher à sua frente.

– Sim, senhora. Já está na sala junto com os outros acionistas. — responde tímida.

– Ótimo. E Sasuke não virá mesmo? — pergunta já seguindo pelos corredores em seu salto envernizado e esbanjando um poder que nunca soube ter.

– Bom... — a moça mexe rapidamente em sua agenda e dá um sorriso sem graça. — Ele tem um compromisso, senhora.

Mikoto balança a cabeça em concordância e dá um leve sorriso quando chega às portas de vidro da sala de reuniões. Ela respira fundo e as abre entrando com passos certos.

– Bom dia senhores, podemos começar?

***

O lugar é calmo, limpo. Tem cheiro de éter e transmite o ar de um lugar para cuidar de pessoas.

– Vai com calma. — Rin sussurra segurando o braço de Sasori quando os dois param em frente à uma porta branca.

O enfermeiro olha pra o casal colocando a mão na maçaneta e girando-a.

O cheiro de éter desaparece quando adentram o pequeno cômodo. O cheiro presente são de flores.

Flores de cerejeiras.

Há duas camas muito bem arrumadas com um cobertor fino e um travesseiro parco alinhados aos pés das mesmas. Dois guarda-roupas tomam lugares em um lado da parede e pequenos e pobres criados-mudos estão aos lados das camas com um abajur em um deles e uma pequena pilha de livros.

O cheiro bom vem de um vaso bem decorado em cima de um dos criados mudos, onde a foto de um garotinho ruivo e uma garotinha de cabelos cor-de-rosa estão acomodados.

Rin sorri ao ver Sasori analisar a foto com suavidade e com os ombros relaxados. Ela passa as mãos pelos braços dele, afagando com carinho.

– Sasori?

O casal e o enfermeiro olham para o homem que aparece de uma porta em outra lateral, onde deve ser um banheiro.

– Vou deixá-los a sós. — o enfermeiro sai do quarto e Sasori sente uma tensão tomar conta de seu pescoço e ombros.

Rin aperta o braço dele e o homem olha para os dois surpreso com a visita.

– Er... Olá Sr. Haruno. Meu nome é Rin. — a garota se apresenta sem graça depois de presenciar um dos silêncios mais constrangedores e tensos.

– Prazer, Rin. — o homem estende a mão apertando a da moça com cuidado.

Sasori observa cada detalhe do pai. Cada gesto, reação, cada palava dita. O corpo parecia mais forte, estava mais gordo, o cabelo estava mais brilhante e bem penteado, a barba estava recém aparada e as roupas alinhadas. O rosto tinha mais cor, mas os olhos continuavam buracos profundos de tristeza.

Havia chego o dia de levá-lo e quando recebeu a ligação da clínica, não soube como iria ser dali pra frente. Já havia internado o pai outras vezes, e visto tudo o que passou nos meses que passaram, já estava cansado de viver tudo aquilo novamente.

Sua mente não aguentava mais.

Estava ciente de que um dia teriam que enfrentar o homem que foi seu herói e virou seu vilão. Esse dia havia chegado e o momento já estava desagradável quando se deu conta de que esperavam que ele dissesse alguma coisa.

Rin o olha com um pedido mudo para que se pronuncie e seu pai somente o estuda com aqueles olhos cansados.

– Pai, vamos para casa.

Tudo o que consegue dizer.

Os olhos do velho homem se iluminam e se tornam obscuros na mesma hora.

– Não acho que seja bom, vou ficar aqui. — ele murmura sem desviar os olhos do filho. Os dois tem a mesma altura, e Rin se sente pequena diante deles e um tanto intrusa também.

Sasori suspira passando as mãos no rosto.

– Vamos dar mais uma chance...

– Eu machuquei minha menina... — o homem o interrompe num tom óbvio. — E nunca tinha machucado Sakura, eu... não quero... não posso...

Rin se comove com as lágrimas de remorso que caem dos olhos daquele pai e Sasori apenas o observa impassivo.

– Terá a oportunidade de pedir perdão. — o filho diz firme encarando o homem derrotado a sua frente.

Os três saem da clínica e Sasori percebe que dessa vez, muito diferente das outras, seu pai cumprimenta todos e faz promessas de manter contato com tantos outros. Afinal, a lembrança embaçada de um ataque a própria filha havia feito algo nele.

Dentro do carro Rin faz de tudo para descontrair, mas Sasori não colabora, fica calado apenas escutando tudo.

– ... A oficina está indo muito bem! Muitos carros caros estão indo fazer consertos lá e agora temos o Sai trabalhando lá, um amorzinho de garoto — Rin diz entusiasmada — ele personaliza carros, o senhor te que ver como o garoto desenha bem! E também eu plantei um jardim de rosas nos fundos, as flores estão lindas!

– Então irão se casar em breve? — Kizashi pergunta maravilhado depois de ver o quão boa é Rin.

– Sim, está quase tudo pronto. — a garota se anima deixando o corpo virado para trás, olhando o senhor de sorriso bondoso sentado como uma criança obediente no banco de trás.

– E por quê não se casaram antes? Já moram juntos, não? — perguntou curioso. Rin umedeceu os lábios para responder, mas foi Sasori quem o fez.

– Pedi para esperar que o senhor saísse.

Kizashi encarou os olhos de Sasori pelo retrovisor. Foi um momento lindo que Rin assistiu. O ruivo encara o pai de volta e dá um sorriso singelo, que se alarga quando Kizashi se inclina para frente e coloca a mão sob o ombro do filho de forma afetiva.

– Obrigado filho. Dessa vez vai ser diferente, eu prometo.

Sasori balança a cabeça e volta sua atenção para frente.

– Vamos fazer dar certo. — Sasori diz firme e Rin coloca sua própria mão por cima do mão de Kizashi.

O velho sorri agradecido e seus olhos ficam tristes novamente.

– Por que Sakura não veio junto?

Sasori solta uma breve risada balançando a cabeça de forma negativa e Rin solta a mão de Kizashi e solta um suspiro exagerado.

– Ela foi num casamento.

***

– Acelera isso. – Sakura grita olhando para trás e vendo Naruto se aproximar.

– Relaxa... – Sasuke diz tranquilo vendo Naruto se aproximar com um sorriso vitorioso.

– TEMEEEEE!!!!! – Naruto passa gargalhando e gritando. Sasuke dá seu sorriso de canto e aperta um botãozinho vermelho.

– Aeeeeeeeee!!!!! – Sakura se prende ao banco quando o carro dá uma guinada monstruosa para frente e deixa Naruto comendo poeira. – Isso é demais!!!!!

O casal gargalha chegando à entrada da fazenda e passando pelos portões brancos enfeitados de fitas e flores de renda branca. Mais atrás, Naruto chega com Hinata resmungando e Shikamaru com Temari aparecem minutos depois, sem muita pressa.

– Apelão! É isso o que você é, Sasuke! Apelão de uma figa! – Naruto resmunga enquanto Hinata acerta a gravata laranja.

– Fica quieto! – ela diz entre dentes dando um puxão na orelha dele.

– Ai, Hina. – esfrega a orelha vermelha fazendo um bico e Hinata dá um beijo nela.

– Pronto, sarou. – assume sua postura meiga dando um sorrisinho contido e Naruto fica todo bobo diante dela.

– Quem mandou pedir em casamento tão cedo? Agora eu não aceito devolução!

Hinata e Naruto viraram-se na mesma hora e sorriram quando viram Neji e Tenten se aproximando. A morena não estava muito confortável com os saltos e Neji parecia um príncipe esbanjando elegância em cada passo.

Hinata, surpreendentemente, pulou nos braços do irmão e o abraçou com saudades. Neji olhou para os presentes um pouco confuso, mas aceitou o carinho e retribuiu da mesma forma.

– Preciso de gelo! Nos pés! – Tenten resmunga indiferente á cena a seu lado.

Há muito não reuniam a turma toda e assunto era o que sobrava, até que a mãe de Gaara apareceu.

– Todos em filas! Todos os padrinhos já chegaram? – pergunta afobada a mãe de Gaara junto com a organizadora do casamento.

– Quem chegou primeiro? – pergunta a mulher com uma prancheta. – O noivo disse que seria essa a ordem de entrada.

– Não acredito que essa era a aposta. – Sakura resmunga para Hinata que concorda indignada enquanto tomam as posições.

– Não importa o prêmio, o importante é vencer. – Sasuke sussurra quando vê a cara de brava da organizadora.

– Apelão. – Naruto resmunga mais uma vez.

Os casais são levados até o jardim dos fundos, onde uma ponte de flores brancas e rosas foi montado. As garotas se maravilham com a decoração requintada, mas simples que usaram naquele jardim. Onde as flores foram muito bem organizadas e davam toda a delicadeza e magia que um casamento necessitava. Poucas cadeiras estão enfileiradas e todas estão revestidas com seda branca. No gramado havia um lindo tapete vermelho de veludo e no fim dele, Gaara aguardava em sua cadeira de rodas trajando um bonito fraque branco. Seu sorriso contagiou os amigos assim que entraram quando a música começou.

Todos os homens deram palmadinhas no ombro de Gaara quando passaram e se colocaram atrás dele, as mulheres ficaram do outro lado emocionadas, olhando tudo ao redor.

A marcha nupcial começa e as lágrimas escorrem de emoção ao ver Ino adentrando o lugar. Tudo parecia fazer parte de uma obra de arte. O penteado era um coque simples e o vestido também tinha um corte básico, porém o brilho que seus olhos e seu sorriso esbanjavam deixavam-na parecida com uma deusa.

Pétalas de rosas brancas eram jogadas à seus pés a cada passo e todo o arranjo de seda branco contrastando com o veludo vermelho, fazia o quadro se tornar majestoso.

Sakura seca um tímida lágrima que escorre no canto do olho e ri ao ouvir os soluços de Hinata à seu lado. Quando ergue os olhos, como num movimento instintivo, encara Sasuke. Ele não pisca devolvendo o olhar, numa intensidade que a deixaria tímida em outro tempo, mas que hoje ela devolve da mesma maneira.

“Eu amo você” – ela mexe os lábios em meio à um sorriso.

Ele responde do mesmo jeito dando um sorriso mais discreto e voltando-se para o amigo que recebe a mão de sua futura esposa totalmente encantado.

(...)

– Essa gravata fluorescente tá ridícula. — Tenten murmura entediada olha fixamente para a gravata laranja de Naruto sem piscar.

– Tem que ter personalidade pra usar. — resmunga o loiro afrouxando o nó — E o que você tá fazendo aqui, duas rodas? Isso é um abuso!

Todos estão sentados em uma mesa reservada no próprio jardim enquanto esperam os noivos chegarem para começar a festa.

– Cala a boca, Naruto! — Neji joga um guardanapo na direção do loiro.

– Como estão em Mônaco? — Sasuke pergunta desviando a atenção de todos para o escândalo de Naruto.

– Estamos bem. Abrimos uma filial lá também. Vocês estão convidados à ficarem lá no fim do ano, tem corrida da Fórmula 1. — Neji diz com um sorriso significativo.

– Nós vamos! — Sakura prontamente diz passando por cima de Sasuke.

Todos na mesa riem, mas voltam suas atenções para um mesmo ponto. O centro do jardim.

Ino e Gaara entram de mãos dadas.

Todos aguardam curiosos como vai ser a primeira valsa do casal e se surpreendem quando a música começa.

~ * ~

– Eu sempre vou te amar. Sempre! — Ino se inclina na direção de seu amado contornando os braços em torno de seu pescoço senta em seu colo de lado.

Gaara gruda as testas olhando fundo naqueles olhos azuis, passa uma mão pela cintura dela e a outra controla a cadeira.

– Je t'aime (Eu te amo) — Gaara sussurra num meio sorriso e com sotaque engraçado, mas que mesmo assim faz Ino arregalar um pouco os olhos e deixá-los marejados.

– Je t'aime mon amour (Eu te amo, meu amor). — a voz da loira sai embargada e os dois se beijam girando em círculos na cadeira motorizada.

~ * ~

– Naru, algum problema? — Hinata pergunta enquanto os dois dançam no meio dos amigos.

O garoto está quieto e pensativo demais, nada usual para a personalidade dele.

– Eu só estava pensando umas coisas, Hina. — ele diz com um fraco sorriso olhando nos olhos dela.

– Diga. — ela diz meiga com os olhos brilhando e um sorriso singelo.

Naruto respira fundo e solta uma risada anasalada como se lembrasse de algo. Hinata continua aguardando balançando o corpo sem perceber, de um lado para o outro.

– Por todas as garotas que me interessei, parecia que buscava alguma semelhança com a minha mãe. E agora sei porque não deu certo. — ele ri a abraçando com mais força e Hinata sorri recebendo um beijo na ponta do nariz. — A minha mãe é um furacão, eu estaria louco se tivesse continuado atrás de alguém como ela. Aí encontrei você que consegue ser uma princesa e uma megera na mesma proporção. — dessa vez ele solta uma gargalhada baixa e Hinata franze a sobrancelha fingindo irritação e o loiro para de rir na hora olhando apavorado para a garota já pensando em uma desculpa boa para reverter a situação quando se surpreende com um beijão apaixonado.

– Você é muito bobo! — Hinata diz dando um selinho. — Por isso não merece que eu seja má com você. Te amo, sabia?

– Demorei, mas agora eu sei.

O beijo dele diz tudo, ela entende que o sentimento, finalmente é recíproco.

~ * ~

– Shikamaru, eu não quero dançar! — Temari diz logo assim que vê a mão estendida do rapaz.

O Nara ignora e a puxa mesmo assim, escutando várias reclamações até chegarem ao lugar onde alguns casais dançam lentamente.

Temari olha feio para ele, mas em retribuição recebe um afago no rosto e sente a mão livre dele a segurar pela cintura. Ela relaxa sobre o olhar dele, um olhar sábio e pacífico.

Shikamaru a puxa para perto envolvendo suas mãos num aperto cúmplice e começa a balançar sem ritmo algum.

– Deixa de ser tão problemática e deixa eu conduzir... — ele diz em seu ouvido.

Temari sorri relaxada pousando a cabeça no ombro do garoto.

– Só dessa vez. — ela ri ao escutar um muxoxo dele.

Os dois balançam em silêncio até que Shikamaru a roda e a deixa de costas para ele, a abraça pela cintura e pousa seu queixo no ombro da garota.

– Quero fazer uma coisa impensada — Shikamaru diz de repente e Temari o encara surpresa com um sorriso sapeca nos lábios.

– Tipo o quê? — pergunta se interessando.

– Qualquer coisa. Ir por impulso, nunca fiz isso. — confessa sentindo a animação dela crescer.

– Eu posso te ajudar com isso. — o sorriso fica mais sombro e Shikamaru, por um momento, se arrepende de ter aberto a boca. — Vamos pra Vegas? — a garota convida com uma sobrancelha arqueada. Shikamaru franze um pouco as sobrancelhas. — Sem pensar! — ela ralha.

Shikamaru balança a cabeça limpando a mente e a puxa para fora da festa sumindo com sua Ferrari sem se despedir de ninguém.

~ * ~

– Eu não vou mais me levantar com esse salto do mal! — Tenten diz quando vê a intenção nos olhos de Neji. — Não adianta querer ser cavalheiro, sabe que não ligo pra essas coisas.

Neji suspira e descansa as costas na cadeira e observa os amigos se moverem na pista de dança. Está cansado por causa da viagem e, internamente, agradece que Tenten seja do jeito que é. Tão fácil de lidar.

– Sente falta daqui? — ela pergunta seguindo os olhos dele.

Neji a olha de volta e dá um pequeno sorriso.

– Sabe que sim, assim como você sente de seus amigos. — diz voltando a olhar para os amigos e escuta ela dando um suspiro e escorando a cabeça na mão. — Mas aqui não é nosso lar, não é?

Tenten sorri. Se lembra do apartamento que estão decorando juntos e no cachorrinho que adotaram na semana anterior. lembra-se da praia, do galpão abandonado e das tardes em que os dois se sentam naquele mesmo lugar para assistir o sol se pôr.

Ela puxa delicadamente o rosto do rapaz e deposita um beijo singelo em seus lábios.

– Quando vamos contar do bebê?

– Outro dia, hoje o dia é do Gaara e da Ino.

Tenten concorda alisando a barriga chapada com carinho e dando um sorriso delicado ao amado.

~ * ~

Sakura está com as pontas dos pés em cima dos de Sasuke enquanto ele balança os dois com uma leve carranca.

– Ai Sasuke, tá todo mundo dançando. — ela diz segurando firme no pescoço dele.

– Não é isso, tava lembrando umas coisas. — ele diz lançando um olhar acusador para cima da garota. — Você gostava do me carro, mas não gostava de mim?

Sakura ri se ajeitado melhor em cima dos pés dele.

– Eu nem te conhecia. Mas você não pode falar nada, ah Sasuke! É um Mustang com rodas douradas! Meu sonho de consumo. — ela se explica como uma criança e Sasuke reprime o riso ainda segurando a carranca no rosto.

– E depois achou que fosse gay, quando na verdade eu tava louco pra te pegar.

Sakura gargalha ainda mais não controlando a vermelhidão que sobe pelo pescoço.

– Culpa do Naruto, tem gays que disfarçam muito bem, ok? Naquele tempo eu pensei em te ajudar a se assumir, mas achava um desperdício você cortar pro mesmo lado que eu. — ela termina rindo e Sasuke faz uma carranca verdadeira.

– Naruto apanhou pouco. — ele resmunga girando no mesmo lugar e segurando-a com mais força pela cintura.

– Coitado! Mas me diga, o que você pensava de mim?

– No começo? Que era uma interesseira. Você quase babava no meu carro. Depois que era uma doida, que ficava me atiçando e caindo fora. Depois um anjo, que salvou minha mãe. Uma praga feminista que me arrebentou num racha. Uma criança sem qualquer malícia. Uma mulher com mais força do que imaginei...

Sakura olha maravilhada para ele. Não esperava que dissesse isso, esperava algo bem humorado ou até perto disso. Sasuke dá um beijo na testa dela e pousa a testa em seu ombro.

– E agora? — ela sussurra quando a música acaba e as pessoas começam a voltar para seus lugares.

– Alguém que não posso viver sem.

Sakura segura a respiração, o choro, a risada nervosa... Segura tudo e o abraça com força.

– Eu não sei falar essas coisas. — ela diz com a voz embargada com a cara escondida no ombro dele fazendo Sasuke rir com a falta de jeito dela.

– Solteiras — a voz de Ino se faz amplificada num microfone e Sakura levanta o rosto totalmente vermelho na direção do palco onde a loira sorri — hora de jogar o buquê! — cantarola balançando o bonito arranjo de orquídeas brancas nas mãos.

Sasuke deixa a namorada e sai rapidamente do loca quase sendo atropelado por uma manada de mulheres solteiras e desesperadas.

– É amigão, agora é um homem amarrado. — Sasuke se senta na mesa dando um tapinha no ombro de Gaara que assiste a tudo ao lado dos amigos.

– A vida é curta. — Gaara dá de ombros com um sorriso quando vê sua esposa virando -se de costas com o mais belo dos sorrisos estampado em seu rosto. — Não se pode adiar muito as coisas, ainda mais quando se tem certeza daquilo que quer.

– Ah, que papo de boteco! — Naruto reclama tirando risada dos amigos.

– Cadê o Shikamaru? Será que pesou as probabilidades e viu que Temari tinha mais chances de pegar o buquê e por isso sumiu? — Neji questiona rindo e os amigos o acompanham.

– Ainda acho que ele é o próximo. — Sasuke diz por cima dos gritos femininos ao longe.

– Será? — Gaara ri cutucando o braço de Sasuke e apontando com o queixo para a direção das garotas.

Naruto e Neji gargalham e o loiro chega a cair da cadeira. Sasuke engole em seco e vira a cabeça aos pouco.

Parada, em choque, com a boca e os olhos arregalados. Sakura segura o buquê nas mãos olhando para Sasuke.

Os dois se encaram sem reação ignorando os risos e tudo o mais ao redor.

A garota desvia o rosto ficando púrpura.

– Me desejem sorte. — diz em forma automática se levantando da cadeira.

Gaara ri observando o amigo andar debilmente até a namorada e se vira para os amigos.

– Querem fazer uma aposta?

Notas finais
Bom, esse foi o último capítulo! TT amanhã teremos dois especiais curtinhos um da Pimentinha, do Itachi e do Shisui explicando o que aconteceu aquele dia e vendo onde esse casala maluco vai parar kkk e o outro especialzinho é surpresa hahahaa Daí na quarta teremos o Epílogo TT Ai que tristeza gente TT Se não gostaram desse fim, me contem tá? Sou horrível para finais e eu confesso que odeio fazê-los!!! TT Amanhã eu coloco os comentários em dia ;) Mil beijos!!