Racers of Life

20 Negócios da Família


Notas iniciais
Oi pessoas!! Estou muito feliz pela participação de vocês!!! Obrigada de coração por darem um pouquinho do tempo de vocês para essa fic xD Eu dedico este capítulo à Paulinha e ao Apolo, um casal muito letal que me ajudaram em minhas pesquisas!! hehehehehehe Espero que gostem!! Enjoy!

[...]

Qual geómetra todo atormentado
para medir o círculo e não acha,

pensando, aquele princípio que procura,

assim eu era àquela vista nova:
ver eu queria como se conforma

a imagem nele e como nele se funda;

mas não eram de tal as próprias penas:
e eis que a minha mente percorreu

um fulgor tal que ao seu querer chegou.

À alta fantasia faltou lastro;
mas desejo e querer já me envolvia,
tal como roda que se igualmente move,

o amor que move o sol e os outros astros.”



Ino fecha seu livro mordendo o lábio inferior.

Sente um vazio e um alívio tão grande ao mesmo tempo!

Olha para o rosto pálido de Gaara a sua frente e dá um sorriso singelo. Ele continua em coma, mas agora foi liberado a entrada de visitas.

– Espero que esteja me ouvindo – ela sussurra passando a mão pelo rosto marcado de hematomas e cortes – Você quase me matou, hoje. – diz se lembrando da parada que Gaara teve e em toda a sua angústia do lado de fora sendo socorrida pelos médicos depois de desmaiar.

Ela afaga os cabelos dele carinhosamente. Tentando trasmitir o seu amor e cuidado através daquele ato.

– Eu te amo tanto... – ela murmura num suspiro cansado – volta pra mim, não faça isso.

Ela pega a mão que não está engessada e começa a fazer círculos com o polegar. Um fraco sorriso nostálgico se faz no rosto dela.

– Lembra quando a gente se conheceu? – ela começa olhando para as mãos unidas – eu tinha bebido pela primeira vez e estava muito alegrinha – ela dá uma risadinha fraca voltando a olhar para o rosto sereno – você chegou com umas cantadas baratas e muito idiotas, mas aquele era o meu dia do “foda-se” e fingi cair pra curtir um pouco, mas não é que você me conquistou e e deixou com vontade de mais? Esperei sua ligação durante aquela semana inteira, e quando finalmente você me ligou eu fiquei num estado deplorável de felicidade. – Ino dá um pausa respirando fundo – depois, não largamos mais. E, mesmo sem pedir, eu já sabia que era sua namorada e fui me apaixonando cada vez mais...

“Eu sinto muito ter que esconder algumas coisas sobre mim, mas eu tive tanto medo de te perder. Agora vejo como fui idiota, o que sinto agoira é bem pior. Espero que você me perdoe.... – ela respira fundo controlando o nó em sua garganta e continua – Eu te amo demais, tanto que não seria comparável a nada nesse mundo. ..”

– Senhorita Yamanaka? Acabou o tempo.

Ino olha para a enfermeira na porta e assente se levantando.

– Vou estar lá fora. Quano acordar vê se me chama primeiro, viu? – ela termina acariciando o rosto dele com um leve sorriso – Te amo.

Dando um selinho nos lábios ressecados dele, ela sai do quarto.



***



Desculpe. Vou ficar fora por 2 dias, por causa do trabalho. Assim que eu voltar te ligo pra sairmos e conversarmos. Sasuke”



Sakura lê a mensagem pela décima quinta vez.

Depois de tanta emoção durante o dia por causa de Ino, a ansiedade de ver Sasuke a manteve intacta, mas o celular vibrou e a mensagem veio como um balde de água fria.

Deitada em sua cama, não consegue pensar em nada além dos momentos entre os dois.

O carinho, o olhar... o beijo.

– Que coisa... – ela suspira colocando os dedos nos lábios.

Já tinha tido quedas por alguns garotos na escola, mas nada se comparava ao que ela sentia agora. Ri sozinha se lembrando do alívio de constatar que não estava apaixonada pelo amigo gay.

Apaixonada... muito forte, ainda. Só... encantada.” – pensa concordando com a cabeça.

– Sakura? Tá dormindo? – Sasori bate na porta do quarto fazendo Sakura se sobressaltar.

Ela olha para a janela e vê a lua num ponto alto.

– Não, ia tomar banho. – ela responde correndo pegar uma roupa pra levar ao banheiro.

– Hum... Telefone pra você. – ele diz a contra gosto.

Sakura estranha e vê que não tem nenhuma ligação perdida no celular. Ela abre a porta e olha curiosa para o irmão que mantém o telefone sem fio nas mãos.

– Quem é? – sussurra desconfiada?

– Não sei, só disse que queria falar com você. – diz olhando-a com os olhos cerrados.

Sakura pega o telefone e atende.

– Pronto.

– Sakura Haruno? – pergunta uma voz masculina e forte.

– Sim... Quem fala? – Sakura estranha a desconhecida voz e olha para Sasori.

O homem não responde. Sakura franze a sobrancelha já pensando em desligar o telefone.

– Sakura? É você? – agora é uma voz feminina quem pergunta. Sakura estranha ainda mais.

Sasori aguarda a resposta de quem seja, mas começa a se preocupar com o semblante confuso da irmã..

– Q-quem está falando? – pergunta nervosa sem saber o porquê.

Sasori sente um mau pressentimento e tira o telefone das mãos de Sakura violentamente. A garota se assusta e quase cai para trás.

– [...] queria tanto te ver, minha princesa.

O garoto congela reconhecendo a voz da mãe. Uma súbita onda de fúria toma conta dele. Ele respira rápido e profundamente quase bufando ao falar.

– Nunca mais ligue para cá. – diz entre dentes desligando o telefone em seguida.

Sakura o encara de boca aberta e com a mão no peito.

– Era ela? – pergunta com um fio de voz.

Sasori respira fundo e vira as costas entrando no quarto.



***



Sasuke está sentado em uma mesa de restaurante fino em Moscou. Por toda a viagem foi obrigado a ouvir sobre os “produtos” comercializados e o lucro que cada um dá. Os principais clientes e blábláblá.

Tudo foi na base da pressa e as roupas que vestia foram compradas lá. O visto em seu passaporte foi falsificado e as pagamentos de propinas foi algo muito comum de se ver até aquele momento.

Na mesa estão Orochimaru com um terno branco, Fugaku todo de preto e Kabuto, sem terno, só de camisa social branca. Ele se veste como o pai. Algo ridículo a opinião de ambos, mas Orochimaru é irritantemente insistente.

Jantando junto a eles está o maior comprador de seu pai, Hanzo Salamander. Um homem poderoso nos Emirados Árabes, cercado de seguranças, sem real necessidade quando se conhece seu poder letal.

A viagem de emergência ocorreu por Hanzo ter estalado os dedos.

Hanzo manda, Hanzo tem.”

Sasuke revira os olhos se lembrando das palavras de Kabuto mais cedo no avião particular.

–[...] esta metralhadora tem mais de 2000 variedades de medidas de munição para eliminar alvos humanos e mais 1000 medidas de munição quando se trata de eliminar automóveis e blindados. Desenvolvida pelo Exército dos EUA, esta arma tem um alcance de mais de 2 quilômetros e pode dar mais de 200 tiros por minuto.

Kabuto mostra em seu tablet o modelo de uma metralhadora para Hanzo enquanto cia seus aributos técnicos cmo se estivesse vendendo uma caneta. Sasuke assiste tudo áquilo com repulsa, fazendo de tudo para parecer conivente.

Neste mundo, moleque. Os fracos são os primeiros à morrer.” A voz de Fugaku transpassa por sua mente toda vez que sente vontade de se levantar e cuspir na cara deles.

Imagina o desespero que Itachi deve estar quando não atendeu nenhuma de suas ligações até agora e em Sakura...

– Pelas suas hum... necessidades – diz Orochimaru despreocupado dando um gole em seu vinho – Creio que é o que seus homens precisem. Não encontrará arma mais mortal e rápida para o que tem em mente.

Hanzo ergue os olhos do tablet para Orochimaru e depois para Fugaku. O último parece ligeiramente desconfortável com o olhar do comprador.

– Bom produto – comenta em seu tom quase sem voz, mas altamente apavorante – Este é seu filho, Uchiha?

Sasuke se vira para o homem e sente o peso daqueles olhos em si. Sente um calafrio percorrer todo seu corpo, mas se controla ara se manter frio.

– Sim, meu filho caçula. Sasuke. — ele apresenta num tom baixo, mas bem audível.

– Sasuke – repete Hanzo dando um sorriso satisfeito. Sasuke não gosta daquela intensidade no olhar do velho, mas dá um aceno educado de cumprimento. — Rapaz bem afeiçoado – comenta dando um sorriso de canto. Sasuke se ajeita desconfortável fazendo de tudo para não mandar um olhar para o pai – Espero fazer muitos negócios com você, garoto.

Sasuke engole em seco fazendo sua mente processar rápido uma resposta satisfatória.

– Tenho certeza que faremos. — responde sério fazendo Hanzo o analisar por um segundo e depois gargalhar ruidosamente.

Orochimaru e Fugaku respiram aliviados e Hanzo faz um sinal com a mão e dois homens aparecem a seu lado. Ele cochicha algo no ouvido deles e logo se retiram.

– Quero 50 dessas belezinhas até depois de amanhã. Acrescente mais 100 mil granadas. — Hanzo diz dando um fim em seu vinho em um gole só.

Sasuke não consegue conter a surpresa e Fugaku compartilha de um sorriso satisfeito com Orochimaru.

– Estarão amanhã em seu porto. — diz Fugaku estendendo a mão por cima da mesa e apertando a do velho.

– É sempre um prazer fechar negócios com o senhor. — diz Orochimaru se levantando e oferecendo a mão.

– Sim, sim – Hanzo se levanta chamando e mais dois seguranças aparecem a seu lado – Danzou me procurou ontem, tinha propostas interessantes, mas me mantenho leal à vocês – Uma veia vê-se saltando na testa de Fugaku, mas Orochimaru continua na mesma calma habitual. Hanzo lança um olhar em Sasuke pela última vez e completa – por enquanto.

(…)

– Conseguiremos lucrar algumas bilhões dessa vez – comenta Orochimaru entrando no avião de volta – Fez um magnífico trabalho Sasuke. Hanzo gostou de você.

– Deixe de conversa, Orochimaru. Kabuto, feche os navios paa o porto de Hanzo imediatamente, verifique as documentações dos contêiners e se certifique de que a fiscalização seja mais corruptível dessa vez.

– Claro, senhor. — Kabuto acena com a cabeça e some atrás de um notebook.

Fugaku se comporta como se Sasuke nem estivesse ali, porém Orochimaru não esquece a presença do rapaz nem por um segundo.

– Faça tudo certinho e ninguém precisar pagar pelos seus deslizes. — sibila perto do ouvido de Sasuke – Mas, lhe garanto uma coisa. Você não vai conseguir sair disso quando ver os resultados.

Sasuke bufa com desdém certo de ficar a viagem toda em silêncio.

Fugaku aparece bufando ao lado de Orochimaru com o celular em mãos.

– Míseravel! Filho de uma puta.... — Fugaku joga o celular com força no carpete do avião. Sasuke o olha sem reação e volta sua atenção para a janela.

– O que aconteceu? — pergunta Orochimaru inesperadamente nervoso.

Fugaku dá uma sugada no ar tentando se controlar. O piloto pede para que eles se sentem para a decolagem.

– Encontraram... — Fugaku começa num sussurro alto. — foi o Yamato.

– Maldição – cospe Orochimaru gritando por cima do banco. — Kabuto, não deixe Yamato chegar em casa. Eleimine-o.

– Sim, senhor.

Sasuke olha incrédulo para os dois homens a sua frente. Lidar com armas e esse negócio sujo e uma coisa, agora ser testemunha de um acerto de contas...

– Vocês me enojam – Sasuke não se controla. – Como podem decidir coisas assim com tanta naturalidade?

– Sasuke, não se meta. — rugi Fugaku sem olhar para trás.

– Covarde. — Sasuke sussurra feroz voltando seu olhar para fora.

Respira rápido não acreditando estar onde está. Se arrependendo de ser fraco. Poderia arrumar um jeito de livrar sua mãe da mira desses canalhas.

Ele olha para o oceano lá em baixo e os tons de verde o acalmam.

Sua cabeça começa a processar e um sorriso vitorioso lentamente vai se fazendo em seu rosto.

Arriscado... mas não é impossível.”

Notas finais
Não teve SasuSaku :( Mas no próximo teremos xD O trecho que Ino lê é do livro "A Divina Comédia - Paraíso". E essa mãe da Sakura hein??? Alguém arrisca oq ela tá fazendo da vida? Onde se encontra? Alguma dúvida sobre o interesse de Hanzo em cima do Sasuke??? haahahaha Bom, o próximo capítulo sai domingo xD amanhã vou colocar tudo em ordem xD Bjão e até mais!