Racers of Life

16 Aulas de direção


Notas iniciais
Oi pessoas!! Siim, eu estou viva hehehe (por enquanto) Nossa que revolta o último capítulo causou hahaha, mas não se desesperem, eu tenho coisas bem legais preparadas na minha cabecinha :) Me desculpem pelo título, tava sem ideias hehehee Boa leitura! Enjoy!

Sasuke acordou naquela manhã sentindo um estranho e impossível bom humor matinal. Vestiu sua roupa social e desceu as escadas encontrando a mãe e Itachi sentados na mesa.

– Bom dia – cumprimenta dando um beijo na testa da mãe e se sentando ao lado de Itachi.

Mãe e filho permanecem em silêncio observando Sasuke passar manteiga no pão distraidamente.

– Bom dia, meu querido. Acordou de bom humor? — pergunta Mikoto feliz.

Sasuke responde com uma piscadela e um sorriso de lado. Itachi aperta os olhos desconfiado olhando para o irmãozinho.

Ele se vira para a mãe. Mikoto está mais pálida e magra por causa da quimio, mas o sorriso dela a afasta dessa imagem de mulher doente.

– Mamãe... — ele chama com uma voz meio cantada fazendo Sasuke o olhar desconfiado. Mikoto sorri na direção do mais velho pra que ele continue. — Se lembra quando eu disse pra senhora que eu achava a Pimentinha interessante? O que a senhora me disse mesmo?

Sasuke aperta os olhos para o irmão o fulminando e Itachi faz cara de desentendido.

– Eu disse que quando as qualidades internas dela chamam mais atenção, é porque você está se apaixonando. — responde meigamente também fingindo não saber de nada, mas já entendendo a situação. — Por que, querido?

– Hum, é que o Sasuke disse que uma garota é interessante. — ele diz dando um sorriso na direção do irmão.

Sasuke bufa vendo seu bom humor ir pro brejo.

– Fracamente, Itachi. Você tem 5 anos? — resmunga Sasuke tomando seu café.

– Quem é a menina, Sasuke? — pergunta Mikoto deixando Sasuke encabulado.

– Ninguém, o Itachi tá marcando. — responde sem olhar pra ninguém.

– É a Saku... Aaaaai! Maldito!

– Cala a boca. — Sasuke diz entre dentes depois de dar um chute na canela do irmão.

– Eu gosto da Sakura. — diz Mikoto ignorando a briga dos dois.

– Eu também, por isso se você estiver mesmo apaixo... — começa Itachi.

– Eu não tô apaixonado. — Sasuke se controla pra não gritar e fica mais nervoso vendo Itachi segurar a risada e Mikoto o olhar estranho. — Eu só gosto de conversar com ela, não tem nada a ver.

Sasuke parece até um garotinho emburrado olhando para o próprio café com um quase bico. Itachi dá uma piscada para a mãe.

– Conversar? Com mulher não se conversa, se beija! — diz isso se levantando e dando um beijo estalado na bochecha da mãe que começa a rir. — Não é, minha rainha?

Mikoto balança a cabeça divertida e Sasuke não consegue segurar o sorriso diante da cena. Itachi sai dando um tapa na cabeça de Sasuke.

O silêncio que se faz, deixa Sasuke um pouco constrangido, mas ele disfarça bem fingindo prestar atenção em alguma coisa em seu celular. Ele sente os olhos de sua mãe o encarando, mas se nega a olhar para ela.

– Ela é uma boa menina, filho. — diz Mikoto chamando a atenção de Sasuke. Ela olha para o nada e dá uma risada fraca – É interessante como o destino trabalha. — fala distante como se fosse para si mesma.

Sasuke a encara sem saber o que falar ou como reagir. Sente uma coisa estanha no peito, mas ignora voltando sua atenção para o café.

Sem que percebesse já estava pensando nela, nos olhos verdes molhados, no sorriso triste...

– Vamos? — grita Itachi da porta.

Sasuke se levanta, dá um beijo na testa da mãe e segue o irmão.

A viagem toda ele vai escutando as provocações de Itachi. E só de vingança não conta que Sakura não é lésbica e que a Pimentinha dele pode dar uma chance pra ele...



***



Sakura trabalha o dia todo meio dispersa. Mesmo que tenha sido só um sonho, o beijo a persegue sempre que sua mente fica distraída.

– Saky?

Ela olha para a porta e encontra Temari sorrindo.

– Tema! Sua maluca! Sumiu sábado e não liga! — diz dando um abraço na amiga.

– Ah... aconteceram umas coisas aí... — diz olhando para todas as direções. — Mas, e aí? Nem vi sua corrida.

– Ganhei. — diz Sakura sussurrando e olhando pra ver se Sasori está por perto.

– Sério? — Temari se impressiona. — Então você deu uma volta no carrão?

– Foi incrível – diz Sakura lavando as mãos sujas e puxando Temari para um banquinho do lado de fora. — Eu nem acredito que eu consegui.

– Mas, conta aí. Ele é gay mesmo? Não rolou nada? — Temari pergunta esperançosa. Sakura fica vermelha na hora se lembrando do beijo.

– Não rolou nada. — ela responde rapidamente.

– Que pena, vai que você é tipo uma cura gay né? — ri Temari e Sakura a segue.

– Que coisa mais estúpida. Não é doença pra ter cura... — comenta Sakura chutando umas pedrinhas e olhando para os pés.

– Eu sei, tô brincando... — diz Temari. Elas ficam em silêncio por um momento até Temari se pronunciar. — Ai tá bom, eu conto! — Sakura olha sem entender para a amiga – Eu tô ficando com o Shikamaru, pronto falei. — diz dando um suspiro.

– Quem? — Sakura indaga tentando lembrar do nome.

– O que tem a Ferrari. — esclarece Temari e Sakura sorri para a amiga.

– Mas não perde tempo, hein. — brinca Sakura dando um empurrãozinho em Temari.

– Não é o que você tá pensando, viu. Eu nem sabia que ele tinha uma Ferrari. Sabe aquela hora que fui no banheiro? — Sakura assente e Temari continua. — Então, eu estava voltando e vi ele caído em um banco, fui desesperada achando que estava passando mal, mas ele estava dormindo! Acredita? Dormindo! Fiquei uma fera, você sabe que não gosto de ser feita de otária. Mas não é que o bicho é bom de lábia? Quando eu vi já tava beijando. — Temari abana o rosto e Sakura começa a rir. — Você sabe que eu tenho fraco por homem de rabo de cavalo.

As duas conversam mais um pouco até Sasori aparecer e botar Sakura para trabalhar.

Aquela tarde ela iria visitar Mikoto, mas desiste com vergonha de encarar Sasuke.



***



Sasuke mal entra no escritório e sua porta é aberta abruptamente dando entrada para Fugaku e Orochimaru.

O rapaz se ajeita melhor na cadeira mostrando seu descontentamento e desconforto diante das duas figuras.

– Bom dia, Sasuke. — sibila Orochimaru se sentando em uma cadeira com seu maldito sorriso cordial.

Fugaku dispensa cumprimentos e se senta na outra cadeira olhando sério para o filho mais novo.

– Sasuke, fico satisfeito que tenha entendido o tamanho e a importância dos negócios de sua família – diz Orochimaru vendo que pai e filho se fulminam pelo olhar – Precisamos que você faça algo simples no início.

Sasuke cruza os braços se recostando mais e erguendo uma sobrancelha para que o homem prossiga.

– Nosso concorrente, Danzou – diz Fugaku estendendo uma pasta a mesa de Sasuke, o garoto a pega e vê um homem com o rosto marcado com cicatrizes e a seu lado um rapaz muito branco e de cabelos negros – foi general e agora está aposentado, tem os melhores contatos de compradores e uma vasta experiência com armamento bélico, porém, nós também temos isso.

– Há pouco tempo, Danzou apresentou seu filho Sai como seu herdeiro e, mesmo estando em um comércio oculto, as aparências ainda fazem toda a diferença. Os compradores sabem que os negócios dele tem visão de crescimento e visam também o monopólio nessa área. Então, tudo o que precisamos é de um rosto jovem, uma novidade. Temos que mostrar que estamos fortes no mercado e que temos planos futuros para...

– Querem usar minha imagem? — interrompe Sasuke de saco cheio daquela conversa.

– Exatamente. — responde Orochimaru sorrindo.

– Com o tempo você vai se aprofundando mais no negócio – diz Fugaku sério indicando várias planilhas e contratos ao filho, deixando em destaque os valores altíssimos de cada transação.

Sasuke olha para a foto de Danzou com seu filho ao lado. Se sente enojado em fazer parte disso também. Olha para Orochimaru e depois para o pai.

Tantas palavras ofensivas de nojo, mágoa e decepção passam por sua cabeça. Mas desde cedo aprendeu que suas atitudes voltam diretamente para sua mãe.

– Certo. Agora se me dão licença, preciso trabalhar. — diz voltando seus olhos para a tela do computador.

Fugaku pega a pasta com violência murmurando alguma coisa, mas Orochimaru só observa Sasuke.

– Depois conversamos mais, Fugaku. — diz Orochimaru acalmando o sócio – o importante é que temos Sasuke do nosso lado.

Mesmo que tentasse ignorar, Sasuke sente a ameaça de cada palavra em cima dele.

Os dois saem da sala. Sasuke respira fundo esfregando o rosto com força pra não atirar alguma coisa na parede.

A ganância sempre foi o incitador da infelicidade de sua família. Seu pai se casou por conveniência para conseguir a empresa de sua mãe e fundi-la a sua, nunca ligou para Mikoto.

Já foi traficante de drogas e de medicamentos, para aumentar sua fortuna. Nesse meio conheceu Orochimaru, que lhe mostrou um negócio novo, mais lucrativo e menos explorado. Tráfico de armamento bélico.

Sasuke e Itachi cresceram sendo protegidos pela mãe. Mikoto sempre foi forte e não deixava Fugaku se aproximar dos garotos para incitá-los neste mundo. Os educou praticamente sozinha e os ensinou todos os melhores valores com que foi ensinada. Quando adoeceu, Fugaku começou a agir. Itachi sempre foi evasivo e se esquivava com facilidade das investidas do pai, mas Sasuke não nasceu com tanta flexibilidade e malandragem, e agora estava encurralado.

Seu maior medo era saber o que poderiam fazer cm sua mãe. Nunca teve interesse em saber nada sobre o pai, apesar de morarem na mesma coisa, eles não se conhecem de verdade, e achou que estando longe de tudo estaria protegendo a mãe. Mas agora a situação mudou.

– Que inferno! — bufa Sasuke largando o computador de lado e olhando para os ricos em seu teto. Sempre faz isso para se acalmar.

Os riscos parecem estradas, estradas lembram carros, carros lembram corridas, corridas lembram... Sakura.

Ele se senta melhor na cadeira estranhando seu próprio pensamento e amaldiçoando Itachi por encher a cabeça dele.



***



– E agora? — Hinata pergunta depois de colocar o cinto de segrança.

Naruto tem estado em pânico desde que a buscou em casa naquela segunda. Já tinha deixado claro para si mesmo que ela era irmã de seu amigo e por isso não iria se envolver.

Mas a garota apareceu com uma camisa branca de botões e um short jeans folgado. Os botões na parte do seio estavam quase saltando e os dois primeiros abertos dando uma visão nada inocente dos dotes da garota. Tudo piorou ainda mais quando ela se sentou e o short subiu... muito.

– Naruto? — pergunta ela suavemente vendo-o vidrado na rua.

Ele abana a cabeça tentando deixar os olhos nos olhos dela.

– Agora você vai abaixar o freio de mão – ele diz mostrando como se faz e Hinata coloca a mão em cima da dele para aprender. Naruto engole em seco mas continua a explicação. — Pisa na embreagem e engata a primeira.

Hinata vai fazendo tudo o que ele diz satisfeita de vê-lo tão desconfortável.

Ela sabe dirigir, mas conseguiu enganá-lo muito bem.

– O que aconteceu? — ela pergunta quando o carro afoga na saída.

– Você soltou a embreagem muito rápido. — diz Naruto como um bom instrutor. — Vamos de novo, mas agora mais devagar, ok?

– Ok – ela responde com um sorriso ingênuo voltando a ligar o carro. Ela afoga novamente e dessa vez seu brinco “voa” para os pés de Naruto. — Oh!

Ela se abaixa para pegar o brinco inocentemente e Naruto segura a respiração vendo-a se abaixar em sua direção.

– NÃO! Não! — ele diz rapidamente colocando as mãos no ombro dela. Hinata o olha sem entender e Naruto engole em seco vendo mais um botão da camisa se abrindo. — Eu pego pra você.

Dito isso ele começa a procurar o brinco e quando o encontra o devolve a garota.

– Obrigada – responde calma e gentil, diferente do estado de nervos que Naruto está. — Vamos de novo, eu tenho que ir mais devagar né? Senão acaba rápido é? — ela pergunta inocente e Naruto esfrega o rosto por pensar besteira.

– Ele afoga, Hinata. Afoga! — Naruto quase se desespera.

Hinata se encolhe com a exaustação do garoto e faz um bico triste. Naruto se arrepende na hora por ter falado daquele jeito e se sente mal pela garota.

– Desculpa Hina, eu...

Hinata não escuta mais nada do que ele diz.

Ele me chamou de Hina” pensa sonhadora enquanto Naruto se desculpa sendo prontamente ignorado.

– Tudo bem, Naruto – diz ela com as bochechas avermelhadas. — Você não tem obrigação nenhuma...

– Não – diz Naruto interrompendo-a e a máscara que Hinata usa para parecer inocente cai na hora em que vê a mão dele em cima da sua no câmbio do carro. Ela fica verdadeiramente tímida quando encontra os olhos dele. — Eu vou te ensinar direitinho, desculpa.

Hinata sorri contida sentindo o rosto esquentar quando ele dá um leve apertão na mão dela.

– Vamos de novo? — ele pergunta com seu sorriso bonito e Hinata assente.

Ela fecha dois botões da blusa e começa a levar a sério as aulas para não forçar mais nada entre os dois por enquanto. Gostava de simplesmente sentir a presença dele e a atenção que ele lhe dava.

– Você foi muito bem, Hina. — diz Naruto ao deixá-la na porta de casa. — Já tá sabendo o tempo de trocar de marcha e tudo mais... — termina orgulhoso e Hinata sorri.

– Será que eu vou conseguir dirigir igual à Sakura um dia? — pergunta sincera.

– Claro que sim. Você só não pode desistir e correr atrás daquilo que você quer. — ele diz convicto e sorridente.

Para Hinata essa resposta teve outro significado.

Juntando toda a coragem que possui, ela se inclina sobre Naruto e o pega de surpresa num beijo apaixonado.

O garoto se assusta a princípio, mas nem pensa em se separar.

Ele a corresponde pouco se lixando para Neji.



***



A semana passou e Sakura não teve contato direto com a família Uchiha desde então. A quinta-feira do transplante chegou e ela já estava pronta para ir ao hospital.

– Saso! A gente vai chegar atrasado! — grita Sakura conferindo se todos os seus documentos estão na bolsa.

– Já vou – grita ele descendo as escada muito bem arrumado.

Sakura o encara de cima em baixo desconfiada.

– Pra que tanta produção? — ela pergunta cruzando os braços – Você tá sando perfume? — ela pergunta incrédula quando sente o aroma masculino.

Sasori cora na hora e desvia o rosto para as chaves de sua velha caminhonete.

– Vamos logo. — diz passando pela irmã rapidamente.

– Sasori, Sasori – Sakura corre para acompanhar ele. — O que você tá aprontando?

Sasori não responde e vai o caminho inteiro até o hospital escutando as especulações da irmã.

Sakura se distrai o caminho inteiro, mas sente um nervosismo fora do comum quando entra no hospital.

Mikoto já estava internada desde o dia anterior. Sakura pensa em vê-la antes do procedimento, mas uma das enfermeiras já a puxa para uma sala para começar a preparação.

Na outra sala, Sasuke e Mikoto esperam ansiosos pelo início do transplante.

– Ela chegou, pode nos dar licença para preparar sua mãe? — se pronuncia uma enfermeira entrando no quarto.

– Claro – diz Sasuke se levantando da cadeira ao lado da mãe. — Boa sorte, Itachi e eu estaremos lá fora, tá?

Ele dá um beijo na testa da mãe. Mikoto só assente com um sorriso fraco, sendo medicada em seguida.

Sasuke sai para arrumarem a sala. No corredor, Sakura passa já deitada em uma maca e com as roupas de hospital. Ela enrubesce quando vê Sasuke dando um sorriso em sua direção.

Sasuke fala algo sem som, mas Sakura consegue ler seus lábios e sorri de volta.

Obrigado.”

Notas finais
Sasuke apaixonado? Sim ou Não? se eu fosse ele escutava a Tia Mikoto!!! Só acho... NH!!!!! Hinatinha tomando as rédeas, pq se depender do Naruto a coisa vai lenta hahahaha gostaram? Mas vai ter confusao ainda com esses dois hahahaha Fugaku e Orochi começando a dar as cartas, mas fiquem tranquilas, o nosso Sasuke sabe o que faz ;) Até que enfim o dia do transplante!!! Agora que a tia fica boa xD Espero que tenham gostado xD Gente quero aproveitar e divulgar uma nova fic pra quem gosta de comédia!! é da Pandacornia!! Recomendo!!! http://fanfiction.com.br/historia/613366/A_Ultima_Zueira/ Até domingo, pq amanhã é dia de eu ler fanfics hahahaha bjooooos