Racers of Life

45 Atrás daquilo que quer


Notas iniciais
Oi pessoas!! Eu posso explicar o sumiço!! Minha conta deu pau e eu não conseguia postar!!!! TT Estava entrando em desespero de verdade TT Na verdade eu não estava conseguindo fazer nada e ainda tive uma semana beeeem corrida, então juntem tudo e o resultado é uma Pan Maluquinha hahahaha Mas hoje eu fiquei dodói e estou de cama, só assim pra eu conseguir sossego! E ainda por cima minha conta voltou ao normal!!! Yes! Este capítulo é dedicado à lindeza da Purple Sparkle!! Minha amigona que fez um recomendação MARAVILHOSA!!!! TE AMO AMIGA!!! Sabe como fiquei toda boba né??? heheheheh coisa fofa!! espero que curta xD Neste cap teremos uma personagem que é muuito especial hahaha leitores antigos reconhecerão ;) Bom, vamos ler né? Enjoy!

Havia chegado no dia anterior à Mônaco e não encontrou-a onde deveria estar morando.

Neji estava nervoso e já havia tentado ligar pra ela muitas vezes, sem sucesso.

Achou que iria conseguir esperar o veredicto de seu pai, mas ficou ansioso demais, e num impulso comprou as primeira passagens de avião para Mônaco sem avisar ninguém.

Aquela garota doida estava deixando-o doido.

Neji olha pela janela de seu quarto vendo o sol poente se esconder nas ondas do mar e suspira. Aquela estava sendo uma viagem perdida no fim das contas.

Pega as chaves do carro que alugou e vai dar uma volta pela cidade. Iria embora no dia seguinte e seu fim de semana não era nem de longe o que tinha pensado que estava sendo.

O rádio toca uma música que ele não conhecia e nem se importou em saber do que se tratava, pois viu um grande galpão na borda mais distante da praia. Distante o bastante para ver somente o esboço de uma fogueira.

Solta o ar com um riso.

“Como pôde ter sido tão idiota? Onde mais a acharia?”

(…)

Tenten havia achado aquele galpão no primeiro fim de semana que teve. Sua cabeça estava latejando de tanto gritar ordens e sentir tanta pressão em seus ombros. Ela gostava de fazer aquilo, trabalhar e comandar, mas não era a mesma coisa se depois não havia a cervejinha com os amigos no fim do dia, sua turma de motociclismo testando seu limites nas estradas desertas e nem um cabeludo metidinho que a deixava distraída.

– Droga. — Resmunga sentada no chão sujo do antigo galpão de grãos desgastado pelo tempo.

Fecha os olhos querendo escutar a barulheira que soa como música. Aquele som de escapamentos, de pneus cantando e... mas somente o som da água batendo suavemente nas pedras lhe chamava a atenção.

– Não acho que seja muito seguro ficar sozinha aqui.

Tenten não acreditou quando ouviu. Levanta a cabeça segurando o sorriso ao ver aqueles olhos claros a fitando.

– Neji... — murmura surpresa e maravilhado o acompanhando com os olhos até que ele se senta ao seu lado.

Neji encara a garota por um tempo.

Saudades.

– Fui até sua casa...

– Dedetizaram a minha casa.. tinha baratas – comenta envergonhada e Neji ri.

– É estranho te ver com medo de uma coisa menor que você.

– Prefiro encarar os grandões.

Os dois sorriem e os sorrisos se perdem por um momento. Um momento de extrema atração. Um momento que serve para quebrar toda calma que tinham e toda ansiedade também.

Se beijam com vontade, com saudade, com paixão. Com amor.

– Seu idiota. Demorou demais! — reclama em falsa raiva afobada segurando o rosto do garoto com as duas mãos e olhando em cada traço em seu rosto.

– Eu não vou embora. — Neji diz hipnotizado com os olhos dela.

– Como? — Tente arregala-os e Neji dá de ombros mordendo o lábio inferior dela.

Ele não responde, a puxa pela nuca e os dois se amam naquele galpão.

***

Sakura acorda tarde, depois de conversar com Sasori havia conseguido se sentir mais tranquila e conseguiu dormir sem sonhos ruins.

Desce as escadas e escuta a voz de Sasuke na sala conversando com Sasori.

– Bom dia. — Sasori dá um leve sorriso sentado em uma poltrona.

Sasuke na mesma hora se vira dando aquele sorriso de canto que Sakura fica derretida.

– Oi.

Os olhos de Sasuke estavam levemente inchados e tinha olheiras, provavelmente ainda estava sofrendo pelo o que havia acontecido.

– Vim te sequestrar. — diz num tom rouco.

Sakura olha para Sasori que dá de ombros ligando à TV.

Sasuke se levanta oferecendo sua mão quando escutam a voz da repórter que faz o casal olhar na mesma hora para a TV.

“... a casa era utilizada como depósito de rifles de alto calibre e moradia da família do senador. Danzou Shimura foi eleito senador há 8 anos e continuava ligado à política e tinha fortes aliados para concorrer à presidência. Seu esquema de corrupção foi descoberto em documentos encontrados na casa denominada célula. O Sr. Shimura, sua esposa Mebuki e comparsas foram presos neste sábado em flagrante sob denúncia de sequestro, lavagem de dinheiro e tráfico de armamento bélico. A Interpol vinha trabalhando em conjunto com o FBI e a polícia local, onde formaram uma força tarefa que invadiu o local. Foram contabilizados 15 mortos e 30 feridos, entre os trágicos temos nomes como Fugaku Uchiha, empresário da área têxtil e Kabuto Yakushi, subsecretário do primeiro ministro. De acordo com algumas fontes, eles estavam ligados ao esquema de tráfico de armas junto com um homem que usa a alcunha Orochimaru, que é considerado foragido. Até o momento não temos informações sobre a família dos envolvidos. Pamela Albani, direto de King's Street.”

Sakura pega a mão de Sasuke e segura com força, o garoto demora um pouco para retribuir, tendo a mesma reação de Sasori que fita a TV sem reação.

O Uchiha vira a cabeça como se tentasse esquecer o que estava tentando esquecer antes de ver aquele noticiário e dá um olhar para Sakura. Um olhar que os dois compartilham. Um olhar de dor.

– Melhor irmos. — diz rouco impando a garganta em seguida.

Sasori dá um leve aceno de cabeça quando os dois passam por ele e abaixa a cabeça olhando os pés.

“Até quando iria relembrar aquele inferno?”

(...)

Sasuke dirige seu Mustang respirando de forma descompassada e muito concentrado na estrada. Sakura se sente mal por ele, tem noção da dor que ele deve estar sentindo.

A mão de Sakura pousa sobre a dele quando ele troca a marcha.

O calor que emana dela o acalma e seus ombros relaxam na mesma hora dando um sorriso pequeno e agradecido à ela.

– Como sua mãe tá? – pergunta num quase sussurro.

– Abalada – responde no mesmo tom – mas ela é forte, ela vai se erguer. – termina esboçando um sorriso orgulhoso.

– Tenho certeza. E você?

Sasuke não sabe como responder àquilo. Sente muitas coisas que não seriam fáceis de serem explicadas com palavras.

Não responde e Sakura compreende seu conflito quando chegam em uma estrada deserta e ele começa a acelerar.

– Onde vamos? – ela pergunta com um sorriso não reconhecendo o lugar.

Sasuke só lança um sorriso e acelera mais curtindo a gargalhada de Sakura ao ver o ponteiro nos 180 km/hr.

Chegam à um terreno de terra enorme e começa a dar cavalinho de pau.

Precisava daquela sensação. Os dois precisavam.

Gritar, rir e jogar pra fora tudo o que estava preso através da adrenalina.

– Não acredito que vou dizer isso! – Sasuke diz depois de parar o carro.

Sakura espera com curiosidade arrumando os cabelos despenteados.

– Fala! – pede inquieta esperando mais emoção.

– Toma. – fala rápido saindo do banco do motorista.

– Jura? – ela nem pensa duas vezes e pula para o banco dele vendo-o se sentar em seu lugar e colocar bem o cinto.

– Por favor, tenha cuidado.

Sakura ri de sua cara de sofrimento e acelera com tudo.

Foi uma manhã gloriosa. Uma manhã de descarrego daquelas sensações ruins. Parecia que não se sentiam bem daquele jeito há anos, e naquele turbilhão de adrenalina sentiram todos os problemas serem dissipados como a poeira que levantavam.

O carro para e Sakura sorri ofegante ainda com as mãos no volante.

– Seria bom se todo dia fosse assim. – diz com a voz entrecortada e Sasuke concorda levemente com a cabeça olhando para o horizonte pensativo.

Sakura mexe os pés impaciente, toda aquela adrenalina fez seu coração disparar e uma lembrança, nada semelhante com que estavam fazendo, mas semelhante ao que estava sentindo veio à sua mente.

Fica constrangida. Pensa duas vezes. Decide não falar.

Quando vira para o lado vê Sasuke a encarando com uma sobrancelha erguida e o tronco virado para sua direção.

– O que tanta pensa? – pergunta passando um dedo pelo rosto dela.

Ela enrubesce olhando para o câmbio.

– Nada não...

Sasuke ri e dá um selinho longo.

– Diz. – sussurra ainda com os lábios colados aos dela.

Sakura sente toda as suas defesas caírem em terra e quando se aproxima para beijá-lo ele se afasta um pouco com um sorriso sacana.

– Não é a hora... – ela diz soltando um suspiro.

Sasuke não consegue entender o que se passa pela cabeça dela , mas está se divertindo com o jeito – sem jeito – que ela coloca uma mecha de cabelo atrás da orelha a toda hora e seu rosto vai se tornando mais vermelho, mas os olhos... estes vão se tornando mais brilhante

– Hey, me conta... — ele sussurra puxando a nuca dela mais próximo a si.

Sakura olha para todas as direções e seu rosto vai esquentando cada vez mais.

– É que... ai.... e que você... não sei se entendi errado, mas... — ela se atrapalha nas palavras e Sasuke não consegue entender onde ela quer chegar, então espera calado que ela prossiga. Ela levanta os olhos para ver a verdade nos negros dele e dispara de uma vez. — Você disse que me ama. É... verdade?

O sussurro dela deixou Sasuke atônito por um segundo. Lembra-se nitidamente de estar esperando a morte e as palavras saírem de sua boca sem aviso. Como sendo suas últimas palavras e as mais verdadeiras.

Engole em seco se dando conta dos olhos dela esperando uma resposta com muita vergonha e expectativa. Se arruma no banco, não teria o que mentir, são em momentos como aquele, em que você pode perder tudo, em que a vida de alguém importante está em suas mãos, em lugares perigosos e com apenas uma chance que você descobre os sentimentos mais intensos que vivem em você.

Naquele hora ele não era um homem corajoso, e nem covarde. Olhando-a em risco ele só poderia concluir que era um homem apaixonado. Mais que isso, um que estava amando.

Dá um suspiro umedecendo os lábios e começa a passar a mão pelos cabelos dela, sem olhar diretamente em seus olhos.

– Eu disse... — ele a olha no olhos e vê a ansiedade transbordando daqueles olhos verdes. — acho que é verdade. — termina com uma risada nervosa.

Sakura arregala os olhos e um sorriso quer aparecer em seu rosto. Jamais havia visto Sasuke sem jeito, como estava agora, mas tinha que admitir que ele disfarça bem.

– Sério? — pergunta se aproximando dele sem perceber.

Sasuke dá um sorriso de canto analisando bem cada tracinho castanho que se junta ao verde intenso nos olhos dela.

– Aham, mas posso mudar de ideia caso você não...

Sasuke não consegue terminar a frase.

O vidro traseiro explode quando uma bala o perfura.

Naquele canto deserto, o grito de Sakura camuflou o barulho de um carro preto saindo de lá.

Notas finais
Ai não poderia tudo ter acabado bonitinho? Não!! Orochi ainda está por aí heheheheheh Bom a fic está no finzinho, acho que mais dois caps e um epílogo e acabamos, e por isso quero saber o que vcs querem que aconteça? Alguma ponta solta que ainda não amarrei, algum acontecimento... vale tudo hahahaha vou tentar agradar tod mundo!!! eeeee!! Bom gente, até o proximo então!! Beijoos