Raças Em Conjunto
1 Capítulo 1 - Natal em tragédia
Notas iniciais
Tudo começou numa clássica noite de natal, estava nevando, escuro e sem nenhum sinal de vida por perto, estava caminhando em direção a minha casa, der repente esbarro em um garoto que aparecerá do nada, era um menino bronzeado sem camisa e com os músculos bem definidos, fiquei me perguntando o que ele estaria fazendo sem camisa naquele frio, logo fiz uma cara de raiva, pois tinha caído no chão e minha roupa agora estava cheia de neve, levantei-me olhei bem na cara do menino que nem se quer teve a coragem de me ajudar a levantar e disse:
- Olhe por onde anda! – disse em um tom grosso enquanto empurrava o para frente.
- Me desculpe me distrai olhando para você. – respondeu ele com um tom calmo e suave.
- Me poupe, adeus tenho mais oque fazer numa noite de natal e não ficar falando com um menino que nunca vi na minha vida. – disse enquanto tirava a neve de dentro do casaco.
- Meu nome é Kauan, se quiser falar comigo estou morando na frente da sua casa, me mudei faz pouco tempo. – disse ele tentando mudar de assunto.
- Huum – respondi me distraindo com seus músculos, balancei a cabeça, olhei para ele e disse – Como já disse tenho mais o que fazer prazer Karina. – inclinei a cabeça para o lado dei um Leve sorriso e continuei meu caminho.
Assim que cheguei na esquina de casa, vi uma ambulância para bem na frente, meu tio estava lá, sentado na calçada chorando, meu coração disparou, olhei para os fundos da casa e vi a silhueta de um garoto, que desaparecerá em segundos, a única coisa que consegui ver era uma mão com sangue pingando, olhei novamente para frente e corri em disparada a ambulância e quando estava a meio corpo para chegar a ambulancia escorreguei e cai de cabeça no chão, desmaiei na hora, a única coisa que consigo me lembrar era meu tio batendo no meu rosto tentando me fazer acordar estava zonza e então apaguei.
Acordei novamente, perguntei para mim mesma onde estava, minha cabeça estava estourando, cheguei a achar que quando cai a ambulância havia passado por cima da minha cabeça, abri os olhos vagarosamente estava numa sala de hospital com a cabeça enfaixada, meu tio Ed estava sentado numa cadeira ao meu lado e quando revirei os olhos para o outro lado, vi uma pessoa em que já não via a muito tempo, essa pessoa era meu pai meus olhos se encheram de lágrimas e do nada gritei:
- Paaaai – enquanto enxugava as lagrimas para não parecer uma boba.
Neste exato momento meu pai e meu tio que estavam dormindo acordaram e se levantaram, quando percebi havia várias pessoas na sala, com certeza eram enfermeiros, nada naquele momento podia me fazer ficar triste, meu pai estava lá já não o via fazia 4 anos, tentava esconder minha felicidade, mas não agüentava caia em choros novamente, fechei os olhos por alguns segundos, respirei fundo, controlei o choro, olhei para ele e disse:
- Estava com saudades. – disse num tom baixo e cansado.
- Também estava minha filha temos que ter uma conversa, preciso te dar uma noticia mesmo ela não sendo muito boa. – ele respondeu enquanto chegava mais perto de mim e enxugava minhas lágrimas.
- Creio que já sei o que aconteceu, quero ir para casa pai, por favor. – Implorei
- Os médicos disseram que você receberá alta daqui a uma hora, após isto iremos para sua casa conversar, vou passar no IML da cidade e amanha iremos para sua nova casa sinto muito mas terá que ir morar comigo.
- Pai ontem eu vi uma pessoa com as mãos cheias de sangue saindo pelos fundos de casa na hora em que vi a ambulância e eu não ligo de ir morar com você a única coisa que me prendia a essa cidade era minha mãe e agora não tenho porque de continuar aqui. – disse me levantando para sair da cama.
- HEY, onde pensa que vai e esse papo de gente no quintal deve ter sido sua imaginação. – disse ele me empurrando para a cama novamente.
- Vou me trocar não tenho por que…
- NÃO você irá deitar e sair apenas quando for mandada. – Meu tio me interrompeu.
Estressada deitei e esperei até levar alta, papai me deixo na casa de alguns amigos para se despedirem enquanto ia resolver as coisas, após aquilo fui para casa a pé, no caminho encontrei o menino no qual havia esbarrado ontem, estava suado, seu peito bem definido brilhava, e seus dentes brancos e brilhantes estavam mais reluzentes do que qualquer coisa que já tinha visto na minha vida, me senti obrigada a fala com ele.
- Kauan você de novo espero que na me derrube desta vez – mordi os lábios e olhei diretamente nos olhos dele, aliás, tinha que fazer alguma coisa para esconder a dor que estava sentindo.
- Hum, olá Karina, tudo bem com você. – disse ele olhando diretamente para meus olhos.
- Se você considera bom perder a mãe na noite de natal. – revirei os olhos e apontei para sua barriga de tanquinho enquanto me aproximava vagarosamente.
- Sinto muito. – ele disse enquanto se aproximava e se preparava para me beijar.
Coloquei a mão em seu pescoço cedendo ao beijo, mas em vês de ele me beijar segurou meu pescoço e o mordeu, neste mesmo momento abri dei um grito muito alto, mas acho que ninguém ouvirá, assim que ele parou de me morder olhei para a boca dele e estava cheia de sangue, tentei empurrá-lo, mas ele era muito forte, me segurou e me levou para baixo de uma árvore onde me beijou a força novamente, senti o gosto de meu sangue na minha boca, no começo estranhei mas após alguns segundos o meu desejo era de continuar, mas assim que o gosto de sangue desapareceu a vontade foi junta, quando percebi era uma menina com um garoto que mal conhecia debaixo de uma arvore com o pescoço sangrando e uma vontade insaciável de beijá-lo e uma coisa que estava desejando além de beijá-lo era sangue, por um momento achei que estava doida, mas então percebi que aquilo era realidade.
Parei de beijá-lo dei um tapa em sua cara e então sai correndo dali e fui em direção a minha casa, entrei pelos fundos escondida, e então fui para o meu quarto peguei algumas gazes enxuguei o sangue do meu pescoço e fui dormir, quando acordei já estava dentro de um avião em direção a minha nova casa, agora iria morar em um lugar que nunca pensei na minha vida, iria para Portland, não sabia nada sobre essa cidade só sabia que era melhor do que minha antiga casa, mesmo não sabendo como tinha ido parar dentro de um avião se ninguém me acordar, sabia que estava com sede e nada iria poder me saciar, precisava aprender a controlar aquilo que sentia, ao chegar em Portland em nossa nova casa fui direto para o meu quarto e dormir como se nada tivesse acontecido tentei evitar pensar naquilo que aconteçera na noite passada. pois sabia que aquilo iria apenas aumentar a minha vontade de sangue, mas não consegui dormir, meu quarto acabará de ser invadido por Kauan o menino que acabou com a minha vida mortal, me movi rapidamente para ele empurrando contra a parede, não sei como mas estava muito mais rápida, do que o normal e forte, segurei o pescoço dele como se fosse enforcá-lo mas quando olhei seus olhos não consegui era um castanho claro quase mel, ele me beijou a força novamente e então após o beijo disse:
- Da pra parar de me beijar a força, da pra explicar porque você fez isso comigo, da pra explicar o que eu posso fazer pra controlar isso que estou sentindo, da pra… — ele me interrompeu com um beijo novamente forçado.
- Apenas viva o momento. – ele me disse e me jogou forçado na cama e começou a tirar a roupa.
- Arregalei os olhos e disse – O que você está maluco, ainda não temos idade para isso – olhei para ele que já estava sem vestes e cedi ao desejo do menino, então comecei a tirar a roupa também.
Neste momento levantei-me com um nó na garganta, tranquei a porta e deixei que ele me conduzisse, aliás aquela seria minha primeira vez,não sabia o que fazer…
- Isso acaba um pouco com a vontade de beber sangue. – disse ele sorrindo e entrando na cama vagarosamente.
A noite fora ótima terminou sendo uma noite prazerosa por dois motivos, “aquilo” e a vontade de sangue que havia acaba, mas eu mal sabia o que me esperava no próximo dia.
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