Notas iniciais
Olá Vampirelas, sei que estou super atrasada - de novo - mas tenho dois belos motivos pra isso - na verdade, três, se "sono" valer como argumento kk. São eles: a) Estou trabalhando numa nova fic Reneslec. b) Como já tinha me atrasado quando vi, não quis postar sem ter pelo menos um capitulo extra para compensa-las, então, ai vai minha oferta de paz: Vou sair por algumas horas, e, se quando eu voltar o capitulo tiver mais que seis reviews, eu posto o capitulo extra ainda hoje. Feito? Bom, e ainda tenho mais desculpas a dar. Ainda não respondi todos os lindos comentários, por falta de tempo e de falas, quer dizer... Vocês fizeram algum tipo de curso pra conseguir me deixar tão boquiaberta com seus grandes - ou pequenos - reviews maravilhosos? Bom, se ainda não respondi seu review, saiba que é porque ainda estou tentando formular frases que agradem tanto quanto o comentário me agradou, afinal, poder dar apenas um simples e humilde "obrigada" é muito pouco, não? Enfim, espero que goste do capitulo de hoje.

POV. Renesmee

Senti a realidade me puxar lentamente, e no mesmo ritmo lento, fui me forçando a acordar.

Havia um calmo e aconchegante som de chuva do lado de fora da mansão, a intensidade mal havia mudado comparada a noite anterior.

Sorri com a lembrança... Não com a da chuva, mas da noite anterior, que era, provavelmente, a melhor da minha vida. Fora tão maravilhoso, quase indescritível... Okay, eu não sabia mesmo como descrever, só sabia que estava feliz, apesar de estar bem mais dolorida do que achei que ficaria.

Deixei de pensar na minha dor depressa, lembrando-me de que estava completamente nua na cama do vampiro que eu amava. Mordi o lábio; eu definitivamente não estava acostumada com isso, embora tivesse certeza de que aconteceria mais vezes.

Sorri de novo, sentindo minhas bochechas corarem.

Sem esperar a quentura no meu rosto passar, levantei-me em velocidade sobrenatural, vestindo o roupão preto que repousava sobre um dos sofás do quarto. Me dirigi ao banheiro em seguida, numa velocidade que não poderia ser acompanhada por olhos humanos.

Lavei o rosto e escovei meus dentes depressa, enquanto escutava Alec mexer as panelas no fogão no andar de baixo. Ovos com bacon e sangue, por sinal. O cheiro estava ótimo, apesar de não chegar completamente á mim.

Quando dei por mim, já havia acabado minha higiene matinal, e estava a pelo o menos dois minutos escutando o moreno mexendo-se depressa e um tanto... tenso? Não havia motivo para Alec estar tenso, certo? Ou talvez tivesse; algum problema no castelo, aqui... Ou quem sabe eu.

Senti minhas sobrancelhas franzirem com a duvida, e com um gesto inconsciente, levei minha mão esquerda até meu pescoço, massageando-o enquanto revirava minhas lembranças em busca de algo que eu pudesse ter feito de errado.

– Está muito machucada? – perguntou Alec, atrás de mim. Sua voz era pesada.

Olhei seu reflexo pelo espelho rapidamente. Os ombros estavam visivelmente rígidos sob sua blusa branca e sua expressão era mais tensa do que eu pensava. Os olhos vermelhos me encaravam como se lamentassem e como se me analisassem ao mesmo tempo.

– O que? – perguntei num fio de voz, graças a minha total confusão mental.

Me virei lentamente em sua direção, e minha lentidão talvez o tenha alarmado, pois me observou como se eu fosse desmoronar. Apoiei-me na pia de pedra clara atrás de mim, olhando-o com um ponto de interrogação na cara.

– Está muito machucada, Ness? – perguntou ele, novamente, continuando a me analisar enquanto falava.

– Ã... Não. – Só um pouco dolorida, completei por pensamento, mas eu não diria isso a ele; não o preocuparia por nada. – Por...? – perguntei, apertando os lábios. Só então senti algo estranho na pele que massageava. Um hematoma.

Não deixei transparecer minha surpresa, mas Alec pareceu percebê-la. Ele suspirou por um segundo, andando devagar até mim. Depois de quatro passos, a distancia entre nós já estava quebrada e Alexander estava em minha frente, olhando-me e movendo-se como se pudesse me quebrar a qualquer momento.

O vampiro encarou minha mão em meu pescoço como se desconfiasse da minha resposta.

– Em parte, por causa disso. – ele apontou para meu pescoço com a cabeça.

Agora eu entendia, estava tenso por pensar ter me machucado. Suspirei, colocando um fim na minha confusão mental. Logo voltei a falar, com a voz soando tranquilizadora e ao mesmo tempo confiante:

– Alec... Não foi nada. – comecei, e seus vermelhos mirassem os meus, mais desconfiados do que eu queria – É só um hematoma... Nada de mais.

Ele balançou a cabeça negativamente.

– Não, Ness. Olhe. – discordou, virando-me delicadamente na direção do espelho.

Ele abriu o roupão sem deixar meus seios expostos, e sem precisar me mostrar, meus olhos voaram para os outros quatro hematomas arroxeados que iam de meu pescoço até um pouco abaixo do busto. Não pude deixar de escancarar minha boca em surpresa, mas felizmente ele não viu, pois seus olhos olhavam para mais baixo, para minha cintura.

Fechei a boca depressa, acompanhando seu olhar. Ele passou os dedos frios sobre outra marca rocha em minha cintura, mas essa, assim como outra no outro lado da minha cintura, foram feitas por suas mãos. Francamente não haviam me incomodado quando foram feitas, mas seria realmente difícil convencer meu amado disso.

– Não tenho como dizer quanto sinto muito, Ness. – disse ele, fichando o roupão novamente, tão cuidadosamente quanto quando o abriu.

Ele se virou depressa, começando a andar depressa para fora do banheiro. O segui assim que saiu do cômodo, conseguindo lhe dirigir a palavra assim que fiquei á quatro passos dele.

– Eu tenho. – comecei, contrariando sua frase anterior. Alec parou, mas não se virou. Olhou-me por cima do ombro. – Eu não sinto muito, Alexander. Não sinto nada, alias. Nem uma dor sequer. – a ultima frase era mentira, mas de qualquer forma, eu me curaria rápido.

Ele se virou.

– Renesmee... – começou, aproximando-se dois passos de mim – Já tive hematomas quando humano. Sei que está doendo. – disse ele, com a voz menos pesada e mais confiante. Ele não duvidava de suas palavras.

– Bom, só está se esquecendo de que não sou completamente humana, e que não dói em mim tanto quanto doía em você. – falei, enquanto me aproximava. Ele pareceu considerar meu argumento, mas não confiar cegamente nele.

– Não muda o fato de que está machucada. – rebateu ele, tão sem duvidas quanto antes – E de que eu fui basicamente irresponsável por transar com você quando não sabia se podia machucá-la ou não.

Suspirei, tentando pensar em algum outro argumento, mas quase nenhum que me faria ter razão me vinha à cabeça. Sentei-me no sofá ao meu lado, deixando de encarar Alec enquanto fazia isso. Ele com certeza teria uma boa resposta se a situação fosse inversa – provavelmente usaria seu jogo de palavras.

Assim que o encarei novamente, já tinha algo em mente. Eu faria o que ele faria em meu lugar. Talvez fosse suficiente para convencê-lo.

– Então se arrepende? – perguntei.

Ele abriu a boca para responder, mas se interrompeu antes que algum som saísse.

– Am... – ele olhou para o teto, pensativo. Não pude deixar de rir, Alec tinha reações engraçadas quando pego de surpresa – Está usando um jogo de palavras comigo, Ness? – perguntou ele, percebendo meu plano mais cedo do que deveria.

– Não. – sorri, inocente – Só estou checando se não... Foi bom pra você.

Ele arqueou uma sobrancelha, e sua expressão fazia parecer que eu havia dito algo absurdo. Sorri ainda mais com o bom sinal, observando-o se sentar ao meu lado. Alexander não deixava de me analisar com o olhar enquanto se ajeitava, e como ele olhava apenas para meu rosto, me aproveitei quando pareceu encontrar uma posição confortável e me materializei em seu colo, remexendo-me um pouco para ficar tão confortável quanto ele.

O peguei de surpresa novamente.

– Ness... – disse ele, como se chamasse a atenção de uma criança pequena.

– Importa-se? – perguntei, arqueando as sobrancelhas como se estivesse ofendida por parecer se incomodar.

– Não, mas o jeito que você rebola é um tanto tentador. – disse ele, fazendo-me rir um pouco – Mas... – começou, tentando mudar de assunto, mas o interrompi:

– Mas você ainda não respondeu. – ele suspirou, quase vencido – Arrepende-se?

– Em parte.

– Isso quer dizer...? – pressionei, verdadeiramente curiosa.

– Que dizer abriria mão de deixá-la machucada, mas... A noite de ontem foi... – ele sorriu olhando brevemente para baixo. Sorri com o outro bom sinal – Inexplicável. – Alec sorriu de lado, voltando a fitar meu rosto.

Levei meus lábios lentamente até os seus, exercendo uma pequena e breve pressão quando os encontrei. Ele retribuiu, surpreendendo-me um pouco.

– Eu sei como é. – falei, com a testa colada na sua.

Ele sorriu de canto, parando assim que seus olhos encontraram a marca arroxeada em meu pescoço.

Ele se afastou.

– Alec. – disse eu, mostrando-me descontente por ele ter se afastado – Amor, eu estou bem. – ele abriu a boca para contestar, mas eu o interrompi... De novo – Não pode ver como estou incrivelmente feliz? – sorri, radiante.

Ele pareceu não poder se conter com meu sorriso, e logo sorriu também.

O beijei mais uma vez.

Quando faremos aquilo de novo? – perguntei-lhe, sem falar em voz alta.

Ele voltou a olhar para o teto pensativo, enquanto me tirava de seu colo e me colocava delicadamente no sofá. Eu quis contestar, mas não disse nada, apenas esperei por sua resposta.

– Quando eu tiver certeza que não vou machucá-la, o que é difícil de saber, já que você é a minha cantante – disse ele, colocando-se de pé.

Deixei que minha boca se abrisse num perfeito “o”, demonstrando minha surpresa. Se bem que eu me lembrava de ter ouvido isso em algum lugar... Num sonho, talvez.

– Am, jura?

– Sim, talvez por isso seja mais difícil pra mim... – respondeu, ainda pensativo.

– E talvez seja questão de pratica. – ele sorriu maliciosamente com meu comentário, mais o desfez rápido... Não tão rápido para não me deixar satisfeita.

– Talvez... Mas não quero quebrar mais uma das regras do seu pai. – disse ele, virando-se e andando até a saída do quarto.

– Regras? – franzi as sobrancelhas, curiosa e um pouco irritada. Afinal as regras e Edward + o meu namorado nunca davam uma boa combinação.

Como ele não deu sinal de que pararia, me materializei na frente do vampiro.

– Pois é... Meu adorado sogrinho ligou há algumas horas atrás, e me passou algumas regras que ele acha importante que eu saiba.

– Que tipo de regras? – arqueei uma sobrancelha.

Notas finais
Aprovado, Vamps? Kisses of Blood :*