R.C. And A.V. Secrets
8 Seven
Notas iniciais
– Amm.. Não beijar, não tocar, não encostar e nem pensar em fazer isso na presença dele. – ele riu – E outras centenas que quebramos a noite passada. – um sorriso pouco vergonhoso me escapou.
– Bom, tem alguma que não quebramos? – perguntei, com a curiosidade me tomando novamente.
– Sim. – ele pausou por dois segundos – “Se já tiverem quebrado alguma regra, não façam de novo”. – Alec engrossou um pouco a voz, fazendo uma péssima e engraçada imitação de Edward. Rimos disso juntos.
Mas logo ele pausou, como se acabasse de lembrar de alguma coisa – embora fosse impossível dele se esquecer.
– Bom, achei que estivesse com fome, então fiz o café da manhã. – disse ele.
– Já vou descer. – sorri torto, observando-o se aproximar e beijar minha testa carinhosamente.
– Suas roupas estão no closet. – ele apontou com a cabeça para a porta prateada do outro lado do quarto.
Virei-me para olhá-la, e assim que o fiz, senti uma brisa com o cheiro de Alec passar por mim. Quando me virei de novo ele não estava mais lá.
Dei um suspiro baixo, me dirigindo rapidamente até o closet enquanto pensava numa maneira de convencê-lo de que não teria problema se nós dois fizéssemos... “Aquilo” de novo.
Eu tinha algo em mente, afinal, meus pais já tinham passado pelo mesmo há alguns anos atrás, e com sorte, mesmo Alec tendo séculos de experiência, talvez ele não fosse tão fosse tão teimoso a ponto de resistir por muito tempo. Talvez
***
O sol já havia se posto quando ouvi o barulho da porta de entrada se abrindo. Alec havia voltado da caçada, o que era ótimo, pois eu estava no banho e ele bem alimentado.
Escutei atentamente seus passos enquanto ele subia as escadas e entrava calmamente no quarto. Ele parecia procurar por algo, uma roupa talvez, já que estava no closet.
Sorri por conta da oportunidade, me achando meio tarada por isso.
Desliguei o chuveiro lentamente, arrepiando-me com o frio que havia no banheiro. Mas sem me importar muito com o clima, me enrolei na toalha e sai rapidamente do banheiro. Alec não estava mais ali, mas aquilo não me surpreendia muito.
Numa velocidade que olhos humanos não poderiam ter acompanhado, eu me materializei no closet, indo até uma das minhas malas ali dispostas. Não havia muita coisa que eu pudesse vestir para chamar atenção. Eu nunca havia me preocupado em comprar lingeries ou camisolas sexys, afinal, pra quem usaria?
Mas agora eu precisava de alguma coisa bonita pra usar, e minhas roupas intimas não tinham nada de especial. Minha única esperança era uma camisola azul que havia ganhado de Alice no meu aniversario passado. Por sorte, era da cor favorita de Alec, e havia uma certa transparência para baixo dos seios.
Vesti-a rápido, olhando-me no espelho em seguida.
Dei um meio sorriso quando vi que não estava tão ruim. Apenas ajeitei meu cabelo molhado e a camisola em meu corpo e voilà.
Eu tinha que admitir que estava bonito, mas... Parecia faltar alguma coisa. Um creme ou perfume talvez ajudasse.
Lembrei-me das sacolas que haviam no quarto de Alexander antes virmos pra cá. Eram rosas e vazias, com o logotipo de Victoria Secrets. Um presente de Jane, segundo Demetri.
Procurei pela mala em que o conteúdo das sacolas deveria estar, encontrando-a em pouco tempo. Para minha surpresa, não eram os cremes importados que eu achei que encontraria, e sim lingeries. Ótimo, meu problema com roupas estava resolvido.
Por curiosidade, analisei cada uma das peças que havia ali. Eram nove conjuntos ao todo, e a maioria das lingeries era leve e de cor clara, como bege, azul e branco; apenas os dois únicos corpetes eram de cores escuras. Vermelho e preto, tão provocantes quanto o resto das peças.
Dei um pequeno e discreto riso assim que acabei de ver as lingeries. Realmente, isso só pode ser um presente de Jan, pensei, afinal, ela era a única pessoa que conseguia ser mais ousada que Alice para fazer tal coisa.
Assim que meus breves risos cessaram, comecei a ouvir o som que vinha da sala de estar. Alec estava lá, e pelos gritos que vinham da TV, o vampiro estava vendo um filme de terror qualquer.
Respirei fundo enquanto mordia o lábio. Não estava acostumada a tentar seduzir... Mas se tem uma primeira vez pra tudo, certo?
Certo, repeti, comigo mesma, levantando-me do chão e ajeitando-me pela ultima vez em frente ao espelho.
Quando finalmente achei que estava apresentável para a ocasião, sai do closet, e sem me importar muito com ar frio que sempre vinha ao encontro da minha pele, andei calmamente até a sala de estar, no andar de baixo.
Antes de entrar no cômodo, observei o vampiro por alguns segundos, sem me deixar aparecer completamente pela porta.
Ele estava mesmo vendo um filme de terror, e como eu pensara, não piscava por falta de necessidade. Embora não me olhasse, ele deveria saber que eu estava ali, pois sua respiração mudara; estava normal e baixa até alguns segundos atrás, agora estava...
– O que está aprontando, Renesmee? – perguntou-me, me tirando de meus pensamentos.
Reparei no jeito em como falou. Ele não pronunciou as palavras como se eu fosse uma criança pequena, mas sim como se falasse com uma adolescente problemática. E, talvez, como se não se importasse com os problemas que eu poderia causar.
Mesmo assim, sorri torto e entrei derrotada na grande sala de estar.
O chão frio era de pisos quadrados feitos de pedra lisa e branca. Isso era a única coisa que não mudara na mansão toda.
As paredes eram, numa pequena parte, prata, e o resto era revestido por um papel de parede azul, não tão claro como o do quarto. As janelas ocupavam quase a parede inteira, mas dava pra se ter privacidade graças às cortinas de tecido cinza que cobriam metade das janelas do lugar.
Também havia outro entretenimento na sala de estar: Uma lareira, localizada na parede oposta a da grande TV, tendo um sofá á sua frente e há alguns passos atrás do que Alec se sentara.
Aproveitando o clima frio, e o fato de que o sofá se localizava ás costas de Alec, andei até ele, mas não me sentei, apenas me apoiei nele, observando o vampiro acompanhar meus movimentos por cima do ombro.
– Por que acha que estou aprontando alguma coisa? – perguntei, fazendo-me de inocente.
Pude vê-lo sorrir de canto antes dele se materializar de pé, apoiado nas costas do sofá em que sentara, ficando de frente pra mim. Seus braços estavam cruzados e a expressão um tanto seria. Ele pareceu me olhar de cima a baixo contra vontade, como se seus olhos o tivessem traído, embora isso, pareceu gostar do que via.
Sorri de canto por isso.
– Por nada. – disse ele, ironicamente, respondendo minha pergunta anterior – Só... Está tentando me seduzir, Ness?
Olhei para o teto, mordendo meu lábio inferior.
– Estou conseguindo? – perguntei, voltando a fitar seus olhos exageradamente vermelhos.
Ele não respondeu de imediato, em vez disso, aproximou-se de mim com rapidez, ficando á minha frente numa velocidade que meus olhos mal puderam acompanhar. Ele apoiou umas de suas mãos no sofá atrás de mim, com o pulso colado em minha cintura.
– Está. – admitiu ele, olhando-me profundamente nos olhos. Senti ondas elétricas percorrerem meu corpo assim que o fez. – Mal consigo olhar só para o seu rosto por muito tempo... Isso – ele contornou o decote da camisola com a ponta dos dedos. Observei, ainda sorrindo de canto – é muito... chamativo.
– Então eu não deveria estar usando algo tão chamativo. – entendendo o que eu queria dizer, Alec colou meu corpo no seu, apertando-me contra ele com a mão que antes se apoiava no sofá.
Ele sorriu por breves segundos, mas logo seu sorriso se desfez, deixando de me apertar contra ele lentamente.
– Alec...
– Renesmee. – ele olhava para as marcas rochas a mostra, embora eu houvesse feito o possível para esconder algumas com o cabelo.
– Não é tão grave assim... – falei baixinho, ele voltou a me olhar no rosto – Estão quase sumindo. – continuei, lembrando-lhe de como os hematomas estavam consideravelmente mais claros do que há algumas horas.
– Não muda o fato de que estão ai. – retrucou ele, com voz tão baixa quanto a minha.
O vampiro me soltava cada vez mais, afastando-se lentamente de mim.
– Alec. – aproximei meus lábios dos seus, tentando não me afastar completamente.
– Nes.. – sussurrou ele, antes que seus lábios se encontrassem com os meus, no que parecia que seria apenas um selinho delicado.
Parecia...
Alec estava quase me puxando para ele novamente quando um barulho de campainha ecoou pela mansão. Ele parou o que fazia no mesmo instante.
– Sua pizza chegou. – disse ele, com um sorriso divertido.
– Pizza? – arqueei uma sobrancelha.
O vampiro assentiu, beijando-me de leve nos lábios antes de desaparecer da sala, indo para o cômodo ao lado.
Dei um inaudível suspiro derrotado, mas sabendo que ainda teria oito dias para tentar de novo.
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