Quimera

37 Primeira vez


Notas iniciais
PAPAI NOEL CHEGOU MAIS CEDO???????? PORQUE EIS AQUI O PRESENTE DE VOCÊS Nem acredito que consegui terminar a tempo! Eu fiquei muuuitos dias escrevendo esse capítulo, mas depois de muita pesquisa e inspiração, Ero Hime ataca com um hot especial de SEIS MIL PALAVRAS Pois é, me empolguei! Especialmente para a Bruna, que, LINDA QUE SÓ, terminou um semestre ferrado da faculdade e me matou de orgulho!!! E para a Amelia que me mandou mensagem lembrando de escrever Quimera rs, tá aqui meu anjo, meu presente especial pra você! Vou responder todos os comentários com calma e carinho, ok! ♥ Espero que gostem (E QUE TENHA FICADO BOM!!!!! foi difícil considerar o que a história até aqui pedia) AVISO: ESTE CAPÍTULO CONTÉM CENAS +18 MINUCIOSAMENTE DETALHADAS, muito clichê de sexo! Não irá interferir na história caso não se sinta confortável em ler ♥

— Seus olhos fizeram amor comigo a noite inteira.

Naruto atendeu antes da segunda batida, abrindo a porta ofegante. Bagunçou o cabelo, tentando controlar seus batimentos cardíacos e não parecer um adolescente ansioso. Ficou parado, distraído por um instante, ao admirar Hinata.

Tudo bem, ele estava ansioso. Tinha arrumado o quarto duas vezes, recolhendo suas roupas jogadas e organizando meticulosamente os lençóis das duas camas que ocupavam o dormitório. O frigobar estava abastecido e funcionando. Tinha tomado um belo banho – gelado –, mas, desde que Sasuke saíra com sua bolsa, Naruto não conseguira parar de andar em círculos e roer o canto das unhas. Quando ouviu o barulho na porta, saiu em disparada. Seu coração falhou – ele sempre falhava –, e ele esqueceu o porquê de tanta agitação. Quando via Hinata, sabia que tudo estava exatamente onde deveria estar.

Ela estava linda, com o cabelo molhado escorrendo pelas costas e chinelos. Seu rosto estava corado, rosa-avermelhado nas maçãs proeminentes, e seus olhos tinham um brilho deslumbrante. Nos seus pés, a bolsa que trouxera, com suas roupas, e o bastão a tiracolo. Naruto também ruborizou, e não entendeu porque, de repente, estava acanhado.

— O-oi, Hina, entra. – se apressou para segurar suas mãos, e os dedos dela relaxaram nos seus. Deu alguns passos hesitantes, segurando a bolsa pela alça. Ele a pegou, colocando-a no canto, junto da sua, e fechando a porta. O clima parecia denso – Vem, senta. – a guiou com uma das mãos em suas costas, deixando que se acostumasse com todo o espaço. Ela agradeceu silenciosamente, sentando-se mais para trás e deixando seus pés balançarem. Naruto quis morrer de amor – E então, tudo bem? – se xingou mentalmente por soar tão estúpido, mas Hinata não riu. Apenas deu de ombros, tentando parecer natural.

— A Sakura meio que me expulsou do quarto dela, então espero que não se incomode. – sua voz diminuiu, acanhada.

— Não! Claro que não! – Naruto se apressou, engasgando. Riu inquietamente, mais para si mesmo, e coçou a nuca, repreendendo a si mesmo – Ok, que tal jantar? Vou pedir alguma coisa para nós. – consertou, e ela assentiu.

— Seria ótimo.

O loiro se afastou para o telefone em cima do criado-mudo, discando o serviço de quarto e esperando. De costas, se permitiu suspirar, com os ombros tensos e a cabeça cheia de pensamentos. Atrás dele, Hinata também passava por um pequeno surto interno, esfregando as palmas molhadas contra as pernas e mordendo os lábios.

Eles estavam cientes da expectativa. Não era necessariamente uma obrigação, mas eles sentiam. Era a primeira vez que dormiriam no mesmo quarto, depois de alguns meses de um relacionamento que surpreendentemente parecia funcionar. Já tinham experienciado, outrora, a ansiedade por mais – mais toques, mais beijos, mais pele, mais calor –. Hinata era virgem, e Naruto, bem, Naruto se sentia como um. Ele não queria sexo. Queria intimidade. Queria dividir seus segredos, quebrar todos os muros, queria que Hinata o conhecesse por inteiro, e queria conhecê-la também. Se fosse para ser naquela noite, ele seria o homem mais feliz do mundo, e se não fosse, ele também o seria, porque estava com a melhor garota.

Hinata arrumava excessivamente o cabelo, tirando as mechas fora do lugar. Quando Naruto fizesse os pedidos, trocaria de roupa para alguma de seus pijamas de frio humanamente aceitáveis – não os de flanela com ursinhos em relevo, mas um de algodão –. Suas pernas formigavam e suas mãos tremiam. Ela queria se acalmar, porque era uma situação normal, apenas dois namorados passando a noite juntos. Sabia que o Namikaze faria qualquer coisa para que ela se sentisse confortável, e Hinata queria retribuir como pudesse – não como uma responsabilidade, mas porque ela anseiava.

— Pronto, pedi o especial do chef para dois. – anunciou com um tom particularmente orgulhoso, e ela não aguentou; soltou um risinho – E sobremesa. – completou, e ela sentiu o colchão balançar ao seu lado. Ele procurou sua mão, entrelaçando-a – Você está bem? – a pergunta era sincera dessa vez – Eu estava brincando. Não ligo se você ficar com a Sakura. – permitiu deliberadamente uma pontada amarga. Hinata desejou poder ver a carranca dele, no entanto, somente sorriu.

— Estou bem. Quero ficar aqui. – deixou a franqueza transparecer, e Naruto abriu um largo sorriso, acariciando-a no rosto. Se aproximou lentamente, uma lufada de ar quente indicando sua proximidade. Hinata sentiu um arrepio de esperança, a espera dos lábios macios. Ele os colou com calma, provocativo. Foi por muito pouco que ela não puxou-o pelo pescoço e aprofundou o contato. Se afastaram, ofegantes – E-Eu posso trocar d-de roupa? – gaguejou, retomando o fôlego. Ouviu Naruto rir, o desgraçado.

— Claro, amor. – se levantou, levando-a junto – Aqui, o banheiro é desse lado. – se afastou para pegar sua bolsa, e voltou para guiá-la. Hinata resmungou qualquer coisa, agradecendo quando encostou a porta, mais por conveniência.

Naruto ficou esperando na cama, mais tranquilo. Não conseguia se segurar – a boca de Hinata era tão convidativa, mas ele precisava prolongar a sensação o máximo que conseguisse. Devagar, unia seus lábios, sentindo sua pele arrepiar e a respiração falhar. Era excitante.

No quarto, arrumou os últimos detalhes fora do lugar, esfregando as mãos ansiosamente. O serviço de quarto não demoraria, e ele tinha pedido caixas de morango e calda de chocolate – não havia nada mais afrodisíaco –. Surpreendentemente, não tinha nada de malicioso em mente, apenas aproveitar a noite com Hinata, antes das nacionais. A porta do banheiro se abriu, relevando a garota vestindo pijamas de frio – ele entreabriu a boca de maneira despudorada ao vê-la tão linda com uma blusa branca de alças e calças finas.

— Perfeita. – sussurrou, vendo-a segurar o braço, tornando prominente o decote casto.

— O que disse? – ela perguntou, tirando-o do devaneio. Naruto corou, balançando a cabeça.

— Eu? Nada. – em seguida, duas batidas na porta o salvaram – Olha, o jantar! – correu para atender, agradecendo a camareira com um sorriso largo. Pegou as duas bandejas e deu uma gorjeta. Virou-se para Hinata, que tateou até a cabeceira da cama, se encostando confortavelmente.

— O cheiro está ótimo. – elogiou. Naruto depositou todos os pratos seguramente sobre o colchão, e preparou os talheres. Sentia-se satisfeito em fazer tudo para ela.

— E que tal o gosto? – enrolou um pouco do macarrão com legumes, apoiando com a mão e levando até sua boca. Hinata riu, deixando-se ser alimentada. Degustou e soltou um gemido aprovador; Naruto fingiu não sentir uma fisgada.

— Isso está divino. – falou, ainda saboreando. Naruto provou ele mesmo, concordando quando a mistura agridoce de sabores envolveu seu paladar.

Jantaram sem pressa, dividindo a comida e assuntos triviais. Contaram sobre suas respectivas férias, impressões e receios para o próximo dia. Estavam próximos, se tocando naturalmente a todo momento. Embora o choque não ocorresse, algo muito mais profundo impelia por suas peles, por suas veias. Naruto roubava beijos salgados apenas para vê-la sorrir; com o tempo, Hinata se soltou, contagiada pela sensação de confiança que ele a trazia.

A noite surgiu com rapidez, e o hotel se tornou silencioso. Com a janela aberta e a brisa entrando, o ambiente se tornava comumente gelado para janeiro; mesmo assim, na cama de casal onde jantavam, estava quente, tão quente quanto poderia estar. Suas vozes se tornaram baixas e esbaforidas, sussurros e risinhos para várias piadas particulares.

— Agora, sobremesa. – Naruto puxou a caixa de morangos e a tigela com chocolate derretido. Hinata fez uma expressão curiosa.

— Hm, sobremesa. O que é? – perguntou, mas o garoto apenas afastou uma mecha de cabelo, prendendo-a atrás de sua orelha. Onde ele tocou, deixou um rastro de calor.

— Fecha os olhos e abre a boca. – brincou, mergulhando uma das frutas e escorrendo o excesso.

— Não acha que já existe muita fé cega na minha vida? – ela rebateu, de bom humor. O loiro revirou os olhos para o trocadilho, aproximando a mão. Ela entreabriu, com a língua ligeiramente para fora. Naruto depositou a parte com recheio, e ela mordeu. Imediatamente seu rosto se transformou em uma feição deliciada – Kami, isso é maravilhoso. – gemeu. O Namikaze, vitorioso, repetiu o processo.

— Morango com chocolate. Todo mundo gosta. – a alimentou novamente, deixando que mordesse-o por inteiro. O lábio roçou suavemente contra seu dedo, e Naruto estremeceu.

— Nunca tinha comido. – confessou. Ele reagiu com surpresa, e o coração apertado. Sua mãe amava morangos, e sua geladeira sempre tinha caixas dos mais vermelhos, independentemente da época.

— Bem, – pigarreou, se recuperando – A partir de hoje, vou te mimar como você merece. – acariciou seu rosto em brasa. Era como ver um botão de rosa se abrir; seus olhos iluminavam como as estrelas, a pele de porcelana em tênues tons de rosa.

— Deixe-me fazer isso também. – ela murmurou, parecendo lutar contra toda a timidez – Você me alimentou a noite toda, quero fazer isso também. – insistiu. Naruto abriu um sorriso terno.

— Claro, meu anjo. – pegou suas mãos, levando-as até as caixas. Ela tateou cuidadosamente, pegando habilmente a fruta e afundando na calda. Naruto se inclinou para frente, até a altura de seu braço, e ela colocou em sua abertura. Delicada como ele jamais seria.

Naruto tinha que admitir que aquilo era mais instigante do que qualquer outra coisa. Nunca tinha feito algo do gênero com Shion, ou com outra garota com quem se relacionou – sendo sincero, não passava de sexo casual e rápido, cheio de hormônios explodindo. Ele jamais percebera que aquilo não era o suficiente, até agora. Ter Hinata o alimentando era a experiência mais íntima e erótica que partilhara com alguém. Estavam vestidos, e mal se beijavam; mas, a cada vez que seus dedos escorregavam por sua boca e seu queixo, ele sentia fisgadas dolorosas e contia gemidos.

Hinata alcançou o último morango com satisfação. Aquela noite estava sendo perfeita, como nunca tinha imaginado antes. Naruto estava sendo um cavalheiro em todos os sentidos; e, mesmo assim, quando ele a tocava, ela desejava por mais. A tensão era palpável, e todo resquício de medo ou vergonha tinha evaporado de seu corpo. Como se ali fosse exatamente o seu lugar. Não estava com receio de mais tarde, porque sabia que Naruto a cobiçava tanto quanto cada uma de suas células o fazia. Tateou a vasilha com chocolate, mas, absorta, sujou a ponta dos dedos. Praguejou baixo, mordendo a ponta do morango e estendendo para Naruto finalizá-lo, com intenção de limpar depois. No entanto, foi pega de surpresa.

Ele segurou seu pulso com delicadeza, mantendo sua mão suspensa. Mordeu a fruta, e, devagar, envolveu seu indicador, lambendo-o. Hinata vacilou, sentindo ondas de ardência febril. Repetiu com os outros, não deixando nenhum vestígio de sujeira. A essa altura, a Hyuuga já sentia as pernas bambas.

— Hinata... – a voz dele era rouca e urgente. Não estava aguentando mais. Naruto empurrou as bandejas vazias para o chão, onde quicaram ruidosamente no carpete, causando provável sujeira; não era como se estivessem se importando.

Naruto curvou seu corpo sobre o dela, grudando seus lábios em um desejoso – e aguardado – beijo. Hinata procurou seu pescoço, enroscando-se nele e unindo, mais ainda, seus corpos. As línguas se tocaram em uma confusão de gostos doces e molhados. Suas cabeças encaixavam, e, honestamente, não pensaram em oxigênio. Deitaram, um tanto apoiados contra a cabeceira. Aquele beijo era diferente de tudo que já tinham experimentado. Naruto sentia-se na obrigação de ser gentil e cuidadoso – não somente para alimentar sua redenção –. Contudo, parecia que Hinata estava no comando. Suspendendo o quadril, fez com que suas pernas se enrolassem, as cinturas colidindo em um atrito gostoso. O loiro já estava perdendo a lucidez, quando uma de suas mãos deixaram de apoiar as costas para apalpar a coxa esquerda. Hinata, inconsciente, gemeu entre o beijo, o trazendo de volta a realidade.

Ele interrompeu o contato, arfante. Ela não estava diferente, ainda no abraço. Naruto lutou contra todos seus instintos quando viu a alça do pijama escorregando pelo ombro.

— Hina, espera. – ofegou – Não precisa fazer nada que não queira. Você não me deve nada. – esclareceu. Seu coração morreria se ela se sentisse obrigada a transar com ele apenas por imposição. Todavia, sua reação foi contrária do esperado. Hinata sorriu, abertamente, e relaxou as mãos. Seus pensamentos estavam claros e certos. Ela sabia o que dizer.

— Naruto, eu quero. – sua voz se fez distinta – Eu quero isso. E quero com você. Se eu conseguisse explicar para você como é. – embargou – Eu não enxergo, mas eu consigo sentir. Eu sinto, em todo meu corpo. Está quente, formigando. É quase sufocante. – por Kami, ele sabia como era – Eu sempre sonhei que minha primeira vez fosse com alguém me aceitasse como eu sou, por inteiro. Que me respeitasse e fosse gentil. – ele fechou os olhos com os elogios, a garganta fechada de emoção – E que fosse com alguém que eu amasse. – completou com a voz mais baixa. Ele abriu os olhos novamente, surpreso. Vacilou de emoção, querendo beijar cada milímetro de seu rosto.

— Hyuuga Hinata, eu também te amo. – achou que aquelas palavras não representassem, de fato, seus sentimentos; mas chegavam muito perto.

Hinata fechou as pálpebras, completamente entregue. Parecia levitar. Naruto voltou a beijá-la, com mais volúpia e carinho. Ela não queria que ele se contivesse. Seus corpos voltaram a se moldar em uma única peça, e ele, como se lesse seus pensamentos, deixou sua cintura e percorreu suas pernas. Mesmo através do tecido fino, ela arrepiou quando sentiu os dedos na polpa de sua bunda. Subiu, os dedos brincando com o elástico da calça de algodão, e, durante o beijo, Hinata quase pôde senti-lo sorrir – daquele jeito presunçoso que ela amava.

Estava quente. Muito quente. Naruto separou o beijo lentamente, e ela resmungou. Rindo baixo, moveu os lábios por seu rosto, indo do nariz para as maçãs, e para o ouvido. Soprou no pé, e sua nuca eriçou. Em uma reação espontânea, ela afundou os dedos contra seu cabelo, puxando-os para cima. Naruto grunhiu. Teceu uma trilha de beijos úmidos por seu pescoço, e assistiu, inebriado, como ela ofegava, virando o rosto para o outro lado, lhe dando uma visão privilegiada de sua pele sem manchas. Mordiscou próximo das omoplatas, e ela saltou. Se afastou um pouco, pairando sobre ela e admirando a maneira que seu peito subia e descia desenfreadamente. A alça do pijama revelava parte do busto, e Naruto mal podia esperar para vê-lo.

— Você pode parar a hora que quiser. – sussurrou, e Hinata assentiu, a boca entreaberta e os lábios inchados.

Naruto buscou a barra de sua blusa, indicando suas pretensões. Hinata deixou seu pescoço e estendeu os braços, para facilitar a retirada da peça. Finalmente, ele a puxou pela cabeça e atirou longe, fitando, admirado – e com a boca seca – os seios desnudos, que caíram em câmera lenta. Eram grandes e redondos, assim como tinha imaginado em seus sonhos mais pervertidos. Os mamilos rosados estavam perfeitamente intumescidos, as auréolas da mesma cor. Sem perder tempo, moveu uma das mãos, segurando-o – como tinha sonhado, eles preenchiam-na por inteiro. Hinata oscilou, cravando as unhas em seus ombros. Naruto praguejou, o membro latejando. Trabalhou com os dedos, sem se deixar levar pelo tesão. Queria dar prazer a ela. Com o indicador e o polegar, envolveu o mamilo, acariciando-o. A morena não segurou um gemido baixo, arqueando o corpo e friccionando o quadril.

Seria incapaz de descrever a sensação. Por conta da deficiência, aprimorou naturalmente os demais sentidos e desenvolveu uma maior sensibilidade. Agora, todo seu corpo estava em chamas. Sentiu acanhamento quando Naruto puxou sua blusa – a nudez era desconhecida para ela, mas foi inevitável imaginar-se vulnerável na frente dele –. Contudo, o abalo passou tão rápido quanto veio; em vez disso, apreciou a mão grande e macia envolvê-lo em um aperto. Foi indescritível. Ele acariciava com suavidade, atenuando o calafrio. Então, quando palpou seu mamilo, pensou que jamais sentiria algo mais poderoso que aquilo. Uma corrente elétrica percorreu sua coluna, e, em desespero, buscou por mais contato, alisando suas pernas e sentindo um volume proeminente. Em alguma parte de seu cérebro – uma parte que, surpreendentemente, não tinha cedido ao frenesi —, pensou que Naruto sabia o que estava fazendo. Não sentiu ciúmes; apenas um eriçar por estar totalmente a mercê de um deus do sexo.

Naruto se deliciava com as reações dela. Acariciou os dois mamilos, deixando-os mais túrgidos. Unia os seios, sentindo a maciez da carne e a calidez da pele. Ao mesmo tempo, tentava conter o desejo quase primitivo de apressar as coisas. Aquela era uma primeira vez para ambos.

Quando se satisfez com o toque, relaxou o braço e o apoiou ao lado do corpo. Hinata não teve tempo de protestar, porque, logo em seguida, sentiu sua boca envolver o seio direito, e emitiu um gemido alto e arrastado. Naruto quase gozou apenas com aquele som manhoso. Finalmente, pôde se dedicar àqueles peitos. Com a língua, circundou o mamilo sutilmente. Não era preciso pressa. Hinata contorceu-se, apertando suas costas e arranhando sua nuca. Naruto chupou e lambeu, tracejando deleitoso. Era melhor do que qualquer sonho. A pele eriçava, convidativa, enquanto cada uma de suas terminações nervosas implorava por mais. Deu atenção igualmente para ambos os seios, alternando entre eles. Descansou o rosto entre o vão, inspirando profundamente e apertando-os com as mãos. Hinata soltou um pesado suspiro, atritando suas pernas para provocá-lo. Naruto sorriu libidinoso, lascivo. Ela quem estaria no comando – ele serviria unicamente para lhe dar prazer.

Abandonou os seios com uma trilha de beijos e chupões por seu abdômen. Sabia como tinha tratado as outras garotas com quem tinha se relacionado, e admitia seus pecados. Com Hinata, faria questão de descobrir cada um de seus pontos fracos. Escorregou para baixo à medida que seu rosto acompanhava as linhas da barriga lisa e leitosa. Hinata teve que soltar seus ombros, mas logo encontrou seu cabelo, prendendo-se a ele e puxando nos momentos de maior clímax. O loiro mordiscou a extensão em diversos lugares, beijando-a ora carinhoso, ora faminto. Por fim, chegou na linha V, se erguendo e começando a brincar com o elástico da calça.

Hinata reagiu instantaneamente. Não era tão inocente a ponto de não reconhecer a umidade entre suas pernas – e estava excitada o suficiente para não dar a mínima para sua timidez—. Não pensava em coisas como inexperiência ou nervosismo. Os toques de Naruto apenas deixavam-na quente e balbuciante. Quando os dedos tocaram a base de sua barriga, um arrepio percorreu sua espinha, repuxando entre as coxas. Ela queria mais. Mais contato, mais forte, mais intenso.

Naruto beijou os ossos de sua pelve antes de abaixar a peça, revelando as entradas níveas, quase puras. A calcinha era normal, de cor branca, e ele nunca achou uma lingerie tão sexy. Ajeitou-se na cama e puxou de vez a calça, os dedos roçando pela canela enquanto se livrava. Parou, suspenso, para deslumbrar aquela visão – Hinata deitada sobre os lençóis, o cabelo bagunçado e o rosto vermelho. A maneira que suas mãos agarravam o pano e como suas coxas esfregavam-se uma na outra. Ele queria se lembrar daquilo para sempre.

Voltou a se deitar sobre ela, capturando sua boca em um beijo urgente. Hinata suspirou, espalmando contra seus braços, entregue. Ela também queria descobrir Naruto, mas esperaria pelo momento certo. Enquanto isso, procurou desesperadamente por mais atrito, e ele movimentou seus quadris, grunhindo. De repente, Hinata sentiu um toque ousado por cima do tecido da única peça restante. Ela entreabriu a boca, gemendo, e Naruto usou a língua para contorná-la.

— Tão molhada. – rosnou, com o indicador e o dedo maior pincelando a entrada. Ela encurvou as costas involuntariamente, quase com um choramingo. Teria ruborizado e engasgado com aquelas duas palavras; contudo, tudo que seu cérebro dizia era maismaismais.

Naruto estava quase cedendo às próprias vontades. Sabia que ela era virgem e tinha que tomar cuidado, embora a dor provavelmente fosse inevitável. No entanto, Hinata era linda, e, sob ele, seminua e completamente aberta – bem, dizer gostosa parecia menosprezar a situação. Sua ereção era a prova disso. A morena, agindo por puro instinto, tateou pelos bíceps e pelo torso, até chegar na barra na camiseta e puxá-la para cima. Ele, sem perder tempo, afastou-se o suficiente para puxar a peça pela cabeça, em um movimento impaciente. Hinata suspirou quando dedilhou os músculos expostos. Ela os explorou com ternura, e, em seguida, com mais apetite, deixando que a ponta de seus dedos guardasse cada um daqueles detalhes, a unha arranhando-os ligeiramente. Naruto arfou, um gemido preso na garganta. Voltou a beijá-la como se dependesse disso para viver, encaixando uma das pernas contra as dela e fazendo pressão.

De fora, pareciam uma bagunça de corpos, toques e lamúrias; entre eles, sabiam exatamente o que estavam fazendo. Não houve um só milímetro inexplorado. Enquanto se beijavam audaciosamente, Naruto fazia questão que suas mãos estivessem tocando-a e examinando–a. Descobriu que gostava quando os seios preenchiam sua mão, e quando Hinata unhava toda a extensão de suas costas. Nesse ponto, nenhum dos dois se importava com ar; apenas gemidos sôfregos e suspiros.

O loiro parou de beijá-la apenas para dar atenção para o colo. Deixou algumas marcas na clavícula adorável que ela tinha, e novamente abocanhou um dos seios, sugando–os vagarosamente, o bastante para Hinata ranger os dentes. Não se demorou; tinha outros planos. Finalmente, enganchou dois dedos no elástico lateral, abaixando-os vagarosamente. Uma espécie de expectativa se formou, enquanto sua intimidade era revelada. Hinata murmurejou, relaxando os joelhos como pôde. De repente, mal podia esperar para que Naruto a tocasse. Ele baixou a última peça até os tornozelos, lembrando-se de afagá–la apropriadamente durante todo o percurso. Queria algo memorável e atencioso. Voltou, memorizando cada detalhe iluminado pela luz opaca que vinha da janela. A penumbra tornava-a mais atraente do que nunca.

Apoiou-se na altura de seu cós, a mão acariciando aprazivelmente a parte interna das coxas. Descobriu um lugar sensível, porque Hinata gemeu alto, sem poder evitar. Naruto estava maravilhado pelo som, e pela visão. A pelugem era lisa e natural, provavelmente nunca depilada. Os lábios adquiriam um novo tom de róseo, ressaído do lado de fora. Como uma flor. Ele não conseguia encontrar adjetivos suficientes para descrever. Era delicada e perfeita – e, Kami o perdoasse, sua ereção pingava dentro da boxer.

Aproximou-se, depositando uma carreira de carinhos molhados desde as coxas. A cada resposta positiva de Hinata, sentia-se mais encorajado, apoiado com as mãos e afundando o rosto entre o espaço.

— Tão linda... – soprou a meia-voz, com uma lufada de ar, e ela contorceu-se, deixando sons ininteligíveis saírem de sua boca.

Naruto começou com toques inocentes, em cima. Seus dedos adulavam a pele, enquanto explorava com a boca. Quando tocou os lábios maiores, Hinata soltou um arquejo, e, se não tivesse certa experiência, ele teria parado, achando que machucou. Contudo, sabia que não. Delicadamente, tornou a tocá-los, agora mais intensamente, regojizando–se com os arquejos cada vez mais altos que a garota soltava. Usava a língua e seus dedos, tomando cuidado para não ser impetuoso. A penetrou pela primeira vez com o indicador, o suficiente para fazê-la gritar. Fez com que ficasse confortável e introduziu a língua, demorando-se. Era quente e úmida, e ele estava adorando. Sentia as vibrações e se contraindo em sua boca, enquanto trabalhava.

Hinata provavelmente estava perdendo os sentidos. Aquela sensação, aquelas sensações. Cada célula tremia e suava, e suas mãos procuravam algo para agarrar, porque não conseguia se conter. Suas pernas tremiam absurdamente. Sem ver, sentia as mãos de Naruto passeando por seu corpo, mais perto de suas pernas. Quando ele se abaixou, apreciou o ar quente atingindo-a embaixo, e foi como se tivesse sido atingida. Ficou imediatamente fraca, sem conseguir controlar a própria voz. Ela queria dizer como era bom, como cada nervo reagia, como a língua cálida a fazia se sentir nas nuvens, mas tudo que saía eram mais e mais gemidos.

Já estava fora de si quando Naruto aumentou o ritmo. Não doía, incomodava um pouco, todavia, o prazer era imensurável. Ela o sentia dentro de si, os apertos, os dedos ágeis, beijando, tocando, lambendo. De repente, uma onda de ardor tomou todo seu corpo, passando por sua coluna e se concentrando nas pernas. Um tremor a deixou fraca, e os chiados aumentaram. Não sabia o que estava acontecendo, mas seu abdômen repuxava dolorosamente. No ápice, arqueou as costas, deixando o sentimento vir. Durou três segundos, e, quando acabou, como um piscar, ela caiu, respirando ávida.

— O que... Kami, o que foi... – arfou, tentando recuperar o controle. Sentiu a cama vibrar e Naruto rir baixo, tomando-a em um novo abraço. Ele parecia se divertir com sua nova ânsia.

— Bem, isso foi totalmente outra coisa. – ela não o viu limpar o canto da boca com o dedão.

Assistir Hinata ter um orgasmo foi a melhor experiência que já tivera. Sequer se incomodava com a dor repuxando seu membro, tamanho tesão. O corpo dela reagia aos seus toques, ligados. Queria que ela sentisse tudo, que todo seu corpo se lembrasse dele depois.

Se inclinou para beijá-la com leveza. Ela retribuiu, segurando seu rosto contra o seu, como se quisesse provar algo. Naruto amava aquilo. Naruto amava tudo sobre ela. Estavam suando, os corpos colados e o quarto abafado. Sujeira e bagunça ao redor deles, mas tudo que importava era se tocaram mais e mais.

— Naruto, eu- – ela se afastou subitamente, entre um beijo e outro. Naruto continuou a beijar seu pescoço, murmurando – Eu quero te tocar. – ele parou, pego de surpresa. Fitou seu rosto, engolindo em seco com a prerrogativa – Sabe, como você fez. – céus, ela parecia adorável com o rosto corado e as pálpebras baixas. Atrás delas, as pérolas pareciam encará-lo diretamente na alma – Como quando me deixou tocar seu rosto. Quer dizer, eu entendo se não se sentir confortável... – desviou por um instante, e Naruto achou ultrajante a simples possibilidade.

— Shh. – interrompeu, segurando seu queixo e voltando seu rosto para o dele – Hina, eu amaria se você me tocasse. – sua voz falhou um pouco.

— Mas... eu não tenho nenhuma experiência. – ele teve de se inclinar para ouvir, e praguejou mentalmente. Depositou uma carícia cálido na ponta de seu nariz e ela abriu um sorriso.

— Amor, – sussurrou para ela, carregado – você me deixa louco só com um beijo. – ela ruborizou mais – Nós dois estamos descobrindo coisas novas hoje. Você jamais faria algo de errado. – cada uma daquelas palavras eram verdadeiras. Hinata relaxou os ombros, com um riso capaz de iluminar a escuridão.

Em um ímpeto de coragem, empurrou-o pelos ombros e inverteu as posições. Naruto se acomodou na cabeceira, segurando-a pela cintura e deixando que se dispusesse da melhor maneira sobre ele. Deitados, Hinata parecia muito menor. Ainda assim, sentou-se sobre seu ventre, sentindo a dureza pelo tecido da bermuda. Engoliu em seco, pegando fogo. Suas mãos apoiaram nos ombros, e ela se inclinou para beijá-lo, o cabelo escorrendo. Atingiu seu queixo, e passou a se guiar por ali, descobrindo. Lembrou-se de como seu rosto era simétrico e de proporções harmoniosas – perguntou-se se todo o resto também era. Sentiu uma fisgada.

Hinata era graciosa em todos seus movimentos – talvez por hesitação, talvez por sua personalidade. Fosse o que fosse, Naruto não aguentaria muito mais. Sentir seus dedos percorrerem sua pele em chamas, pouco por vez, o enlouquecia. Ela era amável e convicta, assim como seus toques. A morena continuou incentivada pelos resmungos do outro, sabendo que estava no caminho certo. Enquanto isso, aproveitava para gravar em sua mente cada centímetro de seu corpo. Os ombros eram largos, a pele repuxada. O peitoral era firme, com os músculos sobressaltados na medida certa. Os bíceps já eram velhos conhecidos, agora estarrecido pela força com que a segurava, possessivamente. Chegou nos mamilos, sem querer, e estava prestes a descer quando Naruto gemeu rouco. Parou, sorrindo para si mesmo, e voltou a dar atenção. Para testar, passou os dedos, rodeando-os, e sentiu o corpo dele vergar para o seu. Satisfeita, lembrou-se da área sensível, mordiscando-o e obtendo mais barulhos e xingamentos – Hinata descobriu que adorava Naruto xingando –.

Se apaixonou pelo abdômen cheio de quadradinhos. Soube que era um corpo de causar inveja nas amigas – não se chateou por não poder admirar, porque ela estava tocando-o por inteiro. As linhas do tanquinho eram absolutamente deleitosas, e percorreu as unhas por ele. Ele se contorceu, passando a alisar seu cabelo. Esbarrou com a barra da bermuda, e hesitou.

— Eu posso? – perguntou, baixo. Ficou com vergonha por ter que pedir ajuda, mas Naruto fez questão de fazer carinho em seu rosto, gentil.

— Pode. – respondeu, em um sussurro. Aquele era um momento de intimidade e confiança, e seu coração bateu mais forte quando ela o procurou para ampará-la.

Hinata assentiu, respirando fundo e baixando a bermuda. Teve que endireitar as costas, para apoiar. Puxou a peça pelas pernas até seus pés, retirando e jogando no chão. Voltou, tateando desde o calcanhar. As batatas eram grossas, como esperado de um lutador como ele. Os pelos fizeram cócegas em suas palmas, e as coxas eram macias também. Pouco mais acima, tocou no tecido do que seria a roupa íntima. Era acetinada. Mordeu o lábio, subitamente nervosa – não por vergonha, mas por expectativa. Espalmou a mão direita por cima, sentindo a proeminência, e soltou um suspiro. Era grande, e estava duro.

— Você pode... ficar à vontade. – Naruto rosnou, parecendo se conter, e Hinata sorriu, provocadora.

Estava sendo difícil se conter. Naruto prendeu as mãos ao lado do corpo, mas ele estava excitado, e sentir o toque quente e leve de Hinata sobre seu membro era demais. Apenas de roupa íntima, assistiu, olhando por cima. Hinata entre suas pernas, o rosto voltado para baixo, compenetrado. As mãos apoiando em sua cintura, uma delas por cima do estofo. Ele mordeu a boca, evitando um gemido mais alto, respirando com dificuldade, tudo para deixar a situação mais confortável para Hinata.

— Isso é bom para você? – arriscou, brincando com a barra. Naruto grunhiu.

— Não dá para... dizer quanto! – ofegou quando ela segurou com mais força. Aquilo era tortura.

Hinata continuou a tocá-lo, descobrindo. Também não conseguiria descrever a vivência. Mais audaciosa, cercou os dedos ao redor do membro. Era diferente do que tinha imaginado. Mesmo com o pano, pôde senti-lo úmido, com certa grossura. Definitivamente grande. Ela sentia a euforia, claro, mas aquela também era sua primeira experiência real, de intimidade, conhecendo a anatomia masculina – e que anatomia –. Estava, sobretudo, curiosa.

Descobriu algumas coisas interessantes; Naruto arquejava quando ela se aproximava da barra, e seus dedos tocavam a pele. Ele prendia as mãos fortemente no lençol, mas também procurava tocá-la o máximo possível. Ela não aguentou mais – puxou a boxer repentinamente, surpreendendo-o. Uma lufada de alívio percorreu seu corpo quando se viu livre. Hinata imitou o processo com a última peça, e agora ambos estavam nus. Aproveitou para que suas mãos trabalhassem, reconhecendo. Próximo do interior das coxas, sentiu a pele esquentar, com os dedos atingindo o que provavelmente seria o testículo – suas aulas de anatomia não foram exatamente produtivas –. De qualquer maneira, o gemido sôfrego que Naruto deu valeu a pena.

— Porra! – praguejou alto, com o pré-gozo escorrendo.

Hinata sentiu-se estimulada. Com mais coragem do que jamais pensou que tivesse, segurou o membro pela base, finalmente tocando-o com firmeza. A pele era repuxada e fina, rija. Estava ereto, como ela imaginava – fez bem para o seu ego –. Com as costas curvadas e o colo para baixo, apoiou as duas mãos, percorrendo a extensão para senti-lo por inteiro. Naruto emitia resmungos contidos e ávidos. Era uma sinfonia caótica e muito boa. Ela atingiu o topo, tateando o líquido que escorria. Era viscoso, mas não sentiu nojo. De repente, quis se abaixar.

— Hina, eu... – Naruto notou sua movimentação, e não queria que ela pensasse ser obrigada àquilo. No entanto, não pôde completar a frase, quando sentiu sua boca tocá-lo na glande. Soltou um gemido alto, como um rugido. Involuntariamente, sua mão foi até o cabelo dela, afastando-o. Sua respiração estava entrecortada. Hinata, sorrindo, entendeu aquilo como um sinal verde, e prosseguiu.

O gosto era estranho – um tanto amargo, um tanto doce. Tocou com os lábios por alguns segundos, e afastou. Então, tocou novamente, dessa vez colocando parte para dentro. Naruto esbaforiu, surpreso, fechando os olhos com força e querendo que aquela sensação durasse para sempre. Hinata engoliu até onde pôde, até que começou a sentir um incômodo da garganta e retirou. Ficou com medo de estar fazendo errado – mas sentia os dedos dele afagando sua nuca, contidos, e seus ouvidos captavam as queixas. Ela sentia mais e mais calor em sua intimidade, querendo tocar-se também. Voltou a colocar na boca, dessa vez enérgica. O que não coube, ela segurou com as mãos, fazendo o movimento que considerava correto. Deve ter sido o certo, porque ele continuou a gemer palavrões e seu nome, arrastado. Aquele som foi incrível.

Hinata nunca assistiu pornô, e não teve amigas que descrevem detalhadamente suas experiências sexuais. Teve que lidar com seu instinto, e com o que estava com vontade de fazer. Usou a língua, se preocupando em machucá-lo. Quando incomodava, retirava, continuando o movimento com as mãos, para cima e para baixo. Continuava a expelir líquido, mais doce, que lubrificava. Seus dedos arranharam em suas coxas, e ele ganiu.

— Ah, porra, Hinata! – proferiu, tentando se recompor – Hina, Hina. – chamou, procurando por lucidez – Ah, caralho. – revirou os olhos. Estava muito perto de gozar, apenas com um oral. Não queria marcar a primeira vez da garota gozando em sua garganta. Com muito esforço, apoiou os ombros dela, puxando-o para cima o mais delicado que conseguiu. Abraçou sua cintura, o membro roçando em sua perna. Céus, aquilo seria difícil.

— O que foi? Eu fiz alguma coisa de errado? – sua voz denunciava mágoa, e Naruto se xingou, no sentido ofensivo da coisa. A beijou extasiadamente, apertando seu corpo contra o dele. Os seios comprimiram-se em seu tórax.

— Muito pelo contrário. – respondeu, gutural – Você estava indo muito bem. Só não queria, hm... – parou, um tanto envergonhado – Sabe, te sujar. – terminou, e seu belo rosto se converteu em uma careta engraçada e vermelha.

— Ah. – ela exclamou, soltando um risinho e escondendo-se em seu ombro. Naruto se perguntou como uma garota podia ser tão adorável e tão sexy. Sua ereção fisgou, agora mais dolorida que antes. Sentiu falta da boca quente e das mãos macias, e mal podia se segurar. Contudo, não apressaria nada. Em um movimento, tornou a inverter suas posições, e Hinata soltou um gritinho, segurando-se em seu pescoço. O cabelo escorreu pelo travesseiro como uma cascata. Ela parecia uma pintura.

— Nós podemos parar por aqui. – sugeriu, embora não quisesse aquilo nem um pouco. Seus olhos já tinham se acostumado com a parca luz, e o rosto de Hinata era lindo.

— Quero ir até o fim. – ele se fascinou com o tom decidido, e não iria contrariá-la— Eu te amo. – como esquecer aquela voz, aquele tom, aquelas palavras?

— Eu te amo. – respondeu, afetado. Uniu seus lábios de novo, beijando-a lenta e ardentemente.

Deixou uma das mãos em suas costas, e moveu a outra até o espaço entre suas pernas. A entrada estava palpitando, e ele gemeu entre a carícia. Com um dos dedos, procurou pela abertura, para prepará-la. Hinata pulsou, soltando do contato e deixando a boca entreaberta. Naruto mordiscou seu lábio interior, enquanto sentia a umidade ébria envolvê-lo. Ela sentiu um certo incômodo, passageiro, mas, a cada segundo, se acostumava mais, e foi substituída por desejo. Involuntariamente, rebolou, aumentando o atrito. Naruto rosnou, e colocou mais um. O som de seus gemidos percorreram o quarto.

— Tão apertada... – grunhiu, realizando o movimento com lentidão. Ela choramingou, fincando as unhas em seus braços – Está pronta? – quis confirmar para machucá-la o mínimo possível. Incapaz de falar, Hinata apenas assentiu, o colo encurvado.

Naruto escondeu o rosto na curvatura de seu pescoço, mordendo-o na região. Retirou os dedos, e Hinata quis protestar quando a sensação boa se foi. Em seguida, ele pincelou a entrada, com o membro ereto e gotejante. Envolvida, descerrou as pernas, dando maior mobilidade. Naruto estava quase penetrando, quando parou.

— Oh, merda, espera... – resmungando, tateou cegamente até encontrar a mesa de cabeceira. Abriu a gaveta e puxou um pacote metalizado. Afastou-se, suspendendo seu corpo. Rasgou a camisinha e desenrolou o plástico através dele todo, atirando o papel sabe-se onde.

Aproveitou para admirar Hinata mais um pouco. Totalmente nua e entregue. Céus, como ele era um cara de sorte.

Voltou a deitar sobre ela, equilibrando todo seu peso, colado a ele. Posicionou a glande contra seus lábios menores, e penetrou. Imediatamente a carne apertada o envolveu, tornando o movimento difícil. Ele praguejou, já sentindo contrações. Hinata, por outro lado, choramingou, apertando as mãos. Era doloroso mesmo. Incômodo. Naruto, alarmado, paralisou, afagando seu rosto carinhosamente.

— Amor, está tudo bem? Nós podemos parar. – não queria agir como um desesperado, mas machucá-la doía nele também.

— Não, está tudo bem. – garantiu, encontrando um fiapo de voz – Só... deixa eu me acostumar.

Continuaram imóveis. Hinata respirou fundo, se movendo de forma que ficasse confortável. Depois de alguns minutos, o incômodo inicial passou um pouco, e ela estimulou os quadris. Naruto grunhiu.

— Pode ir. – ela sussurrou, puxando o cabelo de sua nuca. Ele o fez, com prazer.

Vagarosamente, empurrou o quadril para frente, introduzindo mais. Continuava apertada, e contraindo ao redor de seu membro. Já conseguia sentir parte do líquido vindo, e não duraria muito. Se mexeu, para frente e para trás, uma vez. Hinata emitiu alguns sons, mas a careta de dor tinha se dissipado. Ele poderia ter vindo apenas com aqueles olhos fechados e os lábios vermelhos. Repetiu o movimento, agora colocando-o quase inteiro. Ela gemeu languidamente. Suas mãos eram uma bagunça de toques e puxões. Naruto aumentou a velocidade, criando um ritmo, e Hinata, em uma agitação inconsciente, afastou as pernas, tocando seus pés. O incômodo era ínfimo, e o sentimento de estar inteiramente preenchida a fazia esquecer de tudo. Ela jurava que estava vendo estrelas.

A cama começou a acompanhar seu compasso. Os corpos grudados de suor dividiam os mesmos sons, a mesma intensidade, a mesma atração. Suas mãos se entrelaçaram, e as bocas desgrudavam apenas para gemer. Naruto se recusava a se afastar um milímetro sequer da pele, marcando seu pescoço e colo. Apertava os seios e os comprimia. Hinata deixava arranhões e roçava suas laterais, lhe dando arrepios.

Ele teve medo de não conseguir lhe dar outro orgasmo – sabia como era difícil apenas com penetração –, e considerando que estava ridiculamente perto. Mas sentia as contrações ao redor de seu membro, o rebolar impensado, a respiração exaurida. Cada mísero detalhe o deixava mais e mais alucinado. Suas pernas já queimavam pelo esforço, mas não queria parar. Aquela conexão era única, porque todo seu corpo respondia a ela.

Hinata jamais pensou que poderia se sentir assim. Suas células, suas veias, imploravam por Naruto. Ela se sentiu viva, completa. Com ou sem deficiência, tudo que importava eram as sensações, e estava cheia delas. Marcada por ele, por dentro, e por fora. Sua mente clareou, e em um ápice, ínfimo, sentiu como se todas suas terminações se revigorassem ao mesmo tempo. Gritou por ele, e desfaleceu, exausta. Seu abdômen repuxava, as pernas tremiam e o coração batia descontrolado. Naruto não aguentou quando a ouviu chamando por ele; gozou, os olhos revirados e um gemido rouco. Foi um orgasmo intenso, porque nunca tinha se sentindo tão consumido.

Para não cair sobre ela, virou-se, tombando ao lado. Se recusou a soltá-la, trazendo-a para cima de si novamente, pernas e braços se entrelaçando. Abriu os olhos, vendo pontos brilhantes. Retirou a camisinha, dando um nó e largando em qualquer lugar. Abraçou sua cintura, sem se incomodar com o suor ou os resíduos. Parte de seu corpo ainda pulsava.

— Uau. – a ouviu suspirando, e riu mole.

— É. Uau. – nunca tinha sido daquela maneira. Nunca. Ele mal sabia o que dizer. Queria explicar como tinha sido quase religioso. Como seu coração palpitava por ela. Como ele a amava.

— Bom, eu não sei para você, mas para mim... – aconchegou-se, movendo as pernas para cima das dele – Não tenho como explicar.

— O que? – surpreendeu-se, virando para ela – Foi a experiência mais maravilhosa da minha vida. – retrucou, com o tom indignado. Hinata riu, balançando a cabeça.

— Que bom. – tudo nela gritava felicidade – Espero que eu não esteja cansada para amanhã. – fingiu estremecer. Não sabia que horas eram; provavelmente madrugada adentro. Sentiam-se cansados, mas, de alguma maneira, extremamente revigorados.

— Você vai ganhar aquela medalha, e nós vamos comemorar juntos. – ele murmurou, puxando-a para um beijo calmo.

— Você também vai ganhar. – ela respondeu, roçando os lábios nos dele.

Abraçaram-se tanto quanto podiam. Do lado de fora, o inverno consumia a cidade. No quarto, o calor era perfeito para ambos os corpos. Adormeceram, em meio ao cansaço, sem se importar com nada – a cama bagunçada, as roupas pelo chão, o suor ou o cheiro de sexo. Não, sexo não.

Amor.