Quimera

46 Necessidade


Notas iniciais
Oi gente k tudo bem? Foram semanas muito exaustivas emocionalmente pra mim, e eu abria o editor e simplesmente não saía. Eu estive trabalhando muito também, e peço perdão pela demora. Eu quero muito retomar o ritmo e atualizar todas as minhas histórias, inclusive terminar a short natalina em fevereiro (por que não?). Para aqueles que não desistem dessa autora aqui, meu muito obrigada. Na contagem regressiva para essa fic que é meu maior projeto desde 2011, e que me deixa tão animada para escrever, apesar de tudo ♥

— Seu amor abriu meus olhos para a beleza da vida.

Do outro lado de Tóquio, em um grande quarto de hospital, com paredes de um branco quase ofuscante, enfermeiras realizavam a preparação de uma paciente para a cirurgia. Elas limpavam seus braços, para introduzir o soro e a anestesia, e trocavam suas roupas. A televisão estava ligada no canal de notícias, o som ambiente um pouco mais alto que o comum, onde assistiam o herdeiro Namikaze — agora Uzumaki — fazer um pronunciamento épico.

Na cama, Hinata era tomada por lágrimas.

Tinha ouvido todo o discurso; cada palavra, do início ao fim.

Durante a última semana de exames e preparações, que constatariam sua disponibilidade definitivamente para realizar os procedimentos, ela ficara sabendo da coletiva. Ouviu momentaneamente, pela televisão que estava sempre ligada quando suas enfermeiras vinham checar seus sinais – já internada, nas etapas finais. Perguntou-se o que o tinha levado àquilo; afinal, Naruto sempre fugiu da mídia, dos holofotes e de ser associado ao nome do senador. De repente, convocar uma coletiva de imprensa em nome das associações Namikaze não fazia seu estilo.

Hinata também se perguntou se realmente o conhecia, afinal. Não fazia diferença. Com a proximidade da cirurgia experimental, não restava tempo para que ficasse cultivando aqueles questionamentos; sentimentos. Enquanto seu coração se apertava de saudade, sua mente não a deixava dormir de angústia.

Exames exaustivos comprovaram que eles podiam fazer a primeira tentativa. O próprio doutor Sakoto se certificou de analisar todos os resultados antes de chegar em uma conclusão definitiva, e, mesmo assim, teve diversas conversas secretas com Hiashi e Hiromi, legalmente, seus tutores por mais alguns meses. Hinata não conseguia esconder o nervosismo, as mãos suando, os batimentos cardíacos acelerados, que faziam os barulhos da máquina aumentarem e chamarem a atenção das enfermeiras. Quando o médico lhe disse que, finalmente, fariam a cirurgia em poucos dias, foi como se todo seu estômago caísse.

O dia que mais esperou, em toda sua vida, de repente, chegando.

Quaisquer expectativas que tentasse alimentar jamais chegariam aos pés do que a esperava. A mera possibilidade de enxergar já dava a impressão de um sonho, mais uma das fantasias que criava antes de dormir. Hinata simplesmente não conseguia imaginar o que era ver as cores, as formas, as pessoas. A luz, a sombra. Os detalhes. Apenas ver. Era surreal e inacreditável.

Naquela manhã, ela tomou todos os remédios necessários – pílulas gigantescas e com gosto duvidoso. Deixou que as mãos habilidosas as enfermeiras percorrerem seu corpo, esterilizando e limpando. O colírio que pingaram em suas córneas ardeu um pouco, e, por isso, precisou ficar em repouso, recostada na cama, mas sem conseguir dormir.

Perto das dez horas da manhã, a televisão, sempre em som ambiente, foi erguida alguns tons pelas duas senhoras. Sua mãe, que recusou-se a sair do seu lado desde a noite anterior, tampouco teve coragem para pedir que elas desligassem o aparelho quando a voz de Naruto preencheu o quarto.

Ouvi-la foi como um soco, mas também como um carinho. Há muitas semanas Hinata não ouvia o timbre confiante e quase ligeiramente sarcástico. Seu peito apertou de saudades, e, caso se concentrasse, seria capaz, até mesmo, de sentir os dedos passeando por seu rosto, acariciando-a. Seu coração amava tanto Naruto que doía. A separação foi dolorosa, e, passar todas aquelas semanas em Tóquio, sem poder dividir com ela a experiência, seus temores e pensamentos, foi angustiante.

Não demorou até que ela começasse a chorar. Quando ouviu seu nome, deslizando com tanta ternura por sua boca, suas mãos voltaram a tremer. Não se importou em como estava parecendo para as enfermeiras – que ela duvidava não estar a encarando, estupefatas, naquele exato momento. Cada elogio, cada palavra sincera, o pedido sincero de perdão, o reconhecimento de seus erros; tudo aquilo soou como facas sendo atiradas em seus membros. Era uma dor quase física.

Quando ele falou, finalmente, sobre a instituição – que levava seu nome – e o programa de bolsas de estudo para deficientes, Hinata tinha certeza que teria um ataque cardíaco, tão altos os barulhos que saíam da máquina. Sua mãe apertava suas mãos, chorando ruidosamente. Seus pensamentos processavam rápido a grande quantidade de informações, ao mesmo tempo que tudo parecia claro demais.

Tudo fazia sentido.

Naruto a amar fazia sentido. Ela amar Naruto fazia sentido.

O que o passado deles significaria diante daquilo? Naruto não era a mesma pessoa que conhecera dois anos atrás. Ele tinha crescido, evoluído, se tornado alguém de quem tinha um orgulho e admirações enormes. Cometera erros, sim, mas Hinata sequer era capaz de pensar neles, agora, diante da sua remissão.

As lágrimas abundantes que saíam de seus olhos eram quentes e grossas. Os soluços, apertados e sufocantes. Sentiu os braços de Hiromi abraçando seus ombros, e as enfermeiras aplicando algo em seus braços – sequer sentiu a agulha. Trêmula, não conseguiu formular as palavras para sua mãe quando estendeu a mão em direção ao criado-mudo. Felizmente, a mulher compreendeu, e, rapidamente, estendeu seu telefone celular.

Não precisou procurar por seu número. Sempre esteve na chamada de emergência, desde o dia em que ele anotou, há tanto tempo.

Não atendeu.

Tocou inúmeras vezes até cair na caixa postal. Hinata sentiu o desespero tomar conta de sua garganta. Logo o doutor Sakoto a levaria, sedada, para a cirurgia. Não tinha tempo — e precisava de Naruto com ela.

A aflição a deixou hiperventilando. Os minutos se arrastavam, enquanto ela tentava ligar para Naruto. Repentinamente, tudo tinha mudado; mas nada tinha mudado, também.

Desligando novamente, iniciou o comando de voz e entrou nos últimos contatos para quem tinha ligado. Ao contrário das tentativas anteriores, bastaram dois toques para que atendesse, a voz tão conhecida em desespero.

— Hinata!

— S-Sakura? – gaguejou, sem ar – P-Por favor, me ajuda.

Naruto caminhava tranquilamente com as mãos nos bolsos, admirando o clima sempre melancólico e nublado de Tóquio, e como as nuvens pareciam ser carregadas da poluição dos carros, ao menos naquela parte da cidade. Atrás de suas costas, uma multidão enfurecida era contida pelos seguranças muito bem pagos da companhia Namikaze – e, por falar no sobrenome, ele sentia um peso levíssimo sob seus ombros, mas sabia que o progenitor não estaria muito feliz.

Atravessou a rua e voltou para o hotel, cumprimentando os porteiros que pareciam ligeiramente atônitos. Subiu até a cobertura, sentindo-se satisfeito consigo mesmo. Tinha conseguido afinal – desafiou o sistema, utilizou seus próprios meios contra eles, fez algo bom. Se tinha se redimido, não sabia. Mas estava em paz.

Mal tinha terminado de tirar a gravata quando o furacão Minato entrou pela porta da suíte presidencial. Seu rosto estava vermelho, e furioso. Naruto quase pôde ver a fumaça saindo de suas narinas – não pode analisar com mais precisão, porque seu pai atravessou o cômodo em um ímpeto, agarrando-o pelas golas e presando-o contra a parede.

Eram quase da mesma altura. Tinha o mesmo formato de rosto. Naruto percebeu que seus olhos tinham quase a mesma tonalidade. Compartilhavam muitos traços físicos em comum, mas nenhum de personalidade.

Não perdeu a calma. Continuou encarando-o por cima, como na coletiva – como há muito fazia. Minato parecia transtornado, mas Kushina se pôs entre eles, agarrando seus braços e gritando para soltá-lo. O senador empurrou-o com força antes de sair, bufando. Sua mãe inclinou-se para ele, acariciando suas bochechas e perguntando se estava bem. Naruto confirmou e a tranquilizou com o olhar.

Nagato assistia a cena da porta, com o rosto um tanto cômico, os braços cruzados e a expressão curiosamente orgulhosa.

— VOCÊ PERDEU O JUÍZO? – Minato berrou, a voz ecoando pelas paredes com uma fúria animalesca. Seu peito subia e descia, e ele andava de um lado a outro como quem quebraria o piso com os pé, se pudesse.

— Eu nunca estive tão são em toda a minha vida. – retrucou, calmamente, arrumando as roupas amassadas. Minato o fitou com raiva.

— Isso é culpa minha. – vociferou – Eu te mimei demais! Agora chega dessa palhaçada, EU VOU DESERDAR VOCÊ! – apontou o dedo para ele, com a mandíbula trincada. Naruto quis bocejar.

— Vai! Faça isso. – abriu um riso irônico – Minato, quando vai perceber que isso não me importa mais? Eu não estou nem aí para as empresas! Ações, publicidade, eu não ligo! – jogou os braços para cima, gesticulando.

— ORA, SEU MERDINHA-

Ele voltou a avançar, mas Kushina entrou em sua frente, abrindo os braços potetoralmente. Naruto não se importava em lidar com a raiva explosiva de Minato, mas aquela cena, de alguma maneira, fez seus nervos voltarem a flor da pele. Friccionou os pulsos, subitamente incomodado.

Ele sabia que o pai jamais levantaria um dedo para sua mulher – ele podia ser mau caráter, corrupto, preconceituoso e definitivamente babaca, mas ele a amava. Talvez fosse a única pessoa em todo o mundo por quem nutria sentimentos verdadeiros. Sua vida não tinha sido das melhores, mas não negaria que sempre vira os sorrisos mais verdadeiros e os olhares mais amorosos relacionados à ela.

Kushina era uma mulher incrível. Uma em um milhão. Era bondosa, carinhosa, generosa. Era linda. Uma ótima mãe. Por que ela ainda estava com aquele homem?

Pensar que Minato nunca seria digno de sua mãe o deixava realmente irritado.

— QUAL É O SEU PROBLEMA? – ergueu a voz, dando dois passos para frente. Kushina o fitou suplicante, implorando para que ele calasse a boca, e Minato parecia prestes a retrucar, mas Naruto continuou, movido pela impetuosidade – Quando foi que você se perdeu desse jeito? Quando foi que se tornou esse homem babaca, narcisista, egocêntrico e arrogante? – não estava gritando, mas, de algum modo, sua voz estava mais alta que os resmungos. Ele viu o senador parar, um tanto confuso, pego de surpresa. Kushina tinha, em seu rosto, uma expressão surpresa – Porque eu tenho certeza que você não poderia ter conquistado a minha mãe sendo esse idiota!

Parou, respirando fundo. Pensamentos e sentimentos antigos se acumularam em sua mente, confundindo sua linha de raciocínio. Seus pais agora pareciam prestar atenção no que ele dizia, e, tirando o som de gritos da imprensa do lado de fora do prédio, o ambiente estava estranhamente desacelerado.

— Você não foi um bom pai. – manteve os olhos erguidos – Pode até ser um bom empresário, um bom político, mas não foi um bom pai. Nem para mim, nem para Nagato. Ele conseguiu fugir de toda essa teia de mentiras que você cria, mas eu não. Eu fui o escolhido. O herdeiro. – travou a mandíbula – Todas as entrevistas, todos os eventos. Sempre esperando mais. Você nunca me apoiou, Minato. Nunca esteve realmente do meu lado. E, quando eu encontrei uma garota legal, você foi o pior tipo de preconceituoso escroto que poderia existir. Transformou a minha vida em um maldito jogo político. – cuspiu, perdendo um pouco a linha ao pensar em Hinata – Como você pôde? Tantos anos? Tanto tempo gasto, tanto esforço para manter toda essa aparência, e para que? Pensou que ia me conquistar desse jeito? Que eu seria o herdeiro das suas empresas e assumiria esse teatro?

Arrumou a postura, encarando-o por alguns segundos. Minato já não lutava furiosamente para se desvencilhar dos braços de Kushina. Naruto não percebeu, mas ele se apoiava nela, segurando seus ombros com força, os dedos brancos.

— Eu não quero ser parte disso! – apontou para o lado de fora – Eu quero ser livre! Eu quero fazer minhas próprias decisões, quero ser alguém de quem eu possa me orgulhar! Eu fiz o que fiz para tentar compensar as besteiras que eu fiz, de alguma maneira, porque eu cresci do jeito errado, e a vida teve que me ensinar como ser uma pessoa melhor! Eu adorei fazer parte disso, dessa ação, adorei as reuniões com os acionistas, os conselhos dos sócios, eu adorei o mundo dos negócios. – sua voz suavizou um pouco – Mas, se for para seguir esse ramo com o seu nome e as suas empresas, eu prefiro dar as costas para tudo e ser deserdado.

Voltou para a cama, pegando seu celular e a gravata deixada de lado, subitamente cansado. Voltou-se para a pequena plateia que acompanhava seus movimentos.

— Todos os acionistas concordaram com a fundação, não adianta cancelar. Eu estudei. – caminhou até a porta, e, antes de sair, virou-se, fitando Minato nos olhos – Eu escolhi usar o sobrenome do qual eu me orgulho. E, você acreditando ou não, eu gostaria que fosse o seu.

Atravessou o corredor para seu próprio quarto – ele tinha previsto um tipo de embate daquele, e se preveniu alugando outro cômodo na mesma reserva.

Sentou-se na cama, apoiando a cabeça nas mãos. Suspirou. Nunca tinha enfrentando o pai de maneira tão direta – a não ser, é claro, quando lhe deu um soco. A porta se abriu abruptamente, e ele moveu os olhos para cima, alerta. Esperava pelo senador, procurando mais briga, mas foi Kushina quem entrou, acompanhada de seu irmão.

Ambos não pareciam irritados com ele. Com uma careta culpada, Naruto se levantou, ficando de frente para a mãe.

— Okaa-san, me desculpa. – murmurou.

Qual foi surpresa quando a mulher, quase um palmo mais baixa, o puxou para um abraço. Naruto tropeçou, confuso, e ela apertou seus ombros com os braços finos, mas fortes. Quase sem ar, o Uzumaki não se desvencilhou. Kushina o afastou o suficiente para ver seu rosto, e seus olhos, tão azuis quanto os dele, mas com o mesmo brilho travesso de Nagato.

— Eu estou orgulhosa de você, meu filho.

Naruto abriu um sorriso brilhante.

— Talvez eu não tenha sido tão firme quanto deveria, mas você, meu filho, é o meu orgulho. Você e seu irmão. – olhou para trás, estendendo a mão para puxar Nagato também – Eu quero que você continue seguindo seus sonhos, e fazendo coisas boas pelo mundo. Essa ideia foi maravilhosa, e seu pai também acha, lá no fundo. – Naruto rolou os olhos, e Kushina lhe deu um tapa, rindo – É sério. Você foi incrível. Um verdadeiro Uzumaki.

Nada no mundo poderia tirar o sorriso que Naruto ostentava em seu rosto, agora.

Até Sakura entrar no quarto como se o mundo estivesse acabando.

— NARUTO! – ela tropeçou em uma mala e Sasuke segurou seu braço antes que levasse todos para o chão.

— Sakura? O que- o que está fazendo aqui? – perguntou, atônito. Seu rosto estava vermelho.

— Não tem tempo para explicar! – com uma força descomunal, ela segurou seus pulsos, arrastando-o para fora – Desculpa, Kushina! Oi, Nagato! – eles responderam com múrmuros mais desorientados – Sasuke, fica e explica tudo! – Naruto duvidava que ele fosse contra uma ordem tão explícita, e continuou a ser guinchado pela garota por todo o corredor, até o elevador.

Vacilou nos próprios pés algumas vezes, até a garota o jogar para dentro do espaço e apertar o botão do térreo furiosamente, bufando e afastando o cabelo do rosto vermelho.

— Será que você poderia, por favor, me explicar o que está acontecendo? É muito bom ver você também. – ironizou. Quando ela virou-se para fitá-lo, ele estremeceu.

— É a Hinata.

Naruto falhou dolorosamente uma batida.

— Hinata? O que tem ela? – repetiu, a voz quase um sussurro. Suas pernas fraquejaram de saudades. Há quanto tempo não se falavam, agora? Algumas semanas, talvez um mês. Nunca se esqueceria de como errou com ela.

— Você não olhou seu telefone não?

Naruto quase deixou o aparelho cair quando o puxou de seu bolso. Tinha deixado no modo avião, para evitar checar mensagens de empresas de comunicação com quem tinha entrado em contato para a coletiva, além de controlar a inquietação.

Quando desligou o modo, recebeu dezenas de notificações, até que se concentrou nas quatro ligações perdidas de Amor.

Seu estômago caiu.

Quantas vezes não esteve a ponto de discar para ela? Deixar infinitos recados na caixa postal? Depois de tanto tempo, o que teria acontecido para ela ligar? Hinata estava bem?

Virou-se para Sakura, cuja expressão era impaciente. Ele conhecia a garota, há muito tempo. Sabia dizer quando algo não estava certo – sobre como suas sobrancelhas estavam tensas, e, seus ombros, arqueados.

— Sakura, o que está acontecendo? – a urgência em seu tom beirava o desespero. Chegaram no subsolo, e ela procurou pelo carro com que tinha vindo com Sasuke. Disparou o alarme e pulou no assento do motorista, enquanto Naruto a seguia no passageiro.

— Hinata pediu minha ajuda, mas não conseguiu dizer muita coisa. – falou rapidamente, enquanto ligava o carro e já dava ré para sair – Ela parecia estar chorando. Disse que viu sua entrevista.

Embora preocupado, seu coração se aqueceu um pouco. Ficou feliz por ela ter visto o que tinha feito pensando nela, e em tantas outras crianças que teriam novas oportunidades. Não estava visando seu perdão, nem nada do tipo, mas cada palavra tinha sido verdadeira. O Instituto Hyuuga Hinata ajudaria centenas de pessoas.

— Ela está aqui em Tóquio? – perguntou, tentando ligar os pontos.

— Ela está no hospital, na verdade. – Naruto sequer percebeu a manobra perigosa que Sakura fez para entrar no trânsito, pegando a rodovia ao cortar o semáforo. Sua mente zumbiu um pouco, processando a informação – Hinata vai fazer uma cirurgia para voltar a enxergar, e ela precisa falar com você antes de entrar.

Hinata.